por longos dias me calei. toxina e sangue escoaram enquanto a aurora chegava. Amanheceu; hoje eu sei.
Desperto com ouvidos atentos e a humildade de quem reconhece o local sagrado outrora profanado. Respeito o palco pois assisto-me em uma despedida dolorosa, insanamente real. Sinto, não sei o que ao certo; mas sinto. Distante da dor e com a leveza de pés descalços, respiro o ar limpo de uma manhã gélida, narinas ardentes que sabem que hoje têm onde abrigar-se do frio. Reverencio as portas do Hades.

















