"there are no happy endings. endings are the saddest part, so just give me a happy middle and a very happy start."
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"there are no happy endings. endings are the saddest part, so just give me a happy middle and a very happy start."
mikixn:
Dias de folga deveriam ser feitos para ter total descanso e aproveitar a sua própria companhia. Mas não seria bem assim naquele dia para Miki. Havia dormido na casa da namorada e passar algumas boas horas na companhia da mulher de sua vida era como se tivesse todas as suas energias recarregadas. Mas não poderia passar o dia na cama quando se tinha coisas para fazer no centro da Ilha.
Após o café da manhã ela acompanhou a amada até seu local de trabalho para então de lá seguir seu caminho para o mercado. Mas parecia que iria se tornar uma tarefa difícil. Era sempre um desafio para a Takayanagi toda vez que dava uma passada na escolinha da Ilha, poderia passar horas ali sentada do lado de fora. Se pegar observando todas aquelas crianças com seus pais e babás era uma tortura para ela que sempre sonhou em estar do outro lado da cena.
Já tinha tido seu tempo suficiente ali, então levantou-se tentando esconder o breve momento de tristeza. “ - Esquece isso, Miki. - ” dizia para se mesma, fazendo seu caminho distraída quando tropeçou na calçada, quase caindo por cima de uma figura não muito menor do que ela. “ - Ai que droga, me desculpe, eu estava distraída.
Começar o dia cedo não era algo que incomodava a japonesa, já que o costume que tinha em casa era sempre esse; Acordar cedo, colher flores, molhar as outras e arrumar a loja. Era normal ver Meiko já deixando tudo pronto às 8h da manhã ao lado de seu pai em Obihiro portanto, quando chegou na Coreia, aquilo foi a última coisa que a incomodou.
Sempre acordava 30 minutos antes do que precisava chamar o menino sob seus cuidados, para que ela pudesse se preparar e arrumar o café da manhã para os dois. Assim que tudo estava feito, ela chamava Donghan com cuidado e comia junto dele, antes de lhe entregar as roupas para que trocasse e ficasse pronto para ir ao colégio. A rotina era rápida e Donghan era um menino bonzinho, o que sempre fazia que eles logo estivessem à caminho da escola no horário certo.
Meiko estava quase se virando para seguir seu caminho para casa, após deixar o menino aos cuidados da professora, quando sentiu um leve empurrão. Com o susto, ela levou uma mão à boca e virou-se em direção ao que havia acontecido, preocupada que a pessoa pudesse ter se machucado durante o encontrão, já que fora tão repentino. — Está tudo bem, não tem problema. Você se machucou?
nxarthur:
Não se importava de parecer um turista - e ele era mesmo, oras - carregando sua câmera para cima e para baixo, tirando foto de tudo e todos que pudesse encontrar de interessante (e provavelmente depois postar no Instagram todo o diário em fotos de suas viagens).
Mesmo que não fosse nenhum profissional ou algo assim, conseguia se virar bem com as funções mais básicas da câmera para fazer algumas fotos legais e no momento estava ajeitando o foco para tirar fotos de uma moça perto de uma arvore de cerejeira sem que ela percebesse. As imagens ficaram tão boas que Arthur ficou até com dó de apagar, então se aproximou dela, tentando formar uma frase no mínimo coerente em coreano. “Com licença.” Chamou a atenção da mulher. “Eu tirei algumas fotos suas e espero que não se importe… Eu posso apagar se você quiser, mas ficar tão bonitas… Quer olhar?”
Sentadinha no banco embaixo de uma árvore que mal reparara qual era, Meiko tomava o suco natural que havia comprado na feira com calma, enquanto os olhinhos passeavam pelas pessoas que ali estavam e o conjunto da paisagem da vila, com uma música suave tocando em seus fones de ouvido. Distraída que só ela, não estava focando muito nas coisas, às vezes apenas pegando o celular para trocar de música e checar algumas mensagens, mas nada além disso. O clima estava fresco e bom, o que deixava a menina feliz e sua franjinha voando com a leve brisa.
Logo notou a presença da pessoa que se aproximava, pois já tinha visto ele apontando a câmera para alguns lugares antes. Havia sorrido imaginado que ele estava conseguindo belas fotos - afinal, tudo naquele lugar era bonito - e não mais o procurou com os olhos. Mas, com a aproximação, Meiko tirou seus dois fones do ouvido e, sorrindo, recebeu o outro, que falava o coreano com um sotaque que era diferente do seu e, sem dúvidas, não era coreano também. — Fotos de mim? — O rosto corou um pouquinho e ela assentiu com a cabeça, agora com uma expressão levemente surpresa, enquanto chegava para o lado na intenção de dar lugar para que o outro se sentasse. — Quero ver sim! Você parecia feliz tirando suas fotos mais cedo. — Ela apontou para o lugar em que o outro estava parado antes, tirando foto da paisagem. — Eu estava vendo...
bolo de morango
nxnastya:
Um biquinho manhoso se formou nos lábios de Nastya assim que o chamado doce da japonesa ecoou pelo salão. E não era apenas ela que encantava-se pela menininha, como todas as garotas que trabalham no salão consigo. Deixou as coisas que organizava de lado para direcionar um belíssimo sorriso à Meiko. — Bem vinda, meu docinho! — Abriu os braços enquanto caminhava, para assim recebê-la entre eles quando a alcançasse, acolhendo a mais baixa como um passarinho filhote em suas asas.
Beijou a lateral do rosto macio e se afastou, fitando-a encantada. A russa tinha um espírito maternal que sequer entendia, mas não conseguia se controlar perto de Meiko; ela era facilmente confundida com um pequeno anjo. — Espero que esse doce seja pra mim, pois estou com fome. — Riu gentilmente, passando os dedos médio e indicador pela franja lateral da menina, para retirar as madeixas morenas do rosto pequeno. — Como você está?
Qualquer um que visse de fora podia confirmar que o carinho que Meiko tinha pela mais velha era genuíno. Não era novidade vê-la por ali passando o tempo perto de Nastya, ou até mesmo as duas saindo juntas para algum lugar. A presença da outra a fazia "recarregar" as baterias dentro de si e, sempre que podia, tentava recompensá-la da melhor forma possível.
Receber os carinhos de Nastya deixava Meiko feliz e com a certeza de que era amada e sua presença sempre seria muito bem recebida por ali. Após cumprimentar todos do salão com breves mesuras, abraçou sua unnie com carinho e cuidado, para não sujar sua roupa ou estragar o bolo ainda em suas mão. Com um sorriso tão largo que seus olhos quase se fechavam a respondeu. — Hai, especialmente feito e entregue para a melhor unnie. Eu passei na frente da confeitaria e lembrei de ver a unnie comendo um parecido com esse. — Estendeu o doce bem decorado para que ela pudesse vê-lo e, sem demoras, assentiu à pergunta que lhe fora feita. — Eu estou bem, estava com muitas saudades! E você, está bem, eeh?
nxnora:
Não se importou em não receber um cumprimento formal do pequeno menino, ela lidara muito com crianças, seus irmãos mais novos, e sabia como qualquer coisa era capaz de prender a atenção deles.— Violoncelo. Ou cello… Em inglês no caso… Nora sentiu o rosto corar sutilmente ao ser elogiada. Estava acostumada com as palmas, mas não necessariamente com os elogios diretos de pessoas desconhecidas.— Oh, muito obrigada!
Olhou para o menino, Donghan, e sorriu ao notar o seu olhar fixo no instrumento branco. Voltou a se sentar em sua cadeira e posicionou o violoncelo entre suas pernas como de costume. A mulher achava muito mais fácil conversar com crianças do que com adultos apesar de ter certeza de que Meiko era uma garota adorável.— Ei, eu vou tocar de novo… Falou diretamente para Donghan enquanto folheava a sua posta de partituras até encontrar o que estava procurando.— E quero que você tente adivinhar qual é a música, pode ser?
Todo músico começa do mais básico até o mais complicado e não fora diferente com Nora. Ela começou aprendendo a tocar músicas infantis, as mais tradicionais da cultura sul coreana. A que mais gostava era Three Little Bears, ou Gom Se Mari, a famosa música sobre a família de ursinhos. E assim ergueu o seu arco, começando a tocar a canção infantil apesar do tom dramático do violoncelo.
— Ah, isso... Cello... Desculpe. — Sorriu tímido para a outra garota, pelo pequeno errinho de ter confundido mais uma vez a pronúncia das palavras. Pelo menos daquela vez não tinha sido um erro tão grande. — Por nada, Nora-sshi. — Meiko curvou o corpo mais uma vez, feliz por notar que aquele pequeno cumprimento deixou a Nora visivelmente um pouquinho mais feliz.
Acompanhando o olhar dela, notou que Donghan parecia fascinado com o instrumento de corda e apenas pode rir. Curioso como sempre, era claro que aquilo teria chamado sua atenção. Conhecia muito bem o menino e sabia que ele não gostaria de ir embora tão cedo, ao menos até ouvir um pouquinho mais da música. O desejo dele, mesmo que não tivesse sido falado em voz alta, foi realizado pela violoncelista que logo começou a tocar mais uma vez, em uma melodia um pouquinho conhecida.
Meiko não era especialista em músicas infantis ainda, mas ela já ouvira sim aquela música em algum lugar. Talvez durante a espera para buscar Donghan na escola ou até mesmo ele cantando, porém isso não parou sua curiosidade. O menino junto a si sorria e batia palmas conforme a música, mas a japonesa sustentava uma expressão de leve confusão, enquanto tentava vasculhar em sua mente de onde lembrava daquela música.
do you like that book?
nxminho:
O problema de trabalhar em casa, Minho acabou descobrindo, era que às vezes ficar sempre no mesmo lugar se tornava cansativo. A escrita do seu livro novo estava indo muito bem, agora que podia se dedicar completamente a isso sem ter que ficar se preocupando com trabalho de escritório e somente podendo escrever no tempo livre. Porém, tinha alguns momentos que ficar só dentro de casa escrevendo acabava com sua produtividade, então ele saía de casa, com seu notebook e o carregador, e ia procurar algum outro lugar que lhe despertasse mais a criatividade.
O lugar da vez era o Moon Cafe. Minho odiava clichês, mas desse ele não conseguia fugir. O escritor que adorava café e se sentava no canto de uma coffee shop com uma xícara de expresso e uns pãezinhos, enquanto escrevia. Já estava terminando mais uma página, quando decidiu dar uma pausa. Estralou os dedos, ao revisar o último parágrafo que escreveu. Olhou em volta, se perguntando se valeria a pena pedir mais um café, quando notou alguém sentado na mesa ao lado. O que lhe chamou atenção não foi a moça, mas o livro que ela estava lendo. Enquanto a Cidade Dorme, por Min Jungho. Seu único livro publicado até agora. Ele segurou um sorriso; foram poucas as vezes em que viu pessoas lendo o seu livro. Uma vez um garoto no metrô em Seul, uma vez dois amigos comentando sobre no canto de uma livraria, uma garota com uniforme de escola carregando o livro enquanto andava pela calçada. Ele sabia que esse livro tinha vendido muito bem, então muitas pessoas leram, mas ainda assim Minho fica com milhares de borboletas no estômago e um sorriso bobo nos lábios quando realmente vê alguém lendo.
Num impulso repentino, movido pela curiosidade, ele se inclinou um pouco na direção da mesa onde a moça estava. “Oi, com licença. Desculpe interromper. Esse livro que você está lendo… Ele é bom?”. Talvez fosse muita cara de pau perguntar isso sobre o próprio livro, mas como usava o pseudônimo e nem tinha uma foto sua no livro, ela não tinha como saber. E Minho gostava de ouvir opiniões honestas sobre o que as pessoas acharam do que ele escreveu.
Aquele havia se tornado sem dúvida alguma um de seus lugares favoritos na ilha toda. Os atendentes eram simpáticos, as comidas e bebidas eram gostosas e o lugar em si emanava uma incrível paz para qualquer um que fosse até lá. Após descobrir a calmaria que uma cafeteria podia proporcionar, Meiko logo tratou de fazer aquele lugar especial: sempre saia de casa um pouquinho mais cedo do que deveria apenas para passar a tarde ali sentada e lendo, por vezes tomando um café ou comendo algum bolinho.
Nesse dia, ela estava imersa nas páginas de um de seus livros favoritos, este que havia começado a ler enquanto ainda estava no Japão. Na época, seu vocabulário era um pouco ainda pior que o atual, por isso sempre gostava de ler para fisgar e entender mais coisas do que antes fazia. Apesar disso, achava a história tão envolvente que mal conseguia notar seus arredores quando estava com ele.
Estava no meio do movimento de virar a página quando ouviu uma voz masculina soando ao seu lado. Com o olhar lento - era difícil desgrudar da história -, porém curioso, Meiko focalizou o jovem ao seu lado e acenou com a cabeça quando escutou sua pergunta. — Ah, sim, muito! Ele é um dos meus preferidos, já li um mooonte de vezes. — Um sorriso mínimo brincou em seus lábios e virou ele um pouquinho para que o outro visse. — Você quer ver? Ele está um pouquinho escrito em japonês porque me ajuda a estudar...
talvez eu tenha sentido muito a sua falta
nxwoohee:
Ocupar a mente com trabalhos variados é o melhor que Woohee pode fazer para si mesma. Ela mentiria se dissesse que não sente falta da agitação perpétua de antes de morar em Go-Ri, porém são como dois universos diferentes agora; mais parece ter sido uma vida atrás, uma Woohee atrás. E não é como se sua nova vida não lhe preenchesse. Talvez, se não tivesse tomado a decisão de mudar com tamanha certeza, tudo estaria cinza. No entanto, as cores são vivas e acentuadas… tudo graças aqueles três seres humanos que trazem positividade e amor aos seus dias. Nenhum saiu de sua cabeça enquanto estava fora da ilha, seus rostinhos e sorrisos guardados no canto da mente ligada para os negócios daqueles quase três dias completos.
Havia ido supervisionar a estreia de uma loja de hanboks em Busan, da qual é investidora. Tudo estava certo para a abertura na sexta, porém a proprietária adoeceu e mudaram para o sábado. No domingo houve um jantar de celebração e a família, agradecida, insistiu que Woohee fizesse parte. Ela nunca recusaria um pedido tão carinhoso. Além do mais, estava passando as noites na casa de uma antiga amiga de trabalho cuja companhia era um deleite; logo, não foi sacrifício algum ficar mais um tempo. A não ser pela falta que fazia sua casa e seus amores. Bae segurou firme as lembranças em seu coração e, quando voltou à ilha naquela segunda à noite, tudo o que mais queria era matar as saudades de sua família.
Seus olhos não acreditavam no que viam. Tudo estava decorado, colorido, inacreditavelmente adorável. O caminho de volta foi longo, mas só naquele instante ela sentiu o peso do seu cansaço: quando deu de cara com a dedicação exposta bem diante de si. Seus olhos encheram-se com o sentimento de gratidão assim que ajustou ao susto levado por Meiko e Donghan que se escondiam logo na porta. Woohee estava entre rir de pura felicidade ou desabar em lágrimas por conta do trabalho que fazer aquilo tudo deve ter trazido à au pair. Decidiu começar com abraços primeiro, logo após deixar seu calçado na entrada com a mente ocupada demais para dar atenção a esse detalhe logo agora.
“ — Eu não acredito que você fez isso!” Disse à Meiko, pedindo licença antes de tirar Donghan de seus braços e encher o garoto de beijos. Assim que foi para o chão, ele segurou a sua mão e abraçou suas pernas, ao mesmo tempo em que Bae ria e abraçava a mais nova. “ — Acho que as lembranças que eu trouxe de Busan não são o bastante para agradecer por tanta gentileza. Meiko…!” Seus olhos trilhavam cada pedacinho da decoração tão bem-feita, é como se ela pudesse sentir o amor colocado naquilo tudo. “ — Você não precisava…” Tocou e afagou a bochecha da japonesa com carinho, sorrindo para a mesma. Sua gratidão era capaz de transbordar a qualquer instante.
Os momentos que antecederam a entrada de Woohee em casa pareceram durar uma eternidade. Mesmo que dessa vez ela não estivesse tão distante como estivera durante o final de semana todo, ainda assim ela parecia distante e provavelmente esse sentimento permaneceria caso ela demorasse mais para entrar em casa. O menino agitado em seu colo os denunciou assim que a porta de madeira fora deslizada, afinal, apenas ele daria aquele grito de "omma" tão alto assim e isso causou uma espécie de crise de riso em Meiko, somando a expressão super fofa de surpresa que Woohee carregava.
Seu coração se aliviou com aquela imagem. Finalmente ela estava ali de volta, a poucos passos de distância. Meiko não entendia de forma alguma porque seu coração estava batendo daquela forma ou porquê se sentia tão aliviada de ter Woohee de volta em casa. Talvez por aquela mulher ter sido sua "salvadora" e cuidar tão bem de si enquanto residia ali, seus sentimentos transbordavam-se para ela, mais do que pra qualquer outra pessoa.
— Donghanie estava ansioso para que a unnie chegasse logo, então eu fiz! — A japonesa sorriu enquanto via a animação do menino enquanto interagia com a mãe. Era uma cena super fofa de se ver e ela conseguia sentir o amor que ambos sentiam um pelo outro. Aquilo a deixava super feliz e com o coração quentinho. Mas não mais do que no momento em que Woohee a enlaçou em seus braços e pode sentir seu perfume mais de pertinho. Aquilo sim arrancara o maior sorriso possível da japonesa. — Unnie! Não precisava trazer, era só chegar que eu ia ficar feliz! — Meiko inclinou o próprio rosto contra a mão de Bae e sorriu para ela, extremamente satisfeita pelo pensamento que seu trabalho havia realmente surpreendido e deixado sua host mom feliz. — Precisava, eu queria te ver feliz e agora você está. — Riu baixo e então virou o corpo um pouquinho de lado, para mostrar as comidas que as esperavam ali. — Tem fome, unnie? Vamos comer, o Donghan disse que está tudo gostoso e eu quero que você experimente o que eu fiz! — Antes de esperar a resposta dela, Meiko desceu os pequenos degraus que separavam o centro da sala de sua entrada e foi preparar um pequeno prato com os lanchinhos para todos.
· たかはし めいこ // takahashi meiko ♡ “am i branded a traitor for disagreeing here?"
nascida na ilha de hokkaido, takahashi meiko é uma jovem de 23 anos que, até 10 anos atrás, pensava que só existia o japão no mundo. ela veio parar na coreia do sul escondida, convencendo aos pais que ia estudar em nagoya, quando, na verdade, arrumou um trampo de au pair e veio parar na ilha. ela sabe um coreano carregado de sotaque, já que estudava sozinha e escondida durante a madrugada, mas seu coraçãozinho tá super aberto pra quem quiser ajudar ela a se virar ao redor da ilha e a se adaptar à cultura coreana! às vezes se perde por aí, esquece como se fala alguma coisa ou fica nervosa por não saber se comunicar, sabe como é, acontece, mas ela não deixa de ser uma garota incrível e animada.
história completa ♡
what a beach —
nxdae:
o primeiro luau da @meikoxn
Noite e luau era uma das coisas favoritas pro Dae na ilha, sempre foi, desde que ele era criança e ficava correndo pela areia enquanto os pais cantavam na roda. A festa era bem menor, na época, mas hoje em dia a ilha tem bem mais visibilidade e mais pessoas - as proporções mudam, mas a atmosfera de acolhimento e diversão continua a mesma, com cheiro de mar e o calorzinho do fogo.
Dae era responsável por parte da trilha sonora, com seu violão nas costas, então ele não podia se atrasar e só por isso apertou a campainha dos fundos da casa onde ele também trabalhava, conferindo o relógio de Beyblade no pulso (ele ganhou de um aluno). Ainda tinha tempo de sobra, ele que era virginiano demais.
Era estranho que ele nunca se sentia vestido ao nivel daquela casa, nem durante as aulas de piano pro Donghan. Quando não era jeans e camiseta nos dias da semana, era bermuda e a camisa florida pra combinar com o clima de festa embaixo da lua.
Talvez aquela seria a primeira vez que saia na ilha à noite, não lembrava muito bem. Eram raros os momentos noturnos de Meiko porque, se já se perdia cedo, imagina à noite. Seria ainda pior. Certo que os arredores não eram perigosos nem nada, mas à noite tudo sempre parecia um pouco mais assustador do que na hora em que o sol esquentava o chão. Não fazia ideia de como seria um luau, mas algumas pesquisas na internet (sim, ela fez isso) a deram noção disso. Uma rodinha, fogueira, música, comida... Parecia legal e divertido, o que empolgou a japonesa.
A roupa que escolheu foi algo que combinava com o cenário que vira nas fotos da internet: um short jeans, uma blusa de mangas longas e folgada branca e sandálias, sem muitos acessórios a não ser a pulseirinha de prata que usava sempre. Ansiedade em pessoa, Meiko já tinha terminado de se arrumar a cerca de 40 minutos e estava sentada na cama, agarrada a um livro como sempre, enquanto esperava Dae chegar para a buscá-la.
Não teve que esperar muito, ainda bem. Jogou seus pés para fora da cama e, pegando apenas seu celular, ela correu para a frente da casa. Assim que abriu o portão, a visão do menino a esperando fez com que ela sorrisse. — Dae! — Exclamou com a voz animada (e ansiosa). — Você chegou cedo, mas eu já estava pronta. — Riu baixo e fechou o portão atrás de si, para que pudessem seguir o caminho. — Vamos?
nxnora:
Para Nora o mais fascinante sobre as obras que aprendera a tocar era saber a história por trás. Toda grande obra clássica possui uma origem em um determinado local e em um determinado período de tempo. Edward Elgar compôs Concerto Cello após o final da primeira guerra mundial. Toda vez que tocava, a mulher pensava se foram os sons das batalhas que inspiraram a melodia um tanto trágica. Era apenas o que conseguia pensar nos momentos em que seu arco se movia com mais rapidez.
A obra poderia ter quase quarenta minutos e originalmente deveria ser tocada com uma orquestra, mas Nora sempre achava que tocara por apenas cinco minutos de tão rápido que o tempo passava quando estava imersa no mundo de sua música. Escutou algumas fracas palmas ao finalizar a performance e sorriu encabulada para as pessoas que passeavam pela feira. Enquanto folheava sua pasta em busca de algo diferente para tocar, percebeu a presença de uma garota bastante familiar.
Frequentemente via aquele rosto entre os vários que visitavam a feira e ela sempre parecia comprar frutas. O que lhe surpreendeu foi a presença do menino ao seu lado. Ela era mãe? Parecia muito nova para ser mãe e os dois não eram muito parecidos. Imaginava que eles estivessem assistindo sua performance e notou o olhar do garoto sobre o seu violoncelo.— Olá… Cumprimentou tentando não parecer nervosa; interações sociais não eram o seu forte.— Eu sou a Nora. Respirou fundo e ficou em pé enquanto ainda segurava o instrumento, curvando o corpo devagar.
Ao que a música chegara ao fim, Meiko aplaudiu e incentivou que o menino junto a si fizesse o mesmo. Sabia como era importante para os artistas gestos como esses, para aprovação de seu trabalho, mesmo que não seja lá grandes coisas. A japonesa gostava muito de arte e tudo o que girava em torno disso, então, aquele breve momento que passara ali fora encantador e revigorante.
Como ela realmente havia gostado da primeira melodia, assim como Donghan, os dois decidiram esperar um pouquinho mais em frente à moça para ouvir quem sabe mais uma de suas músicas tão bonitas. Os olhos curiosos de Meiko observavam as mãos da violoncelista ocupados com as partituras, fascinada com aquilo tudo. Até notar que a moça havia se levantado e estava olhando em sua direção.
Sem demora, Meiko se aproximou um pouquinho mais, com um sorriso no rosto e curvou-se em cumprimento para a outra, assim como ela havia feito. — Olá! Eu sou Meiko e ele é Donghan. — Gesticulou brevemente para o menino ao seu lado e riu, ao notar que ele ainda parecia bastante fascinado com o instrumento. — Você toca ele muito bem... Como é o nome? Chero?
talvez eu tenha sentido muito a sua falta
com @nxwoohee
Finalmente, fi-nal-men-te, aquele dia chegara. Meiko não sabia porque estava assim tão ansiosa, mas estava demais, de não parar quieta em um lugar só. Woohee tinha viajado na sexta feira, para cuidar de algumas coisas do trabalho e passado todo o fim de semana por lá. Nesse tempo, Meiko ajudou a limpar a casa, cuidou e brincou com Donghan, arrumou suas coisas, estudou, foi à praia, à feira... E o tempo parecia não passar. Era super estranho aquele sentimento, mas assumia que, por Woohee ser sua "salvadora", a tirando do Japão, a vontade de vê-la era grande demais para deixar Meiko calma. Donghan não era tão diferente assim. Todos os dias - e quase toda hora - perguntava quando a mãe estava voltando ou assumia que, qualquer barulho de carro sobre as pedras da rua em frente tinha sido sua mãe que chegara. Foi por isso - e talvez um pouco (muito) por si mesmo - que Meiko decidiu fazer uma festa surpresa para receber sua host mom.
No dia em que ela chegaria, ela acordou cedo e foi até a feira, comprar algumas frutas para que pudesse fazer vários sucos coloridos, pois sabia que ela gostava disso. Foi até o mercado também e comprou ingredientes para um kimbap que, mesmo sendo super simples de fazer, ainda assim era um desafio para Meiko. Não saiu uma coisa tão bonita assim (talvez um pouco de arroz ou recheio demais), mas estava gostoso. Palavra de Donghan. Ela também comprou bolas e papéis coloridos para fazer uma decoração simples, mas fofa. Era claro que Meiko estava muito empolgada e feliz com aquilo, já que não parava quieta em um lugar, sempre estava sorrindo e murmurando uma música. Algumas horas antes de decolar, Woohee a havia enviado uma mensagem, então foi naquele momento em que ela começou a arrumar tudo, para dar o timing certo das preparações e chegada dela.
Deixou a pequena mesa com os sucos e comidas de um lado, bolas espalhadas pela sala e as letras coloridas que fizera presas com barbante, de frente para a porta de entrada. Estava satisfeitíssima com o seu trabalho e parecia que o menino também adorara, pois ficava chutando as bolas de um lado para o outro, sempre falando que a mãe estava de volta. Foi então que ela ouviu o barulho do portão principal se abrindo. Como era tarde, não podia ser nenhum funcionário ou Woohyuk, já que o último estava no quarto. Então, pegou Donghan em seus braços, sinalizou que ele fizesse silêncio e sentou ao lado da porta com ele em seu colo. Podia sentir o coração do menino batendo forte contra sua mão, tamanha ansiedade. Mal ela sabia que o seu próprio estava batendo de uma forma tão semelhante.
"choosing is important, don't leave it to others. if you don't take action, they won't hear your.” ♡
bolo de morango
com @nxnastya
Sentir-se frágil e acuada de vez em quando era algo que acontecia com a japonesa de 23 anos. Quando primeiro desembarcou na Coreia do Sul, apesar de sua host family cuidar e a fazer se sentir confortável, ainda era um pouco estranho visualizar a vila estrangeira, tão diferente do seu lugar de origem. Nas primeiras semanas seu coração não conseguia encontrar paz quando estava na rua ou próximo a estranhos. Era uma sensação um pouquinho desagradável, mas que precisava passar por aquilo de alguma forma.
Felizmente, não durou por muito tempo. Durante algumas visitas ao salão de beleza que sua host mom frequentava, Meiko encontrou refugiu em sua maquiadora: Nastya. Ela se sentiu encantada com a mulher que também compartilhava um tipo de experiência semelhante a sua, durante um período de tempo similar. Em poucas semanas, elas se aproximaram e Meiko conseguiu sentir um refúgio e segurança quando estava falando ou próximo a Nastya. Era bom estar com ela e, toda semana, sem falta, ela fazia questão de ir vê-la.
Não tinha sido diferente naquele dia. Com todo o cuidado do mundo, a japonesa carregava um bolinho açucarado de morango em suas mãos. Havia escolhido especialmente para Nastya. Abriu a porta do salão em que ela trabalhava com sua mão livre e, assim que avistou a mulher, a chamou com um sorriso. - Nastya unnie!
nxnora:
Já fazia mais de um ano que Nora tocava seu violoncelo na feira local de Go-ri. Exceto quando visitava sua família em Seogwipo, nunca deixava de ir e era sempre possível encontrá-la no mesmo local nos fins de semana. Gostava de aprontar seu cantinho na entrada da feira, assim as pessoas tinham que passar por si pelo menos duas vezes. Levava sempre a mesma cadeira simples, a estante de partitura, sua pasta de partituras e não podia faltar o seu querido violoncelo branco. Era incomum encontrar o instrumento naquela cor, porém o primeiro violoncelo que tocara quinze anos atrás era branco e a mulher nunca mais quis ter outra cor.
Nora tocava por prazer. Sua pasta continha as suas partituras prediletas, partituras que ensaiara tanto durante seu tempo no conservatório que adquiriu cicatrizes nas pontas dos dedos e poderia tocar de olhos fechados. Sempre começava pelo famoso Cello Concerto, Op. 85 de Elgar, uma de suas obras prediletas. A obra inteira durava cerca de trinta e cinco minutos, porém a feira durava o dia inteiro. Era um tanto melancólica, mas quase sempre conseguia prender a atenção de algumas pessoas.
Era mais um domingo de feira e Nora tocava como se estivesse em seu próprio mundo. Por mais que estivesse, ela ainda conseguia ter noção da movimentação ao seu redor e reconhecia diversos rostos familiares, pessoas que sempre frequentavam a feira. Dificilmente interagia com alguém, não tinha tanta desenvoltura, mas de certo modo nutria um sentimento de carinho pelas pessoas que sempre via, mas não conhecia.
Meiko sempre gostava muito de visitar feiras, para comprar alguns ingredientes e frutas fresquinhas para servir de lanche para si e para o pessoal da hanok em que morava. Ela sempre chegava cedinho para comprar tudo fresquinho e adorava o clima de animação do local. O comércio de rua, de certa forma, a fazia recordar seus dias de infância no Japão, aonde percorria as ruas com sua mãe, aprendendo sobre o ponto certo das coisas pra que pudesse comprá-las. Era um pouquinho caro, mas a menina gostava de ao menos comer uma fruta por semana, sempre visando sua saúde.
Naquele dia, o pequeno Donghan quis acompanhá-la em sua visita. Tomou aquela oportunidade como ouro e, sempre segurando com delicadeza a mão do menininho, foi lhe explicando e apontando tudo o que tinha ali, assim como sua própria mãe lhe ensinara. Vez ou outra, comprava um lanchinho para ele de uma das idosas que ficavam pelo meio da rua convidado-os a beliscar algum daqueles pratos que cheiravam tão bem.
Quando estavam próximos ao final da feira, Meiko pode ouvir a doce melodia soando alto de um instrumento que sabia ser de corda. Curiosa que só ela e ainda movida ao menino, que, aparentemente, estava tão curioso quanto a si, ela se aproximou o bastante para ver a menina tocando o instrumento branquinho com tanta destreza. O sorriso nos lábios de Meiko era grande enquanto observava a menina. Não conhecia muito bem aquela melodia, mas era agradável e dava vontade de passar horas e horas ali. Bem, ela não chegou a ficar horas ali, mas se viu parada ouvindo a música por bastantes minutos, enquanto comia uma maçã que resgatara de um dos sacos.
“stay true to yourself or living is pointless!” -- bold the truth.
@ japanese cheesecake
nxkiara:
Os traços de distraída e observadora de Kiara andavam juntos, em meio ao seu trabalho ela se dispersava observando todo mundo ao seu redor e quando aproximou-se da mesa da cliente o moccha não foi diferente. Talvez os traços asiáticos não coreanos tenham lhe chamado a atenção e precisou de alguns instantes para observa-la antes de ouvir o som de sua voz lhe acordando novamente. O sotaque lhe pareceu conhecido. “ – Oh! Então ótimo, aqui está! – ” sorriu ao lhe entregar o café em mãos, tomando cuidado para que a temperatura quente não afetasse sua pele.
Porém, o sorriso se desfez com a pergunta alheia. “ – Eh? O seu moccha era gelado? – ” indagou com o olhar preocupado, tateando o bloquinho que anotava os pedidos dos clientes por seus bolsos. “ – Me perdoe, eu anotei que era morno, mas parece que o barista não entendeu. – ” tomou para si o café novamente, colocando-o na bandeja enquanto se desculpava diversas vezes. Ao curvar-se, pôde ler alguns caracteres em japonês nos livros que estavam sobre a mesa. Mas deixou de lado, não poderia se intrometer com os clientes.
Não demorou no balcão, explicando novamente o pedido e pedindo a troca do mesmo. Logo voltando para a mesa de antes, com o café na temperatura correta. “ – Espero que desta vez esteja certo.
Meiko não se importaria de forma alguma em receber seu pedido quente, afinal, era só deixar esfriar um pouquinho mais. Seu dia estava tranquilo, então ela não tinha com o que se preocupar. Entretanto, como a atendente tomou a frente e retirou seu pedido, a japonesa apenas acenou com a cabeça e deu um sorriso um tantinho sem graça, pois não gostava de causar transtornos ou ser como um incômodo para os outros. Dessa vez, ao invés de voltar os olhos para o livro, Meiko ficou a observar os clientes e funcionários do local, em especial a atendente que a serviu. Os traços dela lembravam muito os próprios. Talvez ela era mais uma das descendentes de japoneses.
Não demorou muito até que esta voltasse com sua bebida, para a alegria de seu estômago reclamão. — Desculpe por isso. — Disse a garota sentada, assim que recebeu de volta seu café certinho. — Quente demais me queima. - Riu baixo e em seguida, tomou um pouquinho do moccha, que aqueceu sua boca na temperatura certa, sem a queimar e nem estar muito frio. — Ariga-Hã, obrigada! Agora ele é certo. — A confusão das palavras a fez ficar um pouquinho vermelha. Era algo que ela sempre estava lutando para mudar e melhorar, mas, de vez em quando, não funcionava muito bem.