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@nxdae-blog
taehee
Ela não ofereceu resistência quando foi virada para ficar com o rosto contra o peito de Daego. Na verdade, quando percebeu o que estava acontecendo, sentiu seu coração derreter mais um pouco dentro do peito. Ainda não sabia o que havia feito para merecer todos os cuidados do amigo, e como ele conseguia gostar dela quando ela era tão desajustada daquela maneira, mas era o que era. E ela era extremamente grata a Dae por lhe oferecer algum suporte mesmo quando ela não andava merecendo.
O ponto era: ela começou a respirar direito e se sentiu bem melhor. As palavras dele fizeram com que Taehee risse contra a pele alheia, enquanto seus dedos que ficavam na altura das costas de Dae, meio trêmulos, acariciavam a região lentamente, descendo e subindo, enquanto ela sentia o rosto afundando na sensação molhada de seu choro cobrindo suas bochechas e seu nariz.
“Mas ele não pode saber a receita. Vai chocolate nela. A menos que ele substitua por… Nozes. Talvez.” Riu soprado, sentindo parte da euforia passando. Ainda estava meio engasgada com o choro, mas ficaria bem logo. Principalmente porque, no momento seguinte, estava se desvencilhando rapidamente de Dae para puxar Ares e arrastá-lo consigo, ouvindo resmungos do cachorro, enquanto o deixava entre seus corpos. Ainda assim, daquela maneira, Taehee alcançava um dos ombros de Dae e afagava a região, antes de subir e tocar-lhe a nuca também. Como estava ligeiramente inclinada na direção do outro, agora estava com a ponta de seu nariz contra o dele, voltando a fechar os olhos enquanto novamente sentia suas respirações se entrecortando. Ainda estava meio em pânico, mas sentia-se bem mais em paz agora.
Os trovões e raios continuavam junto com a chuva, mas mesmo depois de não ter mais água caindo do céu o escuro na casa continuava. Era fácil de perder a hora, de não saber quanto tempo se passou, com tudo no breu daquele jeito.
De vez em quando uma nuvem saía da frente da lua e o céu ficava mais claro, só assim pra Dae conseguir ver alguma coisa que lembrava a silhueta azulada da Taehee grudadinha nele.
Era gostoso embaixo das cobertas, com quentinho e abraço e respirações se acalmando, escurinho com os olhos abertos ou fechados, e Dae continuou passando os dedos pelos cabelos da Taehee até os movimentos pararem aos poucos, como se ele tivesse pego no sono.
Se alguém perguntasse, Dae ia dizer que ele tava só descansando as pálpebras, acordando e cochilando de novo por aquela sensação de apenas alguns segundos que na verdade pode ter sido de alguns minutos ao nvés, mas Taehee sempre estava lá, no abraço dele.
No meio do escuro, Dae perguntou “Você se arrepende de ter voltado?”
haesoo
o contato nem era estranho pra haesoo, então ele apenas aproveitou do carinho que recebia, como o garoto mimado que era quando se tratava de daego. ele já tinha perdido as esperanças de que dae fosse lhe dar algum doce, e nem dava pra falar que o baldinho de plástico de haesoo tava cheia porque ele já tinha devorado tudo pelo caminho.
“obrigado, hyung. eu queria mesmo fazer algo legal! você também tá super bonito, vou votar em você pra melhor fantasia.” riu baixinho, os olhos bem atentos pros movimentos de daego fuçando a própria cesta. ah, ele teria doces! esperou bem paciente e assim que notou a mão cheia dele, estendeu o baldinho. “minha mãe não vai te esfolar vivo, pode ficar tranquilo. talvez ela te esfole por nem aparecer lá em casa pra dar um oi pra ela.” comentava enquanto olhava o que tinha ganhado, pra escolher um caramelo e já meter pra dentro da boca. tudo sem mostrar muito do rosto! “adoro esse caramelo. é tão docinho.”
Dae já tinha um pirulito na boca, fazendo a bochecha ficar redonda. A transfusão de doce de uma cesta pra outra foi um sucesso, e agora ele não precisava se preocupar com a possibilidade de acordar a noite só pra comer bala.
“Foi um monte do caramelo pra você então, mas não come tudo de uma vez senão vai te dar dor de barriga.” Ele cutucou a barriguinha de coelho o Haesoo, rindo com o pirulito na boca.
“E diz pra sua mãe que eu não gosto de aparecer lá sem ser convidado, é falta de educação. Vou esperar um convite formal, com buquê de flores e tudo mais.” - Essa parte era obviamente brincadeira, mas não precusava de muito pra continuar cutucando Haesoo com aquela fantasia toda séria de coelho assassino.
nxhaesoo
woojinxn
dongyulxn
— “Podíamos jogar algo legal, ou pesquisar histórias assustadoras na internet. E aí?!” — Como se já tivesse esperando uma resposta positiva dos três, Dongyul puxou o celular do bolso do pijama.
— Nee, Dae. Tem os jogos de tabuleiro também, não é? Hm… Sabe o que seria uma boa? Aquele jogo de dança, que tem que imitar os passos.
“mas a gente também podia cantar! o daego conhece todas as músicas bregas de karaokê, seria super engraçado.”
Em retrospecto, Dae podia era ter ficado calado porque ele preferia mil vezes ser beliscado por um trio de dongsaengs até a morte lenta chegar do que cantar na frente deles e passar a vergonha de sete infernos. Ele olhou assim pro Haesoo com aquele sorrisinho de hehehecalaboca, batendo a mão no ombro do Haesoo com uma forcinha pra ele captar a mensagem.
“Ah. Ha. Ha! Não, não. Eu não sei música nenhuma não.” Dae disse, com as covinhas de falsidade aparecendo. Ele sabia sim todas as músicas bregas do karaokê de tanto cantar com a mãe, mas porra, isso iria destruir sua reputação. “Karaokê é mais assustador que historia de terror, especialmente se eu cantar.”
viewfinder —
daehwi
Não era bem um elogio, mas Daehwi gostou de ouvir aquilo, e até deu um sorrisinho, tornando a olhar a vista. Talvez não ficariam muito ali por conta do frio, então precisava aproveitar cada seguindo.
Puxou do bolso o maço de cigarros, e do outro, o isqueiro. Demorou um pouco para acendê-lo, o vento não cooperava, assim como a falta de coordenação no momento, mas no fim conseguiu tragar, a fumaça saiu junto com um suspiro. A mão do amigo direcionou o olhar de Lee até seu rosto, e a pergunta quase o fez rir ‘’Trabalhando, como sempre. Tenho que aproveitar cada oportunidade, Dae. Quem sabe um dia eu consigo o suficiente pra sair daqui, da Coréia?” Porque Seoul, nunca mais. “ A gente não se vê direito tem um tempo né, o quê você tá fazendo?”
Dae ainda se surpreendia em ver o Daewhi fumando, com aquela carinha de anjo soltando fumaça pela boca. Não era ruim, era só facilmente disassossiável, na cabeça dele. "Se você largar a bituca do cigarro no chão eu te dou uma dedada.” Dae avisou com o dedo já apontando pro dongsaeng, mas depois ele relaxou, se espreguiçando pra ver se as costas estalavam.
Ele nunca teve ambições de sair daquela ilha. Algumas pessoas encaravam isso como covardia, medo de enfrentar o mundo de fora.
“O mesmo de sempre, dongsaeng. Trabalhando com aquelas pestinhas adoráveis, ajudando no que eu posso... A gente vai começar os ensaios pro recital de natal.”
viewfinder —
daehwi
Era gostoso fazer algo fora do quarto minúsculo. Sentir o sol esquentar as mãos quase geladas e tentar dourar a pele que já tinha um bronzeado natural. O dia estava ótimo longe de qualquer bagunça da cidade, e ao lado do amigo de longa data.
Tinha um bom tempo que não tirava fotos com a câmera cara demais que havia comprado pela internet. A pobrezinha já pegava poeira na estante quando aceitou o convite de Daego. O trambolho estava pendurado no pescoço de Daehwi, que havia feito bom uso do bichinho. O jovem adorava fotografar os cenários dignos de filme que a ilha lhe oferecia naquela estação. Os olhos iam longe procurando as próximas fotos.
Nunca tinha ido naquele canto da ilha antes, mas os pés já doíam, e resolveu sentar-se numa pedra. O oceano lhe enchia os olhos, e o vento lhe fez encolher dentro do moletom grosso. Estava prestes à reclamar do frio, mas o amigo foi mais rápido. A única resposta de Lee foi mostrar o dedo do meio, como se tivesse uns quinze anos de idade “ Eu só não vou aí rasgar seu filme porque eu sempre saio bem em fotos “ não deixava de ser mentira, mas talvez tivesse saído de boca aberta e cabelo no olho “Enfim… Aqui é legal. Deve ter fuçado em tudo até achar esse fim de mundo. Queria ter tempo pra fazer essas coisas.”
Pra cada gente que dizia que os pés doíam caminhando na ilha, os tênis fodidos do Dae ganhavam +5 de vida.
Ele também sentia dor nas canelas e nas panturrilhas, mas geralmente era no dia seguinte. Dae sentia como se o sol fosse seu energético, dando forças pra caminhar e andar pra todo lado, mas quando chegava a noite ele tinha que se estirar na cama e não levantar nem pra ir ao banheiro sem parecer que as pernas iam quebrar no meio.
A polaroid foi impressa com Daewhi e seu dedo do meio bem visíveis na frente de todo aquele oceano e Dae sorriu. Essa ficaria bem linda na sua parede.
“É, não dá nem pra dizer que é mentira.” Da coleção de fotos que Dae tinha do Daewhi, dava pra contar em dois dedos de uma mão em quantas o amigo não tinha saído bem. Ele andou em direção ao outro Dae pra descansar a mão no ombro dele, apertando de leve. “E o que é que tá te ocupando tanto nessa ilha que você não tem tempo nem pra andar por aí?”
ring ding dong :
gun
Excuse you. Se tinha uma coisa que Gun fazia nessa vida era merecer. Uma estrelinha, umas batatas-fritas, uns carinhos. E Daego devia sentir vergonha de insinuar o contrário. A cara do Gun pra ele foi a mesma que a Regina George fez quando foi chamada de Fat Ass.
“Eu mereço essa cartela de adesivo toda ai, you know I do."
E porra, vamo combinar aqui, cotonete molhado, Daego? Sério? O tapa que ele ganhou no meio da barriga fez um barulho de tambor oco engraçado que Gun curtiu, deitando a cara no ombro do chingu mais girafudo que ele. "Te falar onde tu enfia esse dedo babado ai."
Pro resto do caminho, Gun enfiou a mão no bolso de trás do Daego, igual naquele filme lá das cartinhas.
As reações do Gun eram sempre tão !!! que Dae dava aquela gargalhada de uma nota só, batendo palma. Quem dera se ele tivesse todo aquele leque de expressões faciais, as crianças iam adorar, e ele continuou rindo até o tabefe no bucho.
“Oof-” Dae dobrou no meio igual um grampeador, abraçando o próprio umbigo. “Agora eu tenho bem ideia de onde enfiar pelo menos um dedo.” E ele mostrou o dedo do meio pro Gun enquanto eles ainda caminhavam, sorrindo com os buracos na bochecha, mas nem se incomodando com a mão no bolso de trás. Era um bom jeito de eles não se desgrudarem no caminho curto em direção a comida, e Dae passou um braço pelos ombros do Gun.
“Me diz que você tá comendo bem pelo menos quatro dias na semana e eu te dou todas as estrelas.”
victorie
ㅤ ㅤ ㅤ DID YOU SEE MY BOTTLE? ∙ w. @nxdae
❛❛ Ah, mas que droga! Perdi de novo! ❜❜ Victorie exclamou, chateada por novamente ter esquecido onde havia deixado sua lâmpada mágica. A morena estava tão afoita com as guloseimas e a feira, que só naquela noite havia se deslembrado de onde colocara o adereço de sua fantasia umas seis vezes – sete, se contar com esta.
Tinha um semblante triste na face, quase pessimista, enquanto refazia seus passos, em busca da lâmpada de brinquedo. Afinal, havia levado dias para confeccioná-la, e ela não ela do tipo que abdicava de algo que exigiu muito de seu tempo e esforço.
A morena estava perto de se agachar para olhar abaixo dos bancos acima da calçada ao redor da orla da ilha, mas atentou-se a um reflexo característico que por um instante, quase a cegara. Um sorriso de alívio pincelou os lábios rubros, e a Genie se apressou para constatar se era ou não seu objeto perdido aquele brilhante refletor nas mãos daquela alta pessoa, cujo perfil não estava muito evidente.
❛❛ Que bom que você encontrou! Eu estava quase perdendo os cabelos atrás dessa belezura. ❜❜ Dissera, pondo-se à frente da pessoa, com os olhos cintilantes em felicidade por ter achado sua lâmpada.
Contudo, Tori congelou assim que seus olhos pousaram sobre a nuance do indivíduo, até pararem, olhando fixamente para a charmosa covinha em sua bochecha.
Ah, minha nossa… Era impressão sua ou o ar havia se tornado mais rarefeito tão de repente?
Dae agradecia não ter ido de máscara nem nada pra festa a fantasia, porque ele via o tanto de gente suando e morrendo de calor com a respiração abafada, e ele que já tinha desvio no septo não ia sobreviver ficar respirando dentro de uma máscara de borracha. Fora que sem máscara ele ficava bem tranquilo passando a mão nos cabelos bem ajeitados e checando o visual do terno legal no reflexo de cada coisa que aparecia pela frente.
Ele estava ajeitando a frente do terno, desamassando com as mãos, quando o pé bateu em uma coisa no chão que era, nada mais nada menos que uma lâmpada do Gênio. Dae pegou o treco já rindo, olhando de um lado pro outro pra ter certeza de que não tinha ninguém perto pra rir da cara dele quando ele esfregasse uma lâmpada de brinquedo como se fosse funcionar de verdade, mas quando ele tava quase, quase esfregando a lâmpada com a palma da mão veio a voz e-
“Ah, é.” Dae parou tudo que tava fazendo e sorriu pra disfarçar, porque claro que ele não ia esfregar um pedaço de plástico com esperanças de ter os desejos realizados. “Tori ah, essa lâmpada ficou muito legal, toma cuidado com ela pra não perder de novo.” Se Dae tivesse bebido mais soju ele com toda certeza começaria a dizer como a fantasia da Tori estava bem bonita, bem feita! Ele só tinha pego algumas roupas do armário do pai, mesmo.
Dae se abaixou pra cochichar um segredo. “Tem muita criança aqui que ia pegar essa lâmpada e tchau tchau.”
haesoo
woojin
dongyul
[...] — “Nós vamos dormir, ou vocês querem ficar acordados pelo resto da noite?” — E aí ele encheu a boca de bolo outra vez, deixando o olhar seguir pra cada rosto na sala e depois terminando no filme outra vez. Particularmente, Donggu era um menino que gostava muito de dormir…
Mas pra momentos como esse, dava pra abrir mão das suas oito horas de sono, sim. Festa do pijama não era coisa que dava pra aproveitar todo dia.
[...] — Vocês aguentam ficar a noite toda acordados? Eu acho que consigo. — Tinha que botar um ênfase bem grande no acho, porque Woojin depois de encher a barriga, pro sono vir era dois palito.
[...] “ah, eu não sei. não sou conhecido por conseguir ficar muito tempo acordado à noite.” riu, comendo mais um biscoito recheado que estava muito bom! sua mãe teria um treco se o visse comendo todas aquelas besteiras. “mas eu posso tentar! tem alguma coisa que possamos fazer pra divertir e ficar acordado? se eu continuar vendo filme, vou dormir em cinco minutos.”
Aquela historia de virar a noite acordado não estava nos planos principais da lista de festa do pijama do Daego. Ele deixou de conseguir ficar acordado até amanhecer desde a época da faculdade, na necessidade de entregar os trabalhos e o sangue sendo lentamente substituído por cafeína e energético de farmácia.
As situações eram diferentes, sim, porque ficar horas acordados com os amigos era diferente de passar horas lendo e escrevendo parágrafos acadêmicos até os olhos arderem, mas Dae sentiu aquela canseira no fundo da nuca só de pensar ficar acordado depois das três da manhã.
Quando ele voltou para o meio dos meninos, que traziam os de comer e beber, Dae teve certeza de passar pelo Haesoo e beijar aquela testinha ciumenta pra tentar matar as preocupações cozinhando na cabeça do seu melhor amigo, e sorriu praqueles olhos grandões, beliscando o queixo do Haesoo antes de se esticar com as pernas longas igual uma garça caminhando na água pra chegar no meio dos colchões e sentar junto com a galerinha novinha.
“Então a gente faz assim, toda vez que eu pegar no sono um de vocês me belisca.”
taehee
Taehee era escandalosa. Entretanto, naquele momento, seu choro era silencioso. As lágrimas escorriam por suas bochechas e ela sentia os soluços presos em sua garganta; pensou em respirar fundo, mas sabia que acabaria cedendo à vontade de chorar se fizesse isso. Preferiu então se concentrar no abraço de Dae, apesar de ter demorado alguns segundos para processar o gesto.
As lágrimas continuavam escorrendo, teimosas e revelando uma angústia enorme, mas agora Taehee tateava, lentamente, a pele de Dae, apertando levemente os dedos por ali. Quando sentiu o dorso da mão dele, entrelaçou seus dedos, tremendo um pouco ao segurar a mão dele com firmeza agora.Houve mais movimentação no quarto. A julgar pelo peso que se fez rente a seus pés protegidos pela coberta, Ares havia subido na cama, desistido da poltrona. Mas Taehee continuava mais interessada em respirar fundo, mantendo os olhos fechados, enquanto tentava ignorar a chuva lá fora.
Vez ou outra fungava, tentando aliviar o incômodo no nariz por estar chorando tanto, e voltava a ficar quieta, vez ou outra também acariciando o dorso da mão de Dae com seu polegar.
Quanto mais companhia melhor, e Taehee amava tanto seus cachorrinhos que com certeza eles ajudariam no conforto. Dae fez carinho no Ares com o pé enquanto fazia carinho na Taehee com todo resto.
Ele respirava bem devagar, inspira e expira, pra ela acompanhar respirando junto. Quando era ele morrendo de ansiedade sozinho no quarto, respirar ajudava muito. Soa como pouco e meio idiota, afinal quem é que não sabe como respirar?, mas era verdade, fazia muito diferença.
“Isso é só as nuvens batendo uma na outra, e aí faz barulho.” Ele sussurrou perto do ouvido dela, espalhando beijos pela bochecha molhada de choro. “Respira com calma, eu não vou embora, vem cá.” A puxada no ombro da Taehee foi pra virar ela de posição, ao invés de Dae grudar nas costas dela ele podia puxar Taehee pra um abraço de verdade, protegendo o rosto dela no próprio peito sem o crop-top idiota, beijar os cabelos dela. “Até o Ares veio ver como você tá. Aposto que ele quer saber a receita daquele bolo gostoso que você fez.”
fairy tale
woojin
Jin estava pronto para acenar a cabeça para confirmar aquela afirmação, mas soltou um riso baixo só pro hyung enquanto apertava o braço que ele segurava quando o leque bateu em sua cabeça. Mesmo assim, Daego recebeu aquele sorrisinho meigo de Woojin, que mostrava os dentes brancos e tudo, a mãozinha escorregou pelo tecido da vestimenta do mais velho, chegando bem pertinho da mão dele, a ponto dos dedos tocarem a palma do hyung. — Sim! — Um novo riso veio do mais novo. — Os dois se complementando pra formar o equilíbrio. — A mãozinha não teve coragem para continuar descendo, então ela voltou a subir, mas ainda segurando no braço de Dae e Woojin bem pertinho. E naqueles passos da fila, Woojin olhou de cantinho antes de soltar: — Dizem que os opostos se atraem, não é? — E o olhar voltou pra frente, dando mais um passo na fila com o sorriso curtinho e tímido nos lábios.
Woojin tinha um sorrisinho que lembrava um coelho. Dae conhecia um outro dongsaeng com sorrisinho de coelho também, e a lembrança já fez ele sorrir com um carinho no coração.
Eles estavam em publico, em um festival, então era mais normal dois amigos andarem de braços dados. O povo da ilha tinha o véu das festividades e da gratidão pela colheita na frente dos olhos, e determinadas proximidades e toques não faziam ninguém virar o olho ou torcer o nariz, mas em qualquer outro dia fariam.
Dae sabia muito bem, mas faz anos que ele vinha aprendendo a, pouco a pouco, não se importar com determinadas coisas em favor do próprio bem estar, que naquele momento incluia passear pelo festival com Woojin embaixo do braço.
Dae guardou o leque dentro da manga longa da sua roupa e olhou Woojin com um sorriso de quebra-cabeça, uma sobrancelha pra cima e outra pra baixo, com as covinhas apareceram. Discretamente Dae deixou o queixo cair pra poder falar mais perto, só pro Woojin ouvir. “Eu acho que quem disse isso tá bem certo.”
haesoo
ele também podia deduzir que haesoo estava com o maior bico do mundo, já que não conseguiu assustar o melhor amigo, muito menos arrancar seus doces. fazia o impossível para manter a máscara longe do alcance de daego, jogando o rosto pra lá e pra cá, murmurando uns “não”, mas no final ele desistiu.
“isso! eu inventei.” disse, orgulhoso de si mesmo, inflando até o peito. “ya, killer rabbit não é uma gracinha! ele é perigoso! grrr.” tentou soar ameaçador, mas nem mesmo ele fingiu que conseguiu. diante sua derrota, haesoo só podia mesmo apelar pra manha. “ah, hyung, me dá chocolate, hm? é o único dia do ano que minha mãe me deixa comer todos os doces que eu quero, mesmo que eu fique acordado a noite toda depois. por favor, hm? só um chocolatinhozinho.”
O biquinho do Haesoo, mesmo que escondido pela máscara, fazia Dae sorrir com a mão descansando no pescoço do dongsaeng, o polegar fazendo carinho. Se ele não podia espiar embaixo da máscara e estragar o teatro do killer rabbit malvadão então tudo bem.
“Parabens, Soo, ficou muito legal sua fantasia. Tudo muito bem feito!” Dae já buscava em sua cestinha de abóbora má alguns chocolates que ele não gostava ou que não queria. De doces, ele preferia doces caseiros ou sobremesas ao invés de balas, caramelos e chocolates. Com a mão cheia ele olhou pra Haesoo uma ultima vez. “Tem certeza que sua mãe não vai me esfolar vivo? Dela eu tenho medo.”
october rain —
pyo
—— · ❝ ❥「 Assentiu com um breve bico nos lábios à pergunta retórica do outro rapaz, pensativo; estava abraçando a própria mochila junto ao peito, como se tentasse proteger o que tinha ali dentro - e era bem isso mesmo. Estava indo entregar uma escultura na casa de uma cliente e não podia arriscar deixar ela molhar debaixo daquela chuva toda. Se não fosse isso, estaria bem contente indo pra casa todo molhado, mesmo - porque é claro que alguém como Yongnam gostava de banhos de chuva.
“Tomara mesmo… Apesar de eu não estar muito confiante nisso.” Admitiu, e aí deu uma risadinha curta, como quem aprecia a própria má sorte. (Melhor isso que ficar mal humorado, né?) “Você tinha algo importante pra fazer, por acaso?” Devia ter, né? Pra estar tão preocupado com o tempo; bem, de qualquer forma, foi só uma pergunta qualquer pra tentar puxar assunto, mesmo - normalmente só ficaria quieto, mas tinha que parar de ser um bicho do mato e interagir direito com as pessoas. 」
"É,” de confiança por confiança, Dae fez uma cara fechada pro céu. Ele já tinha visto muitas chuvas de verão naquela ilha, e quando as nuvens estavam pesadas daquele jeito e o vento vinha forte, mas sem trovão nem raio, geralmente era chuva que durava horas. “Tomara que não demore.” Tomara que ele estivesse errado dessa vez.
O que ele podia fazer além de sorrir também, tirando o boné meio molhado da cabeça pra passar a mão nos cabelos depois colocar o boné de novo.
Coisa pra fazer Dae sempre tinha, se não fosse ajudar em casa era na rua, mas hoje em especial ele tinha muita aula pra planejar, fichamento pra fazer, fechar nota e procurar umas partituras online pra começar a ensaiar as crianças pra apresentação de Natal que já tava cada dia mais perto.
Agora, falar isso tudo pra alguem assim do nada parecia meio too much information, então Dae só riu e sacodiu os ombros. “Ô se tenho. Tô atolado de coisa pra fazer, e eu até me enfiaria nessa chuva se não tivesse tão grossa. Não quer afogar meu celular.”
haesoo
se a arma estivesse carregada, haesoo provavelmente teria disparado pelo susto que levou quando daego deu aquele tapa no cano da arma. puxou o ar e o prendeu, abaixando a arma e deu graças pelo amigo não conseguir ver seus olhos arregalados por baixo da máscara.
foi pego de surpresa pelas mãos em sua cintura e aquela curiosidade de daego, que o fizeram erguer a mão para segurar a máscara no lugar. “não. claro que não. eu sou o killer rabbit! e quero os seus chocolates.”
Nesse ponto não tinha mais volta e Dae tava rindo mordendo a ponta da língua, tentando achar um jeito de subir aquela máscara porque se ele visse qualquer parte do rosto do Haesoo ia só confirmar suas suspeitas já bem fortes que tinha um par de olhos grandes de verdade embaixo daqueles olhos de coelho assustadores.
“Killer rabbit?” Ele repetiu com menos sotaque. Nem se Dae perdesse um tempo revistando todos seus arquivos mentais pra tentar lembrar de onde era o Killer Rabbit (ele não fazia ideia), ia fazer alguma diferença, porque os chocolates dele não iriam pra lugar nenhum. “Ficou uma gracinha dongsaeng. Você que fez essa máscara?”
haesoo
haesoo chegou por trás de daego, quietinho como um coelhinho mesmo e encostou o cano frio da arma de mentira contra a nuca do mais velho, para assustar. era halloween, e o garoto estava tentando deixar aflorar o seu lado mais sério e macabro, pra entrar no clima. deu um passo na direção dele, para que o maior sentisse sua presença atrás dele. “você tem três segundos pra me passar todos os seus chocolates ou vou estourar sua cabeça.”
A reação primaria do Dae, como tudo que assustava ele (e isso ra bem difícil de acontecer), era tapa. Ele deu tapa no cano da arma como se fosse um inseto sentando na sua nuca com um gritinho de susto, e na hora de virar deu de cara com uma máscara feia de coelho assustador.
“Ya!” Mesmo com máscara ele reconheceria aquela voz em qualquer lugar, em qualquer situação e circunstancia do universo, então ele já tava sorrindo pra segurar o coelho pela cintura e tentar espiar embaixo da máscara. “Soo, é você?”