“ nem sempre, eu meio que lembro… mais de uma vez que ‘cê me deixou sem palavras. ” e tudo em um curto espaço de tempo, diga-se de passagem. talvez fosse aquele o poder da garota, ele acaba não se importando em ter a última palavra — como geralmente se esforça para ter —, só fala por falar, para impressionar e, sinceramente, em tentativas bobas de vê-la sorrindo. era estúpido demais pensar assim? provavelmente não! oras, qualquer um podia ver que ela tem um sorriso lindo e seria um desperdício não tê-los para si, ou aquela risada que o deixa ainda mais… empenhado em se fazer de bobo. “ acertei?! ah, ” não é completamente obtuso para não compreender a brincadeira ali, mas ainda assim, é algo… legal de se escutar, poderia até mesmo dizer que a maneira sutil que suas bochechas se tornam mais rosadas é tudo um empenho para entrar na brincadeira dela! “ acho que a nossa telepatia de fantasma funcionou. ” a piscadela para a garota também traz um traço de sutileza, um quase flerte, uma vez que este está todo contido em suas palavras: “ quero dizer, era telepatia, né? você ficou na minha cabeça a semana toda. ” em qualquer outro momento, não seria preciso esforço para manter sua postura confiante e sorriso brilhante, mas aquela mão em seu cabelo… ah, se vê rendido a um verdadeiro gato como ela salienta quando seus olhos olhos se fecham pelos instantes que dura o carinho, o qual ele não vê problema nenhum em perseguir e demandar por mais, indo ao ponto de seguir o tato da jovem, a suavidade do toque em seu rosto quase o fazendo pedir por mais — não o faz com palavras, mas não é capaz de controlar o brilho pidonho de seu olhar pareado com o automático bico em seus lábios.
tudo contribui para o seu… dengo característico, ainda mais que não houve nenhuma negação sobre o número ter sido dado errado de propósito, algo que, sinceramente, é um pequeno golpe em seu peito, “ não era ‘pra ligar? eu até… ah, deixa. você vai descobrir quando eu achar o número certo! ” fica se questionando qual foi a reação do verdadeiro dono do número ao receber notas de voz de um papagaio, algo que, em sua ingenuidade, achou que ela iria gostar, o que acaba sendo uma pena que ela não tenha recebido. “ ‘cê sabe que eu vou achar, né? sou meio curioso e bom de pesquisa! ” e otimista! oras, não levaria como uma completa rejeição quando tem o estímulo dela para completar aquela missão. “ oh, que nome fofo… ” talvez não falasse apenas do nome, mas sim de toda a obra… imaginá-la com um gatinho… ela o chamou de gatinho, há! dá risinhos consigo mesmo enquanto digita seu número no celular dela, absorto em suas bobeirinhas por alguns segundos. mr. ghost friendly soa como um nome sólido para o seu contato e é assim que se salva, “ posso ser abusado? ” levanta seu olhar para ela, espelhando o gesto adorável dela de tombar a cabeça para olhá-la. não espera uma resposta de verdade, já que está sendo abusado! a ligação é curta, apenas até sentir o vibrar em seu bolso e agora garantir que também tem o número dela, “ mas isso não significa que esqueci do outro número, rowie. ” diz tal qual uma ameaça, semicerrando seus olhos, mas no lugar de apontar para a garota, enrosca preguiçosamente seu polegar no bolso da jardineira dela para poder devolver o celular ali, tudo bem calculado para parecer atrevido e não… insolente.
“ ouch! nossa, essa doeu… ainda duvidou da minha competência! ” dramatiza com a mão sobre o peito e a sua cena apenas intensifica com a dúvida de suas habilidades, ainda faz questão de pisar na borda do skate para fazê-lo dar um giro no ar, manobra básica para impressionar qualquer um — ao menos em sua cabeça! “ se eu fosse ruim eu não saberia fazer isso! e também não saberia te ensinar. ” por mais adorável que fosse andar de braços dados — fora a lembrança gostosa da noite que passaram juntos no festival —, eu braço desliza do dela quase que imediatamente, pois segura a cintura da garota para colocá-la com facilidade sobre a lâmina, seu pé ali entre os dela para estabilizar o skate e evitar um acidente, mesmo que ainda seja totalmente confiante em suas habilidade, não a arriscaria assim. “ sabe, eu… ” começa baixinho, seus olhos nos dela agora que contam com o desnível proporcionado pelo skate. uma de suas mãos permanecem na cintura dela enquanto a outra desliza com cuidado pelo braço de rowena até que tenha a mão dela na sua, o instante breve até que coloque a mão dela em seu ombro, tornando seus pequenos passos para o lado para as rodinhas do skate começarem a rodar um tanto mais seguros, “ cheguei a pensar que talvez ‘cê não quisesse que eu ligasse. ” confessa com um risinho um tanto sem graça, como prometido antes, não mentiria, mas às vezes a verdade o desconcerta. “ eu lembro de ter feito uma promessa, hmmm. quer conhecer o teatro agora? eu preciso buscar minhas coisas lá, posso te dar aquele tour. ”