achlysieâ:
               Clube de artes Ă© um dos lugares onde Electra mais sente-se em paz e livre para ser quem Ă©. Pintar, desenhar, expressar qualquer coisa guardada dentro de si Ă© algo que aprendeu junto ao irmĂŁo desde que ainda moravam em Geiranger, e por esse mesmo motivo, toda vez que contemplava uma tela, tintas e um cavalete, recordava-se dele. Era como estar ao seu lado mais uma vez no alto de Flydalsjuvet. ExercĂcios livres (aqueles em que o professor lhes dava um tema para que ele fluĂsse entre as tintas como bem quisessem) eram os preferidos da hĂbrida, tanto que conforme o homem ditava as regras da tarefa diante da sala, ela sĂł caiu em si que precisaria trabalhar em dupla quando seu nome junto ao de alguĂ©m que conhecia bem saiu da boca dele. O filho da puta sĂł podia ter feito de propĂłsito. Electra apenas o encarou, sobrancelha erguida e um olhar nada agradĂĄvel, e ele lhe lançou um risinho significativo. Quando as Ăris turquesa, por fim, acharam @mallmequerâ entre os cavaletes jĂĄ espalhados pela sala, ao invĂ©s de ir atĂ© ela, a hĂbrida apenas esperou.Â
Durante muito tempo, as telas era tudo o que tinha para representar os sonhos que tinha, talvez por isso tenha criado certo apreço pela arte. Depois de iniciar os treinamentos, no entanto, com bruxas mais capacitadas, aprendera que os sonhos tratavam-se de visĂ”es, possĂveis futuros Ă depender de escolhas de outrem, e fora por assustar-se com um dos sonhos que parou de representĂĄ-los em tela. Mas nunca abandonara a arte, encontrando certo conforto e atĂ© uma aproximação do controle de suas habilidades. Esse era o motivo pelo qual frequentava as aulas: ali, ao menos, estava no controle de algo, e conseguia extravasar suas emoçÔes sem que ferisse outras pessoas. A Ășltima coisa que esperava, no entanto, era ser obrigada a trabalhar sentimentos tĂŁo intensos, e antigos, quanto ser dupla de Electra a obrigaria Ă fazer. NĂŁo era, no entanto, como se fosse tola ao ponto de pensar que conseguiria manter total distĂąncia da ex em Millard, mas serem duplas por obrigação... Suspirou ao ter a certeza de que a hĂbrida nĂŁo moveria um sĂł dedo atĂ© ela, e simplesmente levantou-se, indo atĂ© a morena. No final, tudo entre elas envolvia em uma ceder, sempre. âââ Podemos fazer isso do jeito fĂĄcil, ou do jeito difĂcil. â Ela avisou, antes de estalar os dedos e fazer seu cavalete se materializar Ă sua frente. Estava contente com sua evolução em feitiços nĂŁo falados, e era por isso que carregava um sorrisinho no canto de seus lĂĄbios. âââ E nĂŁo pinte um cemitĂ©rio, essa Ă© minha ideia inicial. â Provocou, por mais imaturo que aquilo fosse.Â













