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@mikixn
fancy seeing you here;
@mikixn
Era sempre um deleito para a americana quando vendedores de vários locais se juntavam para a feirinha tão charmosa a beira da costa. Amava de paixão ficar horas vendo frutas, ostras, carnes e até coisinhas artesanais. Era onde fazia a maioria das suas compras do mês, tanto de alimentos quanto de decoraçõeszinhas. Muitas das vezes não chegava a utilizar esse objetos, mas levava-os direto para seu estúdio, onde mantinha em estoque caso algum de seus cliente queira inclui-lo em seus respectivos projetos. Normalmente, os guardaria para dar de presente para alguém que conhece, mas infelizmente esse não era o caso. Talvez voltasse a fazer isso quando construisse alguns laços pela ilha.
Uma barraquinha bem pequena e toda azul bebê lhe chamou atenção, cheia de cristais e pedrinhas coloridas, algo que fez o coração de Laura brilhar. Não entendia muita coisa sobre todo o papo de que minerais e pedras tem fatores curativos para a alma e ajudam a pessoa com diversas coisas, mas mesmo assim não podia deixar de apreciar o quão bonito cada um deles era. As cores pareciam vir de outro mundo, pois sabia o quão difícil era encontrar um tom assim em algo manufaturado. Claro que não ia deixar de levar alguns.
No processo de pegar sua carteira e finalmente deixar de olhar para o vendedor, percebeu um vulto familiar no canto do olho. O seu sorriso apenas se alargou. “Vizinha! Você por aqui?” Comentou com a voz um pouco elevada, acenando com a mão livre enquanto entregava as notas para o senhor.
Dar uma volta pela feirinha do centro da ilha já havia se tornado parte de sua rotina já fazia alguns anos. A Takayanagi não sabia dizer ao certo quando pegou gosto pelo ambiente, apenas que adorava perder algum bom tempo observando cada uma das barraquinhas ali montadas. Alguns vendiam alimentos fresquinhos que eram cultivados ali mesmo na ilha, outros tinham seu pequeno negócio que comida que eram a sensação da vila nos finais de semana e alguns vendiam artes. Os dois últimos eram os favoritos de Miki, que nunca conseguia retornar para casa sem ter ao menos um espetinho com comida de rua em mãos.
Já trazia consigo em seu braço alguns saquinhos com pequenas decorações para sua casa, um quadro com sua caricatura; havia ganho orelhas maiores do que já tinha, mas havia adorado o trabalho do garoto que fizera. E seu pulso estava cheio de pulseirinhas de couro e linha colorida, ela nunca conseguia resistir quando via uma daquelas.
“ – Hm?? Oh! Laura-chan! – ” a respondeu com um sorriso assim que virou-se na direção da voz conhecida. A figura conhecida que convivia quase diariamente pela proximidade de suas casas a vez sorrir e diminuir o passo. “ – Pois é, eu não resisto a esse lugar. – ” continuou com um riso, levantando o braço que carregava os saquinhos e o espeto com as bolinhas de takoyaki. Uma barraquinha de comidas japonesas de rua havia sido aberta e Miki não perdeu tempo antes de ir lá avaliar o sabor como boa japonesa que era. “ – Mas você? Também se rendeu? Parece que isso aqui foi feito pra arrancar nosso dinheiro.
arthur
Conseguia ouvir o alívio claro na voz feminina do outro lado da linha, e isso fez Arthur sorrir. Nunca teve a oportunidade de te rum bichinho de estimação, mas fazia ideia de que perder um era como perder um membro da família, e Arthur não desejaria isso para ninguém - sabia como aquilo era dolorido.
Não demorou muito tempo para que visse a moça que Arthur supôs ser Miki (segundo o nome que também tinha na coleira de Momo), e balançou os braços, a fim de chamar a atenção da mulher, não fazendo muito esforço para se levantar e não incomodar a gata que parecia estar bem confortável deitada em seu colo, mas que ele tinha certeza que iria sair daquela posição assim que percebesse a presença da dona.
“Hey!” Cumprimentou, com um sorriso simpático nos lábios quando Miki se aproximou. “Miki, certo? Eu sou Arthur! E acho que essa aqui é a Momo.” Riu fraco e anasalado, ao que pegava a gata de forma cuidadosa para entregar de volta a dona.
Nada poderia ter lhe dado mais felicidade e alivio do que ter recebido a notícia de que sua Momo peluda havia sido encontrada e que ela estava bem e tranquila. Pelo menos era o que a japonesa esperava que sim, já que não tinha recebido demais notícias sobre o estado da gatinha. A possibilidade da peluda poder ter se machucado durante a sua aventura pelas ruas da região lhe deixou um tanto apreensiva, fazendo com que Miki praticamente voasse para o local combinado.
Ao longe já pôde encontrar a figura do rapaz que entrara em contato consigo acompanhado com sua gata em seu colo. Um suspiro pesado e aliviado escapou e então pode respirar mais tranquila, a tinha em seu campo de visão e era isso que importava. Momo era como a sua filha, assim como para sua namorada, quase esposa, e perdê-la seria como o fim do mundo para as duas donas.
“ – Desculpa a demora, eu tentei vir o mais rápido possível de bicicleta. – ” dissera ofegante assim que aproximou-se, sentando ao lado do rapaz para esticar as pernas e normalizar a sua respiração. Não era nada fácil pedalar rápido daquele jeito quando se estava desacostumada. Então seus olhos caíram na figura peluda ao seu lado, que logo levantou a cabeça quando reconheceu a sua dona. O sorriso feliz residia no rosto de Miki, tranquila por tê-la encontrado. “ – É a minha Momo sim, muito obrigada por ter cuidado dela. – ” respondeu sorridente para ele, fazendo um carinho no pelo macio da gata. “ – Ela te deu trabalho? Ela está no cio, ai já sabe como esses bichos ficam.
they seem like very good friends.
mai
“ — Mas é claro que sim! Eu lutei com todas as minhas forças, você devia ter visto.” Encerrou com todo seu orgulho em ápice, certa de que seu feito renderia um bom agradecimento vindo da dona das peças íntimas, não que Mai tivesse protegido as mesmas apenas por isso – sua honra é algo que vai além do que pode receber por fazer boas ações e talvez esteja se deixando levar demais pela imaginação e devesse focar um pouquinho no caminho ao invés de nas imagens frenéticas de batalhas em sua cabeça. Às vezes ela pode esquecer de voltar ao mundo real e tem dificuldade em se manter no que seu tato pode sentir. Foi com ajuda de Miki que conseguiu dessa vez, visto que a mulher mais alta apressou seus passos e forçou Yokoyama a quase correr ao seu lado. Exageros. “ — Pode comer tudo o que quiser, eu estou estufada e sem fome.” Sorriu.
Outro aspecto dos seus dias que, com facilidade, assassina toda a sua criatividade e divertimento é o fato de não poder ter um relacionamento mais aberto com Miki. O medo criado em si após por conta da recepção nada favorável da família vendou seus olhos para qualquer possibilidade de liberdade que pudesse se apresentar, transformando a baixinha em alguém exageradamente cautelosa, beirando a paranoia nas situações mais simples que pudesse passar. “ — Você sabe que eu não gosto dessas piadas. Não tem nada a ver com quem possa estar olhando, ou quem possa estar escutando com um dicionário nas mãos pra traduzir o que dizemos, mas a reação deles. Eu adoro brincar com os limites do que alguns possam achar da nossa amizade, mas daí a dar uma prova clara que somos mais que isso é demais. E não é nada engraçado ver o ódio na face dos outros, mesmo que de estranhos.” Yokoyama tem a certeza de que Miki não faz ideia do que é ser olhada daquela forma, e não sabe o que isso faz com a mente de alguém. Por isso tenta evitar falar sobre isso o máximo possível, no entanto, às vezes não há saída.
Seu rosto pareceu apagar com a mudança do clima e ela até se afastou só um pouco da mais alta enquanto finalizavam a caminhada em direção ao topo da montanha. Mai abriu a porta em um silêncio quase doloroso, chateada por ter transformado o que deveria ser uma boa surpresa em algo tenso. Encostada na parede da entrada, já do lado de dentro, ela cruzou os braços e ficou fitando Miki se mover pelo que pareceu uma eternidade antes de abrir a boca. “ — Desculpa.” Disse baixo demais, agora olhando para as próprias unhas, curtas e pintadas com uma cor laranja berrante que seus alunos adoram.
Com o passar dos anos, a Takayanagi começara a se achar egoísta diante do modo que andava a sua relação com Mai. A forma que ficava chateada por não poder passarem de contatos superficiais e que eram considerados apenas skinship era a prova viva de tais pensamentos. Afinal, já não eram mais as adolescentes que andavam o tempo todo juntas e que descobriram os seus sentimentos ao mesmo tempo, agora eram mulheres adultas e que se amavam a mais de uma década. Ela tentava a todo custo entender todo o medo que Mai sentia, mas não conseguia chegar nem a uma pequena parcela. Talvez ela se arrependesse de nunca ter se assumido oficial perante a sua família, sentia-se fraca. Miki desejava ter tido forças como a sua amada teve, mesmo que também custasse a sua relação com os parentes que já não era lá das melhores.
A distância entre as duas era pouca, mas não ter os braços da baixinha entrelaçados aos seus e não ouvir aquela risada melodiosa que tanto adorava lhe partia o coração, deixando no lugar apenas o reforço de que era egoísta. Seus passos eram rápidos o suficiente para sequer perceber quando chegaram em Up Hill e seus pés quase a levaram diretamente para casa. Poderia não ser um bom momento para passar a noite na casa da mais velha. Mas, acabou indo contra o que sua mente dizia e seguiu para a casa mais a frente. O silencio era perturbador e ela parecia ouvir cada mínimo som daquele caminho entre as casas.
Assim que passou pela porta de entrada, um suspiro pesado fora finalmente liberto e o corpo de Miki pode relaxar um pouco. A cada passo que dava era algum acessório ou peça de roupa que se libertava, entrando fazia o seu caminho até a cozinha. Ela ia de um lado para o outro, passando os olhos pela dispensa e pela geladeira a procura de algo para cozinhar. Sim, Mai havia preparado omurice, mas seu estômago pedia algo mais e ela precisava de algo para se distrair. “ – Você não tem que se desculpar por nada, eu que não deveria pedir essas coisas. – ” respondera da mesma maneira, diretamente da cozinha. Com a geladeira aberta, a japonesa se perdeu em seus pensamentos até que o frio que saía do refrigerador começou a incomodar o seu corpo parcialmente desnudo. Suspirou e então retornou para a sala com cautela, tentando processar cada ato e palavras que deveriam ser ditas com cuidado. Recostou-se na parede a pouquinhos centímetros de distância dela, olhando para o teto. “ – Eu que tenho que te pedir desculpas... Honey. – ” disse com um suspiro, finalmente descendo o olhar para encarar a amada depois de longos minutos desde o caminho de casa.
— 高柳 みき; GLASS NO SOGEN ×
Takayanagi Miki, ou apenas Miichan, tem 29 anos de idade ( ( libriana ) ) e nasceu em Nagoya, no Japão. Tem exatos 1.62m de muito pessimismo e paciência. Ela é cabeleireira em um salão da ilha. Mas vive em constante crise existencial e dúvidas sobre sua vida profissional. Todos na ilha pensam que é solteira, mas na realidade é quase :: casada :: com @ Mai por quase uma década.
1. Nascida e crescida no suburbio de Nagoya, a poucos bairros de distância de sua atual companheira. 2. Sua família sempre foi muito problemática, então sempre conviveu com o caos. Hoje em dia ela praticamente tem um barreira que a impede de absorver tal negatividade das pessoas. 3. Possui déficit de atenção e nunca foi uma aluna modelo, o que sempre causou certo desanimo em relação sua inteligência e vida acadêmica. 4. É formada em arquitetura apenas por pressão de seus pais. 5. Fugiu de casa após se formar na faculdade, junto com Mai para que pudessem ter uma vida juntas. 6. Mora sozinha em up hill, mas bem pertinho de sua amada. 7. Leva o nome de Miki por sua mãe ter sido uma grande fã de Matsubara Miki nos anos 80. Atualmente ela é uma das cantoras favoritas dela. 8. Seus hobbies são costura, fotografia e natação. 9. Sonha em ter filhos, mesmo sabendo que este é um sonho impossível em meio a sociedade preconceituosa em que vive. 10. É Potterhead desde adolescente e a sua casa é a Corvinal.
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mai
“ — Oh, sim. Faquinhas de manteiga. Eles tentaram me pegar, mas… Eu fui mais rápida.” Com um sorriso de lado, Mai contou com muito orgulho a sua proeza. “ — Eles queriam roubar as suas calcinhas, é claro que eu não iria deixar. Então nós lutamos arduamente, eu contra uns sete ou oito caras altos, vestidos de preto e eu derrotei todos.” Ela deu de ombros, tão imersa no seu universo alternativo em que era uma yankee de primeira linha que nem teve cabeça para rir da própria piada. Seria muito bom viver assim, nesse mundo alternativo. Miki papoderia ser a sua rainha e elas mandariam em tudo porque todos respeitariam e temeriam Mai. Seria perfeito.
“ — Ainda tem um pouco de salmão teriyaki de lá, se você quiser.” Acordou do sonho para responder à comida, já que comida é algo muitíssimo importante - ela sempre diz aos alunos: vocês podem correr e correr, mas precisam se alimentar para não caírem duros no chão e os pais deles acabarem por mandar prender a professora baixinha que não insistiu na hora do lanche. “ — E hoje eu fiz omurice.” Provavelmente um dos pratos mais fáceis de se fazer na história, e mesmo assim havia um ar de orgulho na menor quando ela disse isso.
A menção de um beijo ali no meio da rua lhe deixou um tanto fora de órbita, com Yokoyama automaticamente procurando ao seu redor por pessoas com a mínima semelhança nipônica e que pudessem ter entendido o que sua namorada disse. Nem a falta de um pé de gente fez com que o sentimento desconfortável fosse embora, Mai procurando se acolher em si mesma e ignorar aquele medo sem sentido. “ — Você não devia brincar com isso assim, nem se for falando em japonês. Não é exatamente raro encontrar quem consiga entender a gente.” Replicou com os olhos ainda escaneando as ruas, ea voz consideravelmente mais baixa. Acabou até ignorando a parte do assunto sobre suas atividades pós-trabalho.
“ – Eh!? As minhas calcinhas? Não acredito nisso! E você as defendeu com a sua vida, né? Minhas preciosas calcinhas são sagradas! – ” não havia um só dia que Miki não se visse enfiada no mundo fantasioso da amada. Sempre achara aquele lado demasiadamente criativo da menor um dos melhores pontos de sua personalidade. Quando sentia-se péssima desde os dias de infância e adolescência juntas, era Mai e suas bobagens que cuidava dela e a fazia sorrir com sua imaginação fértil. E era exatamente por aquilo que Miki afirmava que a amada era uma professora maravilhosa. E que seria mãe ainda melhor.
A menção sobre a comida fez o estomago dar um salto mortal dentro de si e a boca de Miki salivar apenas de imaginar o sabor delicioso. “ – Acho que quero esse salmão sim, quanto menos trabalho para nós duas, melhor. – ” respondeu com um riso, acelerando o passo quase que inconscientemente, desejando apenas chegar em casa e poder se livrar daqueles sapatos e comer tanto a ponto de estar estufada. “ – O seu omurice é uma delícia, com bastante molho fica melhor ainda.
Dentre as duas, Miki era a que mais tentava buscar algum contato mínimo ao ar livre na tentativa de suprir toda a sua vontade. Ela via os casais e sentia uma pequena inveja, queria poder sair de mãos dadas com a mulher que amava com a sua vida, mas parecia que a cada dia aquilo ficava cada vez mais difícil. “ – Não tem por que ficar com tanto medo, não tem ninguém aqui! – ” com um suspiro pesado, ela apertou de leve a mão de Mai, tentando lhe assegurar de que estava tudo bem.
Não esperava de fato um beijo no meio da rua, apenas que a mais velha tivesse um pouco mais de confiança. “ – A não ser que as pessoas andem com radares que captam o que os outros dizem a metros de distância. – ” tentara descontrair com uma piada sem graça, mas na mesma hora a Takayanagi percebeu que não era hora para tal. Apenas abaixou o olhar e encarou o chão por algum tempo enquanto caminhavam, até chegar em Up Hill. Só de estar perto de casa dava uma sensação de alívio na maior, que contava os passos até a casa da mulher ao seu lado que para a sorte de ambas ficava pertinho da sua.
@ bloom.
nari
Estava tão distraída pensando em tantas coisas como a morte da mãe o tão de repente aparecimento do seu pai que Nari parou instantaneamente de trabalhar. A notícia de que o mais velho pudesse ter voltado e querer fazer parte da sua vida não a agradou nenhum pouco, mas, ela entendia que só tinham um ao outro agora. Sua mãe não o queria mais por perto e desde que ela morreu, Nari estava tentando ser muito forte e não falar sobre isso com ninguém. Estava funcionando perfeitamente, só não era possível o tempo todo.
Ela tomou um susto com a rápida aparição de Miki. É claro, a loja sempre fazia um pequeno barulho com o som da porta mas, absorta em seus pensamentos, só percebeu a presença da amiga assim que esta falou alto. Seu sorriso surgiu instantaneamente. Nari adorava a companhia da japonesa e nossa, como agradecia todo o esforço feito por ela! “Miki-yah!” Achava tão fofo o apelido dado pela amiga, mas, ainda não se sentia no direito de usar honoríficos japoneses por uma série de motivos, ela não sabia se poderia irritá-la ou não, portanto, não os usava. Chegou mais perto da outra e a tomou em um abraço – como estava acostumada a fazer. Nari só percebeu depois que o local estava vazio e tinha quase certeza que Miki tinha praticamente esperado esse horário certo porque a floricultura sempre estava vazia aquela hora. “A que devo a honra de sua visita? Infelizmente não é pela minha beleza, sim?” Ela deu uma risada, costumava fazer piadas sem graça, sabia disso, mas, não importava para si.
Assim que entrou na loja ela pôde perceber que a amiga estava um tanto quanto pensativa, voando, o que a deixou um pouquinho preocupada. Também tinha seus momentos de pura distração, mas não era motivo para não notar e se preocupar. O susto alheio lhe fizera soltar uma risada, mas ao mesmo tempo ela sentia-se culpada por provocar o susto. “ – Desculpa se te assustei, você estava muito concentrada. – ” dissera ainda rindo ao abrir os braços e recebe aquele abraço de muito bom grado, balançando o corpo magro e esguio da mais nova mesmo sendo mais baixa que ela. Aquele lugar sempre enchia a japonesa de animação e felicidade, aquele contato com as flores e diversas plantas pareciam ter algum efeito mágico sobre ela. Quando se afastou, apertou as bochechas de Nari e se afastou minimamente, passando os olhos pelos vasos e as flores cada uma mais linda que a outra. “ – Ya! Deixa de ser boba! Eu vim pela sua beleza, sua companhia e por que eu quero comprar algumas flores novas pra casa, preciso trocar aqueles arranjos todos. – ”a sua fala saia rápida e carregada de animação, já fazendo um quadro mental sobre como ficaria a sua casa e a de Mai depois das novas decorações. “ – E você deixe de ser bobagens, não se coloque para baixo assim. – ” virou o rosto e lançou um olhar furioso para a outra, que na mesma hora voltou ao seu estado animado.
raim
♡ 、❝ starting from scratch, 𝕟𝕖𝕨 𝕝𝕚𝕗𝕖 .
( ⋅ ☾ a flashback with @mikixn.❞ 。:+*
Ela deveria saber desde o início a dificuldade que seria se mudar, mas não havia nada no conteúdo do longo e eterno discurso de seus pais que a faria desistir da ideia de se livrar de Seoul e se esconder do mundo, pelo menos o tempo que Heejun tivesse idade o suficiente para lidar com as dificuldades que Raim o enfiou antes mesmo de nascer. O carro com sua mudança vinha logo atrás do táxi que pegou assim que chegou na ilha. Heejun estava bem embrulhadinho em seus pequenos casacos e cobertores, nos braços de Raim. Checava o caminho e os arredores, alternando entre algumas checadas ao bebê, preocupada se ele estava com frio, ou talvez desconfortável.
Mordiscava o lábio inferior sem parar. Nervosa com a ideia de morar sozinha pela primeira vez na vida. Abandonou completamente sua vida em Seoul, os pais e principalmente o idiota que infelizmente estava ligado ao seu filho para sempre. Era estranho, não sabia se conseguiria se virar sozinha, mas teria que tentar. Quando o táxi finalmente chegou na localização desejada, Raim saltou do veículo com algumas dificuldades, por sorte sendo auxiliada pelo motorista. Os rapazes da mudança fizeram o mesmo, deixando tudo o mais prático que fosse para ela, até mesmo montando o berço do bebê para que ela tivesse onde colocá-lo. Mas no final tudo foi exaustivo demais, já era final de tarde, com o sol se pondo, quando saíram de lá. Precisou amamentar escondida pelo menos três vezes naquele meio tempo, desconfortável o suficiente na frente de tantos homens. Por fim, sentou-se na entrada da casa, com Heejun em seu colo, soltando um suspiro exausto ao reparar quantas caixas ainda tinham espalhadas por todo o lugar.
Mudanças eram estranhas e sempre seriam para a Takayanagi, que mesmo fazendo mais de um ano vivendo na ilha, ainda sentia-se estranha em relação à tudo. O idioma não era um problema para si, mas sim se encontrar diante daquele mar de confusões que sempre foi a sua mente. Estava vivendo bem e feliz ao lado da mulher que amava e longe daqueles que ameaçaram acabar com aquela felicidade, mas ainda faltava algo. Do casal, apenas Miki ainda não havia encontrado um emprego fixo e isso a torturava todos os santos dias. Havia cursado arquitetura em Nagoya, mas estava longe de ser algo que era adorava e desejava passar o resto da sua vida fazendo, então optou no último mês em fazer um curso de estética em Seoul. Era cansativa a rotina de ida e vinda pelo mar, mas ao menos estava fazendo algo que lhe agradava.
Praticamente se arrastava de volta para casa quando do portão de casa ela pôde avistar uma agitação diferente em uma das casas próximas a sua. Era tanta calmaria onde residia que qualquer mínima movimentação diferente já lhe chamava a atenção. “Será novos moradores?” pensava consigo mesma, mas deu de ombros e entrou em casa, pronta para morrer em sua cama por todo o resto do dia. Pelo mens era o que Miki desejava.
Já no final da tarde quando suas energias foram devidamente carregadas, resolveu sair para andar um pouco pela rua que seguia reto em Up Hill, até lembrar-se da casa de horas atrás. Era impossível para Miki esconder a sua curiosidade e afinal, estava sem ter o que fazer em casa. E então como se não quisesse nada, seguiu o caminho até a casa com os novos moradores e de longe pôde avistar uma mulher na entrada da casa. Juntamente com as caixas de antes. “ – Hey! Olá, você é a moradora nova? Eu vi a mudança mais cedo. – ” dissera um pouco alto, sem dar-se conta enquanto se aproximava da entrada. Fazia um vento fresco, ótimo para passar algum tempo do lado de fora. “ – Desculpa ser assim invasi... Oh Deus, você tem um bebê! – ” exclamou com sua animação normal de quando via uma criança, com um sorriso que não cabia em seu rosto redondo e de bochechas gordas.
May i help ?
gyeon
@mikixn
No dia anterior estava largada em sua cama, espairecendo aquele cansaço e apaziguando os ânimos enquanto tinha a vista panorâmica e entediante de seu quarto. Gyeon mantinha algumas conversas com mais empolgamento do que realmente tinha em sua realidade, a faculdade lhe tomava basicamente todo o tempo de diversão que tinha, e apesar de amar o que faz o cansaço sempre a tocava. Apos finalizar um bom trabalho ela se encontrava ali, conversando por mensagens, e nesse meio ela recebeu um pedido que sequer pensaria em negar. Miki é alguém extremamente importante para si, sorria apenas de lembrar em como tinha pessoas boas naquele mundo regado em maldade. E Miki era um bom exemplo daquilo. Quando chegou ali ela lhe estendeu a mão e a amparou, Gyeon seria eternamente grata por isso, mas não ajudaria apenas para retribuir e agradecer mas também pois se sentiria muito alegre em ser útil para Miki, mesmo que não admitisse isso em voz alta.
Quando aquele dia passou, pela manhã Gyeon arrumava seu material que anteriormente havia sido comprado apenas para usar em sua faculdade, todavia agora tinha um motivo a mais para usa-lo e isso a animava. Era algo novo para si. Nervosismo. Sera que possuía o suficiente para ajudar Miki? Aqueles pensamentos lhe assombravam enquanto fechava a bolsa média e a pendurava em um dos ombros, deixando o apartamento em Goshiwon para apanhar o transporte ate Up Hill. Ela desceu com um estalar das portas se fechando atras de seu corpo, ela caminhou subida acima ao que arrumava a alça chata que continuava a deslizar de seu ombro ate que chegasse no portão da amiga. Ela apertou a campainha insistentemente, fazendo um ritmo imaginário em um ato infantil e aquilo perdurou por alguns segundos. Era como um aviso que Ela havia chego, afinal quem além dela seria capaz de algo assim? Gyeon riu com o pensamento, como se justificasse seu ato infantil.
─ Unnie ~ ─Chamou pelo vão do canto do portão.─ Seu socorro chegou!
Não podia-se dizer que a Takayanagi recebia um salário alto, pelo contrário, estava longe disso. Trabalhar no salão da ilha era um bom negócio, estava fazendo uma das poucas coisas que gostava e tinha alguma formação, mas não estava o suficiente para cobrir todos os seus gastos dos últimos tempos. Havia trocado algumas coisas em casa e fazia planos para o futuro, o que requeriam uma parcela daquele dinheiro que já não era lá essas coisas todas. Por conta disso, a japonesa usava parte de seu tempo livre para fazer um dinheirinho a mais com a sua costura. Na última semana ela havia colocado no portão de casa um aviso sobre concertos de roupas e desde então, foram chegando peças mais do que imaginava. Seus vizinhos que tinham filhos pequenos eram os primeiros, sempre chegavam com os uniformes da escola surrados e abertos de tanto brincarem.
Ela daria conta de tudo aquilo sim, mas por que não ter uma mãozinha e poder respirar melhor no final de semana? E foi assim que com tal pensamento que em meio a sua troca de mensagens do dia com a sua “pequena” Gyeon que veio a proposta de uma ajudinha. Não era muito o que ela recebia por aqueles reparos, mas com a chegada de pedido de três peças de roupas, ela viu a oportunidade perfeita para ajudar a mais nova. Conhecia bem o que a mesma estava passando e sempre que podia estava ali estendendo uma ajuda sincera.
Com os óculos no rosto e olhos fixos na máquina de costura em sua frente, Miki perdia o controle do tempo ao seu redor. Custava para que a japonesa se focasse em algo e quando consegui era para valer. Já tinha ao seu lado uma pequena pilha com algumas peças já prontas, todas que precisavam de pequenos ajustes e que em poucos minutos já estava pronto. Até que ouviu um barulho vindo do lado de fora e uma voz conhecida logo em seguida. “ – Já estou indo! – ” gritou da janela que dava para a frente da casa e em passos rápidos seguiu até a porta, com sua gatinha Momo acompanhando o movimento de seus pés descalços. Um verdadeiro perigo, pois era desastrada e vez por outra perdia alfinetes e agulhas pela sala. “ – Finalmente o meu socorro chegou! Temos 3 roupas para entregar esse final de semana, se não fosse por você eu estaria louquinha aqui. – ” dissera com um riso, dando o espaço para que Gyeon se acomodasse em sua casa pequena, porem aconchegante.
@ bloom.
at the flower shop w. @narixn
Já havia se tornado quase que uma rotina diária para a Takayanagi fazer uma visita para sua amiga Nari na floricultura onde a mesma trabalhava. Era uma verdade o gosto da japonesa para flores e toda aquela decoração delicada da loja sempre lhe trazia uma sensação de tranquilidade quando colocava os seus pés ali. Mas ela também adorava a companhia da mais nova, que havia se tornado uma de suas amigas mais confidentes durante os últimos anos e ela sentia-se imensamente grata por tal.
A ideia inicial da visita se dava pela ideia recém enfiada na cabeça de Miki sobre mudar parte da decoração de sua casa. Adorava flores e após analisar os cômodos naquela manhã, ela cismou que ainda precisava de mais cores para dar vida. Por mais que as pessoas lhe assegurassem de que tudo estava perfeito e não precisava de mais nada. Miki costumava ser ideias repentinas que eram difíceis de serem tiradas de sua cabeça.
“ – Nari-chan! A sua cliente predileta está aqui! – ” exclamou cheia de animação assim que passou pela porta, com um grande sorriso em seu rosto redondo e de bochechas gordas. Claro que ela não entrava de tal maneira em qualquer lugar e horário, apenas quando a sua amada floricultura estava vazia, tendo apenas a amiga lá dentro que já estava mais do que acostumada com sua montanha russa emocional e comportamental.
@ smell of pages of books.
at the bookstore with @nxsoojung
Ter um momento para si só era coisa sagrada e Miki conseguia aproveita-lo muitíssimo bem. Com o trabalho ocupando toda a sua semana, quando livre da rotina e sem compromissos com a amada, ela geralmente parecia percorrer toda a ilha a procura de algo para ocupar a sua mente barulhenta e lhe entreter por algum tempo.
Aquele dia em questão Takayanagi preferira tirar o dia para voltar a andar de bicicleta, que desde que caíra anos atrás e ganhou um belo de um joelho aberto, ela adquiriu um medo. A calmaria da ilha era o lugar perfeito para tentar voltar aos antigos hábitos. Ela sentia falta de pedalar e sentir a brisa gostosa que vinha do mar bagunçando seu cabelo e refrescando seu rosto nos dias quentes.
Algumas pequenas quedas não foram suficientes para fazer Miki desistir, apenas a fome quando chegou no meio da tarde. Acabou por comer no centro da ilha mesmo, um pouco de japchae e para acompanhar a sua caminhada de volta, o maior copo de ice americano que ela encontrou em uma das cafeterias da região.
Em meio ao caminho, passou pela frente de uma livraria e como passe de mágica, sua mente deu um estalo. Poderia não ser uma das pessoas mais cultas e adoradora de livros, mas, possuía uma pequena coleção de livros que comprava e não lia. Sendo a maioria deles livros sobre assuntos que achava interessante e acreditava que algum dia os mesmos poderiam lhe dar um rumo na vida. Com a bicicleta presa ao bicicletario do lado de fora da loja, a japonesa se encaminhou para o interior da mesma com seus olhos grandes e curiosos a procura de uma certa pessoa.
“ – Nee, nee... Onde será que fica a parte de astrologia e astrologia. – ” perguntava a si mesma, com os olhos fixos nas placas indicativas de cada sessão.
Arthur não gostava de considerar aquilo um diário, porque achava que a palavra estava associada com um caderninho com cadeado, que era usado para escrever todos os seus segredos e paranoias, e que ninguém mais poderia ler, mas, bem, era um diário. Gostava de registrar alguns pontos importantes de seu dia, os lugares que foi e as pessoas que conheceu, sem enrolar demais nas palavras e colando algumas fotos tiradas por ele mesmo nas páginas. Mesmo que ele tivesse todas as fotografias para se lembrar das viagens, era bom registrar assim também, o ajudava a lembrar.
Estava sentado num banco, escrevendo o que sobre os dias anteriores, já que tinha se esquecido de atualizar o diário há quase uma semana - quando levou um susto com alguma coisa se enrolando na sua perna. Quando olhou para baixo e percebeu que era apenas um gatinho, soltou uma risada aliviada e se abaixou para fazer carinho no bichinho.
Não demorou muito para que Arthur o pegasse o colo, agora percebendo que se tratava de uma fêmea, para continuar a acariciar os pelos macios. “Hey sweetie…” Falou com a voz mais fina, aquela que todo mundo usa para falar com bebês e animais, tentando resistir a vontade de abraçar a gatinha como se não houvesse amanhã. Às vezes Sicheng parecia uma criança quando via bichinhos, gostava demais deles, mas era completamente inviável que ele tivesse um.
Reparou então que a gata possuía uma coleira com um pingente. “Momo? Esse é seu nome? É bonito!” Elogiou, enquanto passava os olhos pelas outras informações, tais como o nome da dona e o telefone dela. Sabia como poderia ser ruim perder seu pet, então já sacou o celular para ligar para a mulher que aparentemente se chamava Miki. “Olá, desculpa incomodar, mas você é a dona da Momo?” Perguntou, assim que a ligação foi atendida.
@mikixn
Todo o mundo sabia do lado maternal da Takayanagi, lado este que era suprido por seu amor por plantas e claro, os animais. Era cuidadosa e nunca poupava esforços e dinheiro quando se tratava dele e o mesmo se aplicava a sua gata Momo. Miki tratava a felina tão peluda que parecia um espanador como sua própria filha e ela era orgulhosa por isso. Sempre bem penteada e cheirosa, sem falar nos lacinhos cor-de-rosa que ela sempre colocava na gata quando ela tomava banho ou sairia para passear com sua dona.
Mas todo aquele cuidado não servia de nada quando Momo entrava no cio e mais vivia na rua do que na própria casinha aconchegante que ela tinha. Castração era uma alternativa que a japonesa já havia considerado diversas vezes, mas no final sempre acabava desistindo quando parava para pensar no sofrimento que seria aquele processo.
Já era a segunda vez na semana que se via louca nas redondezas de Up Hill a procura da bichana, chamando por seu nome e a tigela com sua ração favorita em mãos. Por mais que gostasse de deixa-la livre para ir e vir da rua, ela já estava preocupada. Até que em meio ao desespero, o celular começou a vibrar e tocar em seu bolso, ecoando bem alto uma música qualquer de Koda Kumi pela rua vazia. O número desconhecido lhe deixou intrigada, mas não tardou em atender.
“ – Momo? Sim! Eu sou a dona da Momo, você encontrou ela? – ” aquela ligação fora como tirar um peso de suas costas e o alivio tomar conta de seu corpo. A ligação fora rápida, mas o suficiente para marcar um encontro na praça da ilha.
— 高柳 みき; GLASS NO SOGEN ×
Takayanagi Miki, ou apenas Miichan, tem 29 anos de idade ( ( libriana ) ) e nasceu em Nagoya, no Japão. Tem exatos 1.62m de muito pessimismo e paciência. Ela é cabeleireira em um salão da ilha. Mas vive em constante crise existencial e dúvidas sobre sua vida profissional. Todos na ilha pensam que é solteira, mas na realidade é quase :: casada :: com @ Mai por quase uma década.
1. Nascida e crescida no suburbio de Nagoya, a poucos bairros de distância de sua atual companheira. 2. Sua família sempre foi muito problemática, então sempre conviveu com o caos. Hoje em dia ela praticamente tem um barreira que a impede de absorver tal negatividade das pessoas. 3. Possui déficit de atenção e nunca foi uma aluna modelo, o que sempre causou certo desanimo em relação sua inteligência e vida acadêmica. 4. É formada em arquitetura apenas por pressão de seus pais. 5. Fugiu de casa após se formar na faculdade, junto com Mai para que pudessem ter uma vida juntas. 6. Mora sozinha em up hill, mas bem pertinho de sua amada. 7. Leva o nome de Miki por sua mãe ter sido uma grande fã de Matsubara Miki nos anos 80. Atualmente ela é uma das cantoras favoritas dela. 8. Seus hobbies são costura, fotografia e natação. 9. Sonha em ter filhos, mesmo sabendo que este é um sonho impossível em meio a sociedade preconceituosa em que vive. 10. É Potterhead desde adolescente e a sua casa é a Corvinal.
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meiko
Começar o dia cedo não era algo que incomodava a japonesa, já que o costume que tinha em casa era sempre esse; Acordar cedo, colher flores, molhar as outras e arrumar a loja. Era normal ver Meiko já deixando tudo pronto às 8h da manhã ao lado de seu pai em Obihiro portanto, quando chegou na Coreia, aquilo foi a última coisa que a incomodou.
Sempre acordava 30 minutos antes do que precisava chamar o menino sob seus cuidados, para que ela pudesse se preparar e arrumar o café da manhã para os dois. Assim que tudo estava feito, ela chamava Donghan com cuidado e comia junto dele, antes de lhe entregar as roupas para que trocasse e ficasse pronto para ir ao colégio. A rotina era rápida e Donghan era um menino bonzinho, o que sempre fazia que eles logo estivessem à caminho da escola no horário certo.
Meiko estava quase se virando para seguir seu caminho para casa, após deixar o menino aos cuidados da professora, quando sentiu um leve empurrão. Com o susto, ela levou uma mão à boca e virou-se em direção ao que havia acontecido, preocupada que a pessoa pudesse ter se machucado durante o encontrão, já que fora tão repentino. — Está tudo bem, não tem problema. Você se machucou?
Se existia algo que a Takayanagi odiava em si própria, esta era a sua enorme facilidade para distração. Não, ela não era do tipo desastrada que se batia pelos cantos e causava inúmeros momentos constrangedores na sua, mas sua mente sempre voava e ela perdia a noção do tempo. Ter se dado conta de que já havia passado tempo demais ali, apenas observando as pessoas vivendo suas vidas de maneira tranquila como era já típico da ilha, foi o ponto chave para ter a sua mente atrapalhada por alguns instantes.
Por pouco não chegou a cair quando seu corpo foi na direção da menor, mas fora suficiente par que seu é virasse. Resmungava em japonês, abaixando-se para analisar o lugar dolorido e fazer uma breve massagem. Distraída com ela era, acabou por não prestar atenção na figura ainda a sua frente, até ouvir uma voz conhecida. “ – Meiko! É você. – ” dissera após ter levantado a cabeça, podendo então fitar o rosto da japonesa. “ – Ah! Eu jurava que tinha sido aquela minha vizinha chata, já estava preparada para receber um palavrão daqueles. – ” concluiu com um riso, levantando o corpo para ficar na altura da mais nova e testar seu pé com um passo para o lado. A expressão de dor tomou conta do rosto nipônico quando apoiou todo seu peso no pé machucado. “ – Que ótimo, começando o dia já com o pé desse jeito. – ” com um suspiro pesado, olhou novamente ao seu redor, a procura do banquinho mais próximo das duas. “ – Mas não tem problema, logo essa dor passa.
they seem like very good friends.
miki.
Fora apenas quando a última cliente que havia passado algumas belas horas sentada a sua frente passou pela porta de vidro que Miki pode finalmente respirar aliviada e relaxar por um instante. Não poderia reclamar de todo o trabalho que tinha durante o dia, jamais, pois quanto mais atendia, mais recebia no final do mês. Mas, da tarde para a noite o salão costumava encher de clientes, impossibilitando de enviar a sua mensagem diária para a amada. Precisava avisa-la que iria para sua casa após ajudar a fechar o estabelecimento, mas sequer tivera tempo para tal. Depois o descanso de cinco minutos, era a sua vez de ajudar na limpeza do salão para então todas irem para as suas casas.
Não era nenhum sacrifício ficar mais alguns minutinhos para limpar todas as salas dali, mas suas pernas e braços pediam socorro após tantas horas em pé e com um secador pesado e quente em suas mãos. Apesar do grande fluxo de clientes naquele dia, o ambiente não estava tão sujo, o que ajudava na limpeza ser rápida e a devida organização. A Takayanagi adorava organizar e reorganizar o estoque de produtos usados ali, muitas das vezes chegando até ser chamada a atenção por mudar tanto as coisas de lugar.
Assim que finalizou todo o seu trabalho de limpeza, retornou para a área principal do salão, na companhia de sua colega de limpeza do dia. Ria em meio a uma conversa quando deparou-se com uma certa figura baixinha passando com tudo pela porta de vidro. “ – Mai? O que está fazendo aqui? – ” estava surpresa com a parição da amada, que não era sempre que ela resolvia dar as caras em seu ambiente de trabalho. Por isso, acreditou que fosse uma emergência real até ser proferida a última frase. “ – Oh! Yakuza veio atrás de mim? – ” brincou em seu idioma materno, com uma risada e um balançar com a cabeça. As demais colegas já estavam acostumadas com as parições repentinas e exageradas da mais velha.
“ – Minha casa pegando fogo, que desculpa maravilhosa. – ” soltou uma risada quando retornou a namorada, já com a bolsa em seu braço pronta para ir embora. As brincadeiras tentavam disfarçar o sorriso bobo em seus lábios pela surpresa da namorada. Não era sempre que recebia a surpresa de Mai indo busca-la. “ – Mas eu amei você ter vido me buscar, eu estava indo pra sua casa cheia de saudades. – ” agradecia aos céus por ambas serem estrangeiras, podendo assim usar o idioma materno quando estavam em público e demonstrar afeto. Já que ações como gostaria ainda era impossível.
Aquela é uma reação esperada. Desde criança, adultos tendem a ignorar suas ações mais extrapoladas e, por isso, Yokoyama cresceu (figurativamente falando) blindada contra a falta de atenção vinda de terceiros. Até porque só havia uma pessoa cuja atenção ela estava tentando conseguir, no final. E desta, Mai nunca falha em conseguir. É um dom, de fato. Ou talvez só seja amor. Qual que for, seu sorriso tomou conta do rosto quando Miki entrou na brincadeira. “ — Você perdeu! Eles tinham armas, espadas, se vestiam como ninjas e eu acho que um deles até estava carregando uma faquinha de manteiga.” Replicou no idioma natural sem nem pestanejar. Àquela altura, o resto do mundo já tinha desaparecido e tudo o que Mai via era Miki – o que não é difícil já que a outra mulher é quase uma gigante em comparação. E Mai ama a diferença de alturas. Tem muito mais Miki para amar.
Do lado de fora, com a brisa das primeiras horas noturnas soprando pelas ruas calmas, Yokoyama entrelaçou seu braço ao alheio e fechou os olhos por alguns passos. Queria só um momento de silêncio ao lado de Miki, depois de quase o dia inteiro sem vê-la. “ — Eu não aguentei esperar.” Sua voz saiu cheia de marra, mas desfez o bico com o sorriso típico. “ — Você já tem o que jantar? Eu cozinhei…” Com uma expressão perigosa, Mai riu. Ela não é uma péssima cozinheira, pelo contrário. Só tinha aprendido depois de muita insistência da sua mãe e da sua avó. As lembranças são boas, quando ela ignora o pedaço em que provavelmente é a única que ainda se lembra. “ — E sim, a sala está toda desarrumada porque eu estava… Eu estava me alongando.” Mentiu descarada, mesmo sabendo que Miki saberia exatamente o que ela estava fazendo.
E verdade era que as japonesas eram um casal mais do que bobão. Pelos anos que tinham juntas de amizade, antes de mais nada, permitia que a Takayanagi já tivesse se acostumado e passado a apreciar todo aquele lado extrovertido da amada que lhe arrancava as mais singelas risadas. Ela sempre seria grata à Yokoyama por trazer toda aquela animação e cor para a sua vida desde que eram crianças e a maior vivia um inferno em sua casa. " - Eeh? Sério? Uma faquinha de manteiga? E eles te machucaram? - " usava todo o drama que era capaz para estar a altura de toda aquela encenação de sua amada. Estava tão entretida com aquela que era dona de seu coração que até mesmo esquecia do ambiente que se encontravam. Todo aquele amor envolvido fazia com que seu corpo e mente ficassem leves e despreocupados, focando apenas em quem realmente importava.
E brisa gélida causou um arrepio na espinha e a fez suspirar, adorando o tempo frio durante a noite. Assim poderia ter a desculpa perfeita para apertar aquele abraço torto, ficando bem juntinha de sua baixinha. " - Estava nos meus planos passar naquele restaurante japonês pra comprar o nosso jantar, estava com preguiça de cozinhar. - " confessou com um biquinho, olhando-a por cima. Aquele biquinho da amada era difícil de resistir, até sentira seus lábios formigarem e a vontade de roubar um breve beijo ardia dentro de si. " - Não faz biquinho pra mim, você sabe que isso é tortura! Não brigue comigo se eu acabar te beijando. - " respondeu baixinho em japonês, dando uma breve olhada so seu redor quando passaram por uma rua parcialmente deserta, sem ninguém por perto. O que fez a sua vontade aumentar. " - O que você cozinhou? Eu estou morrendo de fome. - " com as mãos sobre a barriga, fingiu um choramingo baixinho no instante que está fez um barulho pelo vazio que se encontrava. Soltou uma alta risada quando ouviu a desculpa esfarrapada, a conhecia mais do que bem para cair em suas mentiras bobas. " - Sei bem que exercício é esse, não sei como você nunca caiu e se arrebentou toda. - " concluiu com uma breve risada, apertando de leve o nariz alheio.