I never have a fun answer to the question of how I decided to become an actress, I never had that ‘aha!’ moment. It was just always what I wanted to do.
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@marliesteinfeld
I never have a fun answer to the question of how I decided to become an actress, I never had that ‘aha!’ moment. It was just always what I wanted to do.
it's a brave new world from the last to the first; marlie & laurel.
Laurel sabia muito bem o que aconteceria se continuasse por mais tempo assistindo àquela multidão. Já tinha ouvido da boca de outros habitantes, mesmo que por cima, como pessoas com dons como os dela acabavam depois que suas mentes eram sobrecarregadas: dano cerebral. Sua mente era como um elástico; quanto mais se expandisse na ida, mais se deterioraria na volta. Era inevitável já não sentir-se abalada com tantos pensamentos fortes, principalmente negativos, e ela tentava se segurar para não gritar de agonia e atrair atenção para Marlie. Era com a melhor amiga que mais se preocupava. Continuava de olhos fechados, as mãos agora tapando os ouvidos - um gesto meramente simbólico e automático, já que não era o barulho físico que a incomodava. Silêncio, implorava. Era uma das poucas vezes em que Laurel finalmente queria silêncio, ser deixada sozinha com sua própria mente. Que todas as outras fossem desativadas, desejou, e outro pulso, mais forte do que o outro, foi emitido. Estava machucando qualquer um próximo o suficiente sem que percebesse - ou pior, sem que tivesse noção do quão grave seria.
A voz de Marlie não foi notada pela telepata: as vozes em sua cabeça eram mil vezes mais altas. Só teve uma pausa de seu estado de quase colapso quando Steinfeld finalmente a puxou, levando-a para dentro do edifício. Descia as escadas de forma errática, vendo por vezes os degraus se duplicarem, as pernas bambas não conseguindo pisar direito no chão: o concreto parecia se transformar em lama. Se a melhor amiga não a ajudasse, Laurel talvez não fosse capaz de permanecer em pé, já que não havia nada sólido embaixo das solas de seus coturnos. Pelo menos, era isso o que pensava. Entrar na sala foi um alívio: estava mais longe da multidão e ser capaz de se sentar a deixava mais estável. Piscou algumas vezes, sua visão finalmente sendo normalizada então, embora as coisas ao seu redor ainda estivessem turvas. — Marlie… — chamou, fraca. — Que porra tá acontecendo lá fora? Eu nunca senti algo ruim a esse nível.
Marlie sentiu um baita alívio ao ouvir Laurel se pronunciar novamente, dessa vez mais calma, apesar da seriedade da pergunta. Era nesses momentos que a jovem gostaria de ter um poder mais útil. Não que Manipulação de Memórias fosse inútil, pelo contrário — mas uma super-força, super-cura, ou qualquer coisa para ajudar fisicamente seria muito melhor no momento. As coisas já estavam ruins demais e ela nem haviam saído daquele suposto “lugar seguro”. Ela não conseguia imaginar como as coisas estariam fora dalí, por isso não conseguiria responder a pergunta de Laurel sem dar uma rápida, e também arriscada, olhada pela pequena janela. “Não há nada lá fora. Pelo menos não por aqui. Ninguém veio para cá ainda” disse, logo se afastando da janela novamente. Ninguém poderia vê-las caso não se aproximasse o suficiente do vidro; e, se alguém fizesse algo assim, claro que elas iriam revidar violentamente antes de qualquer coisa. “Acabaram de dar início a uma guerra. Eu realmente não achei que seria uma opção, apesar das ameaças no CDL, mas você sabe como eu posso ser esperançosa demais às vezes” ela fez uma careta. Sua mente estava a mil: enquanto um lado tentava decidir se sairia dalí e tentava achar um lugar melhor, ou ficava escondida com Laurel até anoitecer, mesmo que alguém pudesse encontrá-las a qualquer momento.
Mesmo assim, tinha certeza de que deveriam ficar lá ao menos por mais alguns minutos, ou sequer poucas horas. Ela não se lembrava de ter combinado um plano de fuga com ninguém, mas agora isso já era uma opção a ser considerada, já que aconteceram coisas em Bradcliff que ela nunca imaginou serem possíveis. Marlie voltou para perto de Laurel e sentou-se numa caixa de som logo ao seu lado. Não era o melhor dos bancos, mas serviu. “O que aconteceu com você?” perguntou, por fim. Marlie era curiosa e costumava fazer muitas perguntas; com pessoas desconhecidas, poderia ser taxada de inconveniente. Com a melhor amiga, provável que não tivesse problema. “Nunca achei que você conseguisse ler mentes de tão longe.”
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No momento em que a votação acabou e novas instruções foram passadas aos membros do Clube do Livro, Laurel entendeu o motivo de Fox tê-la pedido para levar o taco de baseball. Tinha se dividido com Marlie para procurar os aparelhos pela cidade, o primeiro de sua lista sendo o próprio celular: não teve remorso ao quebrá-lo por carregar na consciência que aquele era o artifício mais útil do governo para espioná-la, então dois golpes bem dados foram suficientes para que o eletrônico se despedaçasse. Sair por aí destruindo qualquer TV, DVD, computador ou celular que avistasse com o taco era divertido de uma certa forma. No fundo, Laurel sempre gostara de destruir coisas, afinal.
Em um certo ponto, tanto ela quanto Marlie decidiram que já tinham feito sua parte, então subiram até a cobertura de um prédio e ali ficaram assistindo o discurso de Reyna. A ferocidade que a mulher usava ao falar não surpreendia Laurel: sabia que era tudo parte de sua pose de líder, tanto da Facção 2 quanto dos Hounds, e também mais um recurso para persuasão. O que a assustou, no entanto, foi Richard Hayward amarrado e aos joelhos, com o rosto inteiramente machucado e o cano de uma arma em sua cabeça. Imediatamente, pensou em Fox e na reação que a amiga teria ao vê-lo: ela certamente não estava em bons lençóis com o pai, mas também não o desejava mal. A confissão vinda da boca do homem não era novidade nem para Laurel ou Marlie, mas algo ali capturara a atenção da telepata: a menção de um experimento. Todos eles eram cobaias. O ar nos pulmões de Laurel se esvaiu e o coração entrou em desespero, revivendo as memórias que a melhor amiga já conhecia bem. Tinha saído de uma prisão para entrar em outra. Tinha deixado de ser o estudo de alguém para ser o de outros. Trêmula, ela não conseguiu tirar os olhos da multidão enfurecida; nem quando Richard foi atingido e caiu morto no palanque.
Em apenas alguns instantes, sua mente virara o inferno outra vez. Não eram só os pensamentos fortes demais dos outros que a atrapalhavam, mas os seus próprios. Milhares de vozes retumbavam em sua cabeça - e uma era a dela mesma. Não prestou atenção na pergunta de Steinfeld, com os olhos fortemente fechados e as mãos embrenhadas no próprio cabelo. Ela só queria que tudo aquilo parasse. — Marls… — sussurrou, com a voz por um fio. De repente, sentiu que estava conectada com aquela multidão inteira, e rostos familiares vieram a sua mente. Erik. Marlie. Fox. Thrisha. Lizzy. Phoebe. Duncan. Os poderes emitiram sem que percebesse um pulso elétrico forte e letal, que transpassou a parte do aglomerado de pessoas que estava mais próximo dela. — Não consigo. Não consigo. Eles estão gritando, Marls… E eu também.
A princípio, Marlie não notou o efeito que a confusão estava fazendo em Laurel; apenas o fez quando se virou para perguntar se deveriam correr, pois foi impossível não notar. Era difícil para a jovem entender perfeitamente como a ligação mental da amiga funcionava, por mais que quisesse compreender. Estava longe o suficiente do palanque para que Marlie não conseguisse ouvir as palavras de Reyna, apenas o som do tiro e de protestos (em forma de vozes abafadas), mas se perguntou se era a mesma coisa para Laurel. Provável que não. Vê-la dessa forma ligou um instinto materno em Marlie, o mesmo que antes muito usava com seu irmão, Greg. O mais sensato seria se afastar mais ainda daquele lugar, antes que a cabeça da amiga explodisse ou fossem vistos por mutantes revoltados. Ou pior, por pessoas do governo e mutantes revoltados.
“Está tudo bem, Laurel” ela não podia afirmar de certeza, mas sempre achou que insistir numa coisa acabaria por fazê-la dar certo. Tudo bem, tudo bem, está tudo bem. “Vamos lá pra dentro. Agora” não esperou uma confirmação, apenas puxou a amiga de volta para dentro do prédio, abandonando a cobertura. Auxiliou-a pelas escadas, mesmo com pouca iluminação, pois as luzes internas não pareciam estar a favor delas no momento. Chegaram a uma pequena sala com aparelhos eletrônicos velhos e muitos deles quebrados, conforme fora dito para elas fazerem. “Senta aqui” puxou uma cadeira para Laurel e esperou que sentasse. Numa janela pequena próxima a elas, podia ver parte da rua, ainda deserta àquele ponto.
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Momentos antes, Marlie e Laurel estavam ocupadas quebrando alguns aparelhos eletrônicos. TVs, DVDs, principalmente celulares, computadores e tablets, os que ela sabiam onde estavam agora não existiam mais. Marlie havia quebrado, com muita pena, o seu celular com auxílio de um martelo. A pena logo passou quando se lembrou do porquê de estar fazendo aquilo e ela se viu perdendo o controle, martelando-o mais vezes do que o necessário. Por sorte, a amiga não a tinha visto tendo aquele ataque de fúria. Mas Laurel não era boba, e ainda por cima era telepata, então Marlie não poderia esconder muita coisa dela.
Agora, alí no alto daquele edifício, as duas conseguiam ver, porém sem ouvir, o que Reyna fazia em cima do palanque. Ela não precisava, exatamente, ouvi-la falar. Sabia que estava contando aos demais mutantes sobre o que Fox descobrira em seu celular, qualquer citação a mais não importava para Marlie. Notou também que a jovem parecia bem convencida de o que fazia era certo; afinal, a reunião do CDL foi justamente para combinar como prosseguiriam... Mas Reyna poderia ser bem raivosa quando gostaria. Não era a toa que era líder dos Hounds. Marlie se mantinha calma ao observar a cena, tentando entender com exatidão o que se passava apenas observando a linguagem corporal dos atores principais e de sua platéia. Num momento, pareciam apenas conversar com os outros mutantes. No outro, Richard Hayward estava ajoelhado e parecia sentir muito medo, humilhado diante da arma de fogo. Portanto, quando ele caiu no chão após receber um tiro na cabeça, Steinfeld notou que a situação sairia do controle.
Praticamente apática, Marlie observou enquanto a multidão se revoltava e começava a se atacar. Ela sabia que ninguém era muito fã de ninguém naquela cidade, mas nunca achou que presenciaria algo do tipo. Virou-se para Laurel, a testa franzida. Pretendeu usar seu tom bom humorado, mas só saiu o preocupado. “É agora que a gente corre?”
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“Ficar sem fazer nada não é uma opção, não mesmo” seu tom de voz era sugestivo, como uma indireta para ninguém votar na primeira opção, apesar desta também tiver seus prós. Só não sairia puxando ninguém para mudar de lugar ou opinião, por mais que quisesse. “Mas eu nunca concordaria com um ataque direto ou luta desgovernada; sempre vou preferir o lado mais sensato e estratégico, por mais que nem todos, ou eu mesma, me vejam dessa forma no dia a dia” ela deu de ombros, quase a Marlie de sempre, aparentemente indiferente, mas ainda assim atenta. O nervosismo havia diminuído após os outros mutantes falarem. “Enfim, não acho que a primeira opção seria legal, já que demandaria muito tempo parados e isso nunca seria 100% produtivo” nenhuma das opção seria 100% produtiva, mas Marlie achou que eles entenderiam seu ponto de vista. Sentia-se estranha falando dessa forma, porém continuou: “A alternativa de ir atrás dos mutantes aliados do governo, seja lá como faríamos isso, me parece a mais sanguinária de todas e a preferência de alguns...” e arqueou as sobrancelhas, por fim. Não se importava se seus argumentos tivessem coerência, ela só queria soltar seus pensamentos de uma vez.
Levantou-se de onde estava sentada e posicionou-se no meio da sala, junto dos três primeiros. Até então, estavam em vantagem, mas a garota sabia como um jogo poderia virar de uma hora para outra, não é mesmo?
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Quando o celular novo de Fox quebrou mais uma vez, ninguém se surpreendeu - o tempo de vida do aparelho, inclusive, foi maior do que muitos que vieram antes dele. O que realmente a deixou sem reação foi o pequeno dispositivo escondido entre as peças que antes compunham seu telefone. Depois de um tempo cogitando todas as possibilidades, a loira teve de aceitar: O governo, ou a entidade responsável pela distribuição dos aparelhos eletrônicos, estava observando a cidade.
Respirando fundo e observando rapidamente a sede do Clube do Livro, a garota começou a chamar atenção de todos os presentes. A cada segundo que se passava, a câmera escondida em seu bolso pesava cada vez mais e ela sabia que tinha começar logo a reunião. “Acho que já está todo mundo aqui, não?” Começou, nervosa. Apesar de ser a conselheira de Erik, ela tentava se falar diretamente com grupo o mínimo possível. “Tenho certeza que todos aqui me conhecem, mas ao lerdo que não sabe quem sou… Prazer, meu nome é Fox e eu sou a conselheira dos Lions.” Brincou, tentando diminuir a tensão que havia se instalado no cômodo.
“Ok, vou direto ao ponto. Quem me conhece sabe que celulares são objetos temporários em minhas mãos e, outro dia, o meu mais novo celular quebrou. Rest in peace, Gilson, you’ll forever be missed. Enfim, não foi por isso que eu pedi para o Erik convocar uma reunião. O real motivo é esse aqui.” Continuou, tirando a câmera de seu bolso. “Vocês devem estar pensando ‘Mas por que uma câmera seria motivo para uma reunião desse clube super exclusivo e ultrassecreto?’ e eu respondo: porque essa câmera estava instalada no meu celular e eu posso garantir a todos vocês que ela não deveria estar lá.” A cada palavra que saia de sua boca, Ivory ficava cada vez mais revoltada com a situação. O que aconteceu com a liberdade deles? “Resumindo, tem alguém nos observando.” Completou, antes de jogar a câmera no público.
Com o clube reunido ele sabia que seria mais fácil chegar em qualquer conclusão sobre aquilo. Ele não conseguia tirar a expressão de grave seriedade da sua face, afinal, aquela era sua expressão sempre que estava no meio de uma reunião, a notícia de Fox só piorava sua irritação. Ele já tivera seu tempo para pensar muito no assunto, então podia pelo menos manter uma postura de calma sendo que já havia deixado o momento de pura raiva para trás enquanto marcava aquela reunião. Havia escutado cada palavra da conselheira, mas a atenção estava completamente voltada nos membros das duas partições do clube, esperando uma reação exaltada de qualquer tipo.
— Se estão nos observando com câmeras pelos celulares ao invés de usar a de fábrica, já é motivo para sabermos que não estão nos grampeando, mas isso não é, em nenhum nível, um alívio, mas sim mais motivo para irmos mais a fundo disso.
É verdade, Laurel havia se esforçado mais do que nunca para ler os pensamentos de Fox e saber do que aquilo tudo se tratava, mas era difícil adivinhar o que a amiga estava pensando quando ela parecia focada em outros assuntos propositalmente. As duas saíram juntas do apartamento de Thrisha, indo até a Holly’s a pé. Laurel tinha pego o taco de baseball como Fox pedira - taco que, agora, encontrava-se encostado num canto do subsolo da cafeteria ao lado do machado de Erik.
Assim que Hayward começou a falar, a telepata suspirou, cruzando os braços para prestar atenção. Estava ansiosa desde o momento em que recebera as mensagens de texto e agora, podia sentir o próprio coração batendo mais forte, fazendo com que começasse a descascar seu esmalte em nervosismo. Já sabia de quase todas as informações presentes na introdução de Fox, mas a menção de uma câmera despertou seu interesse: Laurel se inclinou mais na direção da mesa, com os olhos semicerrados. A conclusão de Fox era, obviamente, racional, o que fez com que a telepata engolisse em seco e se enchesse de ódio. — You gotta be fucking kidding me… — sussurrou, esforçando-se para não perder a calma ali mesmo. Depois que Erik falou, assentiu de leve. — Sim, só significa que eles devem estar em algum lugar assistindo a gente com pipoca como num reality show. — Ela bufou. Aquilo era quase um pesadelo extremamente familiar para ela. Foco, Laurel, foco. — Alguém já viu algo parecido com essa… Coisa antes? Sabe, nos seus próprios celulares ou algo do tipo.
Marlie, sentada no canto da sala, observava todos enquanto eles se pronunciavam. Era notável, tanto por suas expressões quanto pela linguagem corporal, como a maioria dos mutantes, se não todos, estavam terrivelmente preocupados com a situação. E não era pra menos: quem ficaria contente ao saber que estava sendo espionado? O objetivo principal de Bradcliff não seria protegê-los do mundo exterior? Ao menos, era o que pregavam a cada um deles, desde seu primeiro dia na cidade.
Ela cruzou as pernas e passou o cabelo para trás das orelhas logo em seguida, inquieta, diferente de como normalmente se comportaria. Marlie poderia ser bem impassível, mas não naquele tipo de situação. “Acho que não, não vi. Não é como se eu ficasse muito ao lado do meu celular, ou posso ser só muito distraída...” ela pigarreou, cortando a falatória. Não deveria se permitir ser contagiada pelo nervosismo do grupo. “E não querendo ser paranoica, mas essa câmera não está funcionando agora mesmo, está? Ou a câmera de outro celular?” ela tateou seu bolso a procura do próprio aparelho, porém se lembrou de tê-lo deixado em cima da cama, na pressa de chegar ao Clube.
“Eu vou fingir que entendi o que você quis dizer, só que sem ter como dar continuidade à conversa. Posso até ser bem falante, mas você me pegou” ela deu de ombros, sentada na beira da calçada à frente da biblioteca. Sua posição demonstrava cansaço, mas Marlie só estava entendiada.
“Que tal fazermos algo mais interessante?”
Wow, temos uma espertinha aqui. Gosto disso.
Bom, estamos em promoção hoje, faça o plano cavala e traga um amigo de graça por uma semana. Afinal, todo mundo se rende a um bom marketing, né.
“Eu gosto de ser espertinha.”
“O meu amigo pode entrar no plano cavala por mim enquanto eu fico com o plano pônei, mas de graça, como se eu fosse o amigo?”
Então você quer fazer esse plano pra se exercitar, é isso? Olha, eu não queria falar nada, mas com a forma que você tá, o máximo que você vai conseguir é dar uma corridinha e tal, não malhar.
Então ao invés de pegar esse aqui que eu chamo carinhosamente de “plano cavala”, você devia investir em algo mais tipo pônei. Just saying.
“Eu jurava que estava em forma, já que quando subo escadas não fico sem fôlego e quando corro pelas ruas desertas à noite eu não preciso parar para respirar. Então, desculpe, vou desconsiderar seu comentário.”
“Nunca quis seguir plano cavala algum. Eu não combino com isso.”
“Tem certeza que ele não olhou pra sua cara e gritou ‘ho ho hoe’? Porque, i mean, algumas coisas são inegáveis.”
“Não, eu saberia a diferença. É preciso ficar atenta ao o que esses tipos de cara falam.”
E o Natal contribui para isso. Entende o motivo de não comemorar?
Ah, obrigado, mas prefiro passar.
“Acho que sim... em parte. Ainda gosto da comida, então não posso ser completamente contra o Natal.”
“Velhinho barrigudo, com roupa vermelha e gritando ho ho ho… Definitivamente, o Papai Noel não é nada confiável. Como é que se pode confiar em alguém que invade sua casa no meio da noite, né mesmo?”
“Exato! Muito bem observado, minha jovem. Só as crianças conseguem confiar em Papai Noel; eu, como sou bem esperta desde pequena. nunca confiei.”
Mas eu não acredito que você tava chorando por uma coisa tão banal quanto uma foto, Marls. Sim, nós vamos tirar várias outras, ok? Vai dar pra fazer um álbum, se você quiser.
“Não é banal... Tá, talvez seja um pouco banal. Mas já passou. As lágrimas foram tão efêmeras quanto essa foto” completou dramaticamente.
“Que bom que você concordou com isso, fico muito feliz por nós. Agora... Estou morrendo de fome. Já encontrou alguma barraquinha favorita por aqui?”
Não é por nada não, mas se ele estava no parque à essa hora, então não era bem esse cara mesmo. Provavelmente era alguém fazendo pegadinha… ou coisa pior. Mas se ele se aproximasse, você só ia precisar chutar o saco dele e correr. Se bem que teria que escolher o saco certo ou não ia funcionar.
“Então ainda preciso escolher o saco certo? Eu sequer sabia que funcionava assim. Não é por nada não, mas acho que acertá-lo na cabeça ainda seria mais funcional. Por sorte, não precisei fazer nada disso.”
Alice: VOCÊ TEM TRAUMA COM A FAMÍLIA NOEL?!?
Alice: Sério, você já ganhou carvão de natal ou algo do tipo?
Marlie: Não é trauma! Só não vou com a cara deles. De boas intenções o mundo está cheio, eles não.
Marlie: Não, sempre ganhei meias, o que é bom e ruim, mas melhor que carvão.
Natal, no geral, é uma desculpa que usam para atrasar o que já deveriam ter feito.
Já comi um algodão doce que parecia ser feito de bicarbonato de sódio, mas por que não uma montanha russa, não é? Quem sabe mais tarde…
“É, responsabilidade é uma coisa rara hoje em dia.”
“Antes da montanha russa, coma a carne suspeita. Garanto que terá ótimas histórias para contar depois.”
— Sim, e você provavelmente o comemorou a sua vida inteira do jeito certo — Laurel suspirou, arqueando as sobrancelhas. — Marlie, você tá… Chorando? Por causa de uma foto nossa? A gente pode tirar outras quando você quiser, sabia? É só uma fotografia.
“Não menospreze meus sentimentos, Laurel.”
“Quando eu quiser? No momento em que eu pedir? Okay, tudo bem.”