Ode a sensação,
Realmente doía,
Mas não sei bem ao certo o porque,
Tudo que sabia (ou que achava que sabia) era que doía.
Talvez o não saber,
A incerteza do acaso de manhã em um domingo,
Um vinho mais barato que devia,
E todas as tentativas de conectar algo desconexo.
Deus,
Como é bom sofrer, !Risos de lotar estádios!
Visualização de guerra,
Acordar ouvindo oque era(ou ainda é[que nunca foi{eu que pensava}]) a nossa musica,
E sorrir.
Lembrei dos cigarros,
Mas não os seus,
Fumaste demasiado mal,
Lembrei sim das bitucas com gosto de cachaça e riso dos amigos,
Das danças loucas e sangue que de modo algum tinha a ver com menstruação.
Lembro do suor derramado junto a corrida,
Seja à pé,
Trote,
Ou duas rodas.
Danças pela casa que jamais viu.
Eu realmente não tinha nada a ver com você,
Minto,
Eu realmente tinha tudo a ver com você.
E por querer,
E por imaginar,
Sofri,
Simples assim,
Digo que quis e imaginei.
Não amei,
E talvez nem a você,
E nem a mim,
Encontrando paz,
"... and we drink to die, we drink tonight..."
Sem remoço ou embaraço,
Sem ardor ou dor,
Escultar simples e pura musica,
Lembrando dos amigos e farras,
De alguns e algumas,
Donos e donas de saliva roubada.
E mais que final,
Que não seja importante mencionar,
A certeza que amo hoje aumenta,
Não foi arrebatador ou cirurgico,
Amei por amor,
Por ser amado,
Por amor em retorno.
A faixa já está no final,
Cada minuto foi valido,
E tenho certeza que muito foi inventado,
Agora me vou,
Não sozinho,
Tenho mares de risos a gritar,
Mais amigos a me chamar de cabeção,
A quem eu vou chamar de irmãos,
A tomar mais vinho,
Não tão barato dessa vez,
A continuar a filar cigarros,
Afinal nunca comprei os meus mesmo,
A dançar em meio a rua,
A escrever mais (e a isso te agradeço de coração),
A olhar para a pessoa que se tornou mais importante,
A falar "te amo pequena" e mesmo sabendo que ela não acredita de completo,
A reforçar com mais beijos que a amo,
A amar mais.