
roma★

blake kathryn
we're not kids anymore.

if i look back, i am lost

⁂
Not today Justin
Sade Olutola
RMH

ellievsbear
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
hello vonnie
Today's Document
YOU ARE THE REASON
Monterey Bay Aquarium
styofa doing anything

★
trying on a metaphor
Jules of Nature
$LAYYYTER
No title available
seen from Pakistan

seen from United States

seen from Türkiye
seen from Chile
seen from Türkiye

seen from United States

seen from United States

seen from Singapore

seen from Germany
seen from United States

seen from United States

seen from United Kingdom

seen from Singapore

seen from Bulgaria

seen from Germany
seen from Croatia

seen from Singapore

seen from United States

seen from South Korea

seen from Singapore
@luniiy
entende ?
sacou?
The fleeting yet beautiful world of nemophila.
can you see me? ꕤ
Existe um furacão de coisas dentro de mim e eu não me acho no meio delas.
“Já não crio expectativas, não procuro amores e nem tão pouco, afetos. Ultimamente prefiro ser surpreendido ao invés de decepcionado. Se algo bom tiver que acontecer, que aconteça ou pouco importa.”
— Giulia S.
Bir gün sonsuza kapanırsa gözlerim. vasiyetimdir çiçekli bir bahçeye ağıtsız gömülmek isterim..
A solidão não chega como um estrondo, nem se anuncia como tragédia, ela se infiltra. Primeiro nas pausas entre as conversas, depois nos intervalos dos dias, até ocupar os espaços que antes eram preenchidos por uma sensação quase imperceptível de companhia, não necessariamente de pessoas, mas de sentido. Há quem confunda solidão com ausência, mas nem sempre falta alguém ao redor. Às vezes, o que falta é um lugar onde a própria existência faça eco, onde a presença não precise ser justificada, onde o silêncio não soe como rejeição. A falta de pertencimento dói em silêncio e é uma dor peculiar, porque não sangra, não grita, não pede socorro de forma evidente. Ela só se instala como uma espécie de ausência de cor naquilo que antes parecia vívido, é como caminhar entre pessoas, ouvir vozes, participar de momentos e ainda assim sentir que tudo acontece a uma pequena distância, como se houvesse uma camada invisível separando o dentro do fora. Com o tempo, a solidão deixa de ser circunstância e passa a ser paisagem, a pessoa aprende a se mover dentro dela, a organizar pensamentos, a ocupar o tempo com pequenas distrações que não chegam a preencher, mas ajudam a não encarar diretamente o vazio. Porque encarar exige admitir que há algo faltando que não se resolve com companhia superficial ou com a repetição mecânica dos dias. É um desencontro mais profundo, quase estrutural, como se o mundo tivesse sido projetado com encaixes que simplesmente não correspondem ao formato de quem tenta habitá-lo. E então surge uma adaptação silenciosa, a de se tornar espectador da própria vida, observando, participando o suficiente para não parecer distante demais, mas nunca o bastante para sentir que realmente pertence. Há momentos em que tudo isso se torna quase confortável, não por ser bom, mas por ser conhecido, porque o desconhecido cansa mais do que a dor familiar. Assim se cria uma rotina onde o vazio é previsível, onde as expectativas são reduzidas ao mínimo necessário para evitar frustrações maiores. E nisso há um certo tipo de paz, não a paz que acalma, mas a que anestesia. Só que, vez ou outra, algo rompe essa estabilidade frágil, uma lembrança, uma conversa inesperada, um gesto simples de alguém que, sem saber, toca exatamente naquilo que foi cuidadosamente mantido adormecido. E então a solidão revela sua verdadeira face, não como ausência de pessoas, mas como ausência de conexão real, de reconhecimento, de um lugar onde não seja preciso se ajustar o tempo inteiro para caber. O mais curioso é que, mesmo assim, existe uma resistência em abandonar esse estado. Porque pertencer implica risco, implica se mostrar, se expor, permitir que alguém enxergue não apenas o que é conveniente, mas também aquilo que foi escondido para evitar rejeição. E para quem já se acostumou a não ser visto de verdade, a possibilidade de ser visto e não aceito parece mais dolorosa do que continuar invisível. A solidão então deixa de ser apenas um cenário e passa a ser uma escolha inconsciente, uma proteção disfarçada de isolamento. Ainda assim, em algum lugar, permanece uma inquietação, um incômodo sutil que não desaparece, que insiste em lembrar que viver não deveria ser apenas suportar o passar do tempo com o mínimo de desconforto possível. Essa inquietação não grita, mas também não se cala completamente. Ela se manifesta nos detalhes, como no olhar que se demora mais do que deveria, na vontade inexplicável de dizer algo e não dizer, na sensação de que há mais a ser vivido do que aquilo que se apresenta. É como se, mesmo dentro da solidão, existisse uma parte que se recusa a aceitar que aquilo é tudo. E talvez seja essa parte que mantém algo vivo, não uma esperança ingênua, mas uma espécie de teimosia silenciosa, que insiste em existir apesar de tudo. Porque, no fundo, a solidão não apaga completamente o desejo de pertencer, ela apenas o esconde sob camadas de defesa. E enquanto esse desejo ainda existir, por menor que seja, ainda há movimento, ainda há possibilidade. Não de eliminar a solidão, mas de atravessá-la sem se tornar inteiramente feito dela.
— Diego em Relicário dos poetas.
E, no final, tudo que sobra é a saudade: dos que partiram e daqueles que ainda estão por aí, vivendo suas vidas sem você.
― Vilanizar.