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jaimeelannis:
Natalie Dormer at 2016 Glastonbury Festival on 24th June, 2016.
Não, ela não fazia o estilo suicida. Mais alguma pergunta idiota a fazer? Me lembro de ela ter mencionado algo sobre mensagens ameaçadoras, essa cidade é maluca.
Interrogatório
Nome completo: Jane Clarke Curso e idade: História, 21 Extras da faculdade: Hum… Natação. Você estava na festa?: Sim Se estava, dê nomes de pessoas que você conversou, que podem provar que você estava lá: Eu… Sou nova na cidade, ainda não sei o nome de muitas pessoas. Qual o seu grau de relacionamento com Emily Aubrey, a vítima?: Ela era da minha turma de história e do time de natação, estava me ajudando a conhecer a faculdade e algumas das pessoas por aqui. Não éramos próximas, mas ela também não era uma completa estranha para mim. Algo a acrescentar? Algo estranho que vem acontecendo, ou alguém estranho?: Fora os assassinatos nessa cidade? Não. Para um lugarzinho tão pequeno, esperava um pouco mais de segurança, tenho que admitir.
“Não, não. Pra falar a verdade, eu a conhecia de vista, apenas, pois nunca tive a oportunidade de conhecê-la. Aparentava ser uma boa menina, sempre a via sorrindo pelos corredores… Antes de tudo, quero deixar meus pêsames, sei o quanto é dolorida a dor da perda.”
“Infelizmente já sofri piores.” disse baixinho, se arrependendo logo em seguida das frias palavras. “Não estou dizendo que...” tentou se corrigir, mas sabia ser tarde demais. “Eu não a conhecia tão bem assim. Sou nova na cidade e ela estava me apresentando à faculdade e à algumas pessoas. Queria ter tido a oportunidade de conhecê-la melhor”
– Tudo bem, eu trouxe um copo d’água pra você. Tem um pouco de açúcar, se precisar eu sou a Mikka e pode pedir o que for…
“Obrigada” murmurou em resposta, tomando um longo gole. Se sentia levemente tonta, mas sabia que logo passaria – provavelmente era resultado do recente transplante de pulmão e a constante sensação de estar sem ar, apesar de este par funcionar perfeitamente. “Acho que te vi na festa. Sou Jane e acho que não posso dizer ser um prazer conhecê-la assim.” soltou um triste sorriso.
“É, mas será que não é essa a intenção? Fazer um grande show e deixar todos cientes do perigo que estão correndo? É horrível, eu sei, mas nunca se sabe o que passa pela cabeça dessas pessoas.”
“Esse é o ponto. Ele quer deixar claro o que está acontecendo, quer ver o medo sendo espalhado.” A correria do local deixava Jane nauseada, o pânico estampado nos rostos de todos os alunos. “É doentio. Digo, o assassino é.” Porém, possivelmente o que mais assustava Jane era o tamanho da cidade, o fato de que, da maneira como o lugar não parava de se encher, o assassino certamente estava infiltrado ali no meio admirando a cena. “Já considerou que há grandes chances de ele estar aqui?”
“Por que diz isso? Essa cidade é ótima pra se viver tirando os assassinatos, sabe. E eu posso não ser nenhum Sherlock, mas sei que você precisa de apoio moral.”
Acho que assassinatos são difíceis de se ignorar e descontar da soma. E a maneira como ela foi deixada ali... O assassino não queria apenas matá-la, queria fazer um grande show a partir disso.
Não precisamos falar sobre. Porém, se quiser chorar, dizem que faz bem…
Na verdade acho que não mereço realmente chorar por ela. Não a conhecia tão bem quanto gostaria de ter conhecido. Apesar de breve, ela foi uma das poucas pessoas nessa cidade que fez minha mudança para cá não parecer tão terrível assim.
“Me desculpe! Se é o que deseja, eu sairei. Caso precisar, estarei aqui.”
“Você a conhecia?” murmurou, contrariando seus dizeres anteriores. A verdade é que não gostaria de falar sobre os próprios sentimentos no momento, mas não se importaria de escutar outras histórias.
“Você tem certeza que não quer conversar? Olha, eu conhecia a Emily também. Ela era uma garota incrível. E você também é, então.. Olha eu sinto muito.”
Eu nem a conhecia tão bem assim. Esse é o problema. Estou me sentindo uma merda, mas nunca cheguei a ser amiga dela. Ela era da minha turma, do mesmo time de natação e eu a vi todos os dias desde que cheguei na cidade. A sensação é de... Droga, eu realmente não consigo falar sobre isso.
“Tem certeza que não quer uma água? Posso trazer pra você, Jane. Deve estar se sentindo péssima.”
Obrigada Sherlock, mas não. Estou bem. Só preciso de um segundo para voltar a pensar... Foi um erro ter me mudado para cá.
Por favor, eu não quero falar sobre isso, eu... Eu prefiro ficar sozinha agora.
“Não. Eu to vestida de tempestade, de X-Man. Não tá óbvio, com o cabelo branco e tal?”
Óbvio é uma palavra relativa, eu... Ok não. Definitivamente não. Mas o que importa é a intenção né? E olhe pelo lado bom, essa cor de cabelo combina com você.
“Não exatamente. Sou meio que o Static Shock da química. E aí, o que achou?”
Na verdade eu ainda estou tentando entender como você está fazendo isso sem levar choque...
Só os q vc conheceu...
I see...
Não costumo generalizar e pensar que tudo é óbvio – sou historiadora afinal de contas, esse seria o erro mais estúpido a se cometer – mas vamos esperar por provas por enquanto, que tal?
alguém já te disse q vc tem uma bunda interessantíssima?
Confirmando minha tese da ask anterior...