Extra - Bernardo.
No começo pareceu fácil, eu mal a conhecia, pareceu fácil, mas as coisas estavam em um estágio avançado demais para desfazer o sentimento que eu resolvi criar logo pela garota mais complicada que existia, mas dadas as circunstâncias, eu só deixei fluir, já tinha perdido o controle até de mim mesmo.
E cada segundo que a Bárbara passava dormindo no meu abraço era proporcional ao tempo que eu queria jogar fora com ela. Comecei a fazer carinho na pequena parte descoberta da barriga dela e vi como ela deu um leve sorriso sem mostrar os dentes, foi inevitável não soltar uma gargalhada breve. Logo ela sorriu mostrando os dentes ainda de olhos fechados, abafei seu sorriso com um beijo e logo fiquei por cima dela. Parei o beijo e voltei a fazer carinho na barriga dela com as pontas dos dedos, fazendo-a cair na gargalhada, parei e fiquei sem entender o por que daquilo, dei de ombros e comecei a riri, até ser jogado do sofá, me levantei sério e saí de perto dela, pra que ela achasse que eu realmente tivesse ficado puto com aquilo.
Bárbara: Ei, volta aqui. - ela disse com aquela voz manhosa que eu tanto odiava. - Eu tava brincando. - disse abraçando minhas costas e logo beijou meu pescoço.
Me virei rindo e a beijei. Tê-la comigo, desfilando pela minha casa com as minhas camisetas durante a semana inteira, porra cara, tava parecendo um sonho. Eu só precisava daquilo sabe, dela só de bikini e a minha huf por cima, nós dois deitados no sofá fumando nossos becks e um rap de fundo. Não precisava de rolê, não precisava de mais mina nenhuma, só dela, só da minha.
Já tava quase anoitecendo quando ela se jogou no sofá e depois de um suspiro longo disse que queria sair a todo custo. Se levantou e foi se arrumar, saiu do quarto com um vestido preto curto e um vans old skool.
Eu: Vai pra onde?
Bárbara: Vamos - ela me corrigiu. - Vai se vestir.
Fui né, coloquei uma calça preta, um adidas, uma camiseta branca com uma estampa e um boné preto
Bárbara: Meu Deus em garoto - ela resmungou me fitando.
Eu: O que é Bárbara? - falei puto já. Ela fechou os olho, sorriu e suspirou.
Bárbara: Nada não, vamos?
Eu: Já quer discutir?
Bárbara: Discutir? Você tá louco? Olha pra você, como eu vou discutir com você vestido assim.
Logo entendi o que ela queria dizer com aquele “meu Deus em garoto”, as vezes é difícil de entender que a Bárbara guarda mais malícia que muito marmanjo por aí. Dito isso, ela saiu andando pelo corredor do edifício sem falar nada, fez silêncio até chegar na pista de skate. Não exatamente um silêncio, já que cantarolou várias músicas, só não falava comigo.
Eu já tava fodido de tanta raiva.
Ela sempre faz isso sabe, parece que sente prazer em me fazer amá-la um segundo e querer matá-la no outro.
Bárbara: Sabe por que eu te trouxe aqui?
Eu: Não… Bárbara, meu, chega disso, chega de ficar se escondendo e fingindo que não existe nada entre a gente quando te gente olhando se depois tu vai se entregar pra mim naquela porra de apartamento, chega ano, eu quero que tu seja minha… Quero não, tu já é minha, o que que quero é que todo undo veja, que todo mundo saiba, lembra daquele lance de que ninguém precisa saber? Foda-se esse lance, eu quero que isso aqui, que nós sejamos o assunto de todos, que todo mundo olhe pra gente, que todo mundo veja como eu te amo mano. Uma vez eu vi por aí que a mina só é tua quando tu assume ela… Caralho, eu amo você - eu disse quase gritando, logo a beijei, no meio de todos e sussurrei - e agora sim você é minha.









