“Eu sei que não é, o nervosismo fala mais alto que a razão nesse momento.”
“Eu vi o meu irmão matar o meu próprio pai. Isso sim é engraçado. Pode rir.”
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“Eu vi o meu irmão matar o meu próprio pai. Isso sim é engraçado. Pode rir.”
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Não. Não. Não. Porque ela havia de aparecer naquele momento? Justamente, quando ele não tinha nenhum plano em mente. Nada para manipular e fazê-la acreditar em uma situação diferente. Minerva, o desespero na voz alheia parecia dilacerar o restante de sua sanidade. Aliás, houvera sanidade alguma vez em James Júpiter? O garoto largou a lâmina no chão, mas não saiu do lugar. Seus pés pareciam ter criados raízes. Não só pareciam, como tinham. Era como no mito. As raízes pareciam devorar seus pés em uma fome dilacerante. Ele respirou fundo, se ajoelhando no chão, sentindo as pernas cederem pela dor muscular. O próprio sangue escorria pelas gengivas e seus dentes estavam pintados da coloração escarlate, a coloração que apreciava. Nos outros. Sua atenção voltou-se para Minerva e para o modo como ela agarrava o cadáver decrépito. Aquilo não era uma alucinação. Ele tinha realmente matado Reed. A manipulação da realidade deixava tudo extremamente realístico, ele mesmo acreditando na peça que sua mente pregava com clamor. Ele colocou ambas as mãos nos cabelos dourados, sentindo-se incrivelmente ignorante por ter feito tal ato como um animal estúpido e ignorante. JJ Não era estúpido, muito menos ignorante, mas não havia tido controle sobre aquilo. Era como um buraco negro em sua mente. Não sentia pelo pai, mas sentia por Minerva. Havia empatia pela garota. Pela mais nova. Queria gritar com ela, abraçá-la e dizê-la que Reed iria voltar. Que era uma brincadeira péssima. Mas não era. Havia realmente cometido um patricídio. E estava se sentindo culpado pelas lágrimas que banhavam o rosto jovial da irmã mais nova. “Eu sinto muito.” E sentia. Finalmente, sentia. Por ela, ele sentia tudo. E em excesso. Odiava o que sentia, portanto, odiava Minerva o mesmo tanto que conseguia amá-la. Aquela rebelde selvagem. Queria domá-la e colocá-la novamente em êxtase como quando bloqueara os poderes dela com a manipulação, quando a prendera para acreditar que a sabedoria que tinha era por causa da inteligência exacerbada e não por causa da telepatia, roubo de informação. Não sabia nem se Minerva estava sob seu controle, talvez ela estivesse lendo todos os seus pensamentos naquele momento, pois a manipulação da realidade escapara por entre seus dedos em uma baque. Ele abriu a boca, mas o próprio sangue escorrera pelos cantos de seus lábios, o gosto metálico inundando sua boca como ferrugem. “Eu não sei.” Ele não sabia. O porque era uma incógnita, a raiva de Minerva não o era. JJ estava descontrolado e a outra Storm também. Ele arrancou os pés das raízes fictícias, para andar até Minerva e colocar ambas as mãos nos ombros delas. “Você não pode… Você não pode lembrar disso. Eu tenho que… Tenho que mudar.” Ele disse esforçando-se para mudar o cenário, mas era impossível. Era o poder que o controlava e não o contrário. Manteve os braços ao redor dos ombros de Minerva, apertando-os com raiva. Tinha raiva dela por estar no lugar errado.
A sensação contínua do júbilo fictício em sua existência monótona fê-la estar aérea ao novo. O sentimento inédito usufruído por si; a angústia corrosiva de ver o próprio pai morto. A sensação da imponência para com o progenitor; a própria demência de não ser capaz de trazê-lo de volta à vida. Odiou-se por não poder curá-lo e ressuscitá-lo, fazê-lo ter o fôlego vitalício por uma segunda vez. Não era capaz, afinal era uma estúpida desprezível. A lógica sussurrava em seus tímpanos; dizendo-lhe que era impossível trazê-lo de volta. Contudo, os dígitos de Minerva retornaram a procurar pela fonte hemorrágica. O vestígio de fé fê-la continuar imóvel a lógica; mas totalmente submissa a uma fé invisível, pois não iria abandoná-lo. Não poderia deixá-lo à mercê de um corredor vazio. O pai era a personificação da sabedoria; portanto, não deveria extrair de sua genética algum vestígio de tal saber? Porventura, não era digna de usufruir de herança genética alguma, afinal era um estorvo a família. Deveria ter aparecido com antecedência, pois poderia ser ela a decrépita e não o patriarca. Reed deveria viver. Ele era dono de um espírito sábio e vivaz; o melhor professor que já pôde ter na face da Terra. Reed era um herói. Um sábio e, sobretudo, o homem responsável por colocar juízo e liberdade na cabeça de Minerva. Embora tenha feito o uso da liberdade ao invés do juízo; Minerva deveria ter plena sabedoria para encarar à situação. Entretanto, há sabedoria em um momento de luto? A própria corpulência tremia; porventura, a justificativa lógica de outrora era pela temperatura corpórea usufruída por si. Entretanto, Minerva tinha plena ciência de que estava tremendo por chorar. Lamúria, porém, que parecia não ter fim. As lágrimas saíam de suas órbitas de forma contínua; absorvendo os resquícios de força que há em sua extensão anatômica. Estava ao demasiado fraca, contudo, a força invisível contornou o seu ser de modo a deixá-la à mercê do pai. O líquido escarlate responsável por dar essência à vida jaz corrompido em Minerva; colorindo-a com o sangue inocente. O ânimo de manter o ferimento pressionado fora abstraído aos poucos; afinal estava ao demasiado fraca para conseguir comprimir da forma necessária. Todavia, impedir que o sangue do pai tingisse o assoalho iria trazê-lo de volta? A resposta era óbvia; contudo, a loira só parou no momento que sentiu o próprio corpo desabar. O próprio crânio fora em direção ao peito do pai; os tímpanos desejavam ouvir a frequência rítmica do batimento cardíaco. Mas não havia nada. Os vestígios de calor corpóreo que há no pai não havia mais, pois este parecia estar rígido de forma análoga ao concreto. Gélido de forma idêntica ao mármore ou; porventura, de forma idêntica ao espírito de James. A mísera menção ao nome alheio fê-la sentir ânsia; a vontade de expelir toda a hipocrisia e devolver fúria para o irmão. “Pai?” Retornou a chamá-lo, movendo-o entre seus dígitos. Agarrando o tecido de sua camiseta para movê-lo, entretanto, não havia resposta. Não há resposta, Minerva. A voz de sua consciência dizia; contudo, acabou por ignorá-la também. Não queria ouvir nada, absolutamente nada. A acústica dos próprios devaneios eram irritantes; forçando-a a observar a lâmina que em outrora James ostentava. O devaneio de usar a ferramenta para perfurar os próprios tímpanos soou atraente à sua psiquê, contudo, antes que pudesse de fato alcançá-la, Minerva pôde sentir as mãos firmes e rígidas de James em seus ombros. A própria anatomia já estava naturalmente dolorida; entretanto, associada a força investida contra si, Minerva comprimiu os lábios para evitar que um gemido saísse de seus lábios. “Não me toque.” Forçou-se a fazer tal pronúncia; entretanto, a mesma abandonou os seus lábios em um mísero mover de lábios. Não havia voz; pois a verdadeira força jaz morta. “Deixe-nos.” Gritou, afastando-se do contato físico do irmão. Este não tinha sequer a decência de ajudá-la a manter o pai morto? Morto. Repetiu inúmeras vezes; contudo, o próprio espírito parecia não querer acreditar. Só havia uma única forma de confiar que de fato estava consciência. Deveria testar a própria vida. Afastou o pai de forma súbita, engatinhando em direção a lâmina. “Isso não é real.” Sussurrou para si própria, aproximando a lâmina do próprio pulso. O metal maculado pelo sangue entrou em contato com a epiderme; penetrando a primeira camada do tecido para de fato abrir um corte. A dor súbita fê-la parar; afinal era real. Entretanto, continuou a pressionar a estrutura contra o pulso. O sangue fluía de seu pulso com liberdade, fazendo-a direcionar a atenção ao sangue. “Você matou a todos nós, James.” A dor era corrosiva; entretanto, não era merecedora de clemência. Deveria procurar por uma morte mais rápida e sem retornos, portanto, os dígitos trêmulos retornaram a ostentar a lâmina. Entretanto, antes que pudesse de fato levá-la à aorta; a própria força pareceu desaparecer mais uma vez.
“Não, não estaremos… Estaremos? Ai meu deus, estaremos!”
“Se você ver o meu irmão provavelmente acabará morto. Por que você está rindo? Não é engraçado!”
axcidia
Ao ver em quem havia trombado, seguido do comentário irônico, Arkyn semicerrou os olhos e pressionou um lábio contra o outro. Seu estado atual não o dava permissão para tentar um mínimo de educação maior do que o que já tinha, por conta de esgotar a sua paciência muito rapidamente – o último pedido de desculpas foi um mísero engano. Assim sendo, suspirou pesadamente, recostando-se contra uma parede próxima e fechando os olhos por completo. ❛❛Pois é, Minerva. Parece que o dia está cheio de surpresas, não é mesmo?❜❜ disse, também em tom irônico. Queria sorrir e fazer alguma provocação com a ruiva, mas o mundo girando quando abria os olhos o impedia disso. ❛❛Por que diabos todos estão caindo doentes…?❜❜ questionou, baixinho – e nem mesmo Arkyn sabia se havia feito a pergunta para ele próprio ou para a loura.
A pronúncia de Arkyn pareceu ser reformulada; reconstruída em um quebra-cabeça cujo abecedário era desconhecido em seu cérebro. Uma ironia, pois Minerva sempre acreditou ter o domínio esplêndido sobre a linguística. Contudo, tudo parecia ser uma verdadeira incógnita. Um paradoxo as típicas ações; pois estava à deriva de um colapso. Era ordinário de sua criatura calcular cada sílaba; entretanto, àquela altura não conseguia pronunciar uma única palavra. Desejou repetir o questionamento; perguntar o porquê de tal catástrofe estar ocorrendo no Instituto. Porém, o silêncio fora a solução. O silêncio da acústica oral, pois as vozes ainda penetravam a massa encefálica da loura. Sequer sabia se era um sintoma ou esquizofrenia; ou, porventura, a telepatia aparecendo mais uma vez. A única coisa que pôde fazer, porém, era sustentar as próprias vértebras contra a parede. “P-por favor.” Gaguejou, pondo ambas as mãos ao redor do crânio. “Pare de pensar e falar. Fique.” Fez o sinal para que o outro ficasse em silêncio, permitindo-se deslizar em direção ao chão. Estava ao demasiado vulnerável; contudo, era impossível ficar em alerta. Tudo parecia estar distante. Estaria morrendo? Pois se não estivesse, provavelmente morreria em alguma circunstância caso Arkyn perdesse a paciência para consigo. Portanto, preferiu o silêncio ao proferir palavras estúpidas.
“Quer conversar sobre…” Engoliu em seco.
".... Eles estão mortos, Henric. Todos nós estaremos mortos em breve.”
A dor parecia queimar seus músculos e destruir todo o restante de sua sanidade mental. James Jupiter tentou manter sua consciência, mas fora em vão. Tudo ao seu redor tomou uma característica insana, as cores pareciam tortuosas no chão, ele via o corpo coberto de sangue do progenitor, enquanto a si próprio possuía uma lâmina afiada, com o sangue alheio pingada de seus dedos. Apesar de tudo, matar Reed Richards não estava nos planos do primogênito. Não ao menos, naquele momento. Aquilo desconcertou-o e tomou parte de seus poderes. Agora não apenas ele enxergava o cadáver, mas as pessoas próximas também. A manipulação da realidade parecia fazer efeito e ele tentava fazer crer a si mesmo que aquilo era apenas uma alucinação, mas sua mente se recusava. Era real. “Isso… Isso não pode ser real, eu… Matei meu pai.” Ele disse, com a voz embargada. O choro era teatral, claro. Haviam pessoas ao redor. James queria fazê-las acreditar que de fato estava horrorizado pelo fato de ser um patricida.
A íris esverdeada amparava a réplica de um cenário catastrófico; inúmeros indivíduos à mercê de um estágio temporário de alucinação. Sequer sabia a duração da alucinação; contudo, forçou-se a acreditar que em breve os próprios sentidos iriam retornar à normalidade. Contudo, o termo ordinário era inexistente em seu vocabulário. Afinal, clamar por consciência não iria fazê-la de fato atingir o nível de domínio corpóreo. Porventura, seja uma ironia pedir por um estado sóbrio; visto que sempre fazia o uso de narcóticos para estar aérea a tudo; portanto, por que não conseguia dar risos de júbilo por estar à mercê de uma alienação? Talvez seja pela dor corpórea usufruída por si; a sensação contínua de estar à deriva da morte. Porém, o pior de tudo era passar por tal circunstância sozinha. Não havia procurado ninguém de sua família, pois já era a personificação da decepção, portanto, vê-los submissos ao contágio do vírus seria uma adaga em seu peito. Não queria mostrar a eles que estava vulnerável; porque o óbvio doía em seu peito. Absolutamente tudo doía; cada fibra que constituía à sua musculatura. Mas a dor espiritual? De ter ficado presa nos últimos dias em plena solidão? Oh. Era algo árduo demais para amparar; entretanto, de nada valeria procurá-los. Portanto, Minerva dera meia volta para retornar ao corredor que a guiaria ao dormitório. Os próprios passos eram ao demasiado hipocondríacos; sequer a manipulação do campo de força parecia ser útil para fazê-la flutuar, pois se o fizesse provavelmente cairia e a própria situação iria piorar. Contudo, ao dobrar o próximo corredor, Minerva pôde ver o irmão mais velho a certa distância. Não apenas o mesmo, mas no chão havia uma poça de sangue. Não pôde pensar a fundo, pois no próximo instante pôs-se a correr ao seu encontro. “JAMES.” Gritou com o vestígio de ar que havia em seus pulmões; aproximando-se do irmão para abraçá-lo. Contudo, antes que pudesse pôr a musculatura esquelética em prática, a íris de Minerva recaiu sobre o chão. O corpo do pai. “Pai?” O oxigênio sucumbiu de seus alvéolos pulmonares; o ar que adentrava os pulmões poderia ser gás carbônico. A toxina metafórica fê-la cair no chão, literalmente. Curvando-se na direção do pai, os dígitos trêmulos percorrendo a extensão torácica para pressionar a área. Entretanto, a fonte hemorrágica parecia não ter fim. “Vai... vai ficar tudo bem.” Dizia ao cadáver, contudo, as lágrimas que deslizavam por sua tez pálida era a evidência clara que seu cérebro já havia captado à informação. O pai estava morto. “Você.” Disse entre dentes, a própria visão corrompida pelas lágrimas. “Por quê?” Sussurrou de forma praticamente silenciosa, abraçando o corpo gélido e hemorrágico do patriarca. O sangue do mesmo tingia as próprias vestimentas, entretanto, não dera importância. “Me desculpe, pai... Eu...” Era impossível falar, portanto, chorar fora a única solução.
“Tem como falar um pouco mais baixo? Minha cabeça doí e eu estou muito cansada.”
“O seu soro acabou e eu precisei gritar para a enfermeira trazer mais. Então ela não trouxe e eu transferi o meu para você. Desculpe fazer barulho.”
Como fazia pouco mais de dois dias que Arkyn havia se dado alta da enfermaria, recusava-se a pisar por lá novamente. Não se importava se sua temperatura estava absurdamente fora do normal ou se parecia tropeçar nos próprios pés a cada dois segundos: Não voltaria para lá a não ser que fosse arrastado a força. Andava com os braços agarrados contra o próprio corpo, e, ao sentir o mundo girar a sua volta mais uma vez, tombou para o lado, esbarrando em uma pessoa qualquer. ❛❛Foi mal.❜❜ disse, fazendo um aceno com a mão – e ter se desculpado para alguém que sequer havia visto o rosto era algo que deixava claro que o organismo do ruivo não estava nada bem.
A área lateral do crânio latejava de forma análoga a uma bomba compulsória; o cérebro parecia ser uma estrutura inflável em contínua readaptação ao crânio. Portanto, o encéfalo parecia ser comprimido pelo crânio e reduzido em um líquido viscoso. Uma mera metáfora deveras hiperbólica, no entanto, era a sensação usufruída por Minerva ao dar cada passo em direção à enfermaria. Não era apenas a gama de sintomas de uma possível gripe que fê-la estar vulnerável, mas sim a expansão de seus poderes. Ou seja, a sensação de ser o receptáculo de cada devaneio próximo a ela. Como resultado óbvio, a Storm-Richards estava relativamente alienada ao quê ocorria ao seu redor. A própria visão estava prejudicada; porém, a mente parecia estar atenta aos pensamentos próximos a ela. Portanto, após ser esbarrada com alguém no corredor, a loira sequer havia saído do estágio de alienação de primeira. Um passo minúsculo para trás fê-la usar a parede atrás de si como alicerce, pondo-se a observar a criatura responsável por trombar em si. Iria apenas ignorar o comentário caso fosse qualquer outro indivíduo, porém, ao ouvir um pedido de “desculpas” saírem dos lábios do ruivo, a própria não pôde deixar de expôr um sorriso irônico nos lábios. “Jurei que essa palavra não existia em seu vocabulário. Você só pode estar morrendo.” Uma pura hipocrisia; no entanto, afinal pelo andar da carruagem não estava muito diferente de Arkyn.
“Por favor, você não é ignorante, muito pelo contrário! O que está acontecendo? Está se depreciando, não gosto disso. Filha, se você estiver com algum problema, qualquer problema tem que saber e lembrar que eu estou aqui, que eu sempre vou estar aqui por você. E não, não vai existir nenhum favorito, vocês são os meus filhos e eu os amo tanto e não existe ordem. Eu a amo, querida, demais. Se você quiser conversar, pode falar comigo e se é algo que não quer contar, não vou contar, eu prometo.”
"Deve ser uma consequência da abstinência. A abstinência é o efeito contrário a substância ilícita, ou seja, eu irei ficar com excesso de dopamina então irei ficar diferente. Porém, não é nada que precise se preocupar. Eu estou tentando mudar, mãe. Eu só preciso conviver com a ausência das substâncias. Mas obrigada.”
❛❛Sim, eu fui o garoto torturado. Chocante, eu sei. Mas por que você está aqui, mesmo?❜❜
"Não é chocante, tampouco inédito. Não sei o quê você passou, mas a última vez que assisti uma tortura o cara precisou comer o próprio braço para extrair ácido lático para não morrer. O porquê de eu estar aqui? Pela morfina é claro. Porém, caso queira uma razão genuína: Eu adoro ouvir histórias. Você pode me contar uma.”
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“Não. eu não quis dizer isso… ah, droga. Olha, o que eu quis dizer é que não é motivo de orgulho você ter parças que são seus alunos. O fato de você está sóbria é até bem surpreso, tenho que admitir que eu estou bem surpresa na verdade. Me desculpa, eu me expressei errado, querida. E olha, não existe favoritismo na família, Storm, ok? Não existe e nem nunca existiu e nunca vai existir, e eu preciso da sua ajuda pra não fazer ninguém se cortar nesses cacos de vidro, pode ser?”
"... Tudo bem. Eu não consigo lidar com a minha própria ignorância quem dirá você, mãe. Quero dizer, você não é obrigada a me compreender. Então não se preocupe comigo. Eu irei ficar bem. Irei encontrar a minha própria saída. “ Mordeu o lábio inferior, a íris deslizando pelo cômodo constituído de pura destruição. “Valeria à pena ter um favorito, pois assim seria mais fácil lidar com a decepção de ter uma filha como eu.. Enfim, eu não estou bem. Eu posso ajudá-la e ir para o meu quarto?“ Perguntou com um real teor de obediência em sua voz. Pela primeira vez não havia qualquer manipulação em seu timbre.
Não, infelizmente não vou ficar orgulhosa. Deixa pra próxima e me ajuda a dar jeito nisso.
Acreditei que estar sóbria seria razão de orgulho, mas vejo que me enganei. Estou chegando a inúmeras conclusões erradas, porém, não seria o filho pródigo e prodígio o responsável por ajudá-la a manter a ordem no caos? Boatos que não é de minha ajuda que precisa, mãe.
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“Suas mentiras não colam comigo, papa-léguas. Quase foi lançada por culpa sua que apertou o botão errada achando que era o de abertura da porta. Mas se tivesse sido lançada, não seria difícil recuperá-la, afinal a cápsula tinha GPS embutido.” Deu de ombros encarando a sua irmã. Ela definitivamente parecia sentir a falta de James, o que por um momento, inflou seu ego, mas deixou-se carregar pelo falso mau-humor novamente, afinal precisava manter o papel de irmão preocupado para que seu roteiro pudesse acontecer. “É uma estratégia ridículo. Você está retardando suas próprias sinapses por um momento de paz. Mas não importa, eu estou aqui agora e eu posso fazer isso parar, Minerva. Você quer que eu faça isso parar?”
"Você poderia, por favor, parar de chamar por esse apelido ridículo? O meu nome não é o mais bonito, porém, caso seja necessário refrescar a sua memória o meu nome é Minerva. Você é o meu irmão, pois deveria saber. Aposto que usou toda a erva e perdeu certas memórias, lamentável JJ.” Revirou os olhos, cruzando os braços após ouvi-lo. Realmente não seria fácil convencê-lo, a técnica de trazer uma memória da infância não iria fazê-lo parar de resmungar, portanto, deveria procurar por outra estratégia. “São os momentos de paz que valem à pena, James. Você nesse exato momento está sendo o meu atestado de óbito. Você sempre precisa brigar comigo? Não pode simplesmente esquecer esse mísero detalhe? Estou sóbria há uma hora e meia, e em um minuto você já está me fazendo voltar atrás da ideia de ficar sem drogas.” Revirou os olhos, analisando-o após ouvir a sugestão do irmão. “E o que você irá fazer a respeito? Vai me deixar em coma induzido? Não, muito obrigada por sua gentileza.”
Merda de isqueiro.
— Vejo que precisa de uma ajuda. Pelo dia de ontem, hoje, amanhã e sempre. Cigarro aceso com eficiência. Pegue o meu isqueiro. Boatos que serei revistada hoje à tarde. Se quiser pode ficar com o meu estoque de maconha, amanhã você me paga.
É, alguém vai ter que dar jeito nessa bela encrenquinha aqui. E não vou ser eu.
As vezes os indivíduos estão loucos da droga para deixar esse tipo de evidência. Típico de usuário de primeiro nível. Um calouro, de fato. Porém, caso queira saber: Aluno prodígio meu que não é. Porque não haveria cigarro no chão e tantos vidros quebrados. Esse trabalho não é dos meus parças, mãe. Já pode ficar orgulhosa.
"Gostaria de ter tamanha importância para ser a responsável por trazer essa essência tão peculiar, porém, o máximo que consegui foi trocar uma prova de cálculo gabaritada por uma semente inútil de uma planta cuja espécie é desconhecida. Pelo menos não serei a responsável pelo desmatamento. Sabe, JJ." Fez um breve silêncio. Olhando-o com um sorriso moldando os lábios. "Eu senti falta dessa sua proteção. Porém, não preciso recordá-lo que a última vez que tentou me proteger eu quase fui lançada em uma cápsula espacial!" Animou-se com o efêmero momento nostálgico. "Enfim, desculpe-me por ter sido idiota com você. Não queria tê-lo desapontado, mas as vezes eu sinto que a minha massa encefálica vai derreter com tantas informações acumuladas. Longe de você, não que eu esteja culpando você, precisei encontrar outros métodos para não enlouquecer com tantos pensamento. E encontrei. Porém, não é uma estratégia muito boa, certo?"!
Oh… Você sabe do que eu estou falando. Algumas pessoas simplesmente em olharam como se eu fosse um estranho. E olha que nem sou de outro planeta. Não é tão difícil se tiver alguma praia em algum lugar. E não é o mesmo que a água salgada. Água de piscina consegue ser bem nojenta quando quer. Odeio piscinas. Ah, não, não teria problemas em me afogar… Eu acho. Bem, minha meta para 2016 é manter-me vivo então eu prefiro não ser mais um na estatística do Instituto… Hm, oi? É… Ela é bonita sim e você não… É.
Não há nada de estranho em ser diferente, afinal o ordinário não é tão agradável aos olhos. O novo, porém, consegue ser tão carismático e atraente para ser descoberto. Portanto, talvez seja a razão de minha sabedoria em relação ao básico sobre o Brasil. Porém, eu não tive o privilégio como você de saber na prática como é. Diga-me como é. Embora os livros sejam uma ótima fonte de conhecimento, não são tão incríveis em relação a alguém que viveu lá. Será um prazer ouvir sobre a cultura brasileira. Talvez eu posso acompanhá-lo a pular as sete ondas, caso queira é claro... Enfim, eu acredito que o cloro existente nas piscinas não sejam tão detestáveis, afinal o mar é um espécie de reservatório de água de esgoto. Porém, há exceções. Obviamente. Mas se nós formos pensar pela quantidade de sal na área do mar. Enfim, desculpe-me. Eu não consigo controlar a minha língua. Eu não acho que você vai morrer, amigo. Tendo alguém como eu em sua companhia é impossível ser uma mera estatística. E relaxa, eu elogiei a sua aparência física. Não fiz um pedido formal de casamento. Seria realmente estranho!