ANDREW MONTGOMERY tem 17 anos e é um DRAPE. Em Baltimore, ele é conhecido como THE TEEN DAD e algumas pessoas dizem que ele se parece com Beau Mirchoff.
1.that is not vain, or manifested the virtue of knowing your own limitations ; modest.
Existe quem diga que houve um tempo onde o casal Alexander e Olga Montgomery era completamente feliz. Isso estava estampado em suas faces, e no brilho de seus olhos. O homem morria de amores por sua esposa, e ela por ele. Eles eram literalmente perfeito juntos. Ambos vinham de família simples e humilde, não poderia ser esperado nada diferente da família que construiriam juntos. Alexander era um nobre e fiel operário de obras, sonhava em um dia se tornar arquiteto, mas as expectativas de subir na vida, não eram muito grandes ainda mais para alguém de classe tão baixa. Olga por sua vez era professora, e das boas. Mas não tinha muita ambição para o futuro. Conheceram-se por acaso, e foi como dizem nos filmes paixão a primeira vista, mal começaram a namorar e já estavam subindo ao altar. Os primeiros anos da união geraram um êxtase enorme entre eles, pareciam dois pombinhos apaixonados, se tocavam, olhavam e sorriam frequentemente. Em publico, ou a sós. Não demorou para que fossem abençoados com o primeiro fruto daquela união, uma linda garotinha que chamaram de Heidi. A alegria se multiplicou naquele instante, eles se sentiram finalmente completos.
Apesar da alegria e felicidade constante, Alexander ainda sonhava com mais, principalmente agora que tinham uma filha. O homem de fato nunca conseguiu atingir o seu sonho, ele poderia se esforçar, e se dedicar, mas os números estavam contra ele desde um inicio. A probabilidade de um operário subir de cargo era praticamente nula. Ele subiu o suficiente para virar um auxiliar, e querendo ou não era uma posição mais confortável. Foi quando das coisas começaram a ficar folgadas dentro de casa, que o segundo fruto nasceu e desta vez fora um garoto, Andrew. Se Alexander e Olga soubessem o futuro que aquele garotinho teria, provavelmente teriam planejado melhor antes de tê-lo, mas ficaram cegos assim que olharam para seu pequeno rosto.
1.the set of people who have kinship to each other and living in the same house forming a home.
A infância de Andrew foi calma e tranquila. Estava constantemente cercado por seus familiares, fossem estes por parte de pai, ou mãe. Aos domingos, sempre tinham aqueles almoços em família, onde uma tia chata apertava suas bochechas até que ficassem praticamente roxas. Mas o pequeno garoto nunca reclamou sobre isso, na verdade parecia até gostar. Seus pequenos olhos brilhavam em cada almoço, ou em todas as simples vezes que brincava com sua irmã. Mesmo esta sendo dois anos mais velha do que ele, os dois pareciam se entender e completar perfeitamente. Desde seus sete anos, Andrew abre a boca e afirma para qualquer pessoa que deseje saber, Heidi é a sua melhor amiga e eles vão estar juntos para todo o sempre. Alguns poderiam dizer que era coisa de criança, mal sabendo eles que essa era uma das poucas verdades que saiam da boca de Andrew.
Quanto a sua relação direta com os pais, não poderia existir algo mais simples. Os mais velhos estavam presentes constantemente em sua criação, lhe ensinando os melhores valores e como ele deveria encarar a vida, o seu futuro. Alexander vivia dizendo para o filho que não existia valor melhor na vida do que os estudos, e que lamentava muito não poder coloca-lo em um bom colégio. Mas Andrew nunca se incomodou, dava o melhor de si, estudava em casa por duas horas na infância, apenas para deixar seu pai mais contente. Mas as coisas vieram complicar quando Andrew estava beirando a adolescência, aos seus quinze anos para ser mais exato. Olga começou a demonstrar sinais de hipocondria. De inicio começaram a considerar uma pequena depressão, principalmente por ela não falar nada muito grave. Às vezes dizia se sentir febril, em outras que estava com algum inchaço no braço. Alexander apenas levou o caso a serio quando sua esposa começou a agravar as doenças, incomodar familiares e marcar inúmeras consultas medicas por semana. Eles não tinham condições de arcar com tudo aquilo.
Olga apenas piorou com a repressão de Alexander. Sem poder ir ao medico, a mulher começou a se automedicar, e as coisas pioraram drasticamente. Andrew começou a esconder os remédios em segredo, e abdicou dos estudos excessivos para poder vigiar sua mãe. O garoto sentia que o pai estava sempre sobrecarregado com o compromisso de sustentar a casa, então não quis incomodá-lo, mesmo sabendo que sua mãe precisava de cuidados médicos. Compartilhou apenas com Heidi os seus planos. Ele trabalharia, faria um serviço aqui e outro ali, juntaria dinheiro e pagaria a consulta da mãe. Andrew experimentou a responsabilidade pela primeira vez nesse momento.
1.what can not be, to exist or happen.
Como se todas as adversidades não fossem o suficiente, a vida acadêmica de Andrew virou um caos com a presença de novos riquinhos no colégio. Tempo atrás ele provavelmente não se envolveria, principalmente por ser o garoto estudioso e prodígio, mas eram tempos difíceis. Seu pai descobrira seus planos, e o repreendera dizendo não ser sua responsabilidade. O garoto jamais vira o pai tão bravo daquela maneira, por isso preferia passar o máximo de tempo possível longe do patriarca. Quem olhasse para eles dois hoje em dia, jamais diria que foram tão unidos no passado. Quanto aos riquinhos, uma rixa fora criada dentro do colégio e Andrew como um bom garoto, se uniu aos seus. Se ele soubesse do futuro não teria feito, mas era jovem e estava ficando rebelde, só pensava em quebrar a cara de alguns Squares. E tudo aconteceu como piscar os olhos. Quando as pessoas dizem que o tempo passa rápido, não se imagina que vá acontecer desta maneira, mas aconteceu. Um tempo atrás, ele estava em um relacionamento estável, que terminou como água no deserto. Menos de um ano depois existia um bebê em sua porta.
A ficha de Andrew caiu no segundo em que segurou aquela criança em seus braços. Foi como ver um filme em sua mente, e a voz de seu pai ecoando pelos cantos. O patriarca lhe dizia o quanto os estudos eram importantes, e que não deveria fazer nada para destruir sua vida. Mas ali em seus braços estava o inicio de uma provável destruição. Hoje ele conta apenas com a ajuda de Heidi para educar e cuidar do bebê, uma vez que o pai se negou completamente a ajuda-lo, e se fechou ainda mais para o filho. Quanto à mãe, ele apenas suspeita quem seja, baseado em alguns cálculos simples, mas não pode afirmar com certeza. Após o termino Andrew ficou mais rebelde, e se envolveu com tantas.
▶ THE PEOPLE WHO KNOW HIM
HEIDI — Podiam muito bem ser gêmeos, não fosse o fato de Heidi ter nascido dois anos antes de Andrew. Além de aparentarem ter a mesma idade, nutrem uma relação de igualdade, um sendo tão superprotetor quanto o outro. Têm um pacto silencioso de apoiarem um o outro em toda e qualquer situação, o que ajuda a entender o papel fundamental desempenhado por Heidi na criação do filho de Andy. Ambos os irmãos sabem que a união deles pode ser interpretada como fraqueza no grupo, uma vez que, para derrubar um, basta derrubar o outro. Mas há um lado otimista pelo qual os Montgomery preferem olhar: unidos, são mais fortes.
SAMANTHA — Namoraram por um bom tempo. Foram felizes e terminaram em bons termos, mas acabaram perdendo o contato, de modo que não se falam fora das reuniões dos Drapes. Pouco menos de dez meses depois do término, Andy se deparou com algo inesperado: uma cestinha com um bebê dentro fora deixada na porta de sua casa, a única explicação sendo uma breve carta dizendo que ele era o pai. Uma conta simples indicava que a mãe podia ser Samantha. Agora que parava para pensar, ele não a tinha visto direito durante todo o ano anterior, e não fora ela que tinha faltado umas semanas de aula por caxumba, hepatite, ou alo que o valha? O que garantia que essas semans não foram só o tempo que ela precisava para se preparar para o parto, dar à luz, e retomar a forma do corpo? Andy tem certeza de que é ela a mãe de seu filho, mas nunca confrontou a morena - se ela abandonou a criança, é porque não quer nenhum envolvimento em sua criação.
DYLAN — Era raro, mas algumas noites conseguiam reunir Drapes e Squares sem originar uma guerra. A noite em que Dylan e Andy se conheceram foi um dessas. O loiro, tendo terminado com a ex-namorada há pouco mais de uma semana, estava em um estado de pura carência, e a morena até hoje não sabe explicar como foi parar na cama de um Drape com que nunca tinha falado antes. Mas foi isso que aconteceu, e eles nunca voltaram a se falar depois do episódio - na verdade, Andrew provavelmente não reconheceria Dylan como a garota daquela noite. Mas ela nunca pôde esquecer o ocorrido, já que foi por causa dele que teve de se ausentar da escola por um ano com a desculpa de que ia fazer um intercâmbio, quando na verdade estava trancada dentro de casa, sendo ensinada por um tutor particular. O motivo? Dylan engravidou. As únicas pessoas que souberam foram seus pais, os quais a obrigaram a entregar a criança a um orfanato o quanto antes. O Sr. e a Srª Callahan ainda acham que foi isso que a filha fez, mas, na verdade, ela deixou o menino na porta de Andrew, o pai da criança. Nem que de longe, quer ver o filho crescer.
ALEXANDER — A rixa entre Drapes e Squares pode ser grande, mas a existente entre alguns dos membros entre si merece destaque. É o caso de Andrew e Alexander. Quando os dois se encontram, é melhor sair de perto, uma briga é quase inevitável. Fazem de tudo para atingir um ao outro, e é por isso que o destino não poderia ter sido mais cruel com Andy no dia em que uma criança foi deixada na porta de sua casa. A identidade da mãe da criança é desconhecida pelo loiro, mas Alex, que por puro acaso estava passando por ali, pôde ver claramente quem era a menina deixando uma cesta o chão: Dylan Callahan. Johnson ainda não sabe o que vai fazer com a informação - as possibilidades são infinitas.
Infelizmente, este personagem encontra-se ocupado.