Dorcas Meadowes + Sirius Black moodboard [6/?]
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Dorcas Meadowes + Sirius Black moodboard [6/?]
Shadow of the day {Dorcas&Remus}
Muitos gritos. Muito barulho. Muito desespero. Aquelas coisas estavam matando Remus, o estavam deixando inquieto e tudo que ele queria era sair dali, ir para um lugar calmo, a biblioteca quem sabe?, mas não queria ficar ali, não queria ouvir mais daquela dor por todo o canto. Ele estava quase se convencendo a aparatar para um lugar bem calmo quando escutou Dorcas falar sobre Lily. Lily! Ela havia acabado de se separar deles quando o ataque começou e agora poderia estar em qualquer lugar.
Com um olhar desesperado, Remus tentou olhar ao redor, procurando os cabelos vermelhos da menina por todos os cantos, mas tudo que foi capaz de ver foi um homem de preto parado a sua frente, após o desconforto de uma aparatação. Remus estava tão assustado que nada conseguiu fazer, nem mesmo pegara a varinha do bolso, mas estava com Dorcas e ela era bem mais ativa que ele, azarando o homem e o puxando para detrás de um balcão, onde só então o menino conseguiu entender onde estava. Sacou a varinha e se preparou para defender Dorcas de qualquer pessoa que aparecesse ali a ameaçando. Ela não era nascida trouxa, mas também não era nenhuma puro sangue, então ela corria perigo ali.
Enquanto levantava-se vez ou outra para azarar e desarmar os homens de mantos pretos e máscaras horripilantes, Remus tentava pensar em onde poderia encontrar Lily. Onde a menina poderia se esconder. Vários lugares lhe vieram a cabeça, mas todos eles poderia estar em ataque, assim como ali. Estava virando-se para Dorcas para perguntá-la onde procurar Lily quando pelo canto do olho pôde ver um comensal surgir de uma fumaça preta logo atrás deles, pronto para atacar. – Doe! – gritou, segurando seu braço e aparatando para o primeiro lugar que lhe passou a cabeça.
Remus não sabia por que havia ido parar ali. De todos os lugares onde ele sabia que iria ficar seguro, a casa dos gritos não estava nem mesmo entre os vinte primeiros da lista. Talvez fosse a gritaria. Talvez fosse por conta do desespero. Talvez fosse pela vontade de se esconder – sentimentos que o sufocavam durante as transformações. E também porque havia ido com Lily ali mais cedo, mesmo contrariando todas as suas vontades. Sua cabeça ainda zunia quando ele conseguiu soltar o braço de Dorcas e andar até a poltrona onde James geralmente estava sentado quando ele açodava. – Aaaaah. – gruniu, jogando a cabeça para trás e tentando organizar os pensamentos, esquecendo-se completamente que Dorcas não deveria saber onde eles estavam.
Da forma que pode, Dorcas correu em direção ao balcão segurando a varinha com firmeza e a usando todas as vezes que via algum dos homens com mascaras se aproximar de onde estava. Uma parte de si queria simplesmente parar no meio de toda aquela confusão e gritar por ajuda. Nos anos anteriores ela até poderia fazer, mas depois que seus pais lhe alertaram sobre o que viria e Dumbledore a convidou para participar da Ordem da Pheinix, a grifina soube que sua vida não teria mais espaço para covardia e fazendo jus ao nome do fundador de sua casa, ela se obrigou a ser ainda mais corajosa. Sua cabeça parecia virar para todos os lados procurando alguém conhecido, principalmente Lily e seu irmão, que provavelmente estaria a salvo com os amigos. O que mais a preocupava era o fato de duas de suas melhores amigas serem nascida-trouxas e nenhuma estava ao seu lado. Assim como Remus, ela era uma mestiça, corria riscos, mas nada se comparava ao que Lily e Mary teriam de enfrentar.
Lançou o corpo para trás do balcão de madeira e se permitiu respirar por alguns poucos segundos, apenas para que sua mente conseguisse trabalhar novamente. Pensou em Sirius, James e Peter, esperando que estivessem a salvo. Ao menos Lupin estava com ela, já que se estivesse sozinha, com toda certeza, enlouqueceria. Ergueu a varinha mais uma vez, azarando uma mulher de preto que atacava um aluno, mas voltou para trás do balcão em uma tentativa de despista-la. Olhou para Remus, assustada, vendo que ele também lançava feitiços contra os comensais. No segundo seguinte pode ouvir algo ricochetear atrás de si, suas orbes azuladas viraram na direção do som rapidamente e seus olhos se arregalaram ao notar o quão próximo eles estavam do homem encapuzado. Só pode ouvir seu nome, antes de sua visão se tornar turva e no segundo seguinte já estarem em outro lugar.
A batedora precisou retomar o fôlego no momento em que seus pés tocaram o piso de madeira desgastada, onde ela desabou. Seu corpo era apoiado pelos braços esticados no piso. Sua respiração estava fraca, era quase como se lutasse para puxar e depois soltar o ar, assim como lutava para manter o controle. Alguns segundos se passaram e Dorcas permaneceu naquela mesma posição, agradecendo pelo lugar seu quieto, aparentemente tranquilo. Tranquilo demais. Seus olhos se alertaram e ela levantou em um sobressalto, olhando ao redor rapidamente, pedindo para que estivessem em Hogwarts, mesmo sabendo que não poderiam, uma vez que fosse proibido aparatar no castelo. Olhou rapidamente para Remus sentado na poltrona como se já estivesse acostumada com a superfície do tecido e franziu o cenho em sua direção. -- Onde diabos nós estamos, Remus? -- Perguntou num tom alto, já que nenhum lugar com aquelas características vinham-lhe a mente. E nas condições que os dois se encontravam, não poderiam ir muito longe.
Shadow of the day {Dorcas&Remus}
Remus estava há pelo menos meia hora olhando para Dorcas, esperando que ela escolhesse logo seus doces. O menino queria ir para a Zonkos encontrar com seus amigos e beber alguma coisa porque estava morrendo de sede, mas Dorcas não parava de escolher doces e mais doces. Ele mesmo já tinha pego os seus doces e pago, Lily que estava com eles também, mas Dorcas não se mexia. Quando Ted chamou Lily, Remus a olhou com um rosto desesperado, era ela que o estava fazendo companhia, enquanto a outra terminava suas compras, mas diante das suplicas da loira, Remus assentiu com um sorriso. – Você vai pegar cáries. – disse, quando ela se dirigiu ao balcão para pagar o que pegara.
— Vamos para a Zonkos, quero me sentar um pouco e… – Remus estava colocando o pé para fora da loja quando foi interrompido pelo grito. Sua primeira reação foi não reagir. Não sabia porque, mas congelou completamente. As pessoas passavam por ele, o empurrando enquanto saiam da loja que ele acabara de sair. Apenas um segundo se passou para que Remus entendesse o que estava acontecendo, porém ao estender a mão para segurar o braço de Dorcas e tirá-la dali, Remus apenas sentiu o vazio. A menina não estava ali. Desesperado o menino olhou por sobre a cabeça dos estudantes que corriam desesperados para todos os lados. – Doe! – chamou ao ouvir a voz da menina à sua esquerda. Remus era alto, então não teve dificuldade em encontrar a menina. – Doe. – falou mais uma vez, enquanto empurrava alguns estudantes para os lados com velocidade, aproximando-se de onde ouvira a voz da menina. – Fica parada! – falou, sendo empurrado para o lado por uma menina que corria.
Demorou um pouco, mas ele conseguiu agarrar o braço da mestiça e puxá-la para si. Podia ver comensais da morte por todos os lados e não podia deixar que a menina fosse vista por um deles. A puxou para perto da parede, onde poderia se manter parado com mais estabilidade. Olhando bem nos olhos da menina, enquanto pensava para onde poderiam ir. Remus estava assustado e um tanto estressado. Aqueles homens resolveram atacar a cidade logo no dia da viagem dos alunos, o que queria dizer que eles sabiam que eles estariam ali. Um dos alunos da sonserina os havia avisado. Segurando a mão da menina, Remus já estava prestes a aparatar quando alguém esbarrou nele, o desequilibrando. – Para onde? – perguntou voltando para perto da menina esperando que ela entendesse do que ela estava falando.
Vários corpos se chocaram ao dela em poucos minutos, fazendo ser quase impossível ficar imóvel como o amigo lhe pedira alguns segundos depois de chamar seu nome. Dorcas juntou ambos os braços ao corpo, tentando ocupar o menor espaço possível dentre as pessoas que passavam, para não ser empurrada com tanta força. Procurava Remus com o olhar quase desesperado, mas só foi capaz de vê-lo, quando o moreno segurou sua mão com firmeza e a puxou em direção à loja em que estavam. Sua respiração estava ofegante, não por estar cansada, mas o nervosismo e o medo a estavam deixando inquieta. Outro grito estridente fez com que seu corpo se arrepiasse contra a parede e o corpo do garoto e automaticamente a batedora pensou em sua melhor amiga. Lily Evans era uma nascida-trouxa, da grifinória. Um dos melhores alvos para aqueles que serviam ao Lorde das Trevas. Ouviu a voz de Lupin longe e precisou piscar para que seus pensamentos voltassem a ficar direitos. Olhou ao redor rapidamente, com a varinha na mão direita e a mão direita entrelaçada a mão do amigo. -- Lily...-- Foi tudo o que conseguiu dizer, já que quando fora dizer para procura-la, um comensal apareceu em seu campo de vista e ela nem mesmo pensou duas vezes antes de aparatar, levando Remus Lupin consigo.
O primeiro lugar que lhe viera a cabeça, onde sua amiga possivelmente estaria, foi o Três Vassouras, uma vez que o professor de poções adorasse convida-la para tomar cerveja amanteigada ali, mas Dorcas estava enganada. No momento em que seus olhos se acostumaram com o lugar e a tontura breve passou, ela pode ver que o bar também estava sendo atacado. Sua mão ainda segurava a de Remus. A loira olhou para ele assustada, quase desesperada com os pensamentos que preenchiam sua mente. Puxou ele para o chão com rapidez, sacando a varinha e azarando um homem de preto que olhava para eles. -- Para o balcão! -- Falou em meio as conjurações e os gritos desesperados que davam ao redor, correndo o mais rápido que pode até lá, lançando feitiços e defendendo-os da forma que podia, esperando que o amigo a seguisse.
Shadow of the day {Dorcas&Remus}
Um de seus lugares preferidos na vila de Hogsmeade com toda certeza, era a Dedosdemel. A variedade de doces que podia encontrar naquele lugar a surpreendia a cada ano e não era possível encontrar em nenhum outro lugar do mundo, magico ou trouxa. Remus Lupin e Lily Evans já pareciam impacientes devido ao tempo que a batedora já havia gasto selecionando as melhores guloseimas da loja, mas era inevitável, afinal poucas eram as vezes que Dorcas tinha tempo livre para ir até a vila e por esse motivo, preferia aproveitar cada segundo como se fosse o único e levar a maior quantidade de doces possíveis para o castelo, assim demoraria para ter que repor seu estoque pessoal.
Alguns minutos depois, quando ela estava pegando mais algumas varinhas de alcaçuz, ouvir Ted Tonks chamando sua amiga do lado de fora da loja e a ruiva não tardou a acompanha-lo, dizendo que os encontraria mais tarde. Dorcas acenou em despedida e pediu com todo o charme que tinha para que o outro continuasse a acompanhando, mesmo que depois tivesse que dividir os chocolates com ele. Se direcionou ao caixa, apenas quando olhou ao redor uma ultima vez, se certificando de não ter esquecido de nada e depois que a atendente - que já a conhecia bem, depois de sete longos anos - lhe entregou o papel com o dinheiro necessário, Dorcas estendeu a mão com algumas moedas, pegou a sacola e pegou a manga das vestes do grifino, direcionando-o até a saída. -- Onde você quer ir agora? James e Sirius devem estar na Zonkos... -- Comentou com um tom pensativo, pensando em chama-los para tomar cerveja amanteigada na cabeça de javali, como faziam todos os anos.
O primeiro grito rompeu o clima familiar e agradável do lugar, deixando o medo se espalhar e invadir o corpo de cada um dos bruxos que estavam lá. A bruxa nem ao menos havia dado o terceiro passo para longe da loja de doces quando o tumulto começou. Seus olhos rapidamente foram atraídos para um grupo de bruxos com vestes negras que azaravam os mais novos. Sentiu alguém esbarrando em seu corpo violentamente e rapidamente sacou a varinha, azarando uma dos homens que tentava pegar uma segundanista da corvinal. -- Rem? -- Chamou, assustada, torcendo para que ele ainda estivesse por perto. Fora empurrada por um grupo de estudantes que tentava ficar o mais longe possível dos gritos e das explosões dos feitiços. -- Remus! -- Chamou mais alto, tentando andar contra a multidão.
Heal: My character will tend to your character’s wounds, or be at their side when they’re sick.
Estava cada vez mais difícil ficar junto de seus amigos durantes aquelas invasões ou aos ataques que enfrentavam. Se não fosse o bastante, aquela noite havia sido a primeira de lua cheia do mês e todos sabiam o que poderia significar; Esbarrar com lobisomens por ali e correr o risco de se tornar um deles.
Havia acabado de aparatar para o lugar combinado. Estava atrasada, era verdade, mas pelo menos estava viva e em segurança. Seus pensamentos estavam com aqueles que não conseguiram sair do lugar e, claro, em onde seus amigos poderiam estar. Seu maior medo era que eles não tivessem conseguido aparatar a tem tempo, que precisassem esperar a outra chave e se arriscar ainda mais. A casa em que ficariam pelas próximas noites estavam à aluns metros de onde ela havia parado e Dorcas simplesmente decidiu recuperar o fôlego antes de prosseguir. O suor escorria por seu corpo, o sangue pela testa. Ainda estava atordoada, mas conseguiria até mesmo se defender se precisasse. Ouviu passos pesados em sua direção e rapidamente se obrigou a ir para trás de uma arvore, afinal algum poderia te-la seguido. -- Remmy? -- Chamou alguns segundos depois, ao notar a semelhança da silhueta com o amigo. Ele parecia completamente exausto, esgotado e nem conseguiu responder ao chamado, pois logo caiu de joelhos.
A grifina acelerou os passos em sua direção, mas não pode segura-lo a tempo. Se ajoelhou a sua frente usando uma das mãos para ergueu seu rosto, completamente ensanguentado. -- O que aconteceu com você? -- Perguntou preocupada, olhando nos olhos do garoto que não parecia capaz de responder. A respiração do amigo era forte, quase omo se ele estivesse usando toda a sua força para se manter vivo. Dorcas usou Ennervate para desperta-lo um pouco antes de fazer qualquer coisa. -- Vem. Vou te tirar daqui. -- Disse já levantando e usando toda a força que tinha para ergue-lo junto. Com o bruxo apoiado em seus ombros a loira caminhou até a arvore mais próxima, sentando o garoto ali e pegando sua bolsa. "D-Doe." -- Shhh, você vai ficar bem. -- Disse antes que ele ousasse falar qualquer coisa.
As vestes de Remus estavam completamente sujas e rasgadas, além de ter sangue por toda parte. Um medo terrível preencheu seus pensamentos. E se ele tivesse sido atacado? E se ele se transformasse em um lobisomem? Dorcas o olhou assutada, mas não comentou nada. Não queria piorar as coisas. Sacou a varinha e com a ajuda de uma garrafa conseguiu a água necessária para limpar os ferimentos. -- Acha que quebrou algo? Só acene. -- Pediu observando ele negar com a cabeça. Com a ajuda de uma blusa extra, Meadowes começou a limpar o rosto do amigo, dando-lhe um pouco de água para beber. Pegou um segundo frasco, com essência de Ditamno e rapidamente pode ver os olhos de Lupin se arregalarem. Ele sabia a dor que iria sentir. -- Desculpe. -- Pediu antes mesmo de usar o conta golas para aplicar o liquido nos ferimentos, ouvindo o outro gemer e gurnir. -- Você precisa ficar calmo, ok? A casa não é longe. -- Falou tentando manter a voz firme e segura, mas estava quase cogitando a ideia de pedir que alguém os buscasse. -- Se você tiver sido arranhado, não se preocupe... O máximo que pode acontecer é você gostar de carne malpassada. -- Comentou sem nem ao menos pensar nas palavras que usara e já olhando para ele, culpada, vendo o garoto abrir um sorriso, mas logo sendo transformado em uma careta de dor.
Look how the stars shine for you {Dorcas&Emmeline}
Por ser monitora, Emmeline normalmente não quebrava as regras. Não era como se fosse difícil, de qualquer modo. Só precisava se concentrar nos estudos e pronto. Mas, naquele dia, não poderia evitar mesmo que quisesse. A avó havia mandado uma carta contando sobre a situação em casa e no mundo bruxo, em geral. Isso era um fato incrível, pois eram raras as cartas vindas de casa. Além do pai estar muito ocupado, algumas destas eram interceptadas, para que procurassem sinais de pessoas ligadas Àquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, portanto a entrega de cartas ficava mais lenta do que o normal. E, por causa deste pequeno pedaço de papel, estava quebrando uma regra que fora feita para sua própria proteção.
Não achava muito bom ter um horário máximo para ficar fora de seu Salão Comunal, mas entendia o motivo e, como monitora, apenas impedia que aqueles que não entendiam de se arriscarem. Mesmo assim, não queria ter de ficar no seu quarto, onde garotas estariam conversando e rindo (não que achasse ruim, mas precisava de calma para reler a carta responder da forma mais rica que pudesse, assim como fora o texto escrito a ela) ou no Salão Comunal, onde alunos entediados estariam sendo ainda mais barulhentos. Portando, escolheu o lugar que ninguém usaria e que melhor seria para se concentrar: a Torre de Astronomia. Este domingo seria o único dia que eles não usariam a torre, como vira.
Saiu do Salão Comunal um pouco antes do toque de recolher, mas ninguém a perguntou o que estava indo fazer, porque, bem, ela era Emmeline Vance: a monitora e aluna perfeita que nunca quebrava as regras. Seus passos pelos corredores eram rápidos, mas leves, de modo que não fazia barulho nem chamava atenção. Mas, por causa do nervosismo, acabou tropeçando de vez em quando, porém Filch ou sua gata não estavam por perto para que precisasse se preocupar muito. Em alguns minutos, já havia chegado ao lugar desejado. Estava com o coração batendo rápido por causa do medo de ser pega e também por ter andado tão rápido até lá. Sentou-se em um canto em que a luz de sua varinha não fosse vista do lado de fora e logo começou a reler a carta da família. Depois de alguns minutos, ouvira alguns passos na escadaria que levava até o local que estava, portanto não tardou a apagar a varinha e se encolher no canto. Caso fosse alguém procurando por ela, estaria encrencada, porque com certeza já havia passado o horário de recolher. Conseguiu distinguir as feições de Doe quando ela apareceu no fim da escada, suspirou de alívio. Percebeu que a amiga havia a visto, mas por a ter percebido antes, não se assustou com o chamado. Em vez disso, sorriu e se afastou um pouco, para que a grifina pudesse se sentar.
- Ah… Não estou em posição de perguntar, mas o que te traz aqui? - perguntou da maneira mais cuidadosa que conseguia. Ambas eram muito amigas e Emmeline não precisava ter o mesmo medo que tinha com os outros, porque Meadowes a entendia e aceitava. Mas, mesmo assim, era uma característica da morena se importar com como dizia as coisas. Porém, a curiosidade e a intimidade a permitia perguntar algo assim.
Dorcas abraçou o próprio corpo, tentando amenizar o frio que sentia com o contato da brisa gélida em sua pele. Pressionou os lábios brevemente, em um sorriso timido quando a corvina finalmente aceitou sua companhia, esperando não esta-la incomodando ou atrapalhando. -- Eu... acho que só vim, não sei, pensar um pouco? -- Respondeu um pouco incerta com as palavras que dissera, sentando-se ao lado da morena e colocando a caixinha sobre as pernas, olhando rapidamente antes de se dirigir à Emmeline novamente. -- E você, Emm? Não achei que a veria depois do toque de recolher. -- Comentou num tom ameno, sem querer parecer intrometida ou algo do tipo, abrindo um sorriso divertido e brincalhão, mas logo deixando que ele sumisse de seus lábios. Se ela estava ali, quebrando suas preciosas regras, deveria ter um motivo maior, e Dorcas sabia que Emmeline Vance não era do tipo de garota que ficava mal com qualquer coisa. -- Aconteceu alguma coisa? -- Indagou com a voz cheia de preocupação, olhando em sua direção, esperando que a resposta fosse negativa e que ela estivesse realmente bem, como deveria.
The Gryffindor common room is hidden behind the portrait of the Fat Lady on the seventh floor of Hogwarts. A password has to be given in order for the painting to reveal the secret crawl space that leads into the room. Once inside you will feel the warmth from the fireplace and probably just want to make yourself at home by curling up on one of the many comfy chairs or large rugs scattered around the room. The walls are highly decorated with rich tapestries and paintings of witches and wizards as well as various magical beasts. Even their noticeboards are full, completely covered in notes and colourful posters. The only spaces in between are for the odd window which provide a lovely aerial view of the school grounds.
Underwater · Remus & Dorcas
Remus se sentiu levantar por magia quando voltou a tona pela décima vez, após afundar tentando sair da água. Estava se sentindo um tanto envergonhado, porém aquele sentimento estava quase que completamente coberto pela vontade de rir que o menino estava reprimindo. Ao sentir o chão novamente aos seus pés, o menino inclinou-se pra frente, pondo as mãos no joelho para retomar o folego. Era ligeiramente embaraçante ser ajudado a sair de um problema como aquele por Dorcas, mas não falaria nada para a menina, pois sabia que ela poderia empurrá-lo de volta no gelo. Ao ver a menina secando a si mesma com sua varinha, Remus arrumou a postura e balançou a cabeça, enquanto passava a mão no cabelo, fazendo água espirrar por todos os lados, inclusive em Dorcas.
Deixou que ela o secasse, e balançou a cabeça para a pergunta da menina. – Sim, eu es… – foi só então que ele notou que não estava sentindo sua varinha em seu bolso. Batendo a mão nas pernas desesperadamente, Remus correu assustado para sua capa, que ainda repousava jogada sobre o livro de Historia da Magia que ele lia alguns minutos antes, começando a procurar em todos os bolsos, até que finalmente achou. – Eu estou bem – falou, com um suspiro de alivio. – Ok, depois da sua ideia desastrosa, – falou, pegando a capa, jogando-a sobre o ombro, e o livro, começando a caminhar em direção a Dorcas – o que vamos fazer agora? – perguntou levantando uma sobrancelha para a menina.
Mesmo com as roupas secas, graças a Dorcas, Remus ainda sentia um tanto de frio e imaginou que a menina, que tinha os cabelos molhados a altura dos ombros, estaria com tanto frio quanto ele. – Pegue. – disse entregando-lhe sua capa, a culpa dos dois terem se molhado havia sido dele afinal, então ele precisaria se redimir. – É por causa disso que eu prefiro estudar. – comentou levando uma mão ao pescoço e bagunçando os cabelos da nuca, enquanto sorria envergonhado para a menina.
Dorcas correu, acompanhando o grifino que parecia preocupado e alterado com algo que ela até então desconhecia. Franziu o cenho ao se aproximarem dos pertences que estavam um pouco longe da margem e só depois que Lupin pegou a varinha e relaxou os ombros a mestiça pode enfim entender o motivo daquele desespero, afinal sem a varinha eles não podiam fazer quase nada e para conseguir outra... Riu com o comentário do outros e teve de pressionar os lábios para não culpa-lo pelo ocorrido, mesmo que era bem óbvio quem havia estragado sua brilhante ideia. -- Se você ainda quiser estudar... Prometo te deixar em paz. -- Balbuciou sem humor algum na voz, quase que dando de ombros para o que ele faria ou não a seguir, mas para falar a verdade Meadowes queria fazer qualquer coisa, menos ficar sentada em algum lugar vendo o tempo passar. Estendeu a mão, pegando a capa do moreno e colocando sobre a sua própria - que ainda estava com as pontas geladas por conta da água. -- Você deveria me agradecer, sabia? -- Indagou voltando olhos azuis na direção do outro novamente. -- Por colocar um pouco de aventura na sua vida... E não deixar você ser pego pela lula gigante, claro. -- Não pode conter o riso com a ultima frase, uma vez que mesmo com todos os boatos, ela não conseguia acreditar que uma lula gigante realmente vivesse ali, junto dos sereianos e as demais criaturas.
A grifna se agachou momentaneamente para pegar sua bolsa e o livro que Lily a tinha emprestado semanas antes e que ela ainda nem havia começado de ler. Era um dos romances mais conhecidos no mundo trouxa, segundo a ruiva, entretanto Dorcas nunca ouvira falar de tal antes, mas preferia não discutir com a amiga, sobre assuntos como esse.
Dorcas Meadowes moodboard [4/?]
♪: Our muses singing in a karaoke bar, song may vary.
Não era sempre que Dorcas conseguia ver Remus Lupin durante as férias, já que ela sempre passava parte do tempo que estava em casa viajando com os pais. Naquela noite em especial todos estavam reunidos em sua própria casa, bebendo firewhiskey, conversando e aproveitando o melhor das festas e da cultura trouxa de sua vila. A música tocava alto enquanto um de seus amigos cantava no microfone que Elliot conseguira, a próxima dupla seria Dorcas e Remus – que não parecia realmente ansioso para levantar e cantar junto da loira. A mestiça pegou o microfone e acenou para que o outro escolhesse uma música de sua preferência, surpreendentemente ele escolhera uma música que ela nunca cansava de escutar; Devil in disguise, do lendário Elvis Presley. Por um momento Dorcas pareceu animada com a escolha, até ver o riso maroto nos lábios do outro, fazendo o seu sorriso sumir. – Eu espero que isso não seja uma indireta, Remus Lupin. – Falou com um tom ameaçador, logo ouvindo seus outros amigos rirem. Ela revirou os olhos e antes mesmo de começar a cantarolar a letra de um de seus ídolos, o próprio Lupin fez questão de começar e como se não fosse suficiente fez questão de apontar para ela ao recitar a letra de Elvis, enquanto a garota revirava os olhos e tentava evitar que qualquer riso ou sorriso escapasse.
Underwater · Remus & Dorcas
Remus calculara a espessura do gelo de forma errada. Nas bordas estava bem forte, mas apenas ali, mais para o meio o gelo formava uma camada bem mais fina que não demorou muito para começar a rachar com o peso dos dois. Estava correndo com Dorcas nas costas, tentando não ter seu rosto acertado pelo pé da menina que balançava loucamente a sua frente, e ouvindo o seus gritos quando o seu pé pareceu derrapar um pouco e o barulho de gelo rachando se fez ouvir, pouco antes da menina parar de se mover e chama-lo. “Droga.”, ele pensou completamente parado, pensando no que poderia fazer.
Separar os pesos. Isso. Com cuidado ele baixou-se e colocou Dorcas no chão, sentindo o gelo soltar-se cada vez mais. – Doe. – ele chamou baixo, olhando para ela, sério. – Corre! – exclamou, sem começar a se mover, para dar uma vantagem à menina. Só quando sentiu o gelo no seu pé afundar ainda mais foi que começou a correr, sentindo o gelo se desmanchar a cada passo e arrependendo-se de ter deixado seu livro para dar ouvidos a Dorcas. Tudo bem que aquilo não era culpa dela e sim de sua falta de atenção, mas ela podia ter pensado em um passa tempo diferente. Já estava quase na margem quando não sentiu o gelo a sua frente e se viu caindo na água sem chances de se segurar.
A água gelada o fez enrijecer os músculos involuntariamente, mas Remus se obrigou a bater os pés e procurar pela saída, encontrando-a sem muita dificuldade. – Aaaaah! – exclamou ao voltar a superfície e puxar o ar. – Frio, frio, frio! – falava desesperadamente enquanto tentava sair dali, mas sempre que se apoiava no gelo para puxar o corpo para fora, a camada de água congelada se desfazia, jogando-o de novo no frio. – Doe? – perguntou ao perceber que não conseguia ver a menina na superfície, tentando mais uma vez se apoiar no gelo para sair dali.
Era bastante óbvio para a loira de que aquilo não acabaria nada bem, afinal com o peso dos dois no mesmo lugar faria uma pressão muito maior contra o gelo do que se estivessem separados. Sentiu Remus se agachando levemente e se segurou nos ombros do garoto, descendo com cuidado, pisando o mais levemente possível no gelo e se distanciando dele o mais rápido que pode, sem esperar que ele dissesse nada. A mestiça tentava pensar o mais rápido possível em qualquer feitiço que pudesse usar para que o gelo ficasse intacto e o amigo não acabasse caindo dentro do lago, mas nada lhe veio à mente.
Alguns passos a frente, a loira pode ouvir Lupin caindo dentro do lago e provavelmente sendo coberto com a água gélida do lugar, olhou para trás por um momento, apenas para se certificar de que ele estava em uma parte não tão funda, onde ela pudesse ajuda-lo e no momento em que tocou em sua varinha Dorcas sentiu algo estremecer abaixo de seus pés, rapidamente pressionou os olhos, se preparando para sentir a temperatura baixa da água. "Droga, Droga, Droga". No segundo seguinte, parte de seu corpo estava coberto, mas sem dúvidas ela estava em uma condição melhor do que a do grifino. Usou ambas as mãos para conseguir apoiar e projetar seu corpo para fora da água, sentindo suas pernas cada vez mais frias, e quando finalmente conseguiu - depois de no minimo três tentativas - Dorcas se firmou no gelo mais uma vez, buscando Remus com um olhar preocupado, devido ao lugar onde ele cairá. -- Estou aqui! -- Respondeu-lhe um pouco depois e começou a andar em sua direção. -- Fique quieto. -- Pediu com o tom firme, sentindo seu queixo começar a bater com certa violência por conta do frio que estava sentindo.
Ela se aproximou o suficiente para ficar segura e conseguir ajudar o amigo que ainda continuava tentando escapar, mas o que a preocupava realmente eram as criaturas que viviam ali, sem falar do frio, claro. E era exatamente por esses motivos que ela preferia tira-lo logo de lá. -- Fique quieto, Remus! -- Pediu mais uma vez, com o tom mais severo. Apontou a varinha na direção no garoto, tomando cuidado para não errar, afinal o resultado não seria nada agradável se o fizesse. Sacudiu a varinha uma só vez, levemente, antes de ver Lupin sendo erguido por uma massa invisível que ela projetara com o feitiço. Depois de algum tempo de treino fora fácil para a grifina usar Levicorpus apenas para levitar e não para torturar suas vitimas e era exatamente o que estava fazendo. Ela o levantou alto o bastante para que ele não tocasse o gelo e só parou de segurar a varinha firmemente quando chegaram mais perto da margem, onde era seguro pisar. -- Vocês está bem? -- Perguntou com os lábios trêmulos, seguindo em direção aos pertences, usando a varinha para secar suas vestes e logo apontando na direção do menino, fazendo o mesmo.
Underwater · Remus & Dorcas
Remus estava certo ao achar que Doe não desistiria. Sentiu-se ser carregado pelo braço em direção ao lago enquanto Dorcas expunha várias formas de convencê-lo. Remus já havia entrado várias vezes naquele lago, a ultima vez inclusive havia sido há poucos dias, quando chegaram à escola no primeiro dia de aula e o lago, apesar de muito frio, ainda não estava congelado. Também já havia apostado uma corrida com seus amigos sobre o gelo no ano anterior, mas naquela ocasião a camada de gelo estava muito mais espessa que a daquele dia. Andando contra a própria vontade, sentindo Dorcas às suas costas, empurrando, Remus parou à margem e olhou para o gelo. Com um suspiro de desistência, o menino colocou o livro no chão, pois não confiava em Dorcas, principalmente depois da ameaça que ela fizera.
— Se eu pegar uma pneumonia eu juro que te mato. – falou enquanto tirava a capa que usava por sobre o uniforme. Se acabasse se molhando, poderia usar a peça como uma toalha. Colocando um pé primeiro, procurando ter certeza que o gelo não se quebraria assim que pisassem ali. Percebendo que parecia seguro o suficiente, acabando com toda a razão que ele esperava ter ao se opor a ideia de Dorcas, Remus virou-se para a menina e abriu um pequeno sorriso, deixando-a notar que ele também tivera uma ideia tão ruim quando a dela. Baixando-se rapidamente, o garoto segurou as pernas de Dorcas, levantando-se e deixando-a pendurada em seus ombros, começando a correr para longe da borda, tomando cuidado para não cair com a menina e machucá-la.
Revirou os olhos rapidamente com a reação do garoto e sua decisão de não confiar em si para guardar seu livro, soltou uma risada mas logo a abafou com uma das mãos, observando a preocupação e o cuidado do grifino antes de adentrar no lago. Em vez de tirar suas vestes, Dorcas apenas tirou a bolsa lateral dos ombros e a colocou na margem do lago, pisando cuidadosamente na água congelada e só depois conseguindo apoiar com mais confiança o pé inteiro, se aproximando um pouco mais. Um fato conhecido por muito sobre a mestiça, era que ela adorava desafios, mesmo os que eram propostos por ela mesma, a sensação de vitória e superação era uma de suas preferidas e a grifina fazia de tudo para superar as expectativas daqueles que conhecem. A loira deu um passo para trás, rapidamente ao perceber que aquele lugar em especial não estava tão firme como ela pensara, suspirou rapidamente rindo do susto que tomara e logo virou o olhar para Lupin que a encarava com um sorriso estranho nos lábios. No momento em que o garoto a olhou daquela forma, a loira soube que algo aconteceria e por nunca cogitar a ideia de que Remus John Lupin tentaria algo contra ela, Dorcas parou por um momento, olhando curiosa para o rapaz.
-- REMUS! -- Gritou no momento em que ele a levantou no ombros. Antes mesmo de ele conseguir puxa-la, a mestiça tentou se soltar, correr ou se debater, mas já era tarde. No primeiro momento tudo o que Dorcas fez foi se segurar da melhor maneira que pode - segurando a cabeça e os fios castanhos do garoto com firmeza - tentando não cair os escorregar dali. Antes mesmo do garoto começar a correr para longe da margem, a batedora soube que aquilo não daria certo e rapidamente olhou ao redor pensando em uma maneira de escapar. -- Você está maluco? Me coloque no chão agora! -- Continuou enquanto seu corpo era curvado para frente, em uma tentativa nada vitoriosa de conseguir mais equilíbrio. Mesmo que fosse uma ótima jogadora de quadribol, não era sempre que era pega de surpresa daquela maneira, além de Remus não parecer nada com uma vassoura, principalmente em como ele se debatia ao correr. Eles sem conseguiram chegar tão longe a grifina já pode ouvir o gelo estalar, seus olhos azuis se arregalaram e ela se obrigou a ficar quieta. -- Remus? -- Chamou baixo, esperando que ele notasse.
☤: My muse having to take your to the hospital, reason may vary.
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