alma linda,
coração que cativa,
é tu.
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alma linda,
coração que cativa,
é tu.
— Michael Cunningham, The Hours
— mary oliver
i maybe romanticize things that i shouldn't.
Anaïs Nin, from a diary entry featured in Incest: A Jounal of Love; The Unexpurgated Diary of Anais Nin, 1947-1955
E eu espero, no tempo, no medo.
Nos ventos que trazem luz e compaixão.
Compadeço dos meus nuances de terror,
do amanhã, do contratempo, do desespero.
E demora, para que uma paz se agarre.
Quem me dera, ser preenchida dela.
Da paz que cura todos os temores.
Que me reserva risos e ternura.
Ainda ouso questionar que essa calmaria,
dos dias e da penumbra, poderia afagar-me
e desmanchar no peito, onde a ansiedade
se faria ausente.
Partilhar a alma é ser reconhecido.
Mais do que amado, é não estar perdido.
É viver em dias serenos, longe do medo, buscando afeto em cada espaço pequeníssimo de tempo.
O sentimento de refúgio e entendimento, das sombras latentes se desvanecendo.
A afetividade do tempo, do chamego de ser lembrado, e mais que visto, ser também, reconhecido.
Tenho pra mim, que nossa falta, quando sentida, também é carinho.
Nada mais singelo que ser memória no coração do outro.
Nada mais belo que desbravar a imensidão da vida ao lado de quem nos permite viver no espontâneo.
O meu eu é celebrado por quem também celebra ser quem é.
É o simples afeto que transborda na permissão de amar o que nem sempre é amável.
É ter meu olhar encontrado na retina do outro.
Partilhar a alma é também ser validado, e assim, ser agraciado com a reciprocidade que só surge do amor.
Eu viro meu peito do avesso Eu elevo meus pés do chão Pois mil céus azuis vivem dentro de você.
Filipe Ferrero
Vens como tempestade serena raio e calmaria na mesma pele abrigo e vendaval em meus braços céu que inventamos ao toque de onde brotam estrelas, luas e os desejos que nunca dormem.
Daniel Soares.
As nossas memórias serão movidas por tudo que temos construído com os olhos do futuro e os pés no presente.
Maxwell Santos
William Morris, from a poem titled "September," featured in Poems by the Way, originally published in 1891
The New Yorker, Gérard DuBois
tua alma é grande, não permita apequenar-se dessa maneira.
vosso tempo é tão limitado quanto o sol que queima nossa pele, não há beleza em se encolher, se arrisque.
Ontem passei mal do estômago — foi culpa minha. Foi a minha irresponsabilidade, de não ver os pequenos detalhes. A dor da realidade sempre me dá clareza para pensar no absurdo da existência. Tenho muito que melhorar. O importante é não esquecer dos detalhes. Neles vivem o significado. O que fiz de errado? Fui desleixado com a limpeza e alimentação, e paguei o preço com dor.
— Jofunogan