𝑚𝑒𝑟𝑚𝑎𝑖𝑑𝑖𝑒𝑠 — blog multimuse utilizado para a comunidade @rewrittenhqs. escrito por zenith (ela/dela).
AMY SANTIAGO, 37 anos, detetive na westbridge police station. melissa fumero — biografia / interações / inspirações.
GWEN STACY, 21 anos, estagiária nos laboratórios oscorp, estudante de biologia e membro da banda the mary janes. olivia rodrigo — biografia / interações / inspirações.
GOMEZ ADDAMS, 42 anos, advogado e investidor podcaster. oscar isaac — biografia / interações / inspirações.
aqui estão algumas conexões que desejo para meus personagens. para preencher uma, é só me chamar no chat para combinarmos os detalhes!
GWEN STACY (todas abertas para f ou m).
HEROES: MUSE HERO é uma pessoa que adora o universo geek assim como Gwen. Sempre ficam falando sobre, combinam de ir vestidos juntos e combinando em convenções e também fazem RPG de mesa ocasionalmente. A aliança deles é muito forte por conta do assunto. Preferência para pessoas do universo de heróis.
RAT-A-TAT: MUSE RAT é rival de Gwen desde que se entendem por gente. Vivem brigando, discordando e não gostam um do outro. Apesar de Gwen ser uma boa pessoa, não pensa muito antes de tentar sabotar em qualquer ocasião, seja um projeto importante ou uma ficada em balada.
TRAITOR: MUSE TRAITOR é ex de Gwen. Não acabaram necessariamente em maus termos, mas não estão em bons termos também. São confusos sobre os sentimentos um pelo outro porque tudo ficou meio mal resolvido.
AMY SANTIAGO
YOU GOT A FRIEND IN ME: MUSE FRIEND é uma pessoa que trabalhou com Amy em algum momento da vida e que Amy morria de medo, mas criaram uma relação de respeito e agora de total confidencialidade. São muito honestos um com o outro e sempre sabem que podem pedir a opinião verdadeira em situações de crise. (f/m)
WHAT'S UP?: MUSE WHAT'S UP não é da polícia, muito pelo contrário... Pode ser um ex ou recorrente fora da lei que é uma pedra no sapato, mas acaba sendo muito amigo de Amy e às vezes trabalham juntos. Apesar do histórico, MUSE não trai a confiança de Amy, embora sempre se dê bem no final de outra forma e, por isso, a amizade é cheia de altos e baixos. (f/m)
INVISIBLE STRING: MUSE STRING é totalmente o oposto de Amy: divertido, fanfarrão, cheio de gracinhas e desorganizado... O que é exatamente o que estranhamente atrai Amy. Ela tem alguns sentimentos inexplicáveis, que podem ser recíprocos ou não, e vivem se provocando. (f/m)
KISS ME: MUSE KISS uma vez fez uma piadinha com Amy sobre ensiná-la a beijar e, logicamente, Amy respondeu que 'não, obrigada, eu li livros'. Porém, o momento alugou um triplex na cabeça de Amy e até hoje fica pensando na possibilidade, tendo um pânico terrível quando está perto de MUSE. (apenas f)
GOMEZ ADDAMS
MR. CROWEY: MUSE CROWLEY é a unica amizade de Gomezque compartilha dos mesmos gostos pelo terror, gótico e vê o mundo da mesma maneira, com horror e palhaçada genuína. Os dois são carne e unha e sempre vão em festas, bailes e lojas juntos para pesquisar e criticar. MUSE pode ser também produtor do podcast. (f/m)
ENTER SANDMAN: MUSE SANDMAN é o oposto de Gomez em todos os sentidos, mas estranhamente se dão bem e são muito amigos. No momento, MUSE introduz a Gomez tudo o que ele acha bizarro: brinquedos, cores, vida... E ele adora (f/m) PYO.
SYMPHONY OF DESTRUCTION: MUSE SYMPHONY é o oposto de Gomez, e vivem brigando por aí. Tudo começou quando MUSE começou a desconfiar do dinheiro e estilo de vida de Gomez, e Gomez pode ter desconfiado de outra coisa também, e agora são inimigos declarados. (f/m)
STOP IN THE NAME OF LOVE: MUSE LOVE é uma das paixões de Gomez. Pode ser antiga ou atual. Gomez é muito romântico, às vezes até demais, e podem haver vários motivos para que não esteja acontecendo/dando certo ainda, ou que já deu errado. (f)
TOUT L'AMOUR: MUSE L'AMOUR é ex de Gomez e ele ainda a ama, provavelmente sempre vai amar, só porque ela deu o prazer da dor do amor, o que é algo que ele adora. Hoje, são muito amigos e ele sempre será muito respeitoso e fiel, mesmo sem possível possibilidade romântica.
— Claro que não. Acho que essa é uma das melhores notícias que eu escutei nos últimos dias. — Buck sabia que estava mexendo com o fogo ao provocar a amiga, mas ele não se importava. Claro que em um momento ele pararia, só que por enquanto, ele ia se divertir com a situação. — Até tirei uma foto de vocês dois, quer ver? — Fez o movimento de que pegaria o celular, e parou quando escutou a acusação leve. — Calma aí, eu não estava espionando vocês. Só estava passando por perto e vi você com o doutor lá, e foi uma oportunidade que eu não poderia perder. Depois da foto, fui embora, sabe. Olha, nem acho advogados tão ruins assim; alguns podem ser legais. — Evan conhecia diversas pessoas que trabalhavam na advocacia, e teve experiências horríveis, mas também algumas divertidas. — Meu papel de amigo foi cumprido ao deixar você ter um momento interessante com alguém. Inclusive, de nada. — O sorriso convencido de Buck continuou o seu rosto até a pergunta lançada por ela, fazendo com que ele pingarasse um pouco e mudasse a sua postura para algo desconfortável. — Do que está falando? Não estava me escondendo. Eu disse… Estava passando e vi, apenas. Não há segredos, nadinha. — Ele falou tão rápido que no fundo sabia da possibilidade de Amy sacar tudo. Ele sempre admirava o fato dela ser uma detetive incrível.
Amy tinha o rosto repleto de desdém e estava julgando Buck dos fios de cabelo até os dedos dos pés. "Não estava espionando? Quem tira uma foto está fazendo exatamente isso." Julgou. No fundo, tinha quase certeza de que ele só estava sendo um pentelho para tirá-la do sério e rir depois, muito, mas Amy era orgulhosa demais para admitir algo que não tinha feito, ou pior, ser acusada de uma atrocidade como aquelas. "Você gosta deles porque eles não acabam com seus casos muito bem feitos em um tribunal." Gesticulou com uma das mãos para explicar o óbvio. Ela sabia que cada um tinha seu papel naquele momento, mas não podia deixar de se frustrar quando acontecia. Se lembrava até de quando um colega assumiu o namoro com uma advogada e foi vaiado na sala de reuniões — a memória, agora, era uma divertida. "Por que você acha que eu quero sair com alguém e, pior, com Elijah?" Fechou a cara de novo, os olhos fuzilando a imagem dele. A parte mais cruel de sua posição é que Elijah nem era tão ruim assim. De vez em quando, se irritava com como ele era educado demais. "Não quero! Estou estudando para a prova de sargento e preciso focar. Nenhum relacionamento pode me ajudar melhor que eu mesma, especialmente um advogado." Bufou novamente, ainda o julgando, mas com um começo de sorriso malicioso brotando nos lábios. "É melhor você abrir o bico, porque é a única maneira de me fazer te perdoar hoje. Troca de humilhações é mais que justa."
❝ eu só fico desanimada nos primeiros dez minutos de corrida! depois que o corpo esquenta, vai que vai. ❞ além disso, padmé estava genuinamente animada por ter encontrado com gwen. não a tinha visto durante o evento, então precisavam colocar as novidades em dia. conforme gwen relatava o acontecido na oscorp, o sorriso tranquilo nos lábios de padmé começava a diminuir. ❝ não acredito nisso! ❞ exagero como modo de falar, já que padmé acreditava sim que eles fariam algo do tipo com a mais nova. sabia que a maioria das empresas ignoravam preocupações legítimas em nome da praticidade. não deixava de ser injusto, claro, afinal as motivações eram totalmente corretas e eles teriam condições para aplicar o uso de filtros adequados. ❝ você quer que eu fale com eles? ❞ sugeriu, sem nem pensar duas vezes. padmé não costumava utilizar seus contatos daquela forma, mas não via problema em fazê-lo quando acreditava em uma causa. ❝ não falaria de você diretamente para não te prejudicar, mas eu podia comentar como empresária sobre a importância da responsabilidade ambiental. ❞ e não estaria mentindo, pois acreditava fielmente nisso. riu levemente com o comentário seguinte da amiga. ❝ você sabe que eu mantenho a rotina de corrida em dia, mas especificamente hoje também precisava espairecer. ❞ revelou para gwen, sentindo os ombros começarem a ceder conforme relembrava os estresses da semana. ❝ meus parentes chegarem na cidade essa semana prontos para reclamarem da fundação como minha prioridade outra vez. é uma luta eterna, mas felizmente eu sou muito teimosa. ❞
O nariz de Gwen ainda estava um pouco franzido com a ideia de correr. Para alguém tão energética e agitada como ela, a atividade precisaria ser dinâmica ou ficaria entendiada rápido demais. "É de se admirar, mesmo. Eu não acho que conseguiria correr... A não ser que fosse um assalto." Franziu o cenho. Podia citar a lista interminável de desastres naturais que poderiam acontecer e fazê-la correr, mas não queria deixar sua imaginação fértil até demais arruinar o clima da conversa. A expressão de Gwen foi uma conformada demais e ela deu de ombros, supirando com a própria situação. "Não é difícil de acreditar, na verdade. Eles já tinham dito uma coisa ou outra sobre isso e eu estava muito ciente de que acabaria sobrando para nós." O que não impediu Gwen de participar ativamente. Sempre apresentavam planos sobre, tentando melhorar a qualidade para as pesquisar e a cidade simultaneamente, mas todos eram rejeitados com a desculpa de gastos. Pareciam implicar de propósito, e Gwen não desacreditava da possibilidade. "Você realmente não pode citar o meu nome ou de qualquer outro colega, porque eles vão nos mandar embora com a justificativa de difamação contra a empresa." Bufou, irritada. "Mas não vou me opor nem um pouco se você quiser tentar discutir uma parceria. Sua fundação é bem respeitada na cidade, e se você postar algo nas redes... A pressão pode servir de algo." Deu de ombros. Era mais fácil compartilhar as postagens que avisar pela cidade afora, e ultimamente as pessoas tinham muita coragem virtualmente. Se a fundação acabasse se mostrando ativa, a Oscorp não teria desculpas para dizer que nunca tinham tido algum tipo de proposta. A cabeça tombou para o lado enquanto ela fazia um bico. "Por que parentes nunca reconhecem quando somos incríveis?" Lamentou, chateada por Padmé. Tinha uma admiração tão grande por ela que parecia impossível haver alguém do contra. "Sinto muito por isso. O que, exatamente, eles esperavam que você fizesse?"
Amy (@mermaidies) tem um novo starter fechado com V͟i͟c͟t͟o͟r͟i͟a͟ !
̵ ̵ ̵ ̵ ̵ ̵ Sorry, I should have knocked!
( & )⠀⠀⠀⠀⠀⠀Seus olhos estavam vidrados na leitura, nada ao redor conseguia chamar sua atenção se não fosse o enredo envolvente da trama que se desenrolava com bastante emoção aos olhos da ruiva. Estava quase no fim do livro, a reta final era, definitivamente, o ponto alto daquela tarde, não conseguiria se manter concentrada em nenhuma de suas obrigações se não terminasse aquelas páginas. A pausa forçada se encerrou com a porta da sala de descanso sendo aberta de repente, assustando-a com o barulho esganiçado da madeira velha. ⠀❛ Amy...! Está tudo bem... ❜⠀ Achava que sua tentativa de um sorriso simpático era suficiente para mostrar para Amy que estava mesmo tudo bem, era um alívio ser ela a entrar e não um de seus superiores, não sabia se ser encontrada distraída no meio do horário de trabalho seria visto como algo bom. Acreditava que sim, era uma biblioteca, afinal. ⠀❛ Mas você não me viu aqui... ❜ ⠀Sugeriu com o sorriso nervoso, não precisava de tanta compostura, mas queria parecer profissional no ambiente de trabalho, ainda que... Bom, não estivesse trabalhando. ⠀❛ Precisa de alguma coisa? ❜
Quando a biblioteca estava cheia demais, Amy optava por escolher os lugares secretos e maravilhosos para ler. As pessoas tinham a incapacidade de manter o silêncio, sempre cochichando algo, ou então teclavam nos computadores antigos como se eles precisassem de força nos dedos para funcionarem. Tinha dois livros sobre o braço quando empurrou a porta que não era destinada ao público, em teoria. Ela valia como todos mesmo tendo a carteirinha VIP da biblioteca? Prendeu o ar quando viu Victoria, sendo a primeira vez que via um funcionário na área de funcionário além dos balcões. Não esperava mesmo pela presença. "É um péssimo hábito entrar sem bater. Em minha defesa, sempre que venho está vazia." Alegou rapidamente para se livrar da culpa, dando de ombros com um riso baixo. "Mas você também não sabe disso." Deu uma piscadinha para ela, recostando-se na porta agora fechada. "Preciso de um lugar silencioso. Não posso levar esses para casa por causa dos outros cinco que já peguei." As sobrancelhas subiram com a decepção, trocando o peso dos livros de um braço para o outro. "Você se importa? Não faço muito barulho e nem estou vendo você aqui de verdade."
a cidade de westbridge dá boas vindas à GOMEZ ADDAMS, originalmente pertencente ao mundo de FAMÍLIA ADDAMS! ELE tem 42 ANOS anos, mora em WESTEMERE, e em sua nova vida trabalha como PODCASTER em CASA. esperamos que ele esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra!
Excêntrico e muito emancipado no mundo do terror, Gomez largou sua profissão original — advogado e investidor nas horas vagas — para se tornar um simples podcaster, tendo sido premiado diversas vezes por seu trabalho. Desde pequeno, Gomez abraçou a tradição da família de ser atípica, nunca se envergonhando de suas origens e trazendo com orgulho o brasão na porta de sua casa, que chama atenção de longe. Gomez não tem vergonha de quem é, e se acha aburdamente normal enquanto o restante é apavorante. Brinquedos coloridos, filmes de ação e desenhos são simplesmente assustadores para ele, e por isso gosto tanto de assisti-los, considerando quase uma tortura deliciosamente divertida e, por isso, é normal vê-lo em todas as festas horripil... alegres.
Gomez é um investidor por puro hobby, assinando contratos e achando uma maravilha mesmo quando é enganado. Sempre esquece de onde é um sócio, mas o dinheiro segue entrando na conta e apenas somando à sua herança milionária.
O podcast de Gomez é chamado Horrified Cast e já foi premiado diversas vezes em convenções de terror, true crime e outros em sua categoria.
Gomez acredita no sobrenatural de forma positiva. Não acha que serão todos engolidos por feras terríveis ou demônios, mas que eles são amigos incompreendidos.
É um romântico incorrigível, tendo aspiração ao amor e ao romance, além de não ser um rival de corações partidos que teve durante a vida. Infelizmente, ainda não encontrou sua alma gêmea.
frase: before you ask, no, i'm not sleeping with anyone.
o centro comunitário já havia enfrentado diversas situações desagradáveis antes, mas poucas tinham conseguido transformar uma terça-feira comum em um pesadelo burocrático tão rapidamente. primeiro vieram as reclamações de funcionários assustados, depois as imagens das câmeras de segurança, os depoimentos e, por fim, a confirmação de que o homem que tentou invadir o local era o mesmo que já havia recebido uma ordem judicial para manter distância de uma das frequentadoras do espaço. a polícia havia sido acionada e, por isso, quando os olhos de daenerys encontraram os de amy, pôde sentir os ombros relaxarem pela primeira vez naquele dia. "amy." se aproximou, com dois copos de café em mãos, mas não teve oportunidade de dizer mais nada porque a frase dela tomou conta da interação. por um momento, a coordenadora parecia apenas confusa.
"certo." a pausa veio necessária, apenas para que daenerys pudesse tentar entender. ouviu boatos nos corredores sobre a policial estar sempre acompanhada de alguém, mas não tinha qualquer intenção de questioná-la sobre isso. fofocas sobre a vida pessoal de santiago não eram de sua conta. "fico feliz por termos esclarecido isso," o canto da boca ameaçou liberar um sorriso, que foi contido imediatamente. "porque eu gostaria de falar sobre a tentativa de invasão, o homem que violou uma ordem judicial e a papelada que vai me perseguir pelas próximas semanas." no fim, pôde oferecer o café para ela, como se a convidasse para uma conversa menos formal agora que tudo parecia estar resolvido. "mas também recebi detalhes da sua vida amorosa, então o dia não foi só dor de cabeça." o pequeno sorriso, antes contido, apareceu. "está tudo sob controle?"
Depois da não-espionagem de Buck, Amy temia que acabasse tendo um rumor um pouco desagradável sobre si entre os amigos. Não se importava em compartilhar desde que fosse verdade, e a última coisa que queria era se afundar em um relacionamento quando estava no mais intenso com o trabalho. Queria se tornar sargento ainda naquele ano. Respirou aliviada, pegando um dos copos de café oferecidos para si. "Ótimo." Disse com a voz em alguns tons elevados, apenas por ter percebido a surpresa de Daenerys, e não queria explicar todo o mal entendido também. Antes de dar um gole no café, a expressão mudou de embaraçosa para tensa, os olhos levemente cerrados. "Certo. Foi uma ordem judicial da sua parte ou da empresa? Que homem é esse?" Teria dois pesos e duas medidas, já que a burocracia para proteger uma empresa era muito maior que a pessoal. Obviamente poderia fazer mais pela amiga usando ela como pessoa e vítima, e o pensamento não lhe agradava nem um pouco. "Vou precisar de mais detalhes da história, Dany. São dois protocolos diferentes, e não se preocupe com a papelada. Não sei nem porque ainda não pensa em me pedir." Deu uma piscadinha para ela, finalmente levando o café com leite, exatamente como gostava, até os lábios. Daenerys sabia que papelada era prazeroso e não torturante para Amy. Ela cuidaria daquilo também.
Suspirou, negando com a cabeça. "É claro que está tudo sob controle." Como sempre, Amy calculava tudo minuciosamente para que não acabasse com surpresas e desagrados no meio do caminho. "Foi só um mal entedido, na verdade." Bufou com certo pesar. "Relacionamentos são legais, mas desde que terminei com Teddy..." Não sabia se precisava dar detalhes. Daenerys sabia que o término havia sido um fiasco e que Teddy não tinha superado, talvez nem iria. Ele era tedioso, e não havia melhor definição que mala sem alça. Amy tinha sofrido bons bocados até ter a coragem de verdade. Tinha levantado a política e não namorar mais policias e talvez não namorar de fato. "Você sabe, não preciso te encher com essa história novamente. Aliás, estou focada na prova de sargento esse ano. Posso acabar ficando careca de estresse até a data da prova, sim, mas nada pode me tirar do foco." E também não via como ter algum relacionamento a ajudaria a se acalmar para aquela situação. Amy se sentiria muito culpada por negligenciar a vida amorosa por sua carreira, que era sua prioridade naquele momento. "E você? Como estão seus encontros?" Perguntou ligeiramente curiosa, sabendo que ela dividia um pouco da mesma mentalidade.
quando padmé falava sobre acreditar muito nas pessoas de westbridge, era sobre aquilo que falava. pessoas companheiras que sempre se disponibilizavam de coração para ajudá-la com suas ideias. amy era alguém que estava sempre presente e a turca era muito grata a ela por isso. além disso, a detetive era muito melhor do que ela na organização de tarefas. padmé se garantia com ideias e longas reuniões que exigiam sua paciência, mas para organização, contar com amy estava sendo fundamental. a diretora ouvia o resumo das tarefas e balançava a cabeça em concordância demonstrando que estava entendendo. quando ouviu a menção as rédeas de cavalo, foi obrigada a parar o caminho que faziam na rua e rir. ❝ amy! não aguento com você. ainda não estou com contatos suficientes para pensar na montaria terapêutica, então com certeza é outra coisa... ❞ ela aproximou-se da amiga para dar uma olhada rápida na lista e recordar o que tinha escrito ali. ❝ ah sim! rodas de diálogo! mas eu sou incapaz de te julgar, realmente minha letra saiu horrível. ❞ fez uma careta, ela própria quase não conseguiu entender o que tinha escrito ali de primeira. em sua defesa, tinha escrito aquilo depois de entrar em contato com sua família, o que era sempre estressante. ❝ essa é para ficar por último. preciso fazer ligações e mandar e-mails para convidar alguns profissionais para as palestras e rodas de conversa que fazemos semanalmente na fundação. estou atrasada com o cronograma do mês que vem. acha que teria tempo de me ajudar com isso hoje também depois que voltarmos? não quero abusar! ❞
A boca de Amy se abriu em um 'O' perfeito, e o som da letra saiu de dentro dela ao mesmo tempo. Não queria ter ofendido Padmé de alguma maneira, mas a caligrafia... Infelizmente, a culpa era um pouco sua também. Amy era perfeccionista demais com qualquer coisa que envolvesse escrita, papelaria, organização... E achava que estava tudo bem no fim. "Certo. Não é um problema tão grande assim. Podemos tentar ganhar o coração de algum lugar de hipismo em algum momento." Deu de ombros, anotando imediatamente a ideia no bloquinho que sempre carregava consigo para não se esquecer de analisar a possibilidade da alternativa com a montaria da própria polícia. Era pequena e quase não era usada, mas os sargentos equinos eram ótimos. "Rodas de diálogo é uma boa ideia. Qual o tema da vez?" Queria sugerir vários temas, a maioria deles completamente tediosos, mas tinha aprendido a se guardar pelo menos um pouco para não sufocar ninguém com suas ideias. Ser uma Amy é ser uma ferramenta, seu capitão tinha dito uma vez em que tinha se frustrado com um colega assim como ela. Os olhos de Amy pararam no lugar e encarou Padmé de forma quase assustadora demais. Aquele pedido não tinha sido uma coisa abusada, e sim a melhor coisa que tinha escutado na semana. "Não diga mais nada. Essa é a melhor função que já me deu em toda a história da fundação." Além das palestras motivacionais, proteção para mulheres e afins... O corpo quase arrepiou com a ideia de organizar tudo para a amiga. "Honestamente, você salvou minha semana. Literalmente. Só tenho pegado os piores casos e brigas de salão de cabeleireiros. Entre os donos." Rolou os olhos. Claire e Stein precisavam se entender logo e esquecer o número da polícia. "O que mais posso fazer em agradecimento? Uh, gosta da torta de laranja?"
( ☆ ) “ bem que eu queria estar mesmo ” o tom dramático combinava perfeitamente com a expressão exageradamente tristonha de hutao. estava tematizada da cabeça aos pés, numa tentativa de parecer um ser nativo da academia acabou parecendo uma senhora idosa que fazia pilates todas as manhãs, com polainas, faixa na cabeça e luvas combinando. um verdadeiro exagero vindo de uma genuína dor corporal pós primeira semana de academia. “ eu disse que ia começar a malhar. e agora não consigo levantar o braço pra pedir um táxi, gwen! ” esfregou o ombro direito, mas parecia que qualquer tentativa de fazer uma dor passar trazia outra para evidência. “ sabe como estou indo no banheiro? igual uma mulher grávida! preciso ficar me segurando nas paredes pra não cair. ” mentalmente já estava riscando de sua lista a meta de ir para academia esse ano — não quando estava quase sendo cliente de seu próprio estabelecimento por causa de um mero peso de dois quilos. “ como o pessoal consegue vir todo dia? é muita vontade de se punir e tem outros meios de fazer isso, tipo ver a mary jane atuando. ” se inclinou para sussurrar a última parte para a companhia. “ já viu? é tenebroso. mas enfim! ” se afastou apenas para se ajeitar ao lado de gwen, enlaçando o braço no dela. “ estou morrendo de vontade de um sorvete e depois desses trinta minutos nessa câmara de tortura, mereço um bem grande. vamos? enquanto isso posso seguir na minha saga pra te mostrar que mereço entrar na banda, hm? ”
Gwen teria tido uma reação mais cômica e espontânea se não fosse o genuíno desespero de Hutao. As roupas pareciam ter saído de um filme dos anos oitenta, o que certamente já a faria rir por si só, mas o drama que veio em seguida a deixou um pouco mais preocupada. "Eu sei que você disse, mas geralmente começamos... devagar." Gwen detestava academia e levantar peso, só gostava de esportes avulsos. Ginástica, balé, dança... Tudo era muito mais fácil e divertido para ela. "Coitadinha! Acho que você deixou seu líquido coclear balançar demais por hoje, Hutao." Ofereceu o braço para ela, temendo que ela caísse de verdade na rua. Com aquelas roupas, ficaria facilmente toda ralada e machucada. Só pioraria a situação. "Não pode me fazer perguntas difíceis. Tentei fazer academia e durou três dias. Isso não é pra mim. Por que você não tenta alguma coisa diferente? Me parece mais prudente antes de dedicar na sua carreira de body builder." Brincou com o termo, sempre o vendo ser usado nas redes sociais pelos que acompanhavam esportes e também comparavam o porte de super-heróis. Hutao poderia se juntar a ela em alguma aula se quisesse, e Gwen adoraria uma companhia extra, embora a maioria também desistisse depois de não conseguir acertar o primeiro salto. Riu baixinho da crítica à Mary Jane, negando com a cabeça. "Bom... Acho que é repetição, não é? Assim como ir na academia é um hábito, atuar também. Mary Jane não é tão ruim assim. Eu gostei daquela peça... Do outro dia." Sorriu torto, sem saber ao certo o que elogiar. Ela sempre apoiava artistas, por mais medianos que fossem, e seu carinho especial por Mary Jane a impedia de ser tão maldosa. "Eu aceito um sorvete, de preferência na casquinha. Adoro comer aquilo." Suspirou, franzindo o cenho em seguida. "Se você for apresentar outro instrumento além da flauta doce, eu estarei ouvindo e atendendo sua audição improvisada."
você tem um novo starter aberto com G͟a͟y͟a͟t͟h͟r͟i͟ !
diretamente do the foundry pub.
( & )⠀⠀⠀⠀⠀⠀A ideia era evitar rostos de seu convívio quando se colocou para dentro daquela mistura inusitada de vozes bêbadas e música de gosto duvidoso, ninguém acostumado com o luxo e gastos exorbitantes sairia do conforto de um lugar bem frequentado para visitar Eastline e suas ruas desprezadas, era o que Gayathri pensava como forma de se convencer a ir tão longe. Uma região decaída, e mesmo assim um consolo para as próximas horas em que estaria longe de sua vida pomposa, com o desejo de se desligar de uma semana tão cheia. Gaya tomou um gole de sua bebida forte e amarga, coisa que realmente estava precisando depois de passar o dia enfurnada entre documentos e ligações incômodas, percebendo que não estava mais tão sozinha naquele canto minimamente discreto do estabelecimento. ⠀❛ Seria muita intromissão minha perguntar seu gosto por lugares tão... Barulhentos? ❜ ⠀Perguntou em um tom um pouco mais ameno, receptivo, tentando buscar uma companhia em meio às conversas estridentes dos frequentadores daquele bar, mesmo que tal companhia fosse Muse. ⠀❛ Ou compartilhamos do mesmo interesse por bebidas fortes e amargas? ❜
Gwen suspirou, negando com a cabeça uma vez. "Quando não consigo aquietar minha cabeça, preciso de um lugar mais alto que ela." Admitiu para Gaya, sabendo que ela ao menos tentaria compreender. A mulher conhecia Gwen na palma da mão e ainda sentia que sempre tinha algo a contar sobre si para ela — e Gwen realmente adorava compartilhar tudo com Gaya. Olhou para o copo dela enquanto segurava uma bebida cor de rosa e doce, provavelmente o oposto. "Eu ia perguntar sobre isso de uma maneira diferente." Alternou o olhar entre os copos, embora não julgasse o paladar alheio. O olhar um pouco cansado de Gaya denunciava que o dia havia sido cheio e uma bebida doce não melhoraria a situação. Tomou seu lugar ao lado dela no bar, sentando-se na banqueta e cruzando as pernas. "Na verdade, eu gosto dessa pink lemonade. É um pouco mais doce aqui do que nos outros bares... O que significa que é perfeito para mim. Também tenho uma coisa com bebidas rosas." Admitiu com um dar de ombros leve. Toda quinta-feira acabava saindo do laboratório com os colegas para aproveitar o happy hour em algum bar da cidade, e eles sobreviveriam sem ela por um tempinho. "Acho que é a primeira vez que bebemos juntas longe de casa."
francesca não sabia quanto tempo havia passado desde o fim do ensaio. em algum momento, os instrumentos tinham sido deixados de lado e a conversa entre os integrantes da banda assumido o protagonismo do espaço. ainda assim, não sentiu vontade de ir embora, preferiu permanecer sentada e observar a movimentação sem participar dela — não por desconforto, mas porque gostava de assistir pessoas que pareciam pertencer ao ambiente daquela forma. vez ou outra os olhos se voltavam para os amplificadores, os cabos espalhados, para tudo que era tão diferente dos locais onde ela costumava existir.
"por favor." a pergunta alheia fez com que um pequeno sorriso tomasse conta dos lábios da pianista, que deslizava para o lado no sofá para que gwen também pudesse se sentar ali. "foi bem... diferente do que eu estou acostumada." a observação não carregava crítica alguma, pelo contrário. por mais que gostasse muito da zona de conforto que construiu ao redor de si, às vezes valia a pena conhecer outros estilos, em especial quando vinha de alguém que parecia apaixonada pela música que produzia. "acho que foi exatamente por isso que gostei." não seria o tipo de música que ouviria sozinha no quarto, mas sabia que sempre que a ouvisse por aí, poderia sorrir com a lembrança daquele dia. "vocês sempre parecem se divertir tanto quanto hoje?"
Depois de ter encerrado o ensaio com algumas músicas que acidentalmente tinha colocado para tocarem, especialmente para Francesca, Gwen deu atenção para suas companheiras de banda e voltou-se para quem realmente interessava. Enquanto as duas terminavam de fechar as bolsas para irem embora, conversando e praticamente ignorando a existência do sofá, esperou pelo olhar de aprovação de sua convidada especial. "Eu imaginei que pudesse ser. Até optei por fazer algumas das músicas mais leves hoje." Não que fossem muito além disso, mas às vezes se aventuravam além do pop rock, indo até o metal e voltando ao punk. O som precisava ser bem escolhido de acordo com o público, e como eram uma banda ainda informal, não se preocupava em oscilar tanto. Na verdade, Gwen se sentia confortável com a experimentação de estilos diferentes com aquela frequência. "Às vezes mudamos um pouco. Eu gosto de atravessar os estilos, ir e voltar. Até mesmo o clássico." Assentiu uma vez. Era realmente boa com o piano, assim como a guitarra e o violão.
Os ombros se encolheram de uma forma engraçada, como se ela tivesse se espreguiçando. "Sempre nos divertimos como parece, sim." Riu da sentença dela, observando a luz entrar pela abertura da garagem que ainda pegava emprestada de seu pai. Como o chefe da polícia nem sempre estava em casa, Gwen aproveitava para barulhar à vontade. "As meninas foram um achado e tanto, na verdade. Rowena e eu sempre fomos muito unidas, mas a ideia de formar uma banda só veio depois... E Rowan apareceu também." Sempre ria consigo mesma quando se lembrava de irritá-las com a similaridade dos nomes, mas já tinham aprendido a apelidar umas às outras da melhor maneira possível. Se acomodou melhor no sofá, apoiando o rosto na palma da mão para olhá-la melhor. Poderia passar o dia olhando para o rosto de Francesca sem que ela dissesse uma palavra sequer. "Também gosto de fazer algo sozinha de vez em quando, inventar melodias aleatórias. Não sou uma compositora boa com as palavras, mas me garanto no som." Admitiu. Gwen era verbal e física, só deixava a desejar para escrever. Sentia um grande peso ao tentar colocar o que sentia em palavras e era mais adequado tocar o que precisava colocar para fora. Passou a língua pelos lábios, sentindo um pouco da exposição pessoal afetá-la. "E você? Já fez apresentações em grupo antes?"
Belly & Gwen - The Lantern - 💋 sender brushes a kiss against receiver’s forehead
No seu aniversário em que marcava a maioridade, Belly sentiu que finalmente iria poder ter oportunidades inesquecíveis para viver. É claro que nada tinha saído como foi planejado por conta da vigilância excessiva de seus pais. Ela se sentia chateada por não haver um voto de confiança por parte deles. Então, quando se mudou sozinha para Westbridge, Belly sabia que iria assumir responsabilidades, mas também iria se divertir como uma jovem deve fazer. Assim, os pensamentos dela voavam quando estava em The Lantern com Gwen e sentindo o seu corpo balançar conforme a música. Era mágico, mesmo sentindo um cansaço pelo trabalho de mais cedo. Abraçou a amiga depois que sentiu o beijo na testa e comentou com uma voz um pouco chorosa: — Aí eu te adoro. Adoro nossos momentos. Você é incrível, Stacy. — Ela estava sendo sincera, e isso não significava que estava alcoolizada. Apenas… feliz. — Sua banda vai se apresentar aqui em algum momento? —
Retribuiu o abraço em Belly, mantendo o carinho quase excessivo. Adorava a companhia dela e mais ainda quando saíam longe de onde trabalhavam. É claro que as visitas de Gwen eram maiores que as de Belly, o laboratório sendo um tanto mais burocrático que a loja de discos. Também tinha o fato de que ela amava ver as novidades, tocar nos CDs físicos e nos vinis... Se passasse mais tempo por lá, criaria raízes no chão. "Eu adoro nossos momentos além do caixa." Brincou. "Precisamos sair mais vezes para lugares diferentes, Belly. Ultimamente tenho feito um ranking dos melhores restaurantes vegetarianos e veganos da cidade... Se quiser comer algo diferente, hm?" Sabia que nem todos tinham aquela boa vontade de provar o diferente, especialmente quando o assunto era carne, mas fazia a cortesia de convidar para ter perspectivas diferentes, uma vez que seu paladar já estava habituado. Deu de ombros. "Pode ser que um dia, sim, mas não por agora. Estamos voltando a ensaiar com mais frequência e está difícil entrar em um consenso com a setlist."
Buck & Amy - Riverside Park - don't give me that look.
— Assim como, Amy? Eu estou olhando como sempre fiz com a senhorita… — Comentou com um sorriso brincalhão em seu rosto. Desde que soube da pequena interação da policial com Elijah, Buck encontrou a oportunidade perfeita para ficar tirando com a cara dela. Para ele, oportunidades assim não podem ser ignoradas. Então, no final da tarde, quando tinha ido para correr no parque, acabou encontrando Amy também como se o universo quisesse que ele se divertisse. — Eu só estou imaginando aqui, sabe, a sua interação com aquele advogado. As provocações com segundas intenções? Será? Quero que conte tudo para o seu fiel escudeiro e bombeiro! —
Amy fez uma careta que não escondia a situação embaraçosa e desconfortável. "Você está brincando?" Retrucou, os dentes quase batendo uns contra os outros. "Não acreditando que está me espionando! Por que não fez o papel de um bom amigo e foi me salvar? Advogados são os piores!" E não era novidade que Amy vivia em pé de guerra contra eles, porque sempre acabavam nos tribunais cuspindo ofensas longe do olhar do juiz. A pior parte era que Elijah era muito bem polido para responder à mesma altura, sempre a deixando sem graça. "Ew! Eu só de minha lanterna para ele porque não gosto de mexer com fogo e foi a oportunidade perfeita." Cruzou os braços diante do peito. É claro que Elijah tinha uma boa aparência, mas não tinha percebido nada de diferente na conversa. Parecia muito o habitual deles, inclusive. "O que você estava fazendo escondido, hm?"
𝘂𝗺 𝘀𝘁𝗮𝗿𝘁𝗲𝗿 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗴𝘄𝗲𝗻 𝘀𝘁𝗮𝗰𝘆 𝗻𝗼 𝗮𝗽𝗮𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗹𝗲𝗶𝗮 ─── "Não me lembro se já a trouxe aqui antes, mas você sabe o que dizem... Mi casa es su casa. Ou algo do tipo. Eu detestava as aulas de espanhol." Leia Organa tirou o sobretudo ainda pingando da chuva lá fora e o pendurou numa das hastes do cabideiro na entrada do foyer. Então se virou para Gwen e fez menção de tirar-lhe o casaco para acomodá-lo ao lado do seu. Tiveram a sorte de se encontrarem antes que a tempestade piorasse, e Leia ofereceu à Stacy uma carona até a casa dela para que não precisasse andar na chuva - isso antes de lembrar que havia guardado algo para ela e desviar o trajeto para trazê-la até o seu apartamento. O gato, Artoo, veio cumprimentar Gwen, esfregando-se entre as pernas dela antes de soltar uma cadência de miados que, Leia tinha certeza, eram queixas pela garota não ter nada para ele comer em mãos. Revirou os olhos diante daquele show todo e mostrou a língua para o felino - era por isso que estava tão rechonchudo! - antes de voltar a atenção para a sua companhia. "Certo. O seu presente, né? Vou lá pegar." O olhar percorreu a figura feminina por um segundo prolongado, avaliando-a. "Você precisa de roupas secas." Concluiu.
"Eu deveria ficar preocupada em acabar em um dos rins hoje?" Brincou enquanto passava a mão na lombar. A mudança de percurso havia sido um pouco abrupta para ambas, e por mais que confiasse em Leia, sentia-se um pouco intrusa. Parando para pensar bem, não tinha ido até a casa da outra até então. Os olhos de Gwen percorreram as paredes com alguns quadros decorados e os móveis, sendo os arranhadores o destaque da vez. É claro que os olhos curiosos já foram procurar pelo dono dos brinquedos. "Então esse é o Artoo?" Gwen passou a mão nos cabelos para espalhar os respingos de chuva antes de abaixar para ficar na mesma altura que ele, admirando o felino e esperando que ele permitisse que passasse a mão. Não queria sair arranhada como já havia acontecido outras vezes. "Oi, fofinho." Murmurou, alisando o pelo da cabeça até o rabo, achando graça nos miados e em como ele parecia estar em uma briga interna com Leia. "Hmmm?" Perguntou, distraída demais com o animal antes de levantar o olhar para a amiga. "Você acha? Pareço bem adequada para um super-herói que se molha o tempo todo." Sacudiu os braços de leve para não espantar o gato. "Mas que história de presente é essa, Leia? Já disse que não me incomodei em ter esquecido meu aniversário! Não saí nem para comer pizza esse ano."
Sacudiu a cabeça com os devaneios de Gwen mas, invés de chamá-la de louca, decidiu criticar seu mau gosto. ── Um poodle? Dentre todas opções do mundo, essa é a que você escolhe? ── Estendeu a mão como se prestes a fazer carinho na cabeça do animal mas, no último segundo, recolheu o toque com cautela forçada. ── Já tomou a antirrábica? ── Perguntou com o sorrisinho insolente de sempre, se esforçando para perturbá-la como faria um irmão mais velho. Tinha ainda alguns minutos antes de precisar se preparar para o show seguinte, e decidiu ocupá-los se alongando enquanto conversavam. O enrijecer de suas articulações há muito o alertava de que estava forçando o próprio corpo até o limite, mas decidiu ignorá-lo. ── Você seria a mocinha, mas não a donzela indefesa. ── Concordou enquanto rotacionava os ombros e alongava o pescoço, o estalo abrupto servindo de pontuação. ── Estou pensando em mudar de uniforme. Posso encomendar um novo para você, se for manter o seu sonho vivo. ── Era o melhor que poderia fazer por ela, já que era famoso por performar sem uma rede de segurança, e não a colocaria em perigo quando não tinha o mesmo treinamento. O alongamento seguinte o fez plantar as palmas no chão e ocultar o rosto de vista, mas não o impediu de continuar tagarelando. ── Não deixe que o Haly te escute, ou vai acabar contratada pra tocar o marketing do espetáculo. ── Para o seu terror, já que tinham o hábito de o colocar nos pôsteres em posições no mínimo comprometedoras. A pergunta desentendida de Gwen o fez erguer o torso para voltar a encará-la. Sabia exatamente como a cutucar. ── Como é mesmo o nome dela? Francine? ── Se questionou em voz alta com tom afetado e muito pouco convincente, já que conhecia a menina em questão desde a infância.
O nariz de Gwen se mexeu e formou a careta perfeita em seu rosto. "Eu sei... Um poodle não é totalmente respeitável, mas fica bem em atos por causa do pelo em cachinhos." A forma com que eles se mexiam enquanto os poodles pulavam parecia agradável demais de se assistir, praticamente cinematográfica. Gwen empinou o queixo, como sempre acontecia quando seu lado sabichão aparecia. "Vacinas antirrábicas só são feitas em quem tem contato direto com animais de grande porte ou selvagens." Era sua melhor maneira de rebater a provocação, sendo um poço de nerdices. Observou a forma com que Dick esticava os braços para o alto e para os lados, as sobrancelhas indo junto com os membros conforme se mexiam. É claro que o estalo não passou despercebido. "Você está bem, Dick?" Perguntou sem qualquer deboche ou intenção de irritá-lo. É claro que Dick tinha músculos incríveis e que marcavam perfeitamente a anatomia, e não era a pessoa estúpida que ignoraria aquilo, mas sempre temia que talvez ele exagerasse um pouco. Raramente andavam tendo tempo para fazer algo que não fosse naquele arredor, e também se culpava por andar tão ocupada. "Mas é claro que você vai encomendar um uniforme para mim. Me diga qual é o valor que faço a transferência, ou você ainda anda vivendo nos tempos das cavernas e usando dinheiro físico?" As mãos se juntaram diante do corpo e ela esfregou diversas vezes, animada com a possibilidade. Gwen honestamente não se preocupava em aparecer, se contentando o suficiente em fazer algumas acrobacias com o amigo de vez em quando. "Em que cores está pensando dessa vez? Vai considerar o neon?" Tinha infernizado a vida de Dick com a possibilidade de um rosa neon com branco, e foi podada em todas as vezes. Eles ficariam perfeitos nas cores! "Não sou boa com marketing. Se não fosse Rowena, a banda iria morrer." Admitiu com um leve dar de ombros, sentindo as bochechas esquentarem um pouco. "Francesca." Corrigiu mais rápido do que deveria, sentindo-se acuada novamente. Encolheu os ombros, semicerrando os olhos para ele. "Duas pessoas estão acompanhadas apenas se ambas quiserem, não é? Não sei se é o que ela pensa... E não consegui falar com ela ainda, mas vi que ela vai tocar piano no panfleto." Tirou a grade de horários do bolso, pensando em como só admirava a moça de longe, sentindo-se completamente patética pelo sentimento engraçado mesmo sem saber quem ela era de verdade. "Por que você não vem comigo? Por segurança."
para alguém acostumada com o cheiro de fluídos balsâmicos, rowena é um quão... intolerante com o odor de laboratório. tem a sensação de que o aroma impregna na derme; uma fragrância que consegue ser pior do que consultório de dentista. porém, não há nada que não faça por gwen, inclusive assinar o formulário de ética para que fosse cobaia de sabe-se-lá o quê. "é um exame de sangue?" é uma pergunta um quão tardia quando o líquido escarlate já está nos tubos transparentes, embora a atenção não esteja exatamente ali. "que horas você sai daqui, aliás? vou poder tocar bateria, né?" acha adorável vê-la nos traços de laboratório: o jaleco branco cai bem para a memória infante de uma gwen extremamente nerd e inteligente. "a gente poderia ensaiar à noite... pedir uma pizza!" pressiona com o algodão o recém-machucado, a cabeça tomba para o lado em um drama colossal. "não tem aqueles curativos fofos? esse laboratório está falido?" uma grande ironia quando percebe que está cercada por máquinas milionárias — ou bilionárias! não sabe muito bem o valor, mas é notável que é caríssimo. "aquela parada ficou invisível de novo?" não é uma estudiosa quanto gwen para que saiba as nomenclaturas; mas é extremamente interessada em tudo o que a melhor amiga desenvolve ali. "é agora que você me oferece um almoço como recompensa?" é um quão cômico como fica tagarela na presença da stacy, o olhar admirado pelo laboratório da amiga — sim, domina o espaço gigantesco como propriedade de gwen.
Não costumava ser um sufoco convencer Rowena a fazer parte de suas pesquisas, fossem pessoais ou virtuais, um formulário ou um teste. Gwen estava feliz em ter batdo sua meta de pacientes para pesquisar a diferença de reação de um vírus nos tipos sanguíneos. Teria ficado horas explicando só aquela parte para ela, mas não queria saturar os ouvidos do assunto. "É o exame de sangue. Só estou trabalhando nessa pesquisa no momento, mas ainda vão me deixar colocar a tese em prática. Estou sentindo." Achava que soar esperançosa melhorava as chances de ser liberada, mas ainda precisaria que esquecessem de que fez um abaixo-assinado contra a própria empresa. Olhou para o relógio na parede, dando de ombros. "Os horários são bem flexíveis, na verdade. Posso sair agora se precisar que te leve em casa... Algumas pessoas desmaiam depois da coleta." Sussurrou a última parte apenas para provocá-la um pouco. Sabia que Rowena teria culhões para ir embora correndo, se precisasse. "Vai poder tocar. Em trinta minutos já não vai estar sentindo nada. Pode ficar um pouquinho roxo, só." A lembrou, fechando os tubinhos para colocá-los na grade que iria para o laboratório para preservar as amostras.
Foi a hora de tirar as luvas que pinicavam os dedos e esfregar as mãos no jaleco com uma careta. Precisava hidratar os dedos com urgência. Rolou os olhos com um sorriso no rosto, procurando pelos adesivos coloridos. Seu melhor era o do Sonic, e foi ele mesmo que pregou no braço da amiga. "Podemos ensaiar e pedir pizza, a melhor combinação que existe na face da Terra." Apertou os olhos, segurando as bochechas de Rowena para deixar um beijo estalado no topo da cabeça dela, seguido de outro. "Obrigada por ser a melhor voluntária por livre e espontânea vontade, e não por ameaça de me ver chorar, do mundo!" Agradeceu apenas para lembrá-la de que nunca passaria batido tudo o que fazia por si, e Gwen esperava retribuir o gesto. "Na verdade, não estou trabalhando naquilo invisível por enquanto. Estou pausada, de castigo por ser uma jovem consciente e resistente." Repetiu as palavras do chefe dos estagiários, que fingia estar elogiando enquanto tinha um sorriso terrível no rosto. Agora só poderiam fazer o que estavam designados, sem a liberdade criativa aprovada. Colocou o indicador na boca, fingindo estar pensando sobre o assunto. "Não sei se devo... Quer dizer, posso te dar o cartão da Lauren para almoçarmos aqui, e a comida é surpreendentemente boa... Ou podemos começar o dia comendo porcaria como sempre. Será que aquele lugar de lanche gostoso já está aberto?" E só então ouviu a barriga roncar, alto demais para o ambiente. Levou a mão até ela, com um sorriso travesso no rosto. "Também podemos ir nos dois."