i’m okay – ( insp )
Three Goblin Art

Kiana Khansmith
Show & Tell
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

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i’m okay – ( insp )
— And maybe when the bitterness has gone, there'll be sweetness on our tongues once more; phoebe&meredith.
"Uma alma ferida e uma mente genial não deixam o corpo dormir", já dizia a frase. Após um ano de terapia e remédios controlados, Meredith sentia o pesar desta citação. Saber demais sempre a ajudou, porém nunca a impediu de sentir, ainda que gostasse de deixar claro que a sua cabeça governa o seu coração. A culpa e os traumas tomavam forma e a consumiam sempre que fechava os olhos, onde afogava-se mais e mais nos próprios temores. Era sempre do mesmo jeito. De repente estava correndo contra o relógio no iate, todos gritavam e tentavam se salvar enquanto a Southwark não escutava nada além dos gritos desesperados de seu subconsciente. Ela poderia ter os guiado. Poderia ter mostrado o caminho correto, o que pegar e o que fazer, contudo só pensou em si mesma quando abandonou o veículo aquático na esperança de sobreviver. "Por favor", "Deus, nos ajude", "Vamos morrer", "Meredith, onde você está?", as frases se misturavam de uma só vez. Revirou-se na cama. Os olhos estavam fechados e apertados e os dentes cerrados. As mãos agarravam o lençol com força. No sonho ela era carregada pelas ondas agitadas, tentando sobreviver ao vento furioso e a água gelada do oceano. Cravou as unhas no colchão macio e respirou fundo, os olhos agora estavam abertos. Encarou o espaço ao seu redor; tudo era escuro, somente os raios lunares que adentraram o cômodo serviam como iluminação. O suor escorreu de sua testa até o pescoço, e Meredith tentou secá-lo com as mãos trêmulas. Céus, ela não podia mais dormir.
Decidida a espairecer, sai o mais silenciosa possível do quarto, tentando não acordar Phoebe. O cabelo bagunçado e o pijama surrado completavam seu aspecto sonolento, entretanto estava evitando seguir seus instintos e cair no sono. Pegou o celular, apenas por precaução, e seguiu até a cozinha, onde roubou uma garrafa de vinho. Geralmente os membros da Gamma não costumavam sair de sua irmandade no meio da madrugada, porém conhecia todos os modos de escapar sem precisar utilizar a chave da porta da frente. Guiando-se com a lanterna do celular, seguiu até o jardim. Quando se encontrava devidamente instalada, abriu sua garrafa, ingerindo gole atrás de gole. Meredith sabia das consequências que viriam por estar bebendo de forma tão imprudente, mas não dava importância. Gostava de sentir o líquido queimar em sua garganta, enquanto os sentidos ficavam entorpecidos de maneira gradativa. Era uma fuga de si mesma e sua infeliz maneira de pensar demais. Gole após gole as estrelas pareciam mais brilhantes, o líquido mais fácil de se engolir, e a angústia se convertia em risadas. Alcançou o celular, cujo brilho da tela acabou provocando dores temporárias nos olhos desacostumados. Através dos comandos de voz conseguiu encontrar o número da colega de quarto, e discou. --- Hey Pheebs! --- Acabou gargalhando, a voz saiu embargada. --- Eu, eu... --- Se interrompeu, pensando no que queria dizer realmente. --- Eu, hã, eu esqueci meu casaco. --- Mais risadas. --- Traz meu casaco. --- Pediu, alterando a voz para uma versão mais fina. Agora deitada no chão, dobrou os joelhos, e acabou derrubando a garrafa próxima a si. --- Pheebs, o casaco. --- Falou outra vez. --- Eu estou tão bêbada. --- Reclamou, entretanto era mais uma surpresa. --- Se as flores pudessem falar elas iam me xingar. --- Ao completar a frase acabou gargalhando de novo. O celular escorregou de suas mãos, e a morena apalpou a grama até encontrá-lo. A ligação havia caído.
Pelo menos assim você deixa de ser tão menininha de papai.
--- Eu tenho certeza que você está habituado a escutar isso, mas sempre vale a pena repetir: você não tem juízo!
--- Menininha de papai? Argumente sobre!
Tem certeza, Mere? Alguns professores são meio… Como posso dizer? Temperamentais? Não sei bem se é a melhor palavra mas vamos usar essa. Tudo bem então, você quer meu número para eventuais problemas?
--- Não, ele é legal. É que, hum... Eu tirei um A na matéria dele. Você tem noção do quanto isso é humilhante? Eu sempre tiro A+! Eu não posso aparecer na aula com essa porcaria de nota na minha cabeça. É questão de orgulho.
--- Quanto ao número, pode me passar, sim. Você é prestativa, obrigada.
Eu fiz o que? Dancei em cima da mesa?
Eu quero provas.
--- Sim! E foi bem legal, você dança melhor do que eu. Aqui, está no meu celular.
Olha aqui, se eu não lembro, eu não fiz.
--- Você divulgou meu número de telefone num site para encontros sexuais! Tem ideia de quantas ligações estranhas eu venho recebendo?
“ — Pouco açúcar, por favor.” Exibiu um pequeno sorriso. Mere não tinha culpa do mau humor de Agatha devido as suas deturpadas e torpes memórias da noite passada. “ — Anotado, Mere. Vou beber tanta água que minhas células ficarão túrgidas.” Conseguiu fazer uma pequena brincadeira, mesmo com sua cabeça pesando por causa dos efeitos fisiológicos causados pelo álcool. “ — Ressaca e alguns arrependimentos pessoais. Me faça prometer nunca mais jogar verdade ou desafio.” Porque tudo começou com aquele joguinho aparentemente inocente.
--- Um café com pouco açúcar saindo. --- Imitou as garçonetes de um dos restaurantes que favoritos na Austrália. --- Assim que se fala. --- Entrou na brincadeira da moça. Ao contrário desta, Meredith havia acordado com bastante bom humor e estava com muita disposição, o que em outras palavras significava que leria o dobro de livros que costumava ler num dia comum, ou talvez faria alguma outra atividade menos acadêmica. Dependia das oportunidades. --- Eu estou com medo de perguntar o que aconteceu nesse jogo, que eu presumo ter sido ideia do pessoal da Kappa para você estar tão arrependida agora. --- Comentou, focando-se por um momento no café. Quando já estava pronto, colocou em uma xícara e levou para Agatha. --- Aqui.
E ainda assim parece ter medo de uma simples aula de… Que aula e essa mesmo?
Confia em mim, vai dar tudo certo, estarei aqui assim que terminar a aula se preferir.
--- Eu não estou com medo da aula! Eu adoro minhas aulas. Você é um amor, mas não precisa. Eu já sou grandinha o suficiente. O problema é que aconteceu algo ruim comigo na minha última aula com esse professor.
“Você acha arriscado praticar Arquearia e Esgrima? Mas por que? É tão fácil.”
--- Como é? Você está nas nuvens hoje,Tam. Eu sou da equipe de Esgrima. Agora quanto a parte de ser fácil eu acho bem relativo. Minha mira não é boa o suficiente para Arquearia, não tenho aptidão. Então é arriscado tentar sem treinamento apropriado, entende?
Ah, engraçadinha, Wilson é uma bola de vôlei. Sério que você nunca viu ‘’O Náufrago’’? Seríssimo, vá por mim.
--- Verdade? Tá, você me pegou. Eu nunca assisti esse filme. Sem ofensas, Pietro, mas você não é a pessoa mais confiável que eu conheço. Na verdade não chega nem perto.
Momentaneamente a moça parou, virando-se para olhar a outra atentamente. Alguém mais longe não teria notado, mas Yuna estava próxima e podia ver que a cor natural e rosada das bochechas de Meredith havia sido substituída por um branco pálido quase cadavérico. Reconhecendo a expressão nos olhos arregalados da moça, a Mochizuki soltou-a lentamente, antes de soltar um suspiro de falso drama. “Mattaku, tudo bem! Nada de água.“
Meredith não fez muito além de abaixar a cabeça, incapaz de olhar nos olhos de Yuna naquele momento. O coração acelerado e as mãos tremendo levavam um pouco de tempo para serem controlados. Em outras situações não seria problema passar um pouco de vergonha, além de ser fácil esconder seus sentimentos quando queria. Porém não quando havia água no meio. Geralmente tudo voltava á sua mente com flashes perturbadores, e ela preferia evitar complicações ficando sempre distante da área das piscinas. --- Me desculpa, eu fiz uma cena. --- Finalmente ergueu a cabeça, as bochechas estavam mais coradas, e havia escondido as mãos nos bolsos da calça. --- Seja um pouco mais criativa, vamos! Têm muitas coisas para se fazer fora da água.
Se o álcool é a única coisa que pode me salvar desse severo frio, por que eu recusaria?
Devo presar minha própria vida, não é mesmo?
--- Eu sei, é um grande sacrifício. --- Ironizou, e então colocou as mãos dentro dos bolsos do casaco. --- Concordo com você. Á propósito, sou Meredith.
Não precisa ter medo, afinal eu estarei aqui com você. Se você cair, eu te seguro, prometo.
Você não consegue subir sozinha? Oh, eu só quero te mostrar como a vista daqui é maravilhosa. Quero dizer, não exatamente no muro, mas naquele telhado ali. Não é tão difícil quanto parece.
--- Isso foi romântico, Babs. Achei adorável. --- Olhou para o muro, e soltou um longo suspiro. Ela sabia que não venceria a insistência de Barbara tão facilmente, e no fundo ela queria se arriscar um pouco. --- Tá, eu vou.
--- Opa, opa! Você me disse que íamos ficar no muro! Ah, quer saber? Tudo bem. --- Bufou, com os braços cruzados e olhou ao redor. --- Talvez eu consiga. Espere um pouco. --- Ela conseguia subir sozinha se quisesse realmente, não era nada desafiador demais. Além disso, já havia subido em árvores maiores quando estava confinada, além de ter que escalar. O problema em si era o medo de que sua mente lhe trapaceasse e trouxesse á tona novamente todos seus traumas. Ela estava estável, mas... E se? Decidiu que para o bem de sua sanidade deveria evitar evirar o passado e agir. Ela precisava agir mais e pensar menos, ainda que fosse contra sua natureza. Afastou-se, calculando mentalmente a distância que deveria alcançar para conseguir subir sem muita dificuldade. Ela se lembrava de já ter lido a respeito quando estava numa tarde entediada na biblioteca. Eram três passos. Tomar impulso e saltar. Depois de agarrar-se ao muro, uma das pernas deveria ficar dobrada, de forma que o pé estivesse no muro e a outra perna suspensa. --- ... Estique a perna dobrada, empurre o muro contra você, depois dobre a outra perna. Depois você faz o mesmo procedimento e já estará lá em cima. --- Murmurou para si mesma como encorajamento. Na teoria foi fácil, na prática nem tanto. Meredith não possuía força o suficiente, então em sua tentativa, acabou arranhando os joelhos e cotovelos, mas conseguiu subir. Sentada sob o lugar alto, tentou respirar normalmente. --- Eu vou precisar de curativos quando voltar para a Gamma.
Isabelle quebrou um pedaço da barra de chocolate e estendeu para a amiga. “Então, rede de fast food? E você não cresceu como uma representante do McLanche Infeliz? Você é uma vencedora.” Falou em tom de brincadeira, não via problemas nos lanches divertidos que as redes faziam, mas detestava o dinheiro que faziam em cima de diabetes e obesidade infantil. “Meredith, faltando as aulas? Eu me sinto menos irresponsável quando você faz também. E deixe-me sonhar, não me lembre que suas notas são maravilhosas e você pode absorver completamente o conteúdo devido.” Deu um sorriso para indicar novamente que não falava sério, mas saía meio triste já que aquele era um problema real. “Mas fique aqui, eu tenho música e chocolate. E nenhuma responsabilidade, provavelmente.”
--- Surpreendente, não é? Meus pais não gostam muito de expor crianças, eles preferiam que eu ficasse no meu quarto lendo um livro. E além do mais, você já deu uma olhada no Ronald McDonald? Eu tinha medo dele. --- Tampou as mãos quando riu, não era uma visão agradável ver dentes sujos de chocolate, afinal. A pergunta seguinte não a surpreendeu. Meredith podia contar nos dedos as vezes que havia faltado aula no Ensino Fundamental e Médio, e mesmo no Superior. --- Será que eu estou perdendo minha “nerdice” depois de tamanho pecado? --- Esboçou preocupação com uma atuação barata. --- Por falar em responsabilidade, eu tenho algumas apostilas de Direito do Consumidor para terminar de ler, mas te faço companhia sim, ninguém chega perto de me vencer nessa matéria mesmo. Não vamos dançar, vamos? Eu fico com o chocolate e você fica com a parte dos movimentos corporais, pode ser?
INFORMAÇÕES BÁSICAS
MEREDITH WEBESTER SOUTHWARK tem VINTE E DOIS anos e é uma aluna de DIREITO do ensino superior na Academia Godness. É a reencarnação de MINERVA, uma divindade da mitologia ROMANA. Dizem que é muito parecida com SHELLEY HENNIG e atualmente está INDISPONÍVEL para aplicações.
GOSTOS
Tomar a iniciativa, romances policiais, competir, gatos, corujas, Sherlock Holmes, quebra cabeças, pinturas, resolver mistérios, escutar histórias e relatos.
DESGOSTOS
Ser subestimada, grama seca, gritos, perder, mares, rios, lagos, ser interrompida, livros com figuras, batalhas sem propósito digno, ser observada.
BIOGRAFIA
Donos de uma grande rede de fast food, os Southwark não poderiam se orgulhar mais de ter chegado tão longe apenas alimentando pessoas. Apesar de não serem tão bem vistos pela elite da Austrália por sua fortuna não ser originada de um trabalho “nobre”, não se incomodavam tanto. Enquanto permanecessem juntos e dessem a educação apropriada para sua pequena princesinha, tudo estava bem. Uma pena que Meredith não pensasse o mesmo. Ser obrigada a estudar desde cedo em um colégio particular prestigiado significava ter que estudar com todos os herdeiros de nariz em pé que tanto criticavam seus pais. Entretanto, apesar de detestar a quase todos, ela sabia que mostrar desconforto poderia ser um problema. Era pequena e magricela – um milagre, já que comia por duas pessoas – apesar do intelecto afiado, estava propensa a sofrer bullying se não se encaixasse com rapidez, então fez o que achou ser a solução lógica mais inteligente: passou a fingir não se importar, rir junto e sempre que possuía uma brecha, levá-los em um dos restaurantes da família que estavam espalhados pela cidade. Não eram apenas garotos que se conquistava pela barriga, afinal. Devido a isso, desde a infância se adaptar á diferentes lugares não era um problema para Dith, fazer amizades também não. Os elogios constantes ao seu desempenho extraodinário nas aulas contribuiu para um ego consideravelmente grande, que por sua vez, originou um grande espírito competitivo. Qualquer um que ameaçasse seu posto de aluna n. 01 era considerado inimigo. Meredith passava horas e mais horas enfiadas nos livros apenas para conseguir a maior nota numa prova qualquer, mas logo, acabou aceitando desafios maiores. Seus pais aos poucos foram percebendo que toda a competitividade da moça a fazia mal, pois ela praticamente não se divertia mais como antes. Para Meredith, não existia nada que fosse feito simplesmente por diversão. Deveria ter um objetivo, e ela deveria cumpri-lo com eficiência, e sempre em primeiro lugar. E então seus pais lhe obrigaram a tirar férias, o que, desgostosa, Meredith acabou aceitando. Era uma simples viagem para uma ilha, infelizmente, as coisas saíram extremamente erradas. Se existia algo que a menina detestava, com certeza era o mar. Ela sempre o achara inconstante, logo, de pouca confiança. E ela estava certa em temê-lo, pois foi uma tempestade marítima e a ira do mar que lhe tirara tudo. A noite calma para os adolescentes se transformou num filme de terror nos primeiros sinais da catástrofe que aconteceria, e o pânico só aumentou conforme as ondas ameaçavam virar o veículo aquático. Meredith se lembra do desespero que sentiu, e também de seu egoísmo. Pensando em salvar a si mesma, agarrou-se á objetos que considerava resistentes o suficiente e correu contra o tempo para chegar até o local onde os suprimentos eram guardados. As mãos ocupadas e a mente bloqueada pelo pânico a impediram de socorrer mais alguém, e antes que tudo afundasse, lançou-se ao mar. Dith não sabe quanto tempo ficou á deriva, tendo que sobreviver a madrugada gelada, e felizmente, ao sol escaldante, mas conseguiu chegar com vida até uma ilha abandonada. Completamente sozinha, tudo o que tinha ao seu favor era o conhecimento. Viver como uma selvagem abalava o intelecto de qualquer um, incluindo o seu próprio. Possuía uma boa memória, mas não era muito resiste, sabia que morreria logo. Viver no mais completo isolamento não era terrível apenas pela ausência de convívio social, mas também pelo peso da culpa. Meredith entrava em conflito constantemente entre os pensamentos homicidas e a vontade extrema de sobreviver. Porém, depois de tanto tempo se martirizando, finalmente encontrou equilíbrio. A ilha era um desafio que deveria ser vencido. Um desafio vital. Aprendeu a lidar com a inconstância do tempo, aproveitar seus recursos e logo a convivência já não era tão insuportável. Passaram-se por volta de três meses até que finalmente a encontrassem, completamente diferente. Os cabelos haviam crescido mais que o normal, as roupas caras eram apenas trapos imundos, porém, de alguma forma, ela estava melhor do que imaginavam. A instalação improvisada feita como recursos naturais havia sido uma sacada inteligente para se proteger da chuva, e o psicológico de Meredith havia recebido o menor dano possível, porém, algo havia mudado na moça. Ela não possuía o mesmo brilho dos olhos, estava mais fria do que antes. A culpa ainda a consumia, e era difícil dar tantos depoimentos, pois a fazia lembrar constantemente da própria covardia. Os pais acharam que era melhor que a menina terminasse os estudos em casa, ela não estava preparada para voltar a ter um convívio social tão amplo após o evento traumático. Tinha sessões num psicólogo e aulas particulares, e assim seguiu até o final do ensino médio. Meredith havia evoluído muito, e já se sentia preparada para novos desafios. O Ensino Superior era o maior deles. A carta da Academia Godness era a oportunidade perfeita para ela. Estava na hora de respirar novos ares e ter um recomeço verdadeiro, longe dos traumas do último ano. Quando chegou ao instituto, porém, notou que não era tão diferente da primeira vez em que precisou se adaptar. Estava mais séria que antes, mas isso não a impediu de tentar ser um pouco mais social. Com o tempo acabou conquistando amigos e fazendo algumas inimizades também. Entretanto, mesmo que esteja constantemente tentando criar laços afetivos e se foque muito nos estudos e atividades extracurriculares, não está tão recuperada de seus traumas. O humor estável apenas encobre o quanto ainda se martiriza pelos erros que cometeu ao longo da vida.
PSICOLÓGICO
COMPETITIVA → Mesmo após tudo que passou Meredith não conseguiu deixar de lado sua competitividade. Ela chega a níveis extremos sempre que é desafiada, seja numa situação acadêmica ou em qualquer outra cujo dê importância. Seus pais costumavam achar pouco saudável sua determinação demasiada, porém, Meredith acredita ser uma característica fundamental sua. Muitos acham que utilizando desafios bobos ou tentando influenciá-la utilizando sua característica contra si, conseguirão algo, entretanto ser competitiva não significa ser influenciável, e ela faz questão de deixar isso bastante claro. RACIONAL → Se existe algo que as pessoas ao redor da moça fazem questão de comentar, é no quanto Meredith é racional. É comum que ela procure sempre a alternativa mais lógica e deixe como último recurso o sentimentalismo, coisa que acredita tornar as pessoas sempre aptas á cometer burrices. Mas não ela. A cabeça governa o coração. Antes ser chamada de insensível do que de ilógica. INTELIGENTE → É preciso ser dotada de um bom intelecto para sobreviver a tantas situações de risco como as que Meredith foi obrigada a passar. Força física e agilidade são fundamentais, ela sabe, entretanto ter sempre um bom plano e toda uma estratégia montada evitam situações onde se precise utilizar a força. Desde pequena ela pensava assim, e exatamente por possuir sempre planos e estratégias na cabeça, que acabou entendendo melhor as pessoas ao seu redor, logo, adaptando-se aos ambientes em que se fazia presente.
TRIVIALIDADES
Membro da Gamma Phi Beta.
Presidente do Clube de Literatura.
Participa do Equipe de Esgrima e Clube de Xadrez.
Colega de quarto de Phoebe Rivett.
Você estava sozinha mesmo ou tinha tipo um Wilson? Qual é, Meredith. Nada é arriscado até que você veja com seus próprios olhos.
--- Não, engraçadinho, eu não tinha uma bola de basquete com uma cara desenhada nela. Sério? Meu bom senso discorda de você.
“Ótimo, então não será nenhum problema você nadar na piscina usando apenas suas roupas íntimas. Pense que pelo menos há garotos lindos usando sungas ao invés de piranhas assassinas na água.”
--- Não, não! Isso não. Yuna, vamos conversar. --- O desespero aumentava gradativamente conforme avançava mais passos em direção á piscina. Por mais que fosse orgulhosa, o trauma que possuía era maior. --- Yuna, eu estou implorando. Qualquer desafio que não envolva água!