o primeiro dia
Primeiro que nenhum dezembro traz encantos de um condão, mas outro janeiro
Segundo que os fogos são artificiais Anunciam apenas um outro dia que guardará do anterior a mesma aflição, o mesmo desassossego de mães que esperam a madrugada dos filhos. O mesmo dicionário e ideias vencidas A mesma mordaça que alinhava lábios indecisos A mesma ideia de felicidade datada suspensa na tarde em nuvens de algodão
Um champanhe borbulha na taça sob a lua de uma cereja
O cérebro embriagado pensa ser a alegria de um coração e tem a certeza de que o tempo é outro
Mas um cão sóbrio e sem dono vê um chafariz de cores molhar o céu negro
Artifícios de luzes vermelhas, azuis e amarelas e já vai longe o tempo em que espera o primeiro dia do Homem novo.
Ehre














