Não sei quem tem o prazer (ou desprazer) de viver essa sensação de que encontrou a melhor pessoa do mundo pra você. Digo, a pessoa que você olha e pensa: indubitavelmente, ela foi feita pra mim. Alguém que não só te causa atração, mas que suas energias vibram em perfeita sintonia. O seu próprio "eu" no corpo de outrem, que transborda seus trejeitos, sua boa energia, seu riso fácil e suas manias. A tipologia é única. É peça rara no meio de 7bi. Não... não é possível que tenha outra pessoa no mundo que te complete tanto quanto ela. E se houver, até então você nunca conheceu. Prazer, é se foram tão feitos um pro outro que são, de fato, um do outro. Desprazer, é se são de outros que não eles mesmos. É justamente nessa última circunstância que reside a dúvida do "e se?". E SE fosse pra dividir a vida com ele/a? Seria mais gostosa e leve? E SE estivessem juntos, hoje, mais maduros do que ontem? E SE seus corpos se encaixassem tanto quanto sua personalidade? E SE o sexo fosse tão compatível o quanto eram suas intimidades? E SE tivessem os filhos tão conversados desde a adolescência? Teria um pouco mais de um ou do outro? Seriam tão parecidos quanto os pais? E SE as brigas fossem resolvidas com os seus jeitos? Seriam as barreiras da convivência mais fáceis de serem escaladas? E a vida compartilhada seria mais prazerosa de ser vivida? Essas perguntas parecem me acompanhar para o resto da vida, porque eu sei que NUNCA vou encontrar alguém como ele foi pra mim. E isso não é sobre cuidado, respeito, zelo e confiança, é sobre encontro de almas. Nenhuma outra mão, nenhum outro beijo, nenhum outro sorriso, nenhum outro abraço, se conectou tanto ao meu. Ele foi peça rara, única, personalissima. Leoni sempre esteve certo: depois dele, os outros foram/são os outros, E SÓ.
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