Absolute Batman #16 (DC, January 2026) variant cover by Lesley Leirix Li

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Absolute Batman #16 (DC, January 2026) variant cover by Lesley Leirix Li
Mike Wieringo is sorely missed.
Storm
Art by Peach Momoko
Walt Simonson’s comments on the passing of his friend and co-worker, Sal Buscema.
the Silver Surfer by Big John Buscema, with Inks by “Our Pal” Sal Buscema. this was published as a calendar plate.
Batman v Superman: A Origem da Justiça é, talvez, a obra mais divisiva do cinema de super-heróis moderno. No lançamento, a estranheza foi imediata; parecia que Zack Snyder havia descartado o que Nolan estabeleceu como regras do herói. No entanto, o cinema exige abertura espiritual. Para apreciar a obra de Snyder, é preciso aceitar sua visão particular: a de que heróis não são apenas ícones, mas figuras mitológicas sofrendo sob o peso de um mundo real e cruel.
O filme é regido por um sentimento único: a impotência. Ao espelhar a morte dos Wayne com a destruição de Metrópolis, o diretor coloca Bruce no mesmo lugar traumático de sua infância. Seja diante de um assaltante em um beco ou de um "deus" duelando nos céus, Bruce Wayne é, no fim das contas, apenas um homem assistindo ao fim do seu mundo.
Temos um Batman quebrado por décadas de combate em Gotham. Do outro lado, temos um Clark Kent que enfrenta a impotência política e social; um alienígena cujo desejo de ajudar é sufocado pela desconfiança e pelo medo de uma humanidade que não sabe onde colocá-lo.
A releitura de Lex Luthor é um dos acertos mais subestimados do filme. Esqueça o empresário clássico; aqui temos o que lembra um dos magnatas das Big Techs: jovem, errático, falastrão e perigosamente egocêntrico. Seu ódio por Superman não é apenas financeiro ou territorial, é teológico. Lex não aceita a existência de um "deus" bom, pois sua própria história de dor nega isso. Sua missão é provar que o poder não pode ser puro.
Embora o roteiro simples sirva como o alicerce para a Liga da Justiça, o clímax reside na humanização dos mitos:
O "Save Martha" sempre ridicularizado, para mim, esse momento é, na verdade, o gatilho psicológico que desliga o modo de vingança cego de Bruce. Ao ouvir o nome de sua mãe, o "Alienígena" se torna um filho. Batman percebe que, no seu desejo de matar o monstro, ele se tornou o assassino do beco.
A luta contra o Apocalypse é o ápice do caos visual de Snyder. O sacrifício de Superman devolve a Bruce algo que ele havia perdido: a fé. A impotência do Batman ao ver o aliado cair diante de um inimigo invencível é o que finalmente lhe dá um novo propósito.
BvS não é um filme feito para ser "divertido" no sentido tradicional da Marvel; é uma ópera trágica sobre como o medo nos divide e como o sacrifício é a única coisa capaz de nos unir novamente.
A obra de Zack Snyder não é apenas mais uma história de origem; é um ensaio sobre o peso da escolha e a jornada de um imigrante intergaláctico em busca de um lar. O Homem de Aço fundamenta-se na ideia de sacrifício, apresentando o Superman como um farol de esperança que tenta enxergar bondade em uma humanidade que ele ainda não compreende totalmente.
O filme se inicia com um prólogo sobre os últimos dias de Krypton. O contraste é vívido: enquanto o planeta agoniza, a vida de Kal-El desperta: o último filho de Krypton.
Entretanto, o verdadeiro coração do filme reside nos flashbacks de Smallville. Nessas cenas, a narrativa ganha contornos de humanidade. A atenção de Jonathan e Martha Kent a um filho "estranho" é comovente. Jonathan Kent, em uma interpretação que ecoa o senso de proteção visto na série Smallville, carrega o fardo do medo. Ele não teme apenas pela segurança do filho, mas pela reação do mundo ao desconhecido. É uma abordagem realista o que torna o sacrifício de Jonathan ainda mais brutal: ele morre para preservar o segredo que permitiria a Clark crescer sem ser transformado em uma arma política precocemente.
Apesar da grandiosidade, o roteiro flerta com conveniências que podem incomodar o espectador mais atento. O fato de os moradores de Smallville não associarem o herói ao jovem Clark, mesmo com Lois Lane gritando seu nome em plena luz do dia na fazenda dos Kent, é uma dessas "licenças poéticas" do gênero que exigem a suspensão da descrença.
Por outro lado, o antagonismo de General Zod é magistral. Ele não é um vilão clássico, mas um extremista programado para a preservação de sua espécie a qualquer custo. O desfecho de Zod pelas mãos do Superman introduz um dilema moral perturbador: para salvar sua nova casa, Clark precisa cometer o único ato que abomina — o assassinato do último vestígio de seu próprio povo. Snyder não é inocente; ele planta aqui a semente da vulnerabilidade psicológica do herói, sugerindo que um ser tão poderoso, se levado ao limite, pode se tornar uma tragédia de proporções bíblicas.
A destruição massiva de Metrópolis é visualmente exaustiva, mas os momentos de tensão menor, como o embate entre Faora e o Coronel Hardy, trazem um senso de escala e perigo muito mais tátil.
No centro de tudo, temos Henry Cavill. Mais do que uma atuação, Cavill oferece uma presença física definitiva. É como se as artes icônicas de John Byrne, George Pérez e Dan Jurgens ganhassem tridimensionalidade. Ele encarna um Superman que, embora se afaste do otimismo clássico das eras de prata e ouro, constrói a imagem de um ser mitológico moderno. Se o filme não entrega o herói solar que alguns esperavam, ele entrega algo mais denso: o nascimento de um deus que aprendeu a ser homem através da dor e da aceitação.
Fantastic Four, Vol. 1 # 291 by John Byrne, with Colors by Glynis Wein. John wrote and penciled the issue, with Interior Inks by P. Craig Russell and Letters by John Workman.
Reassisti O Grande Truque, o primeiro filme do ano. Umas das obras-primas de Christopher Nolan. O Grande Truque não é apenas sobre mágica, mas sobre o quanto estamos dispostos a deixar de ser nós mesmos para alcançar um objetivo. A obsessão e a inveja na rivalidade de dois mágicos que tentam a todo custo superar um ao outro ao mesmo tempo que rola vingança pessoal que vai sofrendo uma escalada. É um dos retratos mais viscerais de como a obsessão pode fragmentar a identidade e destruir a moralidade humana. É Batman contra Wolverine!(Paralelos com os personagens heróicos dos atores). Destaque para um Hugh Jackman obcecado no papel de Robert Angier.
Wonder Woman by Alex Ross
Black Panther by Jerry Bingham
Spider-Man by Dan Mora
Superman, Vol. 2 # 13 by John Byrne, with Colors by Tom Ziuko, and Interior Inks by Karl Kesel.