“E então... quem vai querer um jogo só de perguntas ou me enfrentar numa partida de beer pong?”

❣ Chile in a Photography ❣
RMH
YOU ARE THE REASON

Janaina Medeiros
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@maryismissing
“E então... quem vai querer um jogo só de perguntas ou me enfrentar numa partida de beer pong?”
Ah, eu adoro festas, mas não sou a melhor dançarina, de verdade. Você não gostaria de me ver dançando. Por que não entramos na piscina, hein? Acho melhor.
“Todos são bons dançarinos, Amy. Basta você aprender a se soltar. Mas, olha, não vou negar um mergulho.”
&&. MARY MACDONALD is "DEAR PRUDENCE”;;
you may say im a d r e a m e r,
but im not the only one!!
Oh, graças a Deus não era o seu então! Posso te oferecer um inteiro, até. Tinha uns aqui e me deu uma vontade, nossa. Olha, sinceramente eu não faço a mínima ideia. Mas acredito que seja ou de laranja ou limão, está gostoso de qualquer jeito.
“Os meus acabaram no mesmo dia. Meu auto-controle, quando o assunto é comida, e completamente nulo. Mas acho que logo descobriremos o dono deles, porque ele nos procurará e cortará nossas cabeças. Mas a gente se preocupa com isso depois, por enquanto me dê um.”
Eu só queria café, ai fui pegar a cafeteira e o resto criou vida e caiu sozinho, sério mesmo, sou totalmente inocente.
Mas o que a senhorita faz aqui, uh? Talvez a culpa seja sua, Mariana.
“Claro, os eletrodomésticos criaram vida e tentaram te atacar. Acredito completamente na sua história, muito plausível. E você me pegou, eu faço parte do plano pra acabar com você.”
Estou fazendo origami.
Ok quem estou tentando enganar? Maconha, Mary. Mary, maconha. Espero que sejam amigas.
“Muito prazer maconha, já conheci algumas das suas primas. Eram encantadoras.”
Como se eu ou qualquer outra pessoa obedecêssemos algo por aqui, não é mesmo?
Esse lugar virou um caos depois dos bolsistas, honey.
“Muito fácil culpar os bolsistas, quando nem mesmo você, elitista tão renomado e educado não é capaz de seguir sequer uma regra tão simples como essa.”
Oh, damn it! Mare, eu juro que esse bolinho não era o seu. Eu juro! É que está tão gostoso que eu não consigo parar de comer. Quer?
“Mas é lógico que eu quero! Porque acha que eu me revelei dessa maneira, fazendo cena e tudo? Pra você me oferecer um pedaço mesmo. Do que é?”
O que é, eu não posso nem mais comer em paz?
“Pode. Só que antes do horário de recolher. Mas quem eu estou tentando enganar? Vim aqui fazer um lanche noturno também.”
“Do que você está falando?”
“Oh, desculpe, Longbottom... Mas eu tava falando com aquele menino ali, que aliás... acabou de sair correndo. Ele tava tentando colocar alguma coisa ou pegar algo da mochila dessa mochila.”
Eu juro que a cozinha já estava assim quando eu cheguei aqui, Mary!
“Eu duvido muito disso. Mas, nossa... o que foi que você tava tentando fazer aqui? Preparar uma bomba atômica?”
Mas você não contaria a ninguém, certo?
“Mas é claro que não. A não ser que você me dê um bom motivo para fazê-lo.”
“Mas, me diga, o você está aprontando exatamente?”
“Ei, você... tarde demais para se esconder. Agora já tem uma testemunha.”
so tell me how it tastes • mary&hestia
Mary estava certa de que não teria a capacidade e muito menos os utensílios necessários para cozinhar os cupcakes que Héstia havia lhe ensinado mais cedo naquela semana durante o acampamento, no qual todos os alunos de Hogwarts estariam durante os próximos dias. E por isso a garota resolvera se preparar com antecedência, fazendo questão de cozinhar algumas dúzias de bolinhos para levar durante a viagem e compartilhar com seus amigos. Seus últimos dias haviam sido tão corridos e conturbados com todos os preparativos para o grande evento, que mal tivera a chance de experimentá-los, apenas o empacotado logo depois de tê-los tirado do forno. Mas algum tempo depois de chegar ao destino da viagem teve a ideia de deixar com que a própria garota que lhe ensinara tudo sobre a receita, provasse o seu resultado.
A menina caminhava pelo local, analisando cada uma das portas pelas quais passava, observando atentamente os números que nelas haviam pendurados, até que então finalmente encontrara aquele que procurava. “Hey, Héstia, abre a porta! É a Mary. Te trouxe alguns agradinhos.” Disse enquanto batia na porta do chalé onde sua amiga e Alecto estavam alojadas. Não sabia se ambas estariam lá, por isso levara consigo dois bolinhos, mesmo não estando certa de que Carrow mereceria experimentar o que fizera com tanto zelo, estava disposta a dar-lhe um dele em troca de seu silêncio, e caso ela não quisesse, McDonald o comeria ela mesma. Era tolice de sua parte, ou talvez não, mas por algum motivo a loira se sentia ansiosa com aquilo, com a resposta que receberia da outra após provar a sua receita. Talvez quisesse deixar a morena orgulhosa ou simplesmente provar para si mesma de que era capaz de fazer aquilo.
“Eu não aguentava mais ouvir o professor falar, ele já estava começando a soar igual a professora do Charlie Brown. Precisava sair da sala pra me recompor.”
alcohol goes in, and truth comes out • mary&rabastan
[F L A S H B A C K]
lestrange-again:
Inevitavelmente ele se sentia um idiota. Rabastan já havia se submetido a papéis ridículos na frente dos amigos, mas aquele estado deplorável em frente à Mary MacDonald era inadmissível. No entanto ele não conseguia se importar e de certa forma estava aliviado de não se tratar de Bellatrix, Lucius ou Sebastian. Só renderia fotos e piadas no grupo da turma e ele não queria nada daquilo. Apanhou o pano que a garota lhe entregou e limpou o rosto. Sua cabeça girava e girava e ele sentia tudo tremendamente esquisito ao seu redor. Tentou se levantar, mas fora inútil, jogando-se outra vez na cadeira - Um café de Mary MacDonald? - perguntou com os olhos perdidos pela cozinha até localizar os dela - Acho que não estou em condições de recusar nada - tentou esboçar um sorriso, mas tudo que conseguiu foi um provável olhar de cachorro abandonado “Ela deve estar com pena, rindo de mim por dentro” - pensou, mas aquilo rapidamente se perdeu assim que seu estômago embrulhou - Acho que eu vou vom … - disse não completando a frase. Correu para o canto da cozinha em busca de um lixo. A cabeça e o peito doíam num misto de euforia e formigamento mental. Foi até a pia e bebeu água, lavou o rosto e molhou a nuca “Eu vou morrer” - pensou assim se deu conta da situação.
Mary continuava em pé, olhando para ele. Rabastan se sentia vulnerável, fraco, um bebê nas mãos de qualquer estranho “E realmente não sou?”. Voltou a se sentar na cadeira, tirou o blazer sujo e dobrou as mangas da camisa. Estava com um calor estranho, mas ao mesmo tempo um tremor friolento. Não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas supôs estar tendo o famoso “pt” dos bêbados iniciantes. Engraçado, ele já era um veterano - Olha eu não sou … não sou esse caco que você está vendo, eu só … - não sabia o que dizer - Eu não tenho que dar explicações do meu estado pra você ou pra qualquer outra pessoa. Só pra minha mãe! - e de súbito sentiu uma fisgada no peito - Minha mãe … - sussurrou mais para si que para o mundo - Eu estou tão mal - disse com uma sinceridade que ele mesmo viria a se assombrar mais tarde. Assumira uma fraqueza, abrira uma porta. Para Mary MacDonald - Eu sou um merda, você tinha razão. O técnico tem razão, a professora Sprouts … - bebeu mais leite, dessa vez sem fazer sujeira - … meu pai - sussurrou - Vocês estão todos certos sobre Rabastan Lestrange - debruçou sobre a mesa a sua frente enquanto a ânsia parecia retornar - Eu não consumo açúcar, pode ser café amargo - disse trocando de assunto, com o som abafado da cara colada na mesa de madeira.
Mais uma vez ela revirou os olhos com o comentário do outro, talvez ela simplesmente devesse deixa-los em tal posição sempre que o encontrasse em seu caminho, seria mais fácil e menos cansativo para sua vista. “Posso te dar um chute no meio das pernas ao invés de te fazer café, se preferir.” Ela lhe ofereceu o maior sorriso capaz de gerar naquele momento. Novamente, por mais que se sentisse contrariada parecia incapaz de evitar fazer comentários como aquele e ela com toda a certeza se divertiria mais o espancando do que sendo sua serviçal. Ele então a olhou de uma maneira a qual jamais fizera antes, e ela pôde sentir um resíduo de pena surgir em seu peito. Jamais o vira tão vulnerável. Porém, Mary não iria se permitir sentir compaixão por Rabastan, ele não era merecedor de qualquer sentimento remotamente positivo de sua parte. Inconscientemente se encolheu quando percebeu o que aconteceria a seguir. Por favor, não vomite em mim senão juro que essa será sua sentença de morte, pensou consigo mesma. Sentiu-se extremamente grata com o fato do garoto ter sido rápido o bastante para conseguir vomitar em algum lugar o qual ela não precisaria limpar, aquele era o tipo de trabalho que não a agradava nem um pouco.
Era comovente e patético ver que ele realmente pensava que ela lhe pediria por algum tipo de satisfação sobre a sua vida. “Eu não quero suas explicações, Rabastan. Não me interessa o que você fez essa noite ou deixou de fazer. Só quero saber se você está bem, não quero testemunhar o óbito de ninguém, principalmente na cozinha.” Vê-lo tremer daquela maneira fazia com que sua preocupação aumentasse, tentava se preparar mentalmente para sair correndo à procura de ajuda caso o rapaz desmaiasse diante de seus olhos. O assistiu e o escutou atentamente, sentindo-se completamente em choque. Rabastan Lestrange assumindo ser uma péssima pessoa? A loira começava a questionar a possibilidade de ter entrado em uma realidade paralela no momento em que cruzou as portas para dentro da cozinha. Naquele instante ficara claro que ele não estava agindo como agia normalmente, e que havia algo além de álcool o transformando, afinal, ela já o vira bêbado antes e não fora nada parecido com o que ela via agora. Será que alguém havia batizado a sua bebida com algum tipo de poção da verdade?
O assistiu beber mais um gole de leite e novamente o encarou com uma expressão de desgosto. Você acabou de colocar suas tripas pra fora, tem certeza de que quer mais leite? “Eu sei que você não é esse caco, sei que você se esforça muito pra aparentar ser o total oposto disso. Mas o que foi que aconteceu, então, pra você ficar assim hoje?” Seu tom de voz tornara-se sereno, o tom que sempre usava quando se disponibilizava para ajudar alguém. Falava enquanto caminhava em direção ao lixo onde ele acabara de vomitar e o pegar, tentando ignorar o conteúdo do recipiente e o levando até os pés do rapaz, e ali o deixou, pressentindo que ele logo lhe seria necessário novamente. Às vezes se surpreendia com o fato de nenhum de seus amigos terem lhe chamado de “mãe” acidentalmente após trata-los com tanto zelo. Depois de se certificar de que ele estava seguro, pelo menos o mais próximo disso, ela saiu em direção aos armários da cozinha à procura de todos os utensílios para preparar o café para o moreno e com a esperança de que ele lhe desse as informações necessárias para descobrir o que havia acontecido de errado naquela noite. E foi então que encontrou uma cafeteira debaixo de um pano. Teria menos trabalho do que imaginara, afinal. Pegou o pó de café e despejou uma quantidade generosa na máquina, colocando uma xícara sob ao bocal de onde sairia a bebida no instante em que ficasse pronta e então apertou o botão de ligar. Eles só teriam que esperar alguns minutos agora.
alcohol goes in, and truth comes out • mary&rabastan
[F L A S H B A C K]
lestrange-again:
Rabastan estava vendo sua festa e sua noite irem, pouco a pouco, por água abaixo. Começando por estar com a corda no pescoço em duas ou três matérias, depois ter sido colocado na reserva do time de futebol por mal comportamento e, como um enorme soco no estômago, uma ligação de Jenny avisando que a mãe estava doente, outra vez. A verdade é que faltavam alguns dias apenas para que ele e o irmão fossem para casa, mas a espera era mortificante. Embora de poucas palavras, a relação que Rabastan mantinha com a mãe era profunda, um compartilhamento de tristezas e só de pensar em perdê-la, suas pernas chegavam a falhar. Realmente não havia nada de interessante para ele naquela noite. A gota d’água fora uma garota bêbada derrubar refrigerante com vodka em seu blazer branco, espalhando imediatamente uma mancha amarronzada. “Ok, chega” - pensou irritado, colocando o copo que estava na mão em uma mesa qualquer - “Preciso de leite gelado”.
Caminhou a passos pesados até a cozinha do Instituto. Apesar de não ter bebido muito, o que ingeriu misturado a um ou dois comprimidos duvidosos que recebera de Rosier, era suficiente para bagunçar-lhe a visão e retardar seus pensamentos. A verdade é que estava triste, preocupado, irritado e querendo dormir por anos. Tentou parecer sóbrio, mas não esbarrar em nada era tarefa impossível. Abriu as portas da cozinha com certa violência e ela estava vazia. Quer dizer, quase vazia. Seus olhos se chocaram com os de Mary, enquanto a garota carregava caixas de cereal e biscoitos. Pensou em uma piada ou uma forma de atingi-la rapidamente, mas não conseguia. Não queria continuar naquele teatro. Fechou as portas e foi em direção à geladeira - Oi - disse desviando os olhos dos dela e pegando uma garrafa de leite - Eu estou tão estranho - sussurrou antes de beber o leite direto no recipiente. Arrastou uma cadeira e se sentou. Limpou o rosto na manga do blazer - Oi Mary - repetiu o cumprimento diante do silêncio recebido - Porque não está na festa? - continuou bebendo e se sujando como uma criança.
Com um pequeno sobressalto, Mary ouviu as portas da cozinha serem abertas com violência e logo em seguida encontrou o olhar de outra pessoa que acabara de adentrá-la, e apenas depois de se recuperar do susto ela fora capaz de reconhecer Rabastan. E então revirou os olhos. Sério? Justo ele? Bem, antes ele do que um professor que pudesse me colocar em detenção por furto. O assistiu caminhar com dificuldade, como se fosse um filhote de cervo aprendendo a andar, e logo pôde perceber que o rapaz estava completamente embriagado, e então soltou um riso fraco. Ignorou o cumprimento do outro, imaginando que talvez fosse capaz de sair de lá sem ter que brigar com o mesmo, talvez ele esquecesse que tivesse a encontrado ali caso ela saísse sorrateiramente sem fazer nenhum barulho, sem chamar a sua atenção. Porém seus olhos continuavam focados no moreno e ela ouvira um murmúrio emitido por ele, e em seguida o assistia novamente se movimentando com dificuldade. E então constatou que ele talvez não estivesse apenas embriagado. Havia algo muito esquisito na maneira com a qual ele agia naquele momento. Não se surpreenderia se descobrisse que ele também era usuário de drogas mais pesadas. E ele insistia em cumprimenta-la. “Olá, Lestrange.” Respondera finalmente. Ela o encarava com o cenho franzido, tentado chegar a uma conclusão a respeito da cordialidade com a qual ele a tratava naquele instante, e percebendo que o moreno não se encontrava em condições normais.
Pensou por alguns segundos na pergunta que ele a fizera. Nem mesmo ela sabia porque não estava na festa, e na realidade nem ao menos queria pensar à respeito daquilo. Então apenas deu de ombros. “Hm... Não sei.” Disse com lentidão, não entendendo a curiosidade de Rabastan e desinteressada em lhe dar satisfações sobre sua vida. Ela o observava atentamente, percebia que havia algo de errado. Nunca imaginou que o assistiria beber leite de maneira tão desastrosa. “Acho que estou traumatizada desde a última festa.” Brincou com pesar. Nem ao menos sabia se o rapaz compreenderia a brincadeira, afinal não tinha certeza de que ele se lembrava do acontecimento que se decorrera durante o último evento e eles não havia tocado no assunto desde então, mas aquilo simplesmente não importava. “E você? Porque é que resolveu trocar a vodca por leite?” A loira então reparou na pequena poça da bebida que começava a se formar de baixo dos pés do moreno e a quantidade da mesma que escorria pelo rosto do garoto, e inconscientemente se formou uma expressão de nojo em seu rosto, e então colocou todos os mantimentos que levava em seus braços sobre o balcão da cozinha e procurava nas muitas gavetas que ali havia por um guardanapo, e quando finalmente encontrara um pedaço de pano que, se o rapaz tivesse sorte, fora utilizado para limpar bocas e não o chão do ambiente, o pegou e o ofereceu para o outro, indicando a boca do mesmo com sua mão. “O que é que você tem? Esqueceu como se usa um copo, ou a boca pra beber?” Mesmo que fizesse outra brincadeira, Mary começava a se preocupar. “Quer que eu te faça um café?” Soltou um suspiro longo, sentia-se estúpida por estar fazendo aquilo. Ela não sabia o porquê se oferecia para ajuda-lo, Rabastan não merecia a sua ajuda e muito menos o seu apoio. Sua mente dizia que ela deveria apenas partir para seu dormitório e deixar com que o garoto cuidasse de si mesmo, porém seu coração parecia incapaz de tomar tal atitude. Talvez ela fosse boa demais para seu próprio bem. Contudo, a menina estava determinada a ir embora no instante em que ele a destratasse.