Queria sentir que sou especial.
Queria sentir que sou amado, sem dúvidas. Queria ser incluído por mim mesmo, por quem sou. E ser suficiente.
É errado se sentir como se sua presença fosse tolerada?
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@mateusfonseca94
Queria sentir que sou especial.
Queria sentir que sou amado, sem dúvidas. Queria ser incluído por mim mesmo, por quem sou. E ser suficiente.
É errado se sentir como se sua presença fosse tolerada?
Eu nunca descobri quem sou de
verdade. Não sei mais o que é real ou fingimento em mim. Se minha educação é uma mentira ou se minha raiva é arquitetada, só sei que estou perdido. Mas quando sinto essa angústia, essa ansiedade sufocante que me faz sentir como se o mundo estivesse desabando sobre mim, sei que estou sendo verdadeiro. Eu não conseguiria fingir esse caos.
Há um motivo para pessoas como eu, que odeiam estar com pessoas, se permitem viver cercadas de gente pelas madrugadas. Pessoas como eu, quebradas e vazias, odeiam ficar sozinhas, porque na solidão os pensamentos ganham forma e a dor se torna física. Escapar é impossível, e a definição de insanidade é continuar fazendo algo, mesmo sabendo que vai dar errado.
Por que eu continuo me permitindo sofrer? Por que continuo me permitindo ser usado e a todo momento criando problemas para mim mesmo?
Por que alimento o monstro que está me engolindo?
Vou fingir que voltei no tempo. Que estou agora vivendo o passado e devo tomar decisões melhores, ser melhor. Como se eu estivesse tendo a chance de recomeçar.
Dizem que a vida adulta é onde os sonhos morrem. Talvez seja verdade. Eu jamais iria querer descontar minhas frustrações na vida dos outros. Ao 30 anos, eu aprendi muita coisa, embora continue errando na mesma proporção de quando era mais jovem. Aprendi que o sofrimento que cultivei durante toda a minha vida, floresceu para um monstro devorador de almas. Estou ao ponto de enlouquecer.
A vida se resume ao dinheiro que você ganha, o que se faz com esse dinheiro e como se mantém firme para conseguir mais. Porém, não acho que sou capaz de continuar a viver somente por isso.
Sim, abandonei os sonhos que eram difíceis demais de se conquistar, aqueles que me faziam sentir medo e confusão. Sem eles, perdi parte de mim. Quem eu sou?
Essa angústia que não para. Esse medo de existir, de continuar. Essa incapacidade de lidar com o mundo. Eu não aguento.
Umas das poucas formas que encontrei para sobreviver ao mundo, foi fingindo ser alguém que eu não era. Usando minha imaginação, eu conseguia me inspirar em alguém ou alguma coisa. Eu achava que poderia personificar personagens de séries ou filmes, me tornando destemido, forte e criativo. Acabei utilizando tanto desse subterfúgio, que me desconectei de quem realmente sou. Já não me conheço mais e não consigo mais fingir. Sou uma casca vazia.
Eu dirijo moto desde 13 anos de idade e reprovei a prova prática. Dirijo carro todo dia e reprovei. Sensação péssima, simplesmente não consegui me concentrar.
Recapitulando: eu era triste quando era uma criancinha, era triste quando era uma criança, adolescente, jovem adulto e sou triste adulto. Será que tem salvação?
Eu sou o tipo de pessoa que não consegue ser feliz quando alguma coisa está me incomodando. Se há um problema em minha vida, ele acaba ocupando todo o espaço dela.
Volto aqui sempre que as coisas pioram. Quando não consigo organizar meus pensamentos. Estava tudo bem e está tudo péssimo. Como deveria ser.
Só espero que essa seja uma breve visita, que eu não precise voltar amanhã e despejar toda essa agonia em palavras vazias.
Tenho um emprego incrível, mas desafiador. Tenho uma vida para viver. E preciso achar uma forma de me sentir vivo
Eu tô me curando e me machucando ao mesmo tempo
A vida pode ser linda. Será que é tão errado querer un pouco de diversão? Ou a moralidade é assim tão cruel?
Como seria ser feliz
E todos os dias eu penso em desistir. Tem sempre algo que me motiva a continuar. Coisas e pessoas. Eu não quero que alguém sofra pela minha perda. Isso me mantém vivo, esse altruísmo. Eu me pergunto se um dia eu serei egoísta.
"Se coloque em primeiro lugar", as pessoas dizem. Mas, se eu me colocar em primeiro lugar, não sobra nada. Apenas a morte.
Eu não lembro da primeira vez que pensei em me matar. Mas eu lembro que eu sempre tive esse sentimento de não pertencer a nada e a ninguém... minhas idealizações suicidas começaram quando eu nem compreendia o que era isso. Quando eu só queria parar de existir. Sumir da face da terra.
E quando os problemas da maturidade foram me afetando, eu percebi que eu queria muito morrer. Que eu não era forte o bastante para lidar com a vida.
É tão estranho buscar aprovação de pessoas medíocres. Talvez porque eu tbm seja.
Não deixa de ser estranho, mesmo assim. Eu quero tanto que as pessoas gostem de mim, e parece que acontece o contrário. Eu sinto que quase ninguém gosta de mim genuinamente. Parece que eu nunca sou bom o bastante.
É uma visão pessimista, entretanto, não consigo parar de pensar nisso.
Quero muito parar de tentar fazer amigos. Deixar rolar. Eu só não consigo entender o que há de errado comigo. O que eu preciso fazer para ser alguém que seja lembrado e valorizado.