dominique-satanas:
louvains:
Matthew estava imóvel como um cadáver, e somente seu peito descia e subia, tão lentamente que, novamente, assemelhava-se a um cadáver. A têmpora esquerda, que atingira um galho de uma das várias árvores próximas, lhe fizera o favor de tirar a consciência, de forma a não ver sua queda e seu destino em seguida. Àquela altura, era muito difícil que o francês de deixasse abater por qualquer desgraça que acontecesse em sua vida, relacionado a qualquer coisa do resort. Tudo era rotina, e não podia mentir, parte sua dizia que alguma coisa daria errado naquele simples acampamento. Querendo ou não, estava condicionado a sempre pensar o lado negativo das coisas, mesmo que não o compartilhasse com os demais. Afinal, não era conhecido por ser pessimista com as pessoas, mas às vezes, era difícil se convencer de que tudo daria certo. Na queda do avião, caíra de bruços, e por cima de si, várias das estacas de sustentação de algumas barracas caíram, prendendo-o ao chão e atingindo órgãos vitais e não vitais. Únicas duas estacas que prendiam a barraca no chão prendiam agora uma de suas mãos, e uma de suas coxas firmemente na terra abaixo de si. ━ Xingar ele não vai resolver muito, Manu… ━ Talvez a morena não fosse entender muito bem o que dissera, pois uma das estacas caíra em sua bochecha, ficando entre o maxilar superior e inferior, acima da língua - mas sem atingi-la - impedindo-o de falar propriamente. Percebera toda movimentação da amiga próxima de si, mas mantivera-se em silêncio até certo ponto, temeroso de que sua fala não fosse ser ouvida. Podia sentir o calor do sangue abaixo de si, vindo da poça que se formara, manchando as folhas e a grama.
Dominique era talvez a mais esquisita de todos os passageiros. Enquanto a maioria estava desmaiado por completo, ela conseguia ter sonhos enquanto desmaiada. E era o caso no momento. Não era um sonho bom, pois lhe fizera acordar com um grito e um quase pulo, impedido apenas pelos pequenos machucados, a dor e um estilhaço de madeira preso em sua cintura. A loira estava acostumada com aquele tipo de acidente, pois acontecera várias vezes enquanto fazia missões para a Umbrella. Tanto que, ela e alguns colegas eram chamados de esquadrão suicida, por sempre estarem nos piores acidentes, e nas missões mais difíceis. Calmamente sentou-se, tomando alguns segundos para remover o estilhaço de si. Pôs-se de pé com calma, apoiando-se na parte da frente do avião, a única que permanecera inteira. Aproximou-se da janela quebrada, esticando o pescoço para tentar ver dentro da cabine do piloto. Apenas deparou-se com piloto e co-piloto debruçados sobre o painel do avião, mortos. Olhando a volta, não muito longe de si, viu a irmã mais velha, que estava intacta. Dominique não estava nem um pouco surpresa. Mancando, direcionou-se até onde Tassy estava. ━ We need to help them. And search for the others. ━ Ao desviar a atenção por poucos segundos, percebeu Gehrard, estirado no chão e empalado. Arqueou as sobrancelhas, surpresa pelo homem estar naquela situação, e não estar morto.
━Mathangi... ━ O corpo não recobrara a total consciência naquele momento, porém isso não a impedia de chamar pelo nome da mulher que amava. A preocupação com a mesma lhe subira a cabeça assim que recobrou o minimo de sua consciência, fazendo com que o nome saísse de seus lábios sem que ela pensasse muito. Os olhos se abriram, e como a mulher se encontrava em choque, a dor não era sentida naquele momento. ━Mathangi! ━ Ela tentara se levantar, porém algo a impedia.Tentou mais algumas vezes ao menos levantar seu tronco, enquanto a cabeça pendia para trás, mas novamente, falhara. Sua visão periférica então se dera conta do que estava acontecendo. Os olhos castanhos viram a enorme porta do avião que estava em cima de seu braço esquerdo. Sua mão havia atravessado a mesma, e se encontrava presa, além de estar sangrando bastante. ━ Mathangi.... Math... ━ A mulher olhou a sua volta e não achara nada além de arvores, destroços de avião e pedras, era um beco sem saída e não havia ninguém ali. Olhou para o lado, tentando achar alguma coisa que pudesse lhe ajudar, até que vira uma pedra de tamanho médio. Rapidamente alcançou a mesma e então a trouxe para perto de si. Sem pensar duas vezes, a mulher mirou a pedra na direção de sua mão presa e a bateu sobre a mesma, liberando-a.
















