"É nos momentos de maior fragilidade e desespero que percebemos que existe uma força maior dentro de nós… escondida de mim mesma ou até mesmo adormecida para todos os que me rodeiam…"
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"É nos momentos de maior fragilidade e desespero que percebemos que existe uma força maior dentro de nós… escondida de mim mesma ou até mesmo adormecida para todos os que me rodeiam…"
PA
"Não quero que desapareças da minha vida nos momentos em que estou mais feliz porque quero poder compartilhar todos os sorrisos e alegrias que encontro… não quero que desapareças da minha vida nos momentos em que estou mais triste porque quero poder compartilhar todas as lágrimas e angústias que me consomem… quero simplesmente que fiques ao meu lado, sem tempo determinado, sem hora marca, sem motivo pré-definido!"
PA
Você mata friamente e eu só queria teu calor. E tem esse teu olhar que me desmonta inteira só pra que possas me recriar da forma que quiser. Porquê tu sai de casa e o mundo te abraça e te reclama e te leva pra si. Você caminha e tudo vai ruindo ao seu redor. Sua ironia é tóxica, seu coração é...
Ser teu pão, ser tua comidatodo amor que houver nessa vida.
Cazuza. (via oxigenio-dapalavra)
Eu tive coragem. Ainda cedo sai para as ruas com o pés descalços debaixo de uma tempestade quadrúpede. Choviam mágoas, trovoavam versos, sua morte. Talvez eu estivesse precisando de lavar a minha alma, talvez apenas necessitasse precipitar um dilúvio interno capaz de transbordar tudo o que ficou impregnado e mal resolvido entre nós. Eu precisava me sentir leve, meus ombros tortos e acabrunhados não suportam mais o insustentável. E em um surto quase esquizofrênico corro pela avenida esbravejando pelos olhos a minha breve conquista. Era a expressão exata e incorrigível do meu olhar de despedida dizendo fica. Meu suicídio sentimental escorria com as águas pelos bueiros da marginal. Espaços na língua, espaços entre os olhos, entre os dentes, espaços na alma, ao chegar em casa pude constatar a capacidade do ato virar uma doce e perfumada lembrança feita de pés, cicuta, mãos e olhos molhados. Sua visão refletida no assoalho frio e intrépido apenas constava o óbvio. Tinha me tornado matéria reciclável. Na esteira aguardava ser finalmente transformado em algo um pouco melhor. Permita-me, mon chérri. Permita-me voar vazio, tão leve e sublime. Talvez agora separados os atos dos afoitados e corruptos sentimentos de dor você entenda que a saudade é apenas a vontade de se ter o que se foi e o que jamais voltará, assim como a água da chuva. Eu queria mover-me feito luz e diante da interminável estante de livro catar doces metáforas para compor na pele fina do seu corpo os versos mais lindos feitos por amor. E depois de escorrer-me pelo mundo a fora vir preencher mais uma vez o pote dos seus olhos com as minhas águas purificadas. Talvez seja porque, mesmo depois de jogar fora toda a dor, a inocência peça que fique. Isto é tudo que nos resta. Talvez esteja aqui por você, talvez mais um vez por mim. Talvez isso seja o pra sempre. Eu preciso arrancar as minhãs mãos e coloca-las sobre a mesa. Quero seus monólogos ardentes no meu ouvido. Há muito espaço aqui. A sujeira ficou nas sombras dos vulneráveis gestos articulados pelo acaso. A minha alma esta solta, desacortinei os aposentos da solidão. A sua voz ecoa no abismo do meu peito que devora os olhos esquecidos na cadeira. Venha mon amour, deite-se sobre o minhas vestes molhadas. Nosso destino está selado? Não, são apenas nossas almas limpas e soltas por cima de nós.
Elisa Bartlett. (via oxigenio-dapalavra)
Faço do meu coração o céu, para tu estrela em mim morar.
Sirius nos uniu (via oxigenio-dapalavra)
E se eu te disser que ainda me sinto mal, sabendo quem você quer, sabendo o que te faz feliz? E se algum dia eu te ver como alguém normal? Sabendo quem você é, sabendo que nunca quis, ficar junto de mim. Eu sou o disco que você não quer mais ouvir, sabendo que vai doer, sabendo que é sobre você. Eu sou a história que você não quer mais contar, sabendo que é sobre nós dois e o que aconteceu depois: o nosso fim. Eu só queria uma chance pra falar, quebrar o silêncio. Verdades que você nunca quis escutar, que guardo em meu peito. E se o que eu sinto é tudo que você quer, por que você procura em outro alguém qualquer?
Nx Zero. (via oxigenio-dapalavra)
Eu gosto de tudo que começa. Eu gosto do número 1, do início, do começo. Gosto de tudo que nos tira do ponto 0. Tudo que anda, tudo que vai para a frente. Não gosto de ficar parado, é sedentarismo demais. Eu gosto de começar a correr atrás, de ir atrás. Por que ainda sismo em pensar que tudo que começa, nunca acaba.
Nando Reis. (via coudlks)
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste. É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada. É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre. É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia. É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua. É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo. É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar. É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo. Se você errou, peça desculpas… É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado? Se alguém errou com você, perdoa-o… É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender? Se você sente algo, diga… É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar? Se alguém reclama de você, ouça… É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você? Se alguém te ama, ame-o… É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz? Nem tudo é fácil na vida, mas com certeza, nada é impossível. Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos, realidade.
Cecília Meireles. (via b-aian0)
Pensei, erroneamente, que fosse importante. Que alguma chama ainda faiscasse — mesmo que minimamente — aí dentro e que você ainda sorrisse com todos os dentes para o mundo, por ele estar frequentemente recitando o meu nome no ar, no teu ar, no nosso antigo ar, esse que partilhávamos de muito perto, com o rosto colado e as mãos e as vidas entrelaçadas, unidas por vontade mútua. Saber que nosso tempo foi desconsiderado me entristece profundamente. Mesmo assim, ainda te guardo e te guardarei por tempos, porque a importância dos nossos dias permanece vívida, diferente do meu coração que bate lento, ruminando com detalhes sobre os teus modos de dizer que gostava da minha presença e do meu jeito sem jeito de lidar com as situações da vida. Por isto é que nunca pensei na possibilidade de desistir: meu modo de gostar dos teus modos me aprisionou a você, mesmo que eu inutilmente tenha tentado me prender a outras pessoas, meses depois de você ter virado a esquina encascalhada da saudade, levando contigo um pedaço do meu corpo e estes seus olhos negros e estas suas perninhas franzinas que eu amava — amo — tanto. Acorrentar-se é sempre lento e trabalhoso; desprender-se é mais difícil ainda, sobretudo quando não há vontade alguma de fazê-lo. Por esse e outros motivos é que minha voz relutou por tanto tempo, baixinha, quase sussurrando, proferindo repetidos não-me-esquece-por-favor, recebendo como resposta somente ecos desdenhosos, indiferentes às minhas suplicas desesperadas por reciprocidade, por retorno, por você aqui, deitada no meu peito, quietinha como sempre fora. É agoniante pensar nisso. É agoniante pensar em qualquer coisa que remeta à nós dois enquanto você apaga nossa história e escreve outra com outro, dando razão à minha infeliz necessidade de ter que desviar do roteiro existencial e partir sem vontade para lugar nenhum, impotente e desesperançado, passando madrugadas execráveis sentado à mesa com esse monte de lembranças e esse acúmulo de remorso despejado em folhas avulsas, aceitando a queda sem querer aceitá-la, abraçando a dor por falta de alternativas. Dispondo apenas dos silenciosos acenos à distância, das músicas não mais compartilhadas e dos olhares não mais vistos, se culpando e agora se desculpando por tudo ao notar sua falta de consideração e o seu desprezo, te digo — lacrimejando por dentro e quase sem conseguir dizer — o que antes era indizível: adeus.
Junior Lima. (via oxigenio-dapalavra)
De todos os loucos do mundo eu quis você, porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha, de todos os loucos do mundo eu quis você, porque a sua loucura parece um pouco com a minha.
Clarice Falcão. (via oxigenio-dapalavra)
Ela desatou a soluçar. Foi uma explosão de ressentimentos e desgostos que se tinham acumulado no seu coração. Todas as mágoas rebentaram naquele momento.
O Cortiço (via eclodia)