2019-04-16
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@lyrthings
2019-04-16
It’s spring in Arkansas // Instagram / Website
Numa destas voltas
que a vida der
Vem tomar um café
Comer um pão de queijo
Me dar um abraço
E me encher de beijos
..
..
Edison Botelho
Veteranos de Guerra.
(…)
Depois de uma certa idade, somos todos veteranos de alguma relação amorosa que deixou cicatrizes. Todos. Há inclusive os que trazem marcas imperceptíveis a olho nu, pois não são sobreviventes do que lhes aconteceu, e sim do que não lhes aconteceu: sobreviveram à irrealização de seus sonhos, que é algo que machuca muito mais. São veteranos da solidão.
Há aqueles que viveram um amor de juventude que terminou cedo demais, seja por pressa, inexperiência ou imaturidade. Casam-se, depois, com outra pessoa, constituem família e são felizes, mas dói uma ausência do passado, aquela pequena batalha perdida.
Há os que amaram uma vez em silêncio, sem se declarar, e trazem dentro do peito essa granada que não foi detonada. Há os que se declararam e foram rejeitados, e a granada estraçalhou tudo por dentro, mesmo que ninguém tenha notado. E há os que viveram amores ardentes, explosivos, computando vitórias e derrotas diárias: saem com talhos na alma, porém mais fortes do que antes.
Há os que preferem não se arriscar: mantém-se na mesma trincheira sem se mover, escondidos da guerra, mas ela os alcança, sorrateira, e lhes apresenta um espelho para que vejam suas rugas e seu olhar opaco, as marcas precoces que surgem nos que, por medo de se ferir, optaram por não viver.
Há os que têm a sorte de um amor tranquilo: foram convocados para serem enfermeiros do acampamento, os motoristas da tropa, estão ali para servir e não para brigar na linha de frente, e sobreviveram sem nem uma unha quebrada, mas desfilam mesmo assim, vitoriosos, porque foram imprescindíveis ao limpar o sangue dos outros.
Há os que sofrem quando a guerra acaba, pois ao menos tinham um ideal, e agora não sabem o que fazer com um futuro de paz.
Há os que se apaixonam por seus inimigos. A esses, o céu e o inferno estão prometidos.
E há os que não resistem até o final da história: morrem durante a luta e viram memória.
Todos são convocados quando jovens. Mas é no desfile final que se saberá quem conquistou medalhas por bravura e conseguiu, em meio ao caos, às neuras e às mutilações, manter o coração ainda batendo.
3 de abril de 2011.
Martha Medeiros
Já que é dia de #TBT, vale lembrar do começo né :)
À,
Desculpe por estar tão insuportável, (vamos culpar os signos, me dei a permissão de usar essa desculpa barata) – sou canceriana nata, às vezes por ter crescido sabendo disso me tornei mais o que é escrito em revistas superficiais e blogs que não me corrigi, ao invés, me condicionei.
Desculpe-me mais uma vez, estou chateada, sempre segui meus instintos e eles são completamente irracionais e selvagens! Conversamos sim, diversas vezes, porém ainda não consigo entender a necessidade que tenho de ser tão egoísta, de te querer tanto e saber seus planos, saber aonde vai e com quem vai - e não venha falar que você me avisa! Pois avisa, só que nos “45’ do segundo tempo”, quando a decisão já está tomada e você nem ao menos pensou em me chamar ou só compartilhar uma escolha... Agora, não há possibilidade de reversão e nem esperanças para te convidar – sua agenda já está e sempre esteve cheia demais.
Eu sinto falta sim de ter alguém para cuidar, um dos meus traços é ser acolhedora e você restringiu quando tentei me aproximar. Sinto falta de uma pessoa para compartilhar a “vida”, os planos, o cheiro da manhã, o cochilo à tarde e o cafezinho da noite (ou tudo isso invertido!). Sinto falta da ideia de companheirismo, pois, se não podemos contar com alguém que vai se arriscar; sabendo o risco que corre, e ainda assim, que seja capaz de se entregar com o coração... Então é melhor ficarmos sozinhas como estamos. Aliás, já não estamos de certa forma nos machucando assim!?
Somos como seres humanos, egoístas e tendemos a fugir da culpa, muitas das vezes a fazer a outra pessoa acreditar que “a culpa” é dela. Creio que não se aplica à nós, mas o receio e a disciplina para não o fazer, será que eles “existem”?
Isso estressa, esse egoísmo tolo e fútil que deseja atenção, tempo e que quer ser o “primeiro” em vez de ser livre.
Saiba que te ver comigo seria como prender um pássaro na gaiola para vê-lo e admirá-lo todos os dias. Mas, você é muito mais que isso, você é selvagem também, de liberdade pura, de sorrir o mundo! (que ainda é pouco demais para te satisfazer). Seria impossível tentar te segurar, eu pelo menos não tenho forças e nem estupidez para te maltratar assim.
- Está tudo bem?
- Está sim.
- Não, me conte.
- Não, “não vou”.
Desculpe-me mais uma vez, por não lhe contar e te fazer aguentar esses sentimentos em minhas teimosas atitudes, em demonstrações egoístas e cheias de afeto.
Se cuide, porque você (ainda) não permite que alguém cuide de ti.
E não, sei que não será “eu”, pelo menos não tão cedo.
Foi tirada sem eu saber hahah e ainda assim, me representa mais do que as fotinhos que tenho.
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CORA CORALINA
Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir… Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede.
Não sei
Não sei… se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura… enquanto durar.
Humildade
Senhor, fazei com que eu aceite minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho. Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade seja como a chuva desejada caindo mansa, longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós, minha cama estreita, minhas coisinhas pobres, minha casa de chão, pedras e tábuas remontadas. E ter sempre um feixe de lenha debaixo do meu fogão de taipa, e acender, eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia que começa.”
Desconexo
Sonhar, aproximar
Sem olhar, sem julgar,
Avaliar.
Conhecer, sem medo
Na calma e aperto
-
Espero ou me espera?
-
Na sala, o sonho da companhia,
Da Paz, de coração, só fantasias...
Se estou disposta a aproximar,
estou também a ir embora…
Então,
Se encante, me encante.
Exijo simplicidade.
Apesar de não ouvir muito reggae, vou postar essa letra, pela letra, pela música, pela consciência.
Boy Marley
War
Until the philosophy which hold one race Superior and another inferior Is finally and permanently discredited and abandoned Everywhere is war, me say war. That until there are no longer first class And second class citizens af any nation Until the color of a man's skin Is of no more significance than the color of his eyes Me say war. That until the basic human rights are equally Guaranteed to all, without regard to race Dis a war. That until that day The dream of lasting peace, world citizenship Rule of international morality Will remain in but a fleeting illusion To be pursued, but never attained Now everywhere is war, war. And until the ignoble and unhappy regimes That hold our brothers in Angola, in mazambique, South Africa sub-human bondage Have been toppled, utterly destroyed Well, everywhere is war, me say war. War in the east, war in the west War up north, war down south War, war, rumours of war. And until that day, the african continent Will not know peace, we Africans will fight We find it necessary and we know we shall win As we are confident in the victory. Of good over evil, good over evil, good over evil Good over evil, good over evil, good ever evil.
365 Paintings for Ants with @lorraineloots
To view more of Lorraine’s miniature paintings, follow @lorraineloots on Instagram.
When South African painter Lorraine Loots (@lorraineloots) started a project to create a miniature painting every day for a year, she decided to share each painting on Instagram with her friends to hold herself accountable. Now in its second year, “365 Paintings for Ants” is inspired by themes from the artist’s home city of Cape Town.
To create the miniature painting, Lorraine draws a 3-centimeter circle and layers watercolor paints to build the detail. “I don’t use a magnifying glass,” she exclaims. “Though it would probably make the job easier on my eyes!”
Lorraine says she finds inspiration everywhere, from the rainy weather to her grandmother. She hopes to inspire others to curate their lives, “My dad always used to tell me that I should reassess every aspect of my life every single day, and if something is not working, I should do whatever I can to change it. I live by these words.”
https://www.flickr.com/photos/kiuko/
https://www.flickr.com/photos/kiuko/
https://www.flickr.com/photos/kiuko/
NÃO EXISTE DIA RUIM Fabrício Carpinejar Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz. Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada. Uma gentileza salva o dia. Um bife milanesa salva o dia. Uma gola branca e engomada salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia. Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela. Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar - iniciando na tevê - um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia. É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas. É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito. Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas. Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa. Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil. Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância. Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto. Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado.