Não ligava para o que falavam a seu respeito, a solidão era sua amiga a muito tempo e já estava conformada, claro que não estava livre de sentimentos ruins ou de se magoar vez ou outra com certos comentários, mas na maioria das vezes ela apenas ignorava e seguia em frente. A reação do outro a si não era uma surpresa, já estava acostumada aquele tipo de coisa. “E não irão ficar por um bom tempo, haverão dias de calmaria, mas serão poucos… o horror espreita no horizonte e está cada vez mais próximo”. O sorriso gentil e o olhar distante permaneceram em sua face, era difícil não dizer o que pensava e sentia sobre as coisas e Sibyll a muito tempo deixou de tentar se controlar, que pensassem que ela era louca, pouco importava, no fim ela estaria certa e aqueles que acreditassem em si ou conseguissem pelo menos desconfiar que o que dizia era verdade, talvez sobrevivessem no fim. “Talvez… mas creio que ele não queira ser encontrado, infelizmente não serei útil a você nesse momento”. Revelou com um leve dar de ombros, ela poderia tentar encontrar o rapaz, mas algo lhe dizia que não seria algo que ele iria querer.
O lufano não era uma pessoa que perdia seu tempo falando sobre as outras pessoas que não conhecia, o pouco que sabia das fofocas era basicamente o que todos sabiam e era quase inevitável não ouvir mesmo que este em questão fosse seu objetivo, na sua opinião era falta do que fazer criar fofocas sobre os outros, então muitas vezes quando passava por alguém que tinha uma reputação seja ela boa ou ruim ele quase nunca sabia, exceto os raros casos que pareciam se destacar em meio a tantos. Sibyll era uma dessas pessoas, afinal quantas profetizas podia se dizer que tinha na escola? ou como na opinião de muitas, uma doida que se fazia passar por uma, ele não achava nenhuma nem outra coisa, teria que ver para crer se ela era verdade ou não, mas como visão do futuro não era algo que chamava sua atenção ou até mesmo agradava ele nunca fora atrás. Morpheus assentiu diante da fala da corvina, embora para ele fosse óbvio e algo que poderia ser dito facilmente por qualquer outra pessoa e olhou por sobre o ombro da mesma, pela passagem que a pouco tinha sido aberta, preferindo não corresponder o sorriso que esta mantinha sendo uma mistura de gentil e um pouco estranho, como se uma parte dela sempre não estivesse de fato ali, o incomodava um pouco ou talvez fosse apenas um sentimento seu - talvez ? - perguntou franzindo a testa com aquela resposta - isso é um eu sei e não vou te contar ou um não? - perguntou por instinto, mas logo balançou a cabeça, era óbvio que ela não sabia de fato ou no mínimo com precisão - ah, não...deixa pra lá, acho que vou falar com ele..depois - disse com um suspiro, ele mesmo ainda não sabia se queria falar com o corvino e talvez realmente não fosse o momento certo para se ter uma conversa que precisavam.