Dica de livro: Perdão, Leonard Peacock
Sabe aquele livro que alguém te indica, você lê umas páginas e pensa: que livro chato? Poisé, foi assim que tudo começou. Mas graças a minha amiga linda, diva e perfeita Beatriz de Jesus, eu não parei de ler e conheci um dos melhores livros que eu já li em toda minha vida (em vinte aninhos, rsrs)
O livro da resenha de hoje é o "Perdão, Leonard Peacock" Do autor Matthew Quick.
Uma frase que resume o livro: Um ex-melhor amigo, quatro presentes cor-de-rosa e uma certeza antes de o dia acabar: se suicidar.
Sinopse de acordo com o Saraiva: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.
Uma coisa que percebi é que Matthew deve ter algum tipo de problema/depressão ou conhece alguém que tenha algum distúrbio. No livro "O lado bom da vida" como eu mostrei na resenha aqui no blog, o personagem sofre um tipo de "loucura". Talvez ele tenha suerado tudo e está tentando salvar os outros com seus livros, vai saber...
O livro começa mostrando a tristeza de Leonard por estar sozinho em seu aniversário. Como ninguém, nem mesmo Linda (sua mãe), se lembra de seu aniversário, ele resolve sair dizendo que vai matar o seu colega de classe.. Eu juro que no começo achei meio besta, mas não deixei de ler e no final me surpreendi!
Tudo começa quando ele tem em mãos uma arma de seu avô e resolve usá-la para dar o fim do colega e depois se suicidar. Até o meio do livro ele vai contando detalhes do seu último dia antes de matar Asher e se matar. Quando o livro chega na metade as surpresas começam, e aí, só lendo pra saber... MUAHAHAH!
Não posso escrever muito sobre se não vou acabar dando spoiler e vocês vão deixa de se surpreenderem como eu U_U
Mas o livro não é só sobre um jovem revoltado com a vida que quer matar o colega de classe por algo que ele fez... É muito mais que isso: é um problema que a maioria dos jovens vivencia. A depressão, o sentimento de não ser amado e aceito, a falta dos pais, a falta de amigos, a vontade de se matar... Até eu já senti essas coisas.
Mas o bom do livro é as dicas, as frases, os detalhes... Se a gente aguentar firme, fazer a nossa luta diária, o tempo ruim vai passar e logo logo estaremos no futuro.
Falando em futuro, uma coisa que o professor de Leonard indica para ele fazer é cartas para o futuro. Nessas cartas ele conta como se fose ele no futuro escrevendo para o ele do passado. Deu pra entender?Mesmo que as coisas estejam ruins agora, se a gente confiar, um dia elas vão passar e no futuro tudo será melhor.
O livro também mostra que mesmo com dificuldades, podemos encontrar pessoas boas no nosso caminho. Pessoas que nos ajudarão a aguentar firme.
“Eu me sinto como se estivesse quebrado. Como se eu nunca mais pudesse me ajustar. Como se não houvesse mais lugar para mim no mundo ou algo assim. Como se eu tivesse ultrapassado o meu tempo de estadia aqui na Terra, e todo mundo estivesse constantemente tentando me dar dicas sobre isso. Como se eu devesse apenas ir embora.”
Escolhi algumas frases para vocês ficarem com muuuuita vontade de ler esse livro também. Para mim, foram as frases que mais me marcaram durante a leitura, olhem só :
Os jovens são como passageiros cegos: simplesmente não veem o que vem pela estrada.
Ser diferente é bom. Mas ser diferente é difícil. Acredite em mim, eu sei.
As pessoas pagam por aquilo que fazem, e ainda mais pelo que permitiram se tornar. E pagam por isso de uma maneira muito simples: com a vida que levam.
Pense por si mesmo e faça o que é certo para você, mas permita que os outros façam o mesmo.
Podemos ser humanos e monstros ao mesmo tempo, que ambas as possibilidades estão em todos nós.
Eu estava certo; assim que você toma a iniciativa de conhecer alguém da sua idade, tudo o que você achava mágico a respeito dessa pessoa vira merda bem diante dos seus olhos.
Minha teoria é a de que perdemos a capacidade de ser feliz à medida que envelhecemos.
Observá-los me deixa tão triste que me faz querer nunca me tornar um adulto.
Não deixar o mundo destruí-lo. Essa é uma batalha diária.
É por isso que as pessoas dão presentes, certo? Por que não sabem como se expressar em palavras, então dão presentes para expressar simbolicamente seus sentimentos.
Houve dias em que ele foi a única pessoa a me olhar nos olhos. A única pessoa durante todo o dia. É uma coisa simples, mas coisas simples importam.
A chave é fazer algo que marque você na memória das pessoas comuns. Algo que importe.
Leiam e se tiverem vontade de deixar de lado esse livro, leiam a resenha de novo e vão até o fim! hahah!
Se cuidem, grande beijo, Anastácia ♥