Full of Stars by Aperture Vintage

Kiana Khansmith
Jules of Nature
will byers stan first human second
Claire Keane
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
KIROKAZE

Kaledo Art
todays bird
Cosimo Galluzzi

@theartofmadeline
wallacepolsom
No title available
noise dept.

tannertan36
hello vonnie
Xuebing Du
h
TVSTRANGERTHINGS
ojovivo
Stranger Things

seen from United States

seen from Germany

seen from Singapore

seen from Malaysia
seen from Malaysia

seen from United States

seen from Germany
seen from United States
seen from United States

seen from Singapore
seen from France
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
@sinestesia-a
Full of Stars by Aperture Vintage
talvez, em algum dia, sem compromisso, você desapareça de mim e de meus pensamentos. talvez em algum dia, não sobre mais nada de você. de nós, dos erros e formas que poderíamos ter feito diferente. talvez um dia só aceitaremos, seguiremos e vamos nos deixar pra sempre. um dia você vai acordar do outro lado do mundo e eu do outro. pra mim, nunca mais você. e pra você, não haverá mais eu. não haverão mais coincidências, os mesmos gostos, tudo aquilo em comum, tudo e todo afeto construído sumirá, você mudará, eu também, seremos novos e seguiremos. talvez, algum dia tudo seja história, ou talvez nem lembraremos. tudo que é tão grande amanhã será pequeno, insignificante, não doerá e não haverá nenhum sentimento que possa ser nomeado. talvez amanhã isso tudo seja um grande nada. um passado tão distante e sem memória, sem rastros, longe como se fosse em outra vida.
{canto ao meu coração, tudo passará, eu, você, todos aqueles que forem também, nenhuma dessas pequenas dores eternas serão para sempre. algum dia, talvez, o coração seja corajoso e encare o fim.}
a vida é o que continua acontecendo entre o luto e a festa. entre a dor e a alegria. entre os fins e os começos. a vida é o que não se absorve, só se recebe, o bom e o mau. amor e desamor. coragem e temor. ela continua, se recicla, nos confunde, não há respostas. é dor e é privilégio. é muitas em uma. o que já foi tão perto, hoje tão distante. o que já foi tão íntimo, irreconhecível. o maravilhoso e terrível.
a vida não é sobre as faltas
sobre as perdas
sobre quem se foi
o que você perdeu
o que não é mais seu
às vezes pode parecer que sim. que somos só isso. só a dor. a ruína. o abandono.
mas é preciso acreditar que somos muito mais.
é sobre o pequeno ciclo de amigos que não se foi,
pequenos fragmentos da rotina que te lembram que você ainda existe no seu mundo.
os lugares de conforto. o vento e o azul do céu que te lembra que a vida continua. mesmo em dor. mesmo por vezes completamente só.
o amor continuará existindo, apesar de.
sinestesia.
dói porque eu não posso agarrar aquele tempo. quando a vida era leve. quando o céu tinha uma cor. te ver, te conhecer, te amar dia a dia foi um grande presente. te conhecer foi uma dádiva. gostaria que fôssemos os mesmos para sempre, que o amor fosse leve como nossas risadas, como aquele tempo que nem sabíamos que um dia precisaríamos um do outro; você pra sempre ficará em uma parte de mim. uma parte que te ama imensamente, que sente saudades e te queria aqui, do lado. mas, aquele tempo não volta e as coisas não são mais iguais. e preservar tudo que existiu de mais lindo entre nós é deixar você partir com o vento, com as mudanças das estações, com os anos, com os dias, com as catástrofes, com as tristezas quem moram no mundo, com as felicidades e belezas. nos deixaremos nesse mundo gigante e cheio de eventos. te solto nesse tempo presente, como ferida em carne viva, nessa vida que não para um minuto para absorver sua falta. aqui, mais uma vez, tentarei seguir, apesar de. que o amor que um dia existiu nos acompanhe. a vida não para.
sinestesia.
conexões por mais que preciosas e íntimas sejam, não são sempre feitas para serem eternas nessa pequena vida. elas se vingam. se rompem. e tá tudo bem.
minha paz é estender os olhos pra ti com toda a consideração do que um dia eu senti e entender que você se foi. que você tá aí bem longe. mas que eu admiro seu crescimento e quem você está se tornando. porque essa pequena eternidade que é a vida nos afastou do momento presente para crescermos em espaços diferentes, toda nossa unicidade junta não daria conta.
eu escolhi te amar daqui, e admirar todos seus processos, de longe, na forma mais pura que o amor pode ser.
-talvez, a partir daqui e em diante- não é necessário um adeus, um último abraço, último beijo, último toque, uma despedida, uma última conversa, um último momento.
talvez, daqui em diante, só seja necessário virar a esquina, encerrar o ciclo e não ter mais meus olhos e coração a lhe esperar em qualquer acaso. talvez, seja apenas o momento de aceitar que não existirá amanhã, nem mês que vem e talvez, daqui pra sempre, não haverá mais nada. acabou-se os planos, a muita vontade de uma vida longínqua juntos, a sintonia, o cuidado, a admiração e o interesse. o amor sim, talvez ele fique, hoje, mês que vem, e pra sempre na memória dos nossos corações. mas será apenas isso. a memória dos dias de muito alento, do quentinho no peito, no riso conjunto, daquelas manhãs, daquele dia, daquela primeira vez. desde sempre eu soube que em algum canto você ficaria, pro meu bem ou mal.
mas aqui, agora, sendo racional; não há a necessidade da despedida. da última conversa. dessa cerimônia toda que nosso coração acha que precisa. o fim chega antes da necessidade de se despedir, acho que muitas vezes a gente só não percebe. talvez a gente só se engane.
por vezes só faz sentido ir, deixar morrer lentamente e entregar ao universo. entregar tudo isso para as linhas da vida que já estão tão bem escritas. e seguir. cruzar a esquina, nunca mais uma palavra, nunca mais nós.
talvez, eu só precise de mim, e você de você, e seja isso, nossos corações encerrarem o ciclo sozinhos. apenas foi-se o tempo, aceitaremos o amargo da vida. que o amor te acompanhe.
Amy Adams for So It Goes Magazine Issue 12 by Boe Marion .
Quero repousar nesse silêncio que a vida me oferece. Quero ficar nesse vão. Quero adormecer. Por dias. Pra sempre.
a saudade não deve ser apenas esse aperto no peito
ela deve ser materializada em algum canto do mundo, além de mim
o universo difundiu qualquer faísca do toque, do seu cheiro. e é quase impossível manter tudo isso aqui por tanto tempo. por isso dói de forma descomunal. não enxergo mais um dia nessa vida em que sua presença será física. em que teu cheiro e toque serão reais de novo.
talvez o universo seja doce e por vezes tente cantar você, isso quando lembro da sua voz mansa e sorriso de canto em um dia de céu alaranjado. te lembro nesses flashs da memória quando tudo era lindo. presente. precioso.
nosso amor cruzou oceanos diferentes, nuvens, ares, pessoas diferentes. o mundo poderia ser pequeno, mas ser racional é te amar também. o mundo é gigante e nos apresentou a distância.
fique com as estrelas e a paz dos dias bons, aqui, quando a saudade apertar como hoje, de novo e de novo, agarrarei nossas memórias, elas estão perto. elas são o que ficou.
5x2, 2004
você ainda é minha memória favorita. é um canto solene em silêncio. é uma paisagem linda, cheia de cor e de dores. você ainda tá aqui, mesmo longe, mesmo embaçado, quase não se vê, ainda te vejo. és uma memória.
te guardo nessa parte de mim em que quase ninguém nunca saberá.
quero amar quem me ama e que o amor abra os caminhos de maneira leve. que os laços sejam cordiais. que antes do dizer o amor seja a ação. que o amar não seja o sentimento por si e só mas sim o que fazemos dele.
nem sempre a vida fará sentido
e alguns dias a única coisa que poderei oferecer ao mundo é meu fôlego
e muitas ausências, em mim
às vezes a vida não fará sentido
em um dia
dois
e por vezes meses
deve fazer parte.
eu não sou as pessoas que foram embora, nem os amigos, nem os amores
não sou o caminho que se turvou, o emprego que não deu certo
não sou os erros e não sou apenas feita de falhas
não sou as palavras ditas erradas
eu não sou a dor.
de tantas coisas que eu lhe diria se pudesse
mas te solto nesse vazio e silêncio ensurdecedor
em outros momentos eu admiraria minha força, mas agora…. só queria ser frágil
e voltar pra você.