choi seungcheol x leitora
o alĂvio te inundou ao perceber os pensamentos negativos sobre primeiros relacionamentos que sua mente nutriu caindo por terra quando começou a namorar seungcheol. com ele, todo pequeno e grande passo foi cercado por compreensĂŁo e afeto.+ mesmo descobrir quĂŁo bom era ir alĂ©m das provocações e preliminares — exploradas com igual cuidado — teve um toque dessa gentileza.
gênero: smut (o fluff inevitável tá aqui de novo)
conteĂşdo: leitora fem, namoradinho seungcheol muito querido (por todos), uma pequena diferença de idade implĂcita, mas todos os envolvidos sĂŁo maiores de idade, perda de virgindade.
avisos: conteúdo para maiores de 18 anos após o corte. menores, por favor, não interajam. smut (leitora virgem, masturbação e sexo oral [ambos], sexo com penetração [e proteção! muito importante] e acho que é só isso, seungcheol é um namorado bem cuidadoso&romântico e talvez estivesse se segurando um pouco). uso de apelidos (princesa, bebê, amor, linda, cheollie).
nota: num sei se podemos relevar minha enormĂssima demora, acho devo pedir desculpas a quem quer que estivesse me esperando aparecer. senti falta daqui e de conseguir organizar minhas ideias (essa em especĂfico inspirada nisso aqui), de verdade mesmo. enfim, tenho asks e outras coisinhas que gostaria de postar durante essa semana, espero que aproveitem essa e as prĂłximas leituras <3
Expand
sem nem ter iniciado a vida universitária, recebeu diversos conselhos: puxe um pouco o saco dos professores, não deixe pra cumprir créditos no último semestre, documente tudo que fizer em relação a trabalhos acadêmicos e faça amigos. insistiram um pouco nesse último, falando sobre como é importante manter amizades com pessoas que não só estejam lá pela diversão como pelas partes que exigem responsabilidade.
nada disso foi difĂcil de seguir. sempre se dedicou aos estudos, valorizando as oportunidades que tinha e focando no que seria bom para o seu futuro. claro, possuĂa seus defeitos e Ă s vezes precisava se esforçar um pouco mais para nĂŁo perder prazos e afins, como toda jovem comum faria. e jamais perderia qualquer informação sobre as muitas páginas que passava horas digitando e diagramando, as normas abnt quase coladas no seu cĂ©rebro de tanto usá-las. acreditava fielmente que finalizaria o curso com algumas horas complementares sobrando, se fosse possĂvel.Â
e, quanto Ă s amizades, foi surpreendida da melhor maneira.Â
o apoio moral dos amigos que passaram para a mesma universidade foi um acalento, trouxe paz para os seus primeiros dias, mas, Ă© claro, precisava se entrosar com os novos colegas tambĂ©m. Ă© aĂ que entra choi seungcheol.Â
sĂł nĂŁo exatamente aĂ, num primeiro momento.Â
no começo, aos olhos leigos de quem havia trocado alguns “bom dia” com seungcheol e restringido o diálogo sĂł a coisas relacionadas Ă s matĂ©rias nas semanas iniciais, ele parecia sĂ©rio demais. o que foi descartado como um exagero logo no primeiro semestre, o homem era extremamente educado e atencioso. sempre se pĂ´s a disposição dos demais calouros, principalmente quando caiu nos ouvidos da turma que ele já havia começado o curso um tempo atrás e trancado por questões pessoais. logo, tinha sim um pouco mais de experiĂŞncia em comparação Ă maioria.Â
foi agradável participar de qualquer trabalho em grupo que o envolvia, atento aos detalhes e, para o bem da sua sanidade, nĂŁo deixava tudo pra Ăşltima hora. mas parou por aĂ durante um tempo, nĂŁo se sentia Ăntima dele o bastante e temia forçar uma aproximação desnecessária, atĂ© ele ter dado o primeiro passo.Â
ver colegas — ou desconhecidos — com aquelas feições tensas encarando uma das telas no laboratĂłrio de informática era algo bastante recorrente. contudo, ver vocĂŞ naquele mesmo estado — talvez um pouco pior se reparasse nos dedos sumindo entre seus lábios, quase os roendo, parando somente para proferir uma sĂ©rie de xingamentos para o pobre computador — foi algo atĂpico. já te viu frustrada com uma atividade ou outra, suspirando aliviada com um sorriso fofo quando finalmente conseguia resolvĂŞ-la, porĂ©m aquela inquietação transbordando tĂŁo perceptivelmente de vocĂŞ era algo novo.
nĂŁo podia dizer que te conhecia tĂŁo bem pra fazer grandes comparações, porĂ©m, ao longo dos dias, pĂ´de ver que nĂŁo era o tipo de aluna que deixava dĂşvidas pairando sem respostas ou que procrastinava em excesso. seus cadernos tinham anotações de todos os temas e lembretes com prazos, parecia fazer de tudo para distanciar-se o máximo que podia da estafa mental e fĂsica que uma graduação poderia causar. logo, a cena chamou a atenção de seungcheol com facilidade.Â
o aceno desanimado e a curta conversa, ainda que estivesse notavelmente estressada, o fizeram se sentir bem-vindo o suficiente naquele dia, quando você não só se permitiu receber a ajuda que precisava — mas sentia vergonha em pedir —, como deixou de chamar seungcheol de choi. ele precisou pedir com jeitinho para que abandonasse a coisa do sobrenome, brincando sobre como você parecia um dos caras da atlética e não a parceira favorita de cheol para qualquer tarefa acadêmica chamando-o assim.
descobriu que a paciĂŞncia de seungcheol era quase inesgotável, bem como seu ego, que inflou de imediato quando vocĂŞ admitiu que a explicação dele foi bem melhor que a do professor ao introduzir o maldito software. entretanto, os olhos brilhando com a leve arrogância nĂŁo foram capazes de te chatear como normalmente fariam se fosse alguma outra pessoa ali, pois nĂŁo estavam acompanhados de nenhuma atitude desagradável, mas sim da personalidade gentil de seungcheol, que ficou somente mais instigado a mastigar cada instrução e truquezinhos extras que conhecia para te auxiliar.Â
situações como aquela se tornaram rotineiras: seungcheol e vocĂŞ dividindo um canto da instituição enquanto tornavam alguma tarefa menos descomplicada um para o outro. que logo se transformaram em momentos falando apenas sobre casualidades. pĂ´de conhecer mais da personalidade cativante, ora divertida, ora resmungona; das responsabilidades que cheol carregava como filho, irmĂŁo e parte importante do negĂłcio familiar dos choi; e dos sonhos e ambições que alguĂ©m com um coração tĂŁo grande como o dele poderia ter.Â
ninguém te culparia por se encantar. afinal, a pessoa em questão era choi seungcheol, o menor empurrãozinho levou o que era apenas uma pequena bolinha de neve no topo da montanha a deslizar como uma avalanche. e cheol não ajudou muito a evitar que isso acontecesse. o sorriso fácil e encorajador, como passaria um braço sobre seu ombro ao caminharem pelos corredores, estando atento a tantos detalhes sobre ti que quase se tornou um especialista em seus gostos e desgostos.
logo, o probleminha para conseguir prestar atenção nas palavras que saĂam da boca dele e nĂŁo em como os lábios eram rosadinhos, os cĂlios compridos e os olhos tĂŁo expressivamente cintilantes cresceu atĂ© se tornar aquela sensação constante que deixava seus sentidos desnorteados e coração acelerado.Â
a paixĂŁo nĂŁo era um terreno inexplorado, porĂ©m havia um penhasco de diferença entre as situações bobas vividas antes — rapidamente deixadas de lado ao darem errado — e como se sentia com o choi. a adolescĂŞncia te rendeu o que tende a render: alguns arrependimentos e corações partidos.Â
um primeiro beijo desastroso, um namoradinho que nĂŁo dava a mĂnima pra nada, uma coisa aqui e outra ali fizeram-te se afastar um pouco de relações românticas. focou o perĂodo ocioso em mais estudos e em cultivar boas memĂłrias com as amizades que apreciava. isso bastou para chegar Ă vida adulta pacificamente, embora a experiĂŞncia fosse quase escassa.Â
o bom julgamento te fazia uma amiga procurada para ajudar em questões amorosas, tendo conselhos na ponta da lĂngua para quando fosse necessário. porĂ©m, como aconselharia a si mesma? o que fazer com o tanto de sentimentos crescentes? ironicamente, foi o prĂłprio seungcheol quem, mais uma vez, foi a luz para a situação. a ponto de sua amiga jiwoo rir com vocĂŞs ao aparecerem juntos pela primeira vez, lembrando de como seungcheol foi quem te incentivou a ir em frente.
vocĂŞ e jiwoo sempre achavam um cantinho para conversar enquanto ela, como boa parte dos alunos que apareciam no refeitĂłrio naquele horário, tomava sua dose diária de cafeĂna e tentava compreender o que poderia estar te deixando cabisbaixa nos Ăşltimos dias.
— isso não explica nada. o cara é legal, sempre tá com um sorrisão do seu lado. você tá complicando demais as coisas, ______.
— ele age assim porque Ă© meu amigo, jiwoo. o cheol nĂŁo tem a menor ideia de como eu me sinto e se eu abrir a boca pra falar alguma coisa, corro o risco dele me detestar — a mera ideia de ter que se afastar por algo assim te fez cogitar ainda mais apenas ignorar qualquer pensamento fantasioso com o choi, enterrar tudo naquele cantinho escondido na sua mente.Â
— não, senhorita. o homem fica todo radiante de manhã cedo, eu nunca vi ele com toda essa alegria perto do mingyu, por exemplo. só às vezes, na verdade — respirou fundo, retomando o foco. — o ponto é que vocês já se aproximaram naturalmente, só tem que aproveitar.
— jiji, eu me travo inteira só de ouvir um elogio dele. como que eu vou flertar sem parecer boba? tudo que eu tiver pra falar, o seungcheol já ouviu.
— mas não ouviu de você! tá perdendo tempo se privando de ter uma chance com alguém legal e impedindo o seungcheol de dar uns beijos na pessoa mais foda dessa faculdade — jiwoo agiria como sua maior apoiadora se sua felicidade estava em jogo. — mas não vai conseguir me refutar, porque ele tá vindo pra cá.
virou-se na direção em que sua amiga acenou, avistando o choi no seu mood diário: se arrastando entre a multidĂŁo tentando encontrar alguĂ©m conhecido.Â
o banco era um tanto desconfortável, mas poder deitar a cabeça no seu ombro compensava — vocĂŞ o faria levantar, dizendo que ele poderia acabar dormindo a qualquer minuto, porĂ©m seungcheol nĂŁo largaria de mĂŁo o tempinho aconchegado ali.Â
— vamo, seungcheol. bota esse teu cĂ©rebro pra trabalhar e me ajuda com uma coisa.Â
— eu nĂŁo vou te ajudar com nenhum parágrafo de mais nada, jiwoo — a lamĂşria dele foi dispensada com um aceno da colega.Â
— relaxa, já terminei aquilo. vamos supor que eu tenho uma amiga…Â
— me diz que vocĂŞ nĂŁo termina essa frase tentando me arranjar um encontro, por favor. toda hora alguĂ©m aparece me enchendo com isso.Â
— apesar de eu ser uma Ăłtima cupido, nĂŁo Ă© isso. o que uma pessoa deveria fazer pra se aproximar mais de alguĂ©m que ela tem uma quedinha, supondo que já tenha uma amizade ali.Â
parte de vocĂŞ se sentiu como no comecinho da adolescĂŞncia, tendo que lidar com as ideias quase constrangedoras de jiwoo. porĂ©m, pensando bem, nĂŁo tinha como seungcheol deduzir muito com aquelas informações. sua amiga conversava com todos que davam trela pelo campus, fazendo amizades improváveis. ele jamais ligaria aquela Ăşnica frase a vocĂŞ.Â
— ah, é um clássico. e o que geralmente impede as pessoas é o medo de estragar a amizade, mas guardar sentimentos pra si é muito pior pra todo mundo que tá envolvido a longo prazo. é melhor ver o fato de serem amigos como uma vantagem. já sabem algumas coisas um do outro, devem se falar com frequência. alguém que se importa com a gente costuma valorizar mais nossos sentimentos, sabe? mas se não for assim, nem é alguém que vale a pena.
— tá, mas e se essa pessoa simplesmente nĂŁo souber por onde começar? — vocĂŞ questionou, fingindo que o assunto nĂŁo era sobre vocĂŞ.Â
— sim, a coitada tá perdida. tem medo, Ăłbvio. mas tambĂ©m nĂŁo tem ideia do que fazer pro tonto perceber ou descobrir se ele sente algo — jiwoo completou, se aproveitando do desconhecimento de cheol.Â
— sĂł começar com calma, chamar pra fazer algo diferente do que fazem juntos normalmente, um elogio de vez em quando. se for correspondida, Ă© uma brecha pra tomar coragem. se nĂŁo, Ă© mais fácil seguir em frente com a certeza negativa do que se perguntando um monte de “e se?”.Â
cada palavra dita com cuidado te deixou pensativa o bastante para esquecer de respondê-lo, cabendo a jiwoo encerrar o assunto antes do começo das aulas do dia.
apesar do incentivo inesperado, nĂŁo foi de primeira que conseguiu agir. acreditava que suas pequenas demonstrações passavam completamente despercebidas por cheol, mas tentou mesmo assim. os minutos — ou horas — que passariam na biblioteca estudando, sugeriu que fossem gastos na casa de um de vocĂŞs, ocasionando sempre num filme ou ida Ă algum lugar pra recompensar as mentes exaustas. e, embora já fosse uma espectadora assĂdua dos treinos que era convidada a comparecer, passou a estar presente tambĂ©m nas partidas, talvez tendo sido a etapa final para o seu plano — nĂŁo tĂŁo bem elaborado.Â
o começo de mais uma temporada de muita competitividade animava seungcheol, de certa forma. o resto do time diria que era aquele sede dele de ganhar, o que era parcialmente verdade, mas o real motivo estava no quĂŁo leve sua mente ficava quando tinha mais alguma coisa pra distraĂ-la. nĂŁo podia desconsiderar totalmente o ponto de seus amigos, concordava ainda mais agora, na verdade. ser vitorioso realmente o fazia se sentir ainda melhor, os gritos reverberando pelo ginásio o inflamavam.Â
porĂ©m, gol atrás de gol, ele se pegava olhando para o mesmo lugar na multidĂŁo. apesar de vocĂŞ ter dito meia dĂşzia de vezes que nĂŁo era muito de ir a esse tipo de coisa, combinou as roupas com as cores do time para vibrar a cada lance. silenciosamente, seungcheol começou a dedicar todos os passes corretos e gols que marcou a vocĂŞ.Â
ansiou a chegada das finais, estimulou o time para manterem o mesmo ritmo, certo de que seria a oportunidade ideal para abandonar as dedicações que manteve somente em sua cabeça para uma real. o corpo de seungcheol fervilhou, não só pela adrenalina depois de dribles bem sucedidos rumo ao campo da equipe adversária e o desempate memorável do placar antes do apito final, como por aquela nova sensação que o motivou a ir até onde sabia que você estaria. jamais conseguiria ouvi-lo em meio às comemorações calorosas, então esperou ter seus olhos em si para que o movimento dos lábios fosse compreendido.
o curtinho “fiz pra você” te tirou um sorriso, seguido por uma risadinha, fazendo aquela centelha esperançosa crescer com um simples gesto — que foi muito choi seungcheol da parte dele. bem como o convite inegável para comemorar unicamente com ele depois de darem uma passadinha na festa organizada para o time vencedor. nĂŁo foi um dia que ficou gravado em sua mente sĂł por esses motivos, a parte mais marcante aconteceu bem mais tarde naquele dia, na porta da sua casa, quando timidamente o beijinho de despedida de cheol desceu de sua bochecha aos seus lábios.Â
poderia ter se corroĂdo com o arrependimento de nĂŁo ter se esforçado antes para que estivessem daquela maneira, porĂ©m a fluidez com que tudo aconteceu tranquilizou seungcheol. todo segundo em que esteve ao seu lado, apreciando silenciosamente mais sobre vocĂŞ do que foi capaz de expor valeu á pena.Â
sentiu-se nervoso, ora temeu estar indo devagar demais, ora apressar as coisas, e foi seu olhar afável, reafirmando que estava contente em como as coisas iam, que colocou choi nos eixos. logo, pareceu bem mais simples do que as complicações dramáticas dos filmes. tiveram encontros, tiveram aqueles curtos momentos em que a companhia alheia, sem nada muito elaborado por trás, os alentou. seungcheol apenas foi ele mesmo, por inteiro, sem receio de te mostrar tudo sobre si pois sabia que a honestidade crua era recĂproca. esquadrinharam o que era novo com cautela e de coração aberto, fascinados um com o outra e a paixĂŁo crescendo irreprimida.
os beijinhos de despedida se tornaram mais frequentes, junto dos “bom dias” e da presença de seungcheol. seus amigos nĂŁo estranharem a proximidade nĂŁo foi uma surpresa, já habituados a verem vocĂŞ e o choi grudados. mas seus pais nĂŁo terem nenhum questionamento a fazer era algo um tanto estranho. o que foi esclarecido quando, num dia aleatĂłrio em que nem em casa vocĂŞ estava, chegou e viu cheol rindo com sua mĂŁe na cozinha enquanto ajudava seu pai a preparar ingredientes pro almoço. o choi nĂŁo somente havia adentrado muito mais na sua vida, como na deles tambĂ©m, já fazendo parte daquelas cenas cotidianas e caseiras antes mesmo de oficializar o que tinham.Â
em pouco tempo seungcheol se tornou o genro ideal: cuidadoso, amável e respeitoso, além de responsável, é claro. mais do que digno da confiança de seus familiares, que não se preocupavam caso você se atrasasse uns minutinhos para voltar pra casa depois de uma tarde cheol, pois sabiam que ele cuidaria bem de ti. não só se certificando que chegasse segura em casa, como através de outras ações.
e vocĂŞ concordava com veemĂŞncia. seu namorado sempre dava um jeitinho para garantir que vocĂŞ estivesse bem e feliz, quer fosse comprando lanches ou seus doces favoritos durante aqueles perĂodos hormonal e emocionalmente instáveis do mĂŞs, aparecendo na sua porta com um kit de remĂ©dios porque vocĂŞ disse que nĂŁo estava se sentindo muito bem, te lembrando de se manter hidratada e alimentada, dando caronas mesmo que nĂŁo fossem realmente necessárias e sĂł quisessem passar algum tempo juntos. ou seja, se esforçava para atender — sempre que possĂvel — aos pedidos manhosinhos que externava. mesmo Ă queles que pareciam ser um mero teste Ă sanidade dele.
como na vez em que o tal filme que você tanto persistiu para que assistissem juntos foi esquecido em minutos, rodando na tela do computador enquanto você se deliciava com sua nova descoberta: a sensibilidade extrema que seu namorado tinha no pescoço. ok, não era uma novidade de fato, já tinha noção disso, mas nunca havia se aproveitado daquele conhecimento até a tarde em questão.
seria muito fácil pra cheol te tirar de cima dele, porĂ©m deixar vocĂŞ aproveitar o lapso de confiança que teve para agarrar-se a ele daquela maneira era uma Ăłtima motivação para que ficasse paradinho ali, soltando aqueles gemidos quase inaudĂveis perto do seu ouvido. tambĂ©m poderia evitar os sons, se nĂŁo fosse pela forma que vocĂŞ reagiu a eles. toda vez que choi murmurava um elogio ou te puxava pra um selar rápido, vocĂŞ pressionava o quadril contra o dele, empenhada a ter mais daquelas respostas de cheol. nem estarem cientes de que a porta encostada nĂŁo impediria ninguĂ©m de ouvi-los poderia fazer com que vocĂŞ parasse.
— não acha melhor a gente parar, princesa? — tão ofegante quanto ele, negou antes de tomar os lábios macios entre os seus novamente.
— me beija direito, cheollie. só mais um pouquinho, depois disso a gente volta a assistir.
ele sabia que era uma grande mentira, nenhum dos dois pararia com aquilo tĂŁo cedo. entĂŁo, de nada adiantava argumentar. o mesmo tom que usou para pedir “mais um pouquinho” continuou a ser usado nos minutos seguintes, com seungcheol sendo aquele que explorava os cantinhos sensĂveis em ti, lábios e dĂgitos trabalhando para dar tudo que vocĂŞ ansiava tĂŁo docemente. mas nunca iam longe demais. mas nĂŁo sĂł porque podiam chamados pro jantar ainda com os dedos de seungcheol enterrados em ti.
se vocĂŞ mesma nĂŁo falasse sobre seus prĂłprios limites, cheol lembraria, te olhando com cuidado para confirmar quando parar. ora sentia alguma incerteza, ora aquela insegurança que seungcheol tanto se esforçava para tirar de ti. ainda que ele tentasse te tranquilizar, a falta de experiĂŞncia te frustrava, mas costumava ouvir o choi muito bem, deixando-o te guiar e incentivar. foi como aprendeu a explorar mais seu prĂłprio prazer, muito mais a fundo do que com qualquer amostra fictĂcia e com suas tentativas solitárias. cheol foi paciente e gentil, te deixando ditar o ritmo ideal, tomando as rĂ©deas quando necessário, mas sempre pensando no melhor pra ti.
apesar do beicinho frustrado surgir ocasionalmente em seu rosto, já haviam deixado claro que cheol jamais seria o tipo de namorado que te pressiona demais e você notava muito bem quando ele estava naquele estado catastrófico em que poderia implodir de tesão se não te tocasse, então tudo ficou muito bem assim.
até quase não estar mais.
— vocĂŞ tá tĂŁo quietinha, aconteceu alguma coisa? — era difĂcil que algo tivesse acontecido de fato.
a oportunidade de passar dias juntinhos foi muito bem recebida por seungcheol. não queria ficar sozinha em casa durante a viagem repentina de seus pais, então porque não unir o útil ao agradável e ficar esse tempo com cheol? levou mais um monte de suas coisas para a casa dele e ali ficaria pela próxima semana. eram só você, ele e kkuma. nada havia te estressado naquele dia.
na verdade, era um sábado muito tranquilo. cheol se dispôs a fazer lanchinhos antes de voltarem à pequena maratona de uma série que você encontrou para verem. porém, observando-a sentada perto da bancada durante o preparo, notou as feições quase emburradas surgirem à medida que o silêncio dominou o ambiente.
— ah, é bobeira, deixa pra lá — forçou um sorriso, torcendo pra ser convincente.
— ok, mas vou deixar pra lá só até terminar isso aqui — é, como imaginou, não teria escapatória.
só que realmente não achava ser nada demais, talvez tenha se perdido demais pensando no quão atraente seungcheol parecia fazendo as menores coisas. a expressão séria não era por qualquer tipo de chateação, sua mente apenas foi muito longe.
— agora me diz, é algo bobo tipo quando você fica muito concentrada pensando se vampiros podem ver seus reflexos em espelhos que não fossem feitos com prata?
— isso não é nada bobo, é um tópico muito válido!
cheol te olhou com a mesma expressĂŁo de sempre: prestes a falar sobre como vampiros nĂŁo existirem invalida o assunto, mas pareceu desistir de voltar a isso.
— amor, me explica logo, senão eu vou ficar aqui tentando chutar e a gente não vai começar o próximo episódio.
— foi só minha imaginação fértil fantasiando várias coisas que gostaria de fazer com meu namorado gostoso e tudo mais.
rindo, seungcheol abandonou o prato na mesinha de centro, fazendo o mesmo com o seu e seguida e puxando-a pro colo dele.
— não precisa só ficar fantasiando sobre as coisas quando eu to aqui, linda.
— mas eu imaginei muito mais do que qualquer coisa que a gente já fez.
o sorrisinho não deixou os lábios de cheol, se tornando apenas um pouco mais suave e afetuoso quando fez menção de desviar o olhar do dele.
— e você tem cem por cento de certeza disso?
— cheollie, eu sei do que to falando — resmungou.
— tudo bem, tudo bem — deu selares levinhos do seu pescoço à sua boca entre as palavras. — posso pedir pra esperar só até amanhã?
— eu já disse que não precisa-
— eu sei, mas eu sou um cara romântico, sabe? não quer dizer que eu não possa fazer nada por você agora, só queria te dar todo carinho e atenção que merece, fazer com que seja especial.
ainda que vocĂŞ dissesse preferir tratar sua primeira vez como toda a normalidade do mundo, sentia aquele calorzinho familiar inchar em seu peito sempre que o assunto vinha Ă tona e seungcheol mantinha o mesmo pensamento. ao passar dos meses, ele nunca falhou em te fazer se sentir apreciada e sabia que nĂŁo seria diferente com isso. e talvez vocĂŞ tenha criado um tantinho de expectativa para aquilo, o friozinho na barriga se fazia persistente quando pensava sobre.Â
e agora era impossĂvel nĂŁo pensar sobre. mal absorveu as informações dos trĂŞs episĂłdios que viram antes de irem pra cama, somente seungcheol sendo capaz de pĂ´r seu foco em outra coisa — como a boca dele te fazendo se sentir tĂŁo bem em minutos.
foi distração o suficiente para toda a preparação de cheol no dia seguinte quase passar despercebida. tambĂ©m se sentia ansiosa pelos possĂveis planos de seu namorado, mas optava por se permitir ser surpreendida. contudo, isso nĂŁo impediu seus pensamentos a mil. ele notou quĂŁo aĂ©rea vocĂŞ ficou, achando meio fofo depois de confirmar que nĂŁo estava realmente preocupada com nada a respeito. seungcheol te sugeriu ocupar sua mente com ideias do que vestir, deixando implĂcita a possibilidade de um jantar ou outro cenário romântico. e funcionou, dessa forma tambĂ©m conseguiria surpreendĂŞ-lo Ă sua maneira.
— caralho — nĂŁo que fosse muito difĂcil impressionar cheol, ele sempre ficava com aquela expressĂŁo boba quando vocĂŞ se arrumava um pouquinho, mas tinha que admitir que dessa vez foi absolutamente intencional.
— esse é seu jeito de dizer um “você tá linda”?
se aproximou de vocĂŞ apĂłs deixar os talheres na mesa, uma mĂŁo deslizando pelas suas costas e fazendo um carinho terno em seu rosto.
— não, significa que eu sou muito sortudo e namoro a mulher mais linda e sexy que existe.
— aà eu já acho que você tá exagerando.
— você não tem nenhum argumento razoável pra contestar isso, então nem vem.
— bom, eu sou muito sortuda também, mas acho que você já sabe disso, né?
— uhum, to sabendo que você ficou toda besta só de me ver com essa camisa — piscou, todo convencido e absolutamente certo.
a camisa azul escura com as mangas enroladas era uma das maiores tentações do mundo, um grande perigo. mas cheol estava tĂŁo afetado quanto vocĂŞ, passou muito tempo com o olhar vagando em ti, quase errando em que posição colocar uma das travessas na mesa. no entanto, os dois resistiram bem atĂ© o fim do jantar — com direito a um de seus pratos favoritos que sabe-se lá quando cheol comprou os ingredientes para preparar.Â
todo detalhe da noite foi captado por você, gravados em sua mente junto aos sorrisinhos e selares. a tranquilidade te embalou em sincronia ao abraço de cheol, a conversa animada dando lugar aos narizes se tocando em meio aos sussurros confidentes e beijos lentinhos.
— antes de tudo, você já tinha imaginado que a gente acabaria assim? — sua pergunta pôs seungcheol pra pensar, resgatando nas memórias o primeiro dia em que te viu.
— nĂŁo assim, mas pra ser honesto eu posso ter pensado em tentar algo.Â
— eu podia estar beijando você desde o primeiro semestre, então? — reclamou ao se ajeitar sentada em cima de cheol, fingindo brigar com um dedo apontado pra ele.
— você teria me dito não, princesa. jamais seria um babaca com você, já te achava um amor, mas você tava muito focada nas suas notas e em se adaptar que ignorou todo mundo que tentou se aproximar.
— gosto de como as coisas aconteceram, então tudo bem — deu de ombros, brincando com algumas mechinhas do cabelo dele.
— também prefiro assim. enquanto eu tentava fingir que não tinha cogitado te beijar umas dúzias de vezes, você tava tentando me conquistar.
— o único feedback negativo que tenho pra fazer é que você foi muito lentinho pra notar minhas declarações.
— eu já to te compensando por isso, amor. eu disse que ia, não disse? — te puxou pra pertinho dele de novo, o aperto em seu quadril ficando mais firme ao passo que a boca alcançava a sua.
derreteu sob a maciez dos lábios de seungcheol entre os seus, sorvendo os elogios recitados entre os curtos intervalos. cheol amava quĂŁo responsiva era, pressionando as unhas contra a nuca dele, puxando-o necessitada de algo que já estava sendo dado a ti. o estalar Ăşmido cessou por milĂ©simos atĂ© migrar ao sul, do seu pescoço, Ă clavĂcula, ao pouco que o decote expunha dos seus seios.
— cheol, quarto — falou, mas custou a se mover.
— vai levantar ou vou ter que te levar? — a ideia sedutora fez um sorriso astuto aparecer em seu rosto. — ok, já entendi.
foi tirada dali mais rápido que o tempo de resposta dos seus reflexos Ă situação, sendo carregada pelo curto trecho que ligava os dois cĂ´modos, aproveitando-se da liberdade que teve para sugar e mordiscar a tez sensĂvel do maxilar dele. foi colocada na cama entre risadinhas, sem deixar de se atentar Ă s mudanças no ambiente: a meia luz, flores na cabeceira e podia jurar que o quarto cheirava Ă quela vela que vocĂŞ deu a seungcheol um tempo atrás.
— você fala muito sério quando diz que gosta de ser romântico, né?
— achei que já sabia que sempre falo sério sobre isso.
— eu sei que tá, um dos nossos encontros foi uma sessão de cinema drive-in nostálgica de diário de uma paixão.
— e você gostou muito, então para de ficar aà duvidando e me deixa beijar você.
— quem parou foi você, cheollie — deslizou um dedo pelo primeiro botão da camisa dele, desfazendo-o lentamente.
tomou a tarefa para si, desistindo de manter o ritmo vagaroso e se livrando da peça com agilidade. sorriu ladino com o suspiro trêmulo que deixou sua boca ao que seus olhos percorriam o caminho trilhado pelas mãos de cheol, levando a calça ao mesmo destino que a camisa.
— tudo bem? — seu aceno confirmando não o satisfez. — palavras, querida, por favor.
— seungcheol, tá tudo bem, eu to bem e não quero parar — achou graça, selando o beicinho frustrado.
— certo, entĂŁo posso tirar essa roupa bonita de vocĂŞ? — te deu espaço ao notar que queria fazer isso sozinha, recostando-se na cabeceira e abrindo as pernas para que se ajoelhasse na cama entre elas.Â
apesar de já terem passado por isso, seungcheol se pegava segurando o fĂ´lego com frequĂŞncia. conhecia seu corpo com maestria, nĂŁo sĂł sabendo onde tocar, como conhecendo cada curva com perĂcia. e era apaixonado por todas. especialmente se estivesse como agora, o olhando com expectativa enquanto revelava o tecido repleto de detalhes delicados moldado em sua pele. o mesmo arfar estremecido que observou anteriormente saindo dos prĂłprios lábios. ajudou-a com ternura, te deitando sob ele para que pudesse apreciar com cuidado.Â
nĂŁo se demorou, no entanto. afinal, sabia que passar tempo demais te olhando em silĂŞncio podia te deixar constrangida, tratou de te adorar com seus beijos e toques. nĂŁo havia muito a ser dito, mas fez questĂŁo de tornar a dizer o que repetia para ti diariamente.Â
— tĂŁo, tĂŁo linda. e gostosa pra caralho, sabia? — te ver afirmar fazia cheol se sentir um pouquinho orgulhoso, ciente de que foi um longo caminho para que se sentisse Ă vontade assim. — mas acho que minha gatinha nĂŁo quer sĂł ficar me ouvindo falar.Â
— eu meio que gosto — arqueou a sobrancelha com a pequena novidade.
— gosta de saber que me deixa fodido quando veste essas coisinhas? — falou empurrando-a pro lado, o indicador escorregando com facilidade pela intimidade úmida — queria comprar uma dúzia pra você, amo te encher de presentes.
— tambĂ©m gosto muito disso — a frase era ambĂgua. amava os presentinhos e os dedos de seungcheol te esticando, embora nĂŁo tivesse chegado a isso ainda.Â
ele sĂł provocou. circulando o ponto inchado, mergulhando sĂł um pouco no buraquinho pulsante. mas rapidamente entendeu sua tentativa de se mover contra ele, acatando-a.
— Ă© assim que vocĂŞ queria, bebĂŞ? — movia o dĂgito devagarzinho, esperando pela resposta negativa. — sempre ansiosa. já ensinei que Ă© mais fácil quando Ă© um de cada vez, lembra?
— eu sei, mas é bom — choramingou.
— tenho que parar de mimar vocĂŞ assim, linda. tá muito mal acostumada — apesar do que disse, nĂŁo conseguia evitar te dar tudo o que queria. deslizou-os mais rápido, sem esperar que tambĂ©m pedisse por isso.Â
o que tambĂ©m nĂŁo bastaria pra vocĂŞ, entĂŁo logo percorreu o doce caminho já conhecido. deu atenção aos seios ainda cobertos, lambendo os mamilos durinhos atravĂ©s do tecido, continuando atĂ© a barra rendada da calcinha. riu da reclamação que soou ao tirar os dedos de ti, que logo entendeu o motivo, dando Ă peça superior o mesmo destino que a outra, descartada por seungcheol. a expressĂŁo alegre foi a Ăşltima coisa que viu, sucedendo os selinhos demorados por toda extensĂŁo de suas coxas. nĂŁo foi repentino, mas nĂŁo pĂ´de evitar ser avassalada pela lĂngua quente resvalando seu nĂşcleo sem pressa, afundando em ti e no pontinho de nervos, ora sendo estimulado pelo mĂşsculo Ăşmido, ora pelo nariz roçando a cada investida.Â
cheol sequer se preocupava em tentar manter suas pernas separadas, uma mĂŁo firme numa das coxas enquanto a outra, junto Ă boca dele, continuava estritamente dedicada Ă sua buceta. atrelados um ao outro, perdiam quaisquer noções de espaço e tempo. para seungcheol, nada mais importava alĂ©m de ouvir mais da sinfonia melĂłdica que escapava da sua boca ao que atingia aquele lugarzinho ideal ao curvar os dedos em suas paredes. e vocĂŞ sĂł se ancorava Ă realidade pois tinha cheol para se agarrar, os fios enrolados entre seus dedos ou os mĂşsculos ondulando sob eles a cada movimento de cheol.Â
sugava o nervinho com afinco sem cogitar diminuir a velocidade, sua gatinha detestaria que o fizesse, clamando por mais ainda que estivesse em seu limite. imersa no prazer que somente cheol conseguia te fazer sentir, apertava-o mais contra si, esfregando-se contra o rosto melado. quase parecia incansável assim, mas bastou que a tensĂŁo fosse liberta para se exaurir, seu corpo arqueado tremulante contra a cama foi abrandado pelas carĂcias de seu namorado. subindo vagarosamente atĂ© seus lábios, enlevado-a num daqueles beijos que na mesma medida que te tira o fĂ´lego, te traz vida.
— oi, linda. ficou cansadinha? — meneou a cabeça, recuperando o fĂ´lego antes de responder.Â
— nem um pouco, cheollie — acariciou seu rosto ao rir do tom arfante.Â
— ah, claro. tenho certeza que nĂŁo.Â
— seungcheol — prolongou o nome em sua reclamação. — garanto que não vou me cansar tão cedo — a destra seguiu sorrateiramente pelo abdômen de cheol, observando-a brincar com a barra da última peça de roupa restante.
seungcheol estremeceu um pouquinho com seus dedinhos rastejando sobre o contorno do membro rijo, a oportunidade que vocĂŞ fisgou para empurrá-lo de cima de ti atĂ© que caĂsse deitado na cama ao seu lado.Â
— o que tá querendo, princesa? — seu empenho em tirar a cueca dele era resposta o suficiente, bem como sua tentativa de prender o próprio cabelo no topo da cabeça.
nĂŁo o respondeu verbalmente, no entanto. abaixou-se atĂ© estar pertinho do pau enrijecido, dando nada mais do que beijinhos suaves pela extensĂŁo, provocando cheol. mesmo que fosse impaciente quando se tratava de ter sua boca ao redor dele, nĂŁo fez muito alĂ©m ajeitar os fios de cabelo que caĂam em seu rosto. o par de olhos desejosos foi um grande incentivo para ir direto ao ponto, abrigando a cabecinha quase rubro acerejada entre os lábios, a leve sucção fazendo o afago em seu couro cabeludo se tornar um aperto mais firme. a expressĂŁo contorcida e o gemido arrastado mal contido te incentivaram a aumentar a intensidade com que o sugava, descendo pouco a pouco pela extensĂŁo.
— nĂŁo precisa ter pressa, princesa, nem forçar demais — avisou, pois sabia que teimava em ir alĂ©m do que aguentava.Â
te viu colocá-lo mais fundo, a pontinha alcançando sua garganta e as mĂŁos massageando o tanto de comprimento que nĂŁo conseguia pĂ´r na boca. os olhos brilhando com a avidez que a tomava e pelas poucas lágrimas se acumulando no cantinho deles, ou sua expressĂŁo sedenta ao se afastar por poucos segundos para regular a respiração, qualquer coisa que fizesse Ă quela altura poderia levar cheol Ă borda. e nĂŁo queria que isso acontecesse agora.Â
puxou-a com cuidado, sua carinha confusa e ofegante sendo envolvida pelas mãos de cheol antes de beijá-la de novo, sentido o gosto dos dois misturados ao palato. com o mesmo zelo, te ajeitou deitadinha contra os travesseiros, agora sendo aquele puxado para o beijo lascivo.
mais uma vez a atmosfera os envolveu, os narizes se tocando entre sussurros e sorrisos e a leveza que te aconchegava tomando o momento, mesmo que cheol estivesse deslizando um preservativo pelo pau endurecido. um par de dedos te esticando um pouco mais, brincando com o clitĂłris sensĂvel logo depois. seungcheol se dedicou a sobrecarregar cada centĂmetro ao seu alcance, tentando te fazer esquecer a ardĂŞncia da nova intrusĂŁo, te distraindo atĂ© que sĂł fosse capaz de assimilar o prazer das estocadas — ainda contidas, afinal, o que menos queria era que sua namorada sentisse qualquer desconforto.
cada gesto era reflexo um do outro, os lábios de cheol marcando seu pescoço e busto bem como seus dedos nas costas e ombro dele, suas pernas envoltas em seungcheol bem como as mĂŁos dele fixaram-se na carne macia das suas coxas. entretanto, era tudo sobre vocĂŞ. nada seria mais sublime para seungcheol do que sua pele brilhante e cálida, o cabelo espalhado pelo travesseiro e lábios entreabertos clamando por mais. nĂŁo havia como cheol negar qualquer desejo seu, estava ali para e por vocĂŞ, sempre.Â
sua buceta vibrando em torno dele foi o prenĂşncio para que os dedos voltassem ao feixe de nervos, já experientes em como te empurrar ao ápice, porĂ©m sendo levado junto dessa vez, preenchendo a camisinha com o deslizar lento ao que a extensĂŁo pulsava, sĂncrona com o tremular do seu interior. melhor do que te ter envolta a ele, era poder contemplar cada nuance das suas feições, desejando gravar minuciosamente em suas memĂłrias. seungcheol deduziu que se sentia como ele, seu toque o envolvendo com ternura enquanto relaxava sobre os lençois.Â
cheol nĂŁo se importou muito consigo, mais focado em cuidar de ti, toda molinha no colchĂŁo — apesar do sorrisinho aĂ©reo nĂŁo ter deixado seu rosto. já era inevitável nĂŁo se sentir flutuando com o carinho que cheol tinha contigo, sendo cuidada com tanto apreço, o que fazer senĂŁo sorrir feito boba?Â
— se continuar falando comigo toda cheia de dengo e com essa carinha vou ter que tomar medidas drásticas, amor.Â
— nĂŁo posso nem ser uma mulher apaixonada.Â
— claro que pode, mas eu ganho de você nisso.
— de onde surge tanta competitividade, capitĂŁo choi? — seu tom brincalhĂŁo com o tĂtulo foi levado mais a sĂ©rio do que pensou.
— a gente não vai sair daqui tão cedo se você me chamar de capitão de novo, gatinha.
— nem se você me chamar de gatinha — retrucou, sendo puxada para deitar sobre cheol.
— que bom, nĂŁo tava querendo sair daqui mesmo — o magnetismo que tende a unir seus lábios sempre que estĂŁo prĂłximos agiu de novo, mas por pouco tempo.Â
a interrupção das notificações do celular, esquecido há horas, teria sido muito bem ignorada por você se não fosse por cheol, que pegou o aparelho barulhento.
— é sua mãe, gatinha.
— se eu nĂŁo responder ela vai pensar que eu to dormindo, entĂŁo deixa que eu vejo depois — resmungou, tentando trazer cheol pra si novamente, que esquivou das suas tentativas.Â
— e se for importante, hein? minha sogra vai ficar desesperada se for algo sĂ©rio e vocĂŞ nĂŁo responder ela.Â
— é fácil entender porque eles amam tanto você, é um puxa saco.
— puxa saco nĂŁo, eu sou um namorado incrĂvel pra filha deles e um Ăłtimo genro.
ao contrário do que seungcheol imaginou, seus pais apenas queria saber se havia regado as plantas e se estavam bem. sim, no plural, pois os dois nĂŁo sabiam mais viver sem mencionar choi seungcheol, o que era maravilhoso. a menos que os trĂŞs entrassem num dos diálogos sem fim deles. tinha que admitir que era um pouco fofo vĂŞ-los falando sobre as lembrancinhas que compraram pensando em cheol, ou ele sendo todo prestativo e se oferecendo pra arrumar o cantinho onde sua mĂŁe coloca os vasinhos com temperos frescos. entĂŁo, deitada no peito de seungcheol, divertiu-se com a curta troca entre eles.Â
“nĂŁo esquece de lembrar a _____ de almoçar direito, e vocĂŞ tambĂ©m” sua mĂŁe começou, despedindo-se para dormir — nĂŁo sem antes de narrar tudo o que pretendia fazer no dia seguinte com seu pai.Â
— nĂŁo se preocupa, ela tá comendo e dormindo muito bem.Â
“falando em dormir, nós vamos também, antes que fique muito tarde. e é pra cuidar bem da _____, seungcheol” seu pai finalizou, apesar das curtas reclamações de sua mãe.
— pode deixar, to cuidando dela direitinho — o tom de cheol era regado daquela gentileza de sempre, porĂ©m o olhar que deu a vocĂŞ transparecia o significado das palavras.Â
a despedida não se estendeu, seungcheol colocando o celular de volta à mesinha ao lado da cama. apertou você entre os braços dele, recebendo um beijinho no topo da cabeça.
— eles vão ficar muito mal acostumados, cheollie. coloca prateleira pra cá, combina de ir no shopping pra lá, quero só ver.
— relaxa que eu dou conta — piscou pra você.
— tudo bem, só não pode dizer depois que tá cansado pra ficar comigo — fingiu chateação, com direito a beicinho e tudo, onde logo seungcheol deu meia dúzia de selinhos antes.
isso, no entanto, junto da mudança de rumo das carĂcias em sua cintura para o apertĂŁo em sua bunda, serviram para baixar sua guarda o bastante para que cheol pudesse te virar na cama, ficando em cima de ti mais uma vez.
— bem lembrado, como a senhorita disse mais cedo que não ia se cansar tão fácil, acho que posso continuar cuidando de você, né, gatinha?