E se me perguntarem como foi o fim Dan, eu irei responder que foi calmo e tranquilo. Eu não chorei, e nem senti nada me corroendo por dentro, não senti aquele buraco no peito se abrindo, não senti aquele vazio, nem ao menos, me senti sozinha, eu apenas transformei tudo que eu sentia por você em outra forma de me amar, não senti vontade de te procurar, nem vontade de estar com você, à noite senti falta de alguém pra conversar, confesso, mas não necessariamente de você e sim de ter alguém ali. Eu não sentia mais o nojo e nem a raiva que estavam presentes, até porque eu não pensava mais em você, não sentia medo ou culpa de beijar outro alguém ou de dizer que aquilo me fazia bem, não sentia nada ao perceber que não teria mais quem amar, eu não precisei me afogar em outras magoas ou me jogar em outros corpos, eu precisei apenas fazer o que eu sentia vontade. Foi assim, eu não precisei morrer por dentro novamente pra me sentir bem comigo mesma, eu precisei de carinho e de paciência comigo mesma. Precisei por o amor que eu sentia por mim em cima do que o seu me fazia sentir. Foi assim o nosso fim Dan, eu me esqueci de você, sem-nem ao menos tentar fazer isso. Eu me ganhei de volta, no momento em que te soltei ao mundo, eu me ressuscitei no momento em que te matei em mim. E hoje posso dizer Dan, você era o vazio que cobria o meu, mas nunca me preenchia. Você foi apenas doses pequenas para reparar a falta das grandes. E foi assim, foi assim refletindo sobre tudo que eu percebi que eu já havia superado você.