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@missingword
De repente, eu olhei para o lado e vi um mundo onde ninguém mais acreditava em Deus.
SĂł se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de Ăłdio, se a gente tem amor. Qualquer amor jĂĄ Ă© um pouquinho de saĂșde, um descanso na loucura.
GuimarĂŁes Rosa. (via literarios)
Looking deeper through the telescope, you can see that your home is inside of you
Mesmo antes de nascer, jĂĄ tinha alguĂ©m torcendo por vocĂȘ. Tinha gente que torcia para vocĂȘ ser menino. Outros torciam para vocĂȘ ser menina. Torciam para vocĂȘ puxar a beleza da mĂŁe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para vocĂȘ nascer perfeito. DaĂ continuaram torcendo. Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, entĂŁo? E de tanto torcerem por vocĂȘ, vocĂȘ aprendeu a torcer. Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola. Mas torcia por hambĂșrguer e refrigerante. Começou a torcer atĂ© para um time. Provavelmente, nesse dia, vocĂȘ descobriu que tem gente que torce diferente de vocĂȘ. Seus pais torciam para vocĂȘ comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglĂȘs e piano. Eles sĂł estavam torcendo para vocĂȘ ser uma pessoa bacana. Seus amigos torciam para vocĂȘ usar brinco, cabular aula, falar palavrĂŁo. Eles tambĂ©m estavam torcendo para vocĂȘ ser bacana. Nessas horas, vocĂȘ sĂł torcia para nĂŁo ter nascido. E por nĂŁo saber pelo que vocĂȘ torcia, torcia torcido. Torceu para seus irmĂŁos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando os hormĂŽnios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso. Depois começou a torcer pela sua liberdade. Torcia para viajar com a turma, ficar atĂ© tarde na rua. Sua mĂŁe sĂł torcia para vocĂȘ chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmĂŁ, para as idĂ©ias dos professores e para qualquer opiniĂŁo dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço. Foi quando atĂ© vocĂȘ começou a torcer pelo seu futuro. Torceu para ser mĂ©dico, mĂșsico, advogado. Na dĂșvida, torceu para ser fĂsico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase. No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avĂłs, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por vocĂȘ. Na faculdade, entĂŁo, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na AlbĂąnia e o preço da coxinha na cantina. E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela. Primeiro, torceu para ela nĂŁo ter outro. Torceu para ela nĂŁo te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro. Descobriu que ela torcia igual a vocĂȘ. E de repente vocĂȘs estavam torcendo para nĂŁo acordar desse sonho. Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel. E daĂ pra frente vocĂȘ entendeu que a vida Ă© uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, jĂĄ tinha muita gente torcendo por ele. Mesmo com toda essa torcida, pode ser que vocĂȘ ainda nĂŁo tenha conquistado algumas coisas. Mas muita gente ainda torce por vocĂȘ. Se procurar bem vocĂȘ acaba encontrando. NĂŁo a explicação duvidosa do mundo, mas a poesia inexplicĂĄvel da vida. Eu torço por vocĂȘ.
Carlos Drummond de Andrade. (via elucubrar)
Dios no deja esperando a alguien al menos que Ăl vea que es bueno que esa persona espere.
C.S. Lewis (via gaab-green)
Parece absurdo que alguĂ©m possa sofrer num dia de cĂ©u azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece exagero dizer que alguĂ©m que leve uma pancada na cabeça sofrerĂĄ menos do que alguĂ©m que for demitido. Onde estĂĄ o hematoma causado pelo desemprego, onde estĂĄ a cicatriz da fome, onde estĂĄ o gesso imobilizando a dor de um preconceito? Custamos a respeitar as dores invisĂveis, para as quais nĂŁo existem prontos-socorros. NĂŁo adianta assoprar que nĂŁo passa. Tenho um respeito tremendo por quem sofre em silĂȘncio.
Martha Medeiros. (via elucubrar)
A Christmas GIF
(via https://www.youtube.com/watch?v=cP8YGdJ6aEM)
Uma felicidade leve e serena se apresenta quando a vida se torna plena e o ar invade.
Ăs vezes Ă© preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.
Ana JĂĄcomo (via silenciar)
âAcho que eu tinha uns nove ou dez anos de idade quando abri os olhos e no pĂ© da cama tinha um violĂŁo. Era o dia do meu aniversĂĄrio. Aquela foi, de longe, uma das melhores surpresas da minha vida. Tinha esse sonho, sabe? Um violĂŁo para ser companheiro. Lembro bem do caramelo que ele tinha, do som rouco das cordas desafinadas que jurava para todo mundo que estavam perfeitamente alinhadas.
Nunca fui do tipo que insiste ou persiste muito nas coisas que me oferecem qualquer tipo de dificuldade. Sou apressado, quero tudo na minha hora, no meu momento. Crio as oportunidades, Ă s vezes, atĂ©, na minha prĂłpria cabeça. Arranjo logo uma desculpa esfarrapada de que senti que era para ser naquele momento sĂł com a fĂștil expectativa de que o universo conspire a favor.
A verdade Ă© que tentei de todas as formas aprender a tocar violĂŁo. Com professor particular, vĂdeos na internet, revistas para iniciantes. Meus dedos chegaram a ferir de tanto esforço. As marcas que as cordas deixavam nas pontas custavam a sarar. AtĂ© depois que nĂŁo existiam traços aparentes, o menor toque fazia a dor voltar.
Acredito que nunca fui um bom aluno. Com certeza, nĂŁo era o mais dedicado, apesar de fazer os dedos sofrerem nas vezes que tentava me concentrar naquilo. Ă que meu corpo sempre rejeitou qualquer sinal de dor. Aprendi a soar um alerta dentro de mim para quando algo nĂŁo fosse sair como eu planejei. Era uma forma de evacuar o barco antes do inevitĂĄvel fim, entende?
AtĂ© hoje o violĂŁo fica ao pĂ© da cama, com uma capa linda que comprei para nĂŁo guardar poeira. Mas o contato visual Ă© o mĂĄximo que eu e ele mantemos. NĂŁo ousamos nos tocar. Ă como se tivĂ©ssemos a convicção de que nĂŁo fomos feitos para ser par. Que nĂŁo ia rolar. Que o santo nĂŁo bateu. Que nĂŁo rolou a famosa e maldita quĂmica.
Amar se parece muito com aprender a tocar violĂŁo. No começo parece complicado, dĂłi os dedos, deixa algumas marcas, mas depois caleja. Se a gente nĂŁo desistir antes, ainda consegue criar acordes de melodias sem lembrar que fere. Que machuca. Maltrata. Que Ă© aquela famosa mĂĄxima de que â sem dor, nĂŁo existem vitĂłrias. Talvez, fica mais fĂĄcil entender se vocĂȘ substituir toda a histĂłria do violĂŁo por um coração.
Nascemos para viver grandes histĂłrias, mas para conseguirmos, finalmente, dedilhar mĂșsicas apaixonadas, precisamos antes passar por alguns aprendizados. SĂł quero te pedir uma coisa, meu amigo⊠NĂŁo faça como eu. NĂŁo se dĂȘ por vencido. NĂŁo desista de tentar. Ă que eu nunca fui um bom aluno. Talvez, por falta de força de vontade. Vai ver, teu final deve ser mais feliz que o meu. O violĂŁo pode te amar.â (Matheus Rocha)