(M!A) with words unspoken ; a silent devotion
miyeon-th:
M!A with @matty-th;
No momento em que chegou no apartamento e retirou os sapatos de salto alto, vermelhos como o batom desgastado nos lábios, Miyeon sentiu um alívio percorrer cada centímetro de seu corpo. Respirou fundo, permitindo que os músculos relaxassem daquele incômodo usual das noites no bar — o cansaço de ficar em movimento todo o tempo; de ter que aturar clientes horríveis; de trabalhar no lugar, num geral. Precisava permanecer naquela vida para juntar dinheiro e garantir um futuro melhor para Jimin, mas não sabia até quando seria capaz de aguentar.
Jimin, foi a primeira coisa que pensou quando colocou a bolsa aberta sobre a mesa, deixando algumas de suas gorjetas caírem sobre a mesma. Deveria vê-lo antes de tomar o banho e preparar algo para comer. Se tivesse sorte, o filho estaria dormindo pesadamente àquela altura. Abriu a porta do quarto com cautela para não fazer nenhum barulho, mas acabou por ser surpreendida pela luminária acesa e a presença de Matty. Sorriu, quase que instintivamente, e o coração aqueceu dentro do peito. Eram eles as duas pessoas mais importantes na vida de Jin Miyeon: o filho e o melhor amigo. Juntos. — Ele estava incomodando muito? — perguntou em um sussurro, adentrando o cômodo e fechando a porta atrás de si antes de caminhar na direção deles.
Durante sua infância Matthew sempre se imaginou no futuro cuidando de seu filho tarde da noite, enquanto sua esposa dormia pacificamente em seu quarto e ele cantava a canção de ninar que sua própria babá cantava para si, até o seu bebê, o bebê mais lindo do mundo, se adormecer em seus braços, e ele ficaria ali, apenas lhe encarando pelo resto da madrugada. E bem, ele imaginou a parte de cuidar de um bebê corretamente, entretanto ele estava mais para o papel de babá do que o papel de pai. Não ligava, porém, pois amava Jimin, e na sua opinião ele era o bebê mais lindo de todo o mundo, e o filho de sua melhor amiga.
Essa era outra parte que o garçom não havia previsto. Que ele se tornaria, do nada, melhor amigo de uma stripper que lhe pediu ajuda na única vez que resolveu pegar o turno da noite em seu restaurante. Talvez fosse destino? Era bastante clichê, mas Matthew sempre acreditou muito em sinais. Estava encarando toda a beleza do bebê alheio, quando sua mãe passou pela porta, parecendo bastante cansada. Queria poder fazer algo para lhe ajudar, sabia o quanto ela odiava o que fazia, mas infelizmente seu trabalho também não era um que dava tanto dinheiro assim, e Miyeon se recusava a aceitar mais coisas dele. “Você sabe que ele nunca me incomoda” respondeu, sorrindo ao ouvir sua voz, e ver a garota se aproximando de si. “Ele está dormindo faz um tempo já, eu quem não tive coragem de lhe soltar ainda.” revelou, se segurando para não rir. Ele soava tão idiota. “Mas eu deveria, não deve estar muito confortável” se levantou, levando o bebê até o seu berço e o colocando lá. “Como foi hoje lá? Você está muito cansada?” Perguntou.











