âQualquer coisa que vocĂȘ dissesse me atingiria violentamente. Mas vocĂȘ preferiu ficar em silĂȘncio, e quer saber? Isso doeu muito mais. Eu nĂŁo me importaria de te ouvir falar as verdades mais cruĂ©is do mundo, nĂŁo sentiria tanta angĂșstia se as suas palavras fossem rĂspidas demais ou atĂ© mesmo se me fizessem chorar. Hoje eu sei que a dor maior estĂĄ em nĂŁo saber. Em nĂŁo ter certeza do que pensar a respeito. Em querer perguntar, mas temer a resposta (ou a falta dela). TambĂ©m sei que nĂŁo devo implorar por uma explicação, mesmo precisando disso para seguir em frente, porque aprendi que certas coisas nĂŁo podemos cobrar; ou nos sĂŁo dadas espontaneamente, ou nada feito. Mas eu espero que um dia eu consiga entender tudo isso, e se esse dia nunca chegar, espero pelo menos saber o que fazer com esse monte de dĂșvidas que vocĂȘ resolveu deixar por aqui.â