“Não, meus pulmões estão muito bem… Mas admito que não estou me sentindo muito bem quanto à quantidade de sentimentos que um ser humano pode ter, é muito estranho…” Outro comentário que em sua mente era totalmente normal mas que sabia que não era tão normal para quem quer que ouvisse o que falava, no caso, o garoto. Sentou-se no espaço que fora-lhe dado lugar, respirando pesadamente. “Bom, isso faz sentido… Mas acho que perdi a consciência do que estava fazendo até chegar aqui…” Comentou, era óbvio por suas perguntar que aquilo havia acontecido.
Um ser humano? Ah. Soltou o ar com dificuldade, devido ao seu sistema respiratório estar comprometido. Por fim, limpando a garganta de qualquer emoção que não denotasse um pouco a surpresa, embora não devesse se surpreender. — Você não é humano, então? — Tentou, falhando miseravelmente, em não demonstrar tanta curiosidade em seu palpite disfarçado em forma de uma pergunta. — Você tem sorte. Estamos morrendo aos poucos sem conseguir respirar direito. — Ponderou sorrindo com amargura. Evitou olhá-lo por outro segundo, apenas encarando os gemidos que tornavam-se mais intenções. Por fim, reconheceu aquele corpo que agonizava. Não. É. Real. Repetição. Isso ajudava. Ele sempre soube ajudar a si mesmo ao repetir algo em que acreditava. Não falharia agora. — Você é um pouco incompreensível, não é? Eu ouço o que diz, mas não me faz sentido. — Manteve os olhos fechados enquanto os lábios moviam-se devagar. — Explique-me, por favor. Não gosto de me sentir perdido. Minha mente, apesar de tudo, é a única coisa que eu tenho orgulho em todo o resto. Caso me permita dizer isto sem parecer prepotente. Todavia, estou sendo um pouco.













