— look me in my 𝓮𝔂𝓮𝓼 tell me everything's not ⨍ꪱׁׅꪀׁׅꫀׁׅܻ. oh, the people ain't 𝒽𝒶𝓅𝓅𝓎 and the river has run ᴅʀʏ. you thought you could go free but the system is 𝖉𝖔𝖓𝖊 for if you listen 𝓻𝓮𝓪𝓵 closely there's a 𝓴𝓷𝓸𝓬𝓴 at your front door.
( — ⋆ mind trapped by kitsu, multimuse for 𝕒𝕦𝕣𝕠𝕣𝕒 𝕓𝕖𝕒𝕥𝕤 )
Não olhe agora, mas… Aquela é MADELINE SAWYER, que tem VINTE E TRÊS ANOS e é natural de PARIS, FRANÇA. Atualmente trabalha como ESTUDANTE DE MODA. Olhando daqui, parece muito com RHEA NORWOOD, não acha? Ela é DIVERTIDA e ESPONTÂNEA, mas não se deixe enganar, também pode ser TEIMOSA e IMPULSIVA. MADDIE veio para Santa Aurelia para se divertir, uma pena que La Marejada tenha outros planos…
A caçula de três irmãs, Madeline sempre se sentiu de alguma forma inferior em relação às suas irmãs. Tem perfeita noção de que teve muita sorte nos pais que teve, eles sempre a apoiando como puderam, se amando como muitos pais não se amavam, mas de certa forma se sentia invisível, sentindo que Vivi e Millie tomavam prioridade sobre ela, mesmo nos momentos em que isso era apenas coisa de sua cabeça.
Por esse motivo, sempre tentou compensar, trazendo a atenção para si mesma. Gostava de ser a mais popular, a que tinha notas mais altas, a melhor em esportes, a melhor em tudo ou, pelo menos, melhor que suas irmãs. Quando tinha oportunidade, fazia comentários, por vezes até cruéis, em relação a elas, apenas consequência da sua óbvia inveja. Odiava quando herdava suas coisas antigas, fazendo sempre birra de como queria suas próprias roupas e maquiagem, sentindo que era injusto que ela não tinha direito a desenvolver o seu próprio estilo.
Aprendeu a coser por isso mesmo, modificando as roupas como podia para se adaptarem a si mesma e elas não serem apenas coisas que suas irmãs tinham usado. Acabou por criar um amor profundo por moda desse jeito, começando até a usar o dinheiro que tinha para comprar tecidos para criar peças novas e originais.
Apesar de não o admitir em voz alta, ficara feliz quando ambas as irmãs decidiram viajar para sua carreira, dando-lhe o seu espaço para brilhar. Por uns anos, sentiu que era filha única de seus pais e, com isso, também todas as coisas negativas que vinham com isso, seus pais tendo apenas a ela para lhe dar atenção. Com os anos, se apercebera o quanto infantil fora em certos momentos, mas era demasiado teimosa para o admitir, até quando suas irmãs voltavam para casa, deixando sempre um clima estranho entre elas.
Se juntou a viagem por Santiago, apenas por Andy. No fundo, se sentiu excluída quando suas irmãs falaram com seus pais sobre a viagem, usando a amiga como desculpa para se incluir nela. No entanto, ama Andy como se fosse uma de suas irmãs e sabe como a morte de seu irmão a afetou, querendo estar lá para a apoiar como pode.
Não olhe agora, mas… Aquele é THEODORE WARD, que tem VINTE E CINCO ANOS e é natural de PARIS, FRANÇA. Atualmente trabalha como BARTENDER. Olhando daqui, parece muito com ARCHIE RENAUX, não acha? Ele é EXTROVERTIDO e ENGRAÇADO, mas não se deixe enganar, também pode ser AGRESSIVO e EGOÍSTA. THEO veio para Santa Aurelia para se divertir, uma pena que La Marejada tenha outros planos…
Theodore nasceu num berço de ouro, mas com esse berço vieram todas as expectativas possíveis. Filho único, a sua família sempre o empurrou para ser o melhor possível em tudo, não importava no que. Esportes, estudos, concursos… Havia sempre uma expetativa de que ele ficasse em primeiro lugar. E quando não ficava… Gritos, olhares silenciosos desapontados de sua mãe, questões de por que ele não tentou o seu melhor.
Considerando como cresceu, é até uma surpresa que ele não se revoltara mais cedo. Cumpriu o papel de filho perfeito, escondendo tudo o que fazia de errado de seus pais, até sua própria sexualidade, não os deixando descobrir que seu interesse não residia só em mulheres, sabendo que isso só seria mais um motivo para eles ficarem desapontados.
Acabou o ensino médio no quadro de honra, sendo aceito em todas as faculdades às quais aplicou. Foi a morte de Santiago que acabou por mudar completamente a sua forma de ver a vida. Quando ele faleceu, Theo percebeu que não poderia levar essa vida de viver apenas para agradar os seus pais para sempre, estava apenas desperdiçando o seu tempo quando poderia estar realmente vivendo.
Pouco depois do funeral de Santiago, acabou pegando todo o dinheiro que tinha junto e saiu de casa, sem dizer uma palavra para os seus pais. Arrumou um quarto num apartamento partilhado, aplicando para todos os trabalhos possíveis, acabando por ser contratado por um bar, onde aprendeu tudo o que sabe. Encontrou verdadeira felicidade, no seu jeito extrovertido, interagindo com os clientes, fazendo truques com as garrafas, até ganhando alguns concursos de bartender locais.
Desde esse dia, apesar das tentativas de seus pais, não voltou a falar com eles. Não se sente preparado. Espera que com a viagem que vão fazer consiga de alguma forma também perdoá-los pelo que fizeram e perdoar a si mesmo por ter só sumido, para voltar a abrir uma linha de comunicação com eles, sabendo que a vida é demasiado curta para viver com ressentimentos.