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“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. Mateus 5:8
Erros, quedas, crimes, sofrimentos são passos no caminho do Bem, que nos levam a Deus. Nada e ninguém pode permanecer no Mal, porque os males do Mal impulsionam tudo e todos na direção do Bem. J. Herculano Pires. Curso Dinâmico de Espiritismo.
Por sua vontade, pode o homem livrar-se sempre do jugo dos Espíritos imperfeitos, porque, em virtude de seu livre-arbítrio, tem a escolha entre o bem e o mal. Allan Kardec. Revista Espírita, outubro de 1858.
Palestra : Por que a verdade não é revelada para todos? (20min)
“Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade das vossas palavras e das vossas genuflexões. O caminho único que vos está aberto, para achardes graça perante ele, é o da prática sincera da lei de amor e de caridade.” Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, item 9.
O que significa “perdoa as nossas faltas”? Pedindo-lhe que perdoe as vossas transgressões, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes nelas, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.- João, bispo de Bordéus. (1862.) O Evangelho segundo o Espiritismo » Capítulo X – Bem-aventurados os que são misericordiosos » Instruções dos Espíritos » A indulgência » 17.
Cura de um homem com a mão atrofiada — Mateus 12:9-14 Partindo dali, entrou na sinagoga deles. Ora, ali estava um homem com a mão atrofiada. Então perguntaram-lhe, a fim de acusá-lo: “É lícito curar aos sábados?” Jesus respondeu: “Quem haverá dentre vós que, tendo uma ovelha e caindo ela numa cova em dia de sábado, não vai apanhá-la e tirá-la dali? Ora, um homem vale muito mais do que uma ovelha! Logo, é lícito fazer o bem aos sábados”. Em seguida, disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e ela ficou sã, como a outra. Então os fariseus, saindo dali, tramaram contra ele, sobre como acabariam com ele.
A prática do bem, que é a lei superior, é a condição sine qua non do nosso futuro, como prova o estado dos Espíritos que conosco se comunicam. O Espiritismo, como doutrina moral, só impõe uma coisa: a necessidade de fazer o bem e evitar o mal. (Allan Kardec – O que é o espiritismo – Cap. I, Terceiro Diálogo, pág. 134.)
Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau. Mediante ação idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação mecânica, mas que não basta; necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade. E não é tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particulares, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito. A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece. O mesmo não se dá, quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe de secundar, repele toda assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.) Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.
Sabíamos muito bem que, empunhando abertamente o estandarte das ideias de que nós fizemos propagadores e afrontando preconceitos, atrairíamos inimigos, sempre prontos a desferir dardos envenenados contra quem quer que levante a cabeça e se ponha em evidência. Há, entretanto, uma diferença capital entre eles e nós: não lhes desejamos o mal que nos procuram fazer, porque compreendemos a fragilidade humana e é somente nisso que a eles nos julgamos superior; nós nos rebaixamos pela inveja, pelo ódio, pelo ciúme e por todas as paixões mesquinhas, mas nos elevamos pelo esquecimento das ofensas: eis a moral Espírita. Allan Kardec. Revista Espírita, março de 1859.
O Evangelho revelado aos simples. O Pai e o Filho — Mateus 11:25-27 Por esse tempo, pôs-se Jesus a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos.Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
“Que o vosso amor seja sem hipocrisia, detestando o mal e apegado ao bem.” — Romanos 12:9
Qual a orientação que os espíritos deram a Kardec no início do seu trabalho? “Ocupa-te com zelo e perseverança do trabalho que empreendeste com o nosso concurso, pois esse trabalho é nosso. Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade. Mas, antes de o divulgares, revê-lo-emos juntos, a fim de lhe verificarmos todas as minúcias. O Livro dos Espíritos » Prolegômenos
Kardec e os Espíritos Superiores, em suas comunicações, consideraram o egoísmo como verdadeira praga que impediu o desenvolvimento real do Cristianismo na Terra. J. Herculano Pires. Curso Dinâmico de Espiritismo.
“ Não basta não fazer o mal; é preciso também fazer o bem. Se apenas sois um homem de bem, não tereis cumprido senão a metade do vosso dever. Sois um átomo imperceptível desta grande máquina que se chama mundo, onde nada deve ser inútil” (Allan Kardec – Revista Espírita, Janeiro, 1858, A Doutrina Espírita)
Nos é permitido desmascarar o mal? A censura lançada à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica. O Evangelho segundo o Espiritismo » Capítulo X – Bem-aventurados os que são misericordiosos » Não julgueis, para não serdes julgados – Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado » 13.
O homem passa por diversas aflições durante a vida. Podemos considerar que elas são desígnios divinos? Conforme exposto no Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 4: “O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.”