Quando ela percebeu que ele havia se movido a distância entre eles já era de bem uns 7 passos então ela se apressou em segui-lo, evidentemente não tão atenta ao jogo como ele estava. Ele sequer a olhava e isso era algo que a deixava divida, ela não sabia dizer se era algo bom ou ruim. Supostamente deveria ser bom, ele era de outra pessoa, tinha sentimentos por essa outra pessoa a quem ela prometera que não se meteria mais entre eles. Mas não ser capaz de conseguir que ele a olhasse por mais que alguns segundos a deixava triste a forçando a fingir que também estava interessada na aproximação do adversário para impedir que sua tristeza se tornasse evidente.
Foi mais o significado por trás da pergunta mais do que as próprias palavras que a fizeram olhá-lo com incredulidade. - Aigoo, você não pode aceitar uma vez na vida que eu não me aproximo das pessoas somente por interesse? Se você descobriu que tem sentimentos por que eu não posso ter também? Eu me desculpei com vocês dois e se ela quiser minha amizade, ela vai ter. - Tentando ser cuidadosa com suas palavras, a partir desse ponto ela diminuiu o tom de voz. - Ela sabe que eu gosto de você, está a par dos riscos de me manter por perto. - Ela poderia e iria continuar um discurso sobre como ela deixara de oferecer perigo contanto que ele parasse de prensá-la contra a parede e olhá-la fixamente porque honestamente era demais para seu pobre coração, mas foi bruscamente interrompida pelo barulho crescente de galhos quebrando, passos vindo na direção deles. Muitos passos. - Ouviu alguma coisa? - Perguntou acelerando seu passos e ficando mais próxima dele.