Mesmo sabendo do trabalho que seria ajudar na arrumação de Riverside Park após o festival, Jamie estava se divertindo o suficiente para não se preocupar tanto. O fato das roseiras e outras plantas ainda estarem intactas também contribuía.
Ela pagou pelos dois cachorros-quentes e saiu procurando alguém entre os visitantes. Ao encontrar Ellie, foi direto até a garota e colocou o lanche na mão dela sem nem perguntar, como se aquilo já fosse um hábito.
“Ô tampinha, ouvi dizer que estavam barrando gente por causa da altura na roda gigante” Jamie deu uma mordida no próprio cachorro-quente. “Se você precisar de uma adulta responsável, eu posso te acompanhar.” Disse casualmente, como se a provocação não fosse intencional.
as mãos de ellie foram para os bolsos da sua calça, buscando por algum trocado que pudesse estar escondido ali, mas a garota não obteve sucesso. não demorou muito tempo para se tornar persona non grata entre as barracas depois de descobrir como roubar nos jogos, mas em sua defesa, era impossível ganhar seguindo as regras. ainda tinha esperança de catar alguma moeda que tivesse caído no chão quando um cachorro-quente se materializou na sua frente, e ela só foi descobrir quem tinha lhe dado a comida depois da primeira mordida — estava com fome, quem podia culpá-la. ❝ até tu, brutus? ❞ foi a resposta que ela deu, já acostumada com o jeito de jamie. ❝ por mim não tem problema, todo mundo pensa que você é minha mãe mesmo. ❞ ela provocou de volta, resolvendo que se jamie podia falar do seu tamanho, então ela também podia falar da sua idade. ❝ mas sério, ninguém quer me vender bebida por acharem que eu sou menor de idade. e também por eu não ter mais dinheiro, mas principalmente pela primeira razão. ❞
✧ ˚ · . Leah voltou sua atenção diretamente para ele, não havia gostado nada da afronta. Quer dizer, não era bem uma afronta, mas ela sentira como se fosse uma. Que pergunta era aquela!? É claro que faria um trabalho melhor como prefeita! Na verdade, achava que qualquer um com um mínimo de noção social e motivação poderia fazer melhor que o atual. ❛ É claro que sim. Para começar, eu faria um discurso mais interativo e interessante, e aí você estaria prestando atenção, e não conversando comigo. ❜, deu de ombros, não tinha muito mais com o que argumentar naquele momento. Mas com seu outro ponto, completamente errado ele não estava. Realmente, era difícil acreditar em políticos hoje em dia, dado o nível do país em geral. ❛ Quem sabe nas próximas eleições a gente não faz você mudar de ideia, então? ❜, riu baixo, mexendo a cabeça em negação. ❛ Não que eu vá concorrer, era só uma brincadeira. Mas eu acredito que vá aparecer um candidato à altura. ❜, completou. ❛ De qualquer forma, melhor deixar a política de lado por hoje e aproveitar o festival, certo? ❜, ofereceu a ele um sorriso. ❛ Tem alguma atração com a qual está mais animado? ❜
o rapaz quase esboçou um sorriso sincero com a resposta dela, o que definitivamente não estava nos seus planos. pelo menos ela estava lhe oferecendo uma distração de ter que fingir entusiasmo com a fala do prefeito, não achava que seria capaz de produzir algo semelhante à mulher que limpava lágrimas dos olhos ao seu lado, algo que ele nunca conseguiria entender. ❝ eu posso admitir que você é só um tantinho mais interessante que esse otário. ❞ não podia oferecer um elogio muito maior para a outra ou estaria indo contra os seus próprios princípios. ❝ tem certeza? quase me convenceu a votar em você e agora nem vai se candidatar? que pena. ❞ billy nem queria estar ali nas próximas eleições, seu plano era ir embora daquela cidade e voltar para a vida na estrada o mais rápido possível. ❝ é a primeira vez em vários anos que eu vejo o festival, normalmente eu diria as apresentações musicais, mas acho que o nível já não é mais o mesmo. ❞ claro que o músico mantinha aquela pose esnobe e não era capaz de admitir que os artistas da cidade tinham tanto talento quanto ele. ❝ e você? o que indica? ❞
você tem um novo starter aberto com P͟e͟r͟i͟ !
diretamente da cerimônia das lanternas.
( & )⠀⠀⠀⠀⠀⠀O olhar radiante de Peri poderia ser visto a quilômetros de distância da costa, admirando os pontos de luz que aos poucos preenchiam o rio Alder com promessas espirituosas e um destino incerto nas pequenas ondas que os levavam embora. Participara daquela festividade um milhão de vezes e todas — todas — as vezes se sentiria como se fosse a primeira, acreditando em dias ainda melhores para quem esperasse por isso. Peri estava inclusa nisso, se conseguisse ao menos escrever algo no papel antes de também acender sua lanterna e colocá-la junto das outras. Era emocionada demais para momentos como aqueles, o sorriso que antes preenchia as feições da mulher logo se transformou em lábios trêmulos, encarando o fim de mais um festival. ⠀❛ Não estou chorando, se é isso que está pensando... Só estou assistindo. ❜⠀ Tentou se defender de uma acusação não dita, embora não prestasse atenção em quem estava por perto ou se ao menos estavam olhando para seus olhos vermelhos e voz embargada. ⠀❛ Também está criando coragem para soltar a sua? ❜
sabia que ninguém esperava que billy fosse se importar com aquela cerimônia, mas ele ainda era capaz de se lembrar da sua infância, quando seus pais não tinham se divorciado e acompanhavam o garoto até o rio alder para ajudá-lo a acender a sua lanterna. os desejos daquele pequeno dunne eram completamente diferentes do adulto, se acreditasse mesmo na tradição, pediria para ter aquela inocência de volta no lugar do ceticismo atual. levado pelo sentimento de nostalgia, billy encarava a lanterna em suas mãos quando ouviu uma voz próxima, só então percebendo que tinha se aproximado do rio inconscientemente. ❝ coragem? não, eu só... encontrei essa lanterna jogada no chão e resolvi fazer a minha boa ação do dia. ❞ ele tirou o isqueiro de dentro do bolso da calça e acendeu o objeto, não esquecendo do papel que continha uma das inúmeras canções que ele não havia conseguido terminar desde que tinha voltado para westbridge. estava mesmo desesperado para ter sua inspiração de volta, o gesto era prova disso. ❝ você sabe que isso aqui é só pra enganar bobo, certo? ❞ billy precisava fingir que não era um daqueles bobos de quem falava.
starter: open
local: tenda de primeiros socorros
contém: menção leve a medicamentos e curativos.
“Pronto, querida. Você e Mr. Snuggles foram muito corajosos.” O sorriso sincero pareceu acalmar a menina que deveria ter por volta de cinco anos. Joan finalizou os curativos – um no joelho da criança e outro igualmente posicionado no fiel escudeiro de pelúcia – e deu algumas orientações ao adulto acompanhante antes de liberá-los.
A tenda de primeiros socorros estava tranquila. Profissionais de saúde se revezavam em turnos curtos e nada que uma bolsa de gelo, um antisséptico e os eventuais medicamentos para dor de cabeça ou enjoos não tivessem resolvido até ali. Mas não seria Joan a dizer aquilo em voz alta e arriscar a serenidade do dia; ela ainda se lembrava do incidente com as tortas no festival de anos atrás.
Watson percebeu uma movimentação com a visão periférica. “Só um instante.” Pediu educadamente enquanto terminava de organizar o material e então se virou para ver quem era.
marcar um primeiro encontro no festival tinha sido uma péssima ideia, glinda era capaz de admitir esse erro, mas o que ela podia fazer? provavelmente, inventar uma desculpa para ir embora mais cedo ou ser sincera com a sua companhia para não perder a cerimônia das lanternas mais tarde, já que era a sua parte favorita. mas ao invés disso, a loira apenas disse que precisava ir ao banheiro e rumou na direção oposta, desviando das pessoas que aproveitavam o festival antes de entrar na primeira tenda que viu pela frente. se não estivesse tão preocupada xingando mentalmente a professora de biologia que pensou que seria uma boa ideia juntar glinda com a sua prima, ela teria percebido a péssima escolha feita. ❝ doutora, não preste atenção em mim, estou com a pressão baixa e só preciso me deitar um pouco. ❞ daquele jeito dramático de sempre, glinda se jogou na primeira maca que viu pela frente, decidindo dar um tempo para o seu encontro perceber que tinha levado um fora.
apesar da fila gigantesca, daenerys havia decidido experimentar um passeio na roda-gigante. sempre fora apaixonada por altura e aquela era a sua melhor oportunidade de sentir o corpo relaxar conforme observava as luzes do festival ficando cada vez menores, enquanto a cabine subia. o vento bagunçava algumas mechas platinadas que escapavam das tranças e, por alguns segundos, ela se sentiu pertencente diante à vista da cidade iluminada.
toda a calmaria, porém, durou pouco. logo um barulho metálico vindo da estrutura pôde ser ouvido, lhe arrancando uma expressão desconfiada. daenerys ergueu o olhar para o topo da roda-gigante agora parada, antes de voltar a atenção para a cabine mais próxima, com uma das sobrancelhas arqueadas. "se isso aqui despencar no rio, espero que saiba nadar." o comentário foi feito em uma expressão tão séria que era difícil perceber a brincadeira por trás do tom.
em sua infância, a roda-gigante era sempre uma das suas atrações favoritas quando seus pais arranjavam algumas horas em seus cronogramas apertados para levarem a filha ao parque de diversões. talvez fosse a sensação de poder ao observar o resto do mundo tão pequeno diante dos seus olhos, ou mesmo o friozinho na barriga que aparecia quando ela chegava no topo do brinquedo, glinda não seria capaz de explicar com exatidão. era isso o que a loira aproveitava naquele momento, sentindo o vento bagunçar os seus cabelos enquanto comia algodão-doce. estava tão distraída com o doce rosado que nem estranhou quando a roda-gigante parou, seus olhos só se desviaram do açucar quando uma voz surgiu acima da cabine. ❝ do que você está falando? nós não vamos despencar. ❞ ela rolou os olhos, mas a confiança durou pouco porque um estalo metálico ecoou pela estrutura segundos depois, seguido de um balanço nada gentil da cabine. glinda imediatamente se arrastou para a frente, inclinando-se o suficiente para encarar o chão muito distante abaixo delas, notando que as luzes já não pareciam tão bonitas. ❝ meu deus, nós vamos morrer, e eu ainda nem terminei de escrever o meu memoir. apesar de que, se nós sobrevivermos, isso daria um capítulo esplêndido. ❞
✧ ˚ · . A abertura do festival, muitas vezes chata para a maioria dos moradores, era especialmente interessante para Leah. O discurso do prefeito prendia sua atenção, principalmente porque ela gostava de analisar as mentiras que estava inventando, o que ele havia certamente pedido para alguém escrever para ele - ou usado inteligência artificial, se fosse um homem moderno -, e acima de tudo, a reação das outras pessoas assistindo ao discurso, uns acreditando fielmente em todas suas palavras e outros prontos para rebelar-se, sendo quase impossível conter o revirar de olhos. ❛ Ele sabe o que dizer, isso não podemos negar. Por isso está a tanto tempo no poder. ❜, comentou aleatoriamente, voltando sua atenção para a pessoa ao seu lado. ❛ Mas não é também um pouco curioso tudo isso? Quer dizer, o que ele fez nos últimos anos de tão inovador para continuar onde está? ❜, arqueou uma das sobrancelhas, curiosa para saber qual seria o posicionamento da pessoa com quem começava a conversa agora.
billy não era uma pessoa particularmente pontual, gostava de chegar da mesma forma que preferia sair - despercebido. era o que ele deveria ter feito naquela tarde, mas estava se sentindo inquieto dentro de casa, cansado de encarar as paredes enquanto esperava as horas passarem. então o rapaz chegou no meio do discurso do prefeito, ouvindo as palavras vazias do homem enquanto se espremia entre a multidão, rezando para aquele show de horrores não demorar muito tempo. seus planos de passar despercebido não deram muito certo, mas ao invés de apenas ignorar a voz, ele decidiu respondê-la. ❝ você acha que faria um trabalho melhor que ele? ❞ o tom da sua voz vinha carregado de sarcasmo enquanto ele cruzava os braços, observando as pessoas ao redor baterem palmas. a garota tinha razão, o prefeito tinha carisma suficiente para manter os outros interessados. ❝ não que eu seja um defensor dele, cruzes. só acho que outro em seu lugar faria um trabalho semelhante, por isso deixei de acreditar em políticos. ❞
victor provavelmente já deveria ter ido embora do festival há horas, mas acabou preso em uma das barracas depois de perder dinheiro demais tentando vencer um jogo simples de argolas. ainda segurava algumas na destra enquanto encarava o prêmio inalcançável na prateleira superior, portando uma concentração quase ofendida. depois de errar mais uma tentativa de maneira humilhante, deixou com que os ombros caíssem em derrota antes de perceber que tinha companhia. "tenho quase certeza que isso aí é manipulado." murmurou com total seriedade, apesar do tom carregar um humor involuntário. seu orgulho estava ferido, sim, mas sabia que no dia seguinte sequer se lembraria de todo aquele esforço.
❝ own, você estava querendo um desses? ❞ ellie perguntou indicando o dinossauro de pelúcia que estava em seus braços, sentindo o seu sorriso se alargando ainda mais com a expressão no rosto do outro. a garota passou tempo suficiente observando os competidores para decidir que ela dificilmente seria melhor sucedida que eles, então encontrou uma maneira alternativa para conseguir o prêmio. no momento em que iria fazer outro comentário, ellie notou que o responsável pela barraca estava contando as pelúcias na prateleira, então ela imediatamente puxou o braço do rapaz para andarem na direção oposta. ❝ preciso que você me esconda de vista, é possível que eu tenha pego isso aqui sem pedir antes. ❞ roubado era a palavra que ellie estava buscando, mas não iria admitir o crime tão facilmente. não sentia a mínima falta a delegacia. ❝ se você me comprar um lanche, eu prometo não te delatar como cúmplice. ❞
enquanto dezenas de lanternas começavam a iluminar as margens do rio, elijah permanecia parado um pouco afastado da multidão, se questionando se deveria pegar uma das lanternas. diferente da maior parte das pessoas ali, ele não parecia emocional ou nostálgico diante da tradição, era apenas um observador nato. por isso, ao perceber alguém próximo tentando acender a própria lanterna sem sucesso, elijah se aproximou calmamente, retirando um isqueiro do bolso do sobretudo. "permita-me." ditou, já protegendo a chama do vento com a mão livre. o olhar seguiu em direção a outra pessoa, acompanhado de um sorriso carismático perigosamente fácil de confiar. "seria uma tragédia desperdiçar um desejo por uma inconveniência dessas."
caitlyn não se considerava exatamente uma cética, ela apenas tinha dificuldades para aceitar aquilo que não podia ser comprovado cientificamente. teorias da conspiração nunca tinham sido a sua praia, a mulher havia se envolvido na tradição da cidade apenas para não ser encarada de maneira estranha pelos esperançosos ao seu redor. no entanto, o seu plano de passar despercebida foi pelos ares no momento em que não conseguiu acender a maldita lanterna, sua paciência rapidamente se esvaindo enquanto xingamentos deixavam sua boca em sussurros. ela estava quase desistindo quando notou a presença ao seu lado. ❝ uhm, obrigada por não desperdiçar o meu desejo. ❞ apenas o meu tempo, foi o que ela completou em sua cabeça, olhando com desconfiança para a lanterna antes de virar o rosto para encarar o homem. ❝ você acredita nessa besteira toda? ❞
ᝰ. ⠀ ⠀a cidade de westbridge dá boas vindas à 𝐁𝐈𝐋𝐋𝐘 𝐃𝐔𝐍𝐍𝐄, originalmente pertencente ao mundo de DAISY JONES & THE SIX! ele tem VINTE E NOVE anos, mora em EASTLINE, e em sua nova vida trabalha como MÚSICO. esperamos que ele esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra ! ( JOSH HEUSTON )
❛ㅤㅤ𝐚𝐛𝐨𝐮𝐭 𝐡𝐢𝐦ㅤㅤ›ㅤㅤ✱
Um músico respeitado, por muito tempo, isso era tudo o que Billy sonhava em ser. E ele conseguiu. A banda de rock que formou com os amigos de colégio, Honeycomb, deixou os limites da cidade de Westbridge para se tornar uma febre internacional, um fenômeno que há muito tempo não se via no gênero. Eram flashes de câmera quando andava pelos aeroportos, fãs gritando ao lhe verem comprando um copo de café e a constante sensação de que cada passo seu estava sendo monitorado. Tinha uma vida boa demais para reclamar dos contrapontos, mas ainda assim, não conseguia deixar de se sentir insatisfeito.
Era a solidão que acertava o artista em cheio. Seus relacionamentos sempre acabavam por culpa sua, envolto demais no próprio caos e incapaz de ser sincero com os seus sentimentos. Parecia que cada passo seu era dado com o objetivo de se autosabotar. Até aí, não era um grande problema para a banda — ser um babaca condescendente com o ego frágil não era incomum entre vocalistas como ele. As rachaduras começaram a surgir quando Billy passou a misturar as sessões de composição com as drogas, sob a desculpa de que acalmavam a sua mente. Deu certo, até ele ter uma overdose antes de um show da turnê.
Foi internado em uma clínica de reabilitação depois de muito protestar, seus colegas de banda ficaram extremamente traumatizados por quase terem visto a sua morte, algo que Billy nunca levou muito em consideração porque não se dava ao trabalho de olhar ao seu redor. Honeycomb anunciou que o vocalista tiraria um pequeno hiatus, sendo assim, quando recebeu alta, ele voltou para a cidade em que nasceu.
A banda seguiu sem ele, finalizando a turnê. O rapaz ficou incrédulo, não por achar que era uma traição, mas porque eles conseguiram se apresentar sem a sua presença na frente do microfone. Seu complexo de superioridade não lhe deixava ver o quão talentosos os outros membros eram, e a ideia de que eles não precisavam dele lhe doeu mais do que podia admitir.
Billy sentia que estava ficando doido, preso na antiga casa dos seus pais enquanto vivia a base de fast food e garrafas de bebida escondidas no armário. O rapaz resolveu então deixar o conforto do seu sofá para sentar no parque ou nas mesas das cafeterias, sempre com um caderninho em mãos aonde ele escreve ideias para o próximo álbum. Desde que voltou, ainda não conseguiu finalizar uma canção.
Sarcasmo é algo que deixa os seus lábios com muita naturalidade. Ele o usa como resposta quando acha que as pessoas estão tentando se intrometer na sua vida, mesmo que só queiram oferecer um conselho inofensivo ou elogiar o seu trabalho. Billy não precisa de ajuda e não quer ser analisado. Quando alguém demonstra preocupação genuína, ele imediatamente transforma a conversa em piada.
ᝰ. ⠀ ⠀a cidade de westbridge dá boas vindas à 𝐆𝐋𝐈𝐍𝐃𝐀 𝐔𝐏𝐋𝐀𝐍𝐃, originalmente pertencente ao mundo de WICKED! ela tem TRINTA anos, mora em ASHGROVE, e em sua nova vida trabalha como PROFESSORA DE TEATRO em WESTBRIDGE COMMUNITY SCHOOL. esperamos que ela esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra ! ( ARIANA GRANDE )
❛ㅤㅤ𝐚𝐛𝐨𝐮𝐭 𝐡𝐞𝐫ㅤㅤ›ㅤㅤ✱
A família Upland criou um verdadeiro império a partir de riqueza geracional e golpes. Quem não se lembra do escândalo que estourou há alguns anos atrás, quando foi descoberto que o senhor Upland estava roubando dinheiro das contas de seus clientes? Glinda certamente não foi capaz de esquecer, afinal, apesar de ter deixado a casa dos pais assim que parou de atender as expectativas deles, seu nome foi arrastado pela lama juntamente com o deles. Mesmo ela tendo contribuído com a investigação, é difícil desvincular a sua imagem da de sua família, afinal, na adolescência, ficava feliz em agir como eles.
Glinda nunca foi uma jovem fácil, ela gostava de ter o ego alimentado pelas pessoas ao seu redor, e não queria ouvir qualquer opinião que não dialogasse com a dela. Existia um ar de superioridade na garota que só florescia em alguém que havia sido mimado durante toda a sua vida. Glinda só foi ter o seu primeiro choque de realidade quando o seu romance com uma líder de torcida se transformou na fofoca favorita do bairro, chegando aos ouvidos furiosos dos seus pais conservadores. A sua lábia foi capaz de segurar eles por algum tempo, uma das maiores atuações de sua vida, mas era óbvio que a filha perfeita já não existia mais.
Pela primeira vez em toda a sua existência, Glinda precisou ser realista. Sem o dinheiro e a influência da família para abrir portas, ela rapidamente descobriu que talento nem sempre é suficiente. Nas audições, sempre acabava perdendo o papel quando haviam apenas duas alternativas para os diretores, uma frustração que lhe fez abandonar aquele sonho estúpido de criança.
Mesmo tentada a implorar pelo perdão do seu pai, juntamente com o cartão de crédito, Glinda encontrou algum conforto em seu trabalho como professora de teatro. É atraente ser aquela com a voz mais alta, avaliando e criticando a performance de outras pessoas, mesmo que por vezes já tenha sido chamada na diretoria por reclamações de que estava sendo dura demais.
Com o amadurecimento, se tornou menos egoísta, virando uma amiga melhor para aqueles que vem chorar no seu ombro, diferente daquela garota popular do colégio com uma legião de seguidores que acatavam todas as suas ordens. Mas Glinda ainda tem aquele gênio forte que é característico de um Upland, criando inimizades com quem ousa ir contra ela e dramatizando situações pequenas.
Ainda existe nela um desejo silencioso de ocupar os holofotes. Glinda sente falta da atenção, dos aplausos e da certeza de que era admirada por todos ao seu redor. Mas lhe agrada bastante finalmente construir uma vida que não depende apenas da aparência, status ou do dinheiro da sua família. Ela pode ser ela mesma, só não tem certeza se isso é bom ou ruim.
ᝰ. ⠀ ⠀a cidade de westbridge dá boas vindas à 𝐄𝐋𝐋𝐈𝐄 𝐖𝐈𝐋𝐋𝐈𝐀𝐌𝐒, originalmente pertencente ao mundo de THE LAST OF US! ela tem VINTE E QUATRO anos, mora em BRIDGE QUARTER, e em sua nova vida trabalha como OPERADORA DE CAIXA em MILLER'S MARKET. esperamos que ela esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra ! ( CAILEE SPAENY )
❛ㅤㅤ𝐚𝐛𝐨𝐮𝐭 𝐡𝐞𝐫ㅤㅤ›ㅤㅤ✱
Desde pequena, Ellie sabia que estava destinada a se meter em problemas. Ela cresceu em um orfanato, cercada por freiras que tentavam lhe fazer entender a importância da obediência, mas a garota só estava interessada em quebrar regras, testar limites e provar que ninguém seria capaz de controlá-la. Em algum momento, as freiras desistiram dela, acreditando que estava fora do alcance de qualquer disciplina. Não deveria ser uma surpresa para Ellie, afinal, só estava naquele orfanato porque sua mãe também tinha desistido dela antes. Aos dezesseis anos, pulou o muro que lhe separava do mundo lá fora e não voltou mais.
Westbridge. A cidade estava nos seus arquivos como o possível local do seu nascimento, um ponto no mapa que passaria despercebido pelos seus olhos se não fosse aquela informação. Com uma mochila contendo poucos pertences que ela tinha conseguido pegar (e roubar) no orfanato, Ellie subiu no primeiro ônibus que ia até lá, em busca de respostas. Não encontrou muita coisa além de documentos antigos que comprovavam o seu nascimento, mas nenhum sinal da sua mãe. Sem ideia do que faria a seguir, Ellie resolveu ficar na cidade por algumas semanas enquanto se resolvia. As semanas viraram meses, e depois, anos.
Já trabalhou em vários locais da cidade, sendo demitida depois de alguns meses porque arranjava confusão com os clientes ou não respeitava as ordens dos seus patrões. O emprego em Miller's Market é a sua mais nova tentativa de ter alguma estabilidade, mas ela odeia trabalhar no lugar e sabe que não vai durar.
Adora rabiscar em qualquer pedaço de papel, seja numa folha de caderno ou em uma nota fiscal. Foi um hábito que desenvolveu ainda no orfanato, quando ficava entediada durante as aulas e precisava se distrair. Seus desenhos normalmente envolvem o espaço, dinossauros ou cenários apocalípticos.
Já passou algumas noites na cadeia. Os motivos eram variados: uma briga no bar, invasão de propriedade privada, depredação do património público e desacato a autoridade. Ela afirma que todos foram mal-entendidos, mas para a polícia, Ellie sempre está presente quando algo sai do controle.
A garota diz que não vai embora de Westbridge porque a cidade foi o primeiro lugar que ela considerou um lar, mas a verdade é que ainda tem uma pontinha de esperança de que a sua mãe vai voltar algum dia, e Ellie finalmente poderá perguntar porque ela não a quis todos aqueles anos atrás.
ᝰ. ⠀ ⠀a cidade de westbridge dá boas vindas à 𝐂𝐀𝐈𝐓𝐋𝐘𝐍 𝐊𝐈𝐑𝐀𝐌𝐌𝐀𝐍, originalmente pertencente ao mundo de ARCANE/LEAGUE OF LEGENDS! ela tem VINTE E OITO anos, mora em WESTMARE, e em sua nova vida trabalha como MÉDICA RESIDENTE EM EMERGÊNCIA em WESTBRIDGE GENERAL HOSPITAL. esperamos que ela esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra ! ( HAVANA ROSE LIU )
❛ㅤㅤ𝐚𝐛𝐨𝐮𝐭 𝐡𝐞𝐫ㅤㅤ›ㅤㅤ✱
Cuidar de si mesma é um hábito ainda desconhecido por Caitlyn. Ela passa longas horas no hospital, pegando turnos extras porque gosta de sentir que está fazendo algo útil com a sua vida. Sempre reagiu bem sob pressão, uma característica que herdou da sua mãe, juntamente com a mania de se cobrar demais. Caitlyn não consegue ver algo de muito errado nisso, seu trabalho exige excelência constante, afinal, a emergência não espera por ninguém. Apesar de todos os desafios da sua profissão, ela dificilmente é vista reclamando, mesmo quando precisa trocar o uniforme pela terceira vez no dia.
Quando não está andando a passos rápidos entre os corredores do Westbridge General Hospital, Caitlyn gosta de descansar no sofá da sua casa com um chá de camomila e o mais novo livro de ficção que ela pegou na biblioteca da cidade. Sua vida profissional é um constante caos, precisa de alguma tranquilidade para se manter sã durante o resto do tempo. Quando se trata de relacionamentos, Caitlyn tem a desculpa pronta de que o hospital e o seu gato de estimação lhe mantêm ocupada demais para se dedicar à outra pessoa, mas isso não a impede de sair em encontros fadados ao fracasso com conhecidas de amigos.
Epitáfio, seu gato, julga todas as mulheres que Caitlyn leva para casa. O animal é ainda mais antissocial que a sua dona, arranhando qualquer pessoa que tente pegá-lo no colo. A médica alimentou o bichinho depois de ouvi-lo miando na porta de casa, em um dia de chuva, e ele nunca mais foi embora.
Os pais de Caitlyn são médicos respeitados, sua mãe fez o parto de boa parte da cidade enquanto seu pai é um dos pediatras favoritos das crianças. Ainda assim, a filha evita ser vista com eles porque odeia a ideia de alguém pensar que só está no lugar em que está por causa do seu sobrenome.
Ela não se considera emocionalmente fechada, mas as pessoas ao redor percebem que Caitlyn demonstra cuidado através de ações, não palavras. Ela aparece com café para colegas exaustos, revisa relatórios sem ser solicitada. Quando perguntam por quê, ela simplesmente diz que “faz sentido”.
No primeiro semestre da universidade, seus colegas combinaram uma tarde jogando paintball para se conhecerem melhor. Caitlyn achou a ideia besta, mas descobriu ter uma excelente mira, eliminando quase todos os seus adversários. Foi ali que ela percebeu o quão competitiva pode ser e como não gosta de perder.