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Flashback; Little things left unsaid {Gael&Elliot}
Quando chegou até o escritório, Alexis tinha uma espécie de lista para tudo o que ela iria falar para Elliot depois que ele respondesse sua primeira pergunta. Mas no momento em que ele pareceu tão indiferente com a morte do Bleeder, ela foi incapaz de seguir sua linha de raciocínio. Desde quando havia se tornado tão fácil lidar com a morte de algum, próximo ou não? Para ela, a morte sempre fora um assunto delicado, além de ser constantemente evitado, mas ao presenciar aquilo a morena se deu conta que não poderia simplesmente ignorar e nem se deu conta de que a discussão havia tomado um rumo que nenhum dos dois parecia estar pronto para continuar. Não poderia dizer que as palavras de Elliot a surpreenderam, porque isso não aconteceu. Aquela parecia mais uma, das diversas brigas que os dois tiveram, onde ele a chamava de criança e voltava a manda-la para o quarto, como se ela não estivesse pronta para lidar com a “vida real”. Da forma como ele falava parecia que ela não havia perdido as mesmas pessoas que ele, ou que fosse algum tipo se fosse incapaz de entender o que os dois vivenciadas até ali, talvez fosse assim que o rapaz a via, mas se havia algo que a. Blackburn tinha certeza de que não era, era inocente. Sabia o que ele tinha sacrificado, o que tinham perdido e também carregava o peso disso sobre as costas, por mais que não parecesse, mas Elliot nunca poderia jogar esse tipo de coisas assim, como se ela tivesse implorado por sua ajuda e proteção, porque nunca, desde que seus pais foram mortos, Alexis havia pedido algo, tirando todas as vezes que ele saia de casa e ela pedia para que ele voltasse inteiro. Era apenas essa sua preocupação.
Ouvi-lo dizer que a morte de Max era culpa sua a fazia pensar em todas as vezes que pegava o telefone para avisar sobre alguém novo. Ela também já havia salvado tantas vidas e em momento algum Elliot lhe dava qualquer tipo de reconhecimento por isso. Ela previu que Max seria pego, avisou ao garoto, pediu que tomasse cuidado e fez o que podia para evitar. E agora ele estava morto. Era insuportável aquela sensação. Deixou um riso desprovido de humor escapar pelos lábios e rapidamente virou o rosto para direção contrária, sem conseguir acreditar no que estava ouvindo. Era impossível que seu irmão estivesse falando aquele tipo de coisa, pensando daquela forma e agindo como estava. Alexis o conhecia desde o seu nascimento e nunca imaginou que chagariam até aquela situação, não com a relação que tinham. Quando ele a mandou sair, tudo o que a Blackburn fez foi direcionar seu olhar mais uma vez em direção ao outro, esperando que ele voltasse atrás de alguma forma e quando percebeu que não iria, sentiu um nó se formar em sua garganta, a visão ficar turva e rapidamente virou o corpo para a porta. Ela não choraria na frente dele agora. Iria fazer exatamente o que ele estava pedindo, como em todas as outras vezes, mas diferente delas Alexis não planejava voltar até ali tão cedo.
Começou a caminhar com passos largos e fortes pela pequena sala, se forçando para não deixar nenhuma lágrima escapar enquanto ainda estivesse no apartamento. Não virou para trás em segundo sequer, apenas segurou a maçaneta com força e a girou, abrindo a porta rapidamente. Porém, antes de conseguir dar o primeiro passo para o lado de fora, teve de recuar o corpo para não esbarrar com Gael. Gael. Por um segundo Alexis permaneceu imóvel, olhando para o rapaz sem saber o que fazer ou dizer sobre o que ele poderia ou não ter escutado. Por fim a morena baixou o olhar para o chão e desviou o corpo do outro, soltando o ar lentamente antes de retomar o caminho para a porta da frente o mais rápido possível para sair dali.
As tortas com certeza deveriam ter sofrido danos, caso o contrário, o aroma de morango, limão e chocolate não estaria tão proeminente, de qualquer modo, Gael esperava que estivessem descentes ainda, talvez só um pouco defeituosas, mas não o bastante para serem descartadas, assim seria, se ele estivesse com sorte. Era uma dia como todos os outros – ou quase isso —, ainda que levasse um estilo de vida bastante instável devido as circunstâncias que era frequentemente exposto, – contando como principal, aquelas que ele em especial era incluído como “humano privilegiado”, um termo parcialmente correto. Descartou o cigarro que terminava em no local que achava mais apropriado; apertou o botão do elevador; coçou a barba. Era engraçado, naqueles momentos em que a turbulência – que era quase constante — havia passado, ele podia parar para pensar no quão incomum uma situação “comum” tinha se tornado. Ainda mais nos últimos tempos, onde vinham se aprofundando mais na causa mutante. Causa mutante…
Não demorou que chegasse no andar, quando as portas do elevador se abriram, ele imediatamente tratou de buscar as chaves no bolso do casaco. O apartamento dos Blackburn mal passava de uma extensão do seu, ao menos era uma forma bem simples de encarar e simplificar uma explicação para o nível de proximidade que lhe era permitido. Quando dentro do apartamento, ainda fechando a porta, pensou em chamar por Alexis e em seguida por Elliot, para anunciar sua presença. “Como eu sempre faço?!” A voz masculina e familiar esbravejou, sobrepondo-se a qualquer outro barulho dentro do apartamento. E no mesmo momento, Gael recuou sobre a ação que iria fazer anteriormente. Franziu o cenho, guardou a chave no bolso e avançou para adentrar cada vez mais ao apartamento. Ótimo, lá vamos nós. Claro, ele mesmo havia esquecido de outros motivos que alteravam o percurso natural dos dias. Quando a voz de Alexis resoou, Gael recebeu a confirmação de que eles estavam tendo mais uma discussão. Não era como se ele não tivesse presenciado-as, na verdade, fora depois de uma discussão dos dois que ele tornou-se mais próximo dos Blackburn, ver-se naquele tipo de situação nem de longe era incomum. Entretanto, ainda assim era desconfortável. E apesar de ter se tornado apartador destas brigas, seria imprudente se impor naquele momento. Imaginou que eles estivessem no escritório, Elliot tinha hábito de ficar no cômodo com frequência, principalmente quando estava muito preocupado com determinado assunto relacionado ao trabalho; a suposição também viera por conta da localização do cômodo, e o som, mesmo que variando, parecia vir de lá. Suspirou. – Tempo ruim para tortas. – Olhou para a sacola em mãos, dirigindo-se para a cozinha.
Após exclamações e frases em tons que variavam dos que ele podia distinguir com certa clareza, e outras que pareciam apenas ruídos, o silêncio se instalou-se novamente, e demorou cerca de alguns segundos para que Gael tivesse certeza de que era definitivo. Andou em direção ao corredor, e logo estava perto da porta do escritório. E antes de chegar a porta do cômodo, ela foi aberta, e de lá saiu Alexis, apressada. Ela imediatamente esbarrou contra ele, por um segundo Gael pensou em segurá-la, tomá-la pelos braços e abordá-la naquele exato momento. Alexis era sempre mais fácil de domar, de dialogar. Mas ela prosseguiu, e em seguida ele ouviu o baque da porta. Apesar de tudo ela era sempre mais fácil de lidar, e essa era a questão. Gael poderia falar com Alexis depois. Mas Elliot seria o real desafio, como sempre.Gael prosseguiu seu caminho, e quando parou em frente a entrada do escritório, não hesitou em dizer: — Vou querer whisky. – Elliot entenderia, já que a partir dos conhecimentos de Gael sobre os hábitos dele, podia ter certeza de que ele iria beber. E Gael estaria lá para beber com ele, e esperar que ele resmungasse sobre os problemas ocorridos. E talvez, se não fosse muito grave, tudo estaria resolvido antes de ser tarde para que ele convencesse Alexis a voltar e dar o braço a torcer também, assim seria, se ele estivesse com sorte.
As lágrimas nos olhos de Alexis quase fizeram Elliot se arrepender do que havia dito, porém não iria demonstrar qualquer coisa desse tipo. Alexis tinha que entender que as coisas não aconteciam daquele jeito, não era apenas ela aparecer em um lugar e tudo ficaria bem. Sair para buscar novos mutantes era perigoso e havia sempre a possibilidade de alguém morrer, e ele não gostava de pensar na possibilidade de aquele alguém ser sua irmã. Será que a menina não entendia que se ele pedia para ela ficar em casa, para que ela deixasse apenas ele se arriscar, era porque ele se preocupava? Alexis era a única pessoa que realmente importava para o garoto e imaginar que algo poderia acontecer a ele era algo que ele simplesmente não aguentava.
Assim que a menina passou pela porta da sala, Elliot virou de costas caminhando para em direção ao copo de bebida que ele havia pego segundos antes da menina chegar. Bebeu tudo de uma vez só, sentindo a garganta arder, mas só parou quando sentiu que o copo estava vazio. A voz de Gael lhe chamou a atenção e ele olhou para trás, os olhos frios encarando o amigo. – Pega. – era só aquilo que ele tinha a diz sobre o comentário do outro. Não era como se ele fosse servi-lo ou coisa assim. Elliot olhou para o celular em cima da poltrona e respirou fundo. Max estava morto. Um garoto que ele prometera cuidar morrera e ele nem tivera como protegê-lo. A mão que não segurava o copo vazio foi até o rosto, usando o polegar e o indicador para apertar os olhos. – O Max morreu. – ele falou, ainda sem olhar para Gael. – E ela veio aqui para me culpar, você acredita nisso? – indagou virando-se de uma vez para amigo.
Era inacreditável como, depois de tanto se esforçar e procurar fazer de tudo para proteger a menina, e quem mais que fosse, para que pudessem um dia ter uma vida parecida com o normal, ele era visto como o vilão, o cara mal, a pessoa terrível e culpada por todas as coisas ruins que aconteciam no mundo. Talvez o aquecimento global fosse culpa dele também. – Eu não fazia a mínima ideia de que o garoto iria ser pego, eu nem sabia que aquele filho da puta não ia estar aqui hoje e ela veio me culpar por não adivinhar que ele seria pego. Nem se dar ao trabalho de me avisar para que eu pudesse fazer alguma coisa ela pôde e ainda veio me culpar. Ela passou a porra da tarde toda fora e quando voltou foi para jogar na minha cara tudo que eu já fiz de errado. – Elliot falava rápido demais e provavelmente engolia algumas sílabas, mas aquilo pouco importava. Estava bravo demais para se importar com qualquer coisa. Em um só dia um garoto havia sido morto e ele tivera uma das maiores brigas com sua irmã. Ele caminhou até a garrafa de uísque e encheu o copo novamente, levando-o até a boca imediatamente, voltando o olhar para o Gael, sem falar mais nada porque sabia que se continuasse falando acabaria perdendo a paciência novamente.
Smallpara; Scars {Alexis&Elliot}
Alexis estava inerte aos pensamentos, como de costume, e só quando ouviu a pergunta do irmão pode despertar das inúmeros flashes que passavam por sua mente. Não era comum vê-lo perguntando aquele tipo de coisa, afinal tinham tantos assuntos mais sérios para tratar que o jantar que viesse, era lucro. Pensou por um momento na resposta, não por querer mentir ou coisa assim, mas porque nem prestava mais atenção naquele tipo de coisa. — Eu pedi pro Jack ir pegar pizza… Ainda deve ter alguma coisa na geladeira. Você quer? — Perguntou virando o olhar para ele, mas continuou com o corpo relaxado no sofá. era engraçado, que mesmo no meio de traficantes, que agora até o menor resquício de álcool no ambiente a fizesse ter náuseas. Por mais que ela ainda bebesse, vez por outra, não era como se ela gostasse de fazer. A segundo pergunta de Elliot era mais do que comum para o dia a dia dos dois, mas o fato era que depois do reencontro com Keith, ela rezava para que ele não a questionasse sobre seu paradeiro, uma vez que não gostasse e nem quisesse mentir para o outro. Grande parte dela gostaria de contar a verdade, tudo seria mais simples se o fizesse, mas o pedido que Keith fazia sentido para ela, bastante na verdade, e ela não arriscaria a vida do loiro, e, muito menos a de seu irmão. — Eu sai pra pensar um pouco… Aqui por perto mesmo. — Começou arrumando a postura. — Colocar as coisas no lugar e tal, nada demais. — Respondeu com um tom baixo, pressionando os lábios em seguida concluindo o pensamento. Não era mentira, ela não tivera nenhuma visão, nenhum telefonema que a fizesse sair por um motivo maior, então simplesmente saiu por ai para respirar um ar diferente.
Elliot levou a garrafa de cerveja até a boça novamente, dando um longo gole enquanto escutava a resposta da menina. Bem, então não tinha nada para ele comer. Conseguiria viver com isso. Estava cansado demais para ir atrás de comida de verdade então enganaria a fome com bebida e de manhã comeria o que tivesse por ali. Quando Alexis respondeu sua segunda pergunta, Elliot apertou os lábios formando uma linha fina. Não gostava quando a menina saia para andar por aí, mesmo sabendo que ela estava pelos arredores. Além disso sua própria experiência de sair por aí não havia dado muito certo. Mas estava dolorido demais para isso, para se preocupar com o que poderia ter acontecido. Alexis estava bem e ali ao seu lado, então por quê reclamar? Ergueu o corpo um pouco e repousou a bebida na mesinha de centro a sua frente, mas ao voltar para o sofá, não recostou-se como antes e sim, jogou o corpo para sua irmã, deitando-se sobre seu colo. Era algo que a menina costumava fazer quando mais nova, e que ele particularmente nunca aprovara. Por vezes à dizia para sair, levantar e ir deitar em outro canto, mas também a entendia. – Olha se tem alguma coisa nas minhas costas? Porque tá ardendo pra caralho. – pediu, puxando a gola de camisa com o braço que não ficara preso contra o sofá, por conta de sua posição.
alexis-watching-you respondeu a sua postagem:elliot, eu tava pensando que a gente podia fazer...
Eu sempre cozinho, Elliot.
Naquela vez das panquecas fui eu.
elliot, eu tava pensando que a gente podia fazer jantar lá em casa um dia desses e chamar o gael, o daniel e tal... o que você acha?
Ahn, por mim tudo bem. Mas dessa vez você cozinha.
{flashback} I'm the one to blame • POV
Ele costurava em alta velocidade pelo trânsito de Londres, furando sinais e tentando chegar o mais rápido possível ao lugar que Alexis tinha indicado. O dia estava sendo calmo demais para ser verdade. Os carregamentos de drogas chegariam no final da tarde e ele teria apenas que despachar os funcionários para os lugares que a substância havia sido requisitada. Pronto. O restante do dia inteiro para ficar sem fazer nada de realmente importante. Talvez eles até assistissem um filme que iria passar durante a noite em algum canal da TV. Ele, Alexis, Gael e Keith. Mas, era bom demais para ser verdade.
{ flashback, sp} Expectations, @Delliot.
Ninguém soube explicar como começou. Ouviram apenas a correria e o tumulto que se formava no setor do Laboratório. E então veio a fumaça se agravando cada vez mais e fazendo com que muitos ficassem mais preocupados do que o necessário. Menos Dylan – ele foi um dos últimos a saber, na verdade. Provavelmente porque estava por aí na cama de algum agente importante na hora da explosão. Mas também não hesitou em se integrar sobre o assunto e dar uma olhada pessoalmente no estado cujo o Laboratório encontrava-se. Uma parte de si permanecia com o riso contido para não demonstrar o quão contente estava por aquilo ter acontecido sem precisar ter movido um único músculo em sua contribuição. Já a outra, prevalecia a curiosidade em descobrir quem fora o responsável. Devia admitir também, que ver desgastados anos de trabalhos dentro daquele laboratório, lhe causava uma ponta de culpa. No entanto, desde os rumores que ouvira há alguns dias, não conseguia parar quieto enquanto não informasse à Elliot. Aproveitaria a notícia do incêndio também. Rapidamente, mandou uma mensagem para o amigo e abandonou a Sede em direção à algum Pub qualquer, bem longe da Divisão. Optou pela sua moto por ser mais rápida e depois de dar algumas voltas no quarteirão, certificando-se de que não estaria sendo seguido, adentrou ao Pub. Pediu uma cerveja e ficou esperando que Elliot aparecesse.
A mensagem fez a tela de seu celular piscar quando ele estava no banho. Tinha tido um dia particularmente corrido, como domingos costumavam ser para o garoto, e agora só queria deitar, assistir um pouco de TV e ir dormir. O dia seguinte seria ainda pior, pelo que ele lembrava da lista de coisas que precisaria fazer. Estava saindo do banho, a tolha na cabeça enquanto uma mão esfregava o tecido no cabelo, tentando tirar o excesso de água, quando fez o telefone voar na sua direção e usou a mão livre para acender a tela e ver as notificações. O ícone de mensagem pulou na sua frente e ele logo desviou o olhar para o remetente, vendo o nome de Dylan ali. Se apressou para olhar o que o garoto queria e em minutos ele estava passando apressado pela porta do apartamento. Desceu as escadas do prédio quase correndo e assim que chegou na rua, pegou sua moto e saiu o mais rápido possível, sem dizer a ninguém a onde ia. Teria dito a Gael, se o tivesse visto, mas o outro não estivera por perto em momento algum enquanto Elliot se dirigia para fora. Assim que entrou na rua que Dylan havia indicado, Elliot deixou sua moto e seguiu andando até o pub onde o garoto diria que o esperaria. Viu o outro sentado com uma cerveja em mãos e se dirigiu a ele, sentando no banco ao lado do seu. Pediu uma cerveja e apoiou um braço no balcão, virando o rosto para ele. -- Mais alguma informação sobre o que me contou na semana passada? -- perguntou, porque era isso que ele imaginava. Que Dylan havia finalmente havia conseguido alguma informação real sobre a tal substância.
Smallpara; Scars {Alexis&Elliot}
Eram poucos os momentos em que Alexis conseguia se sentir uma pessoa normal diante das coisas que enfrentara. Apesar de insistir para que Elliot relaxasse um pouco depois de dias tão corridos, o irmão nunca parecia disposto a deixar as coisas de lado. Quando o ouviu exclamar com tanta animação sobre o filme, a morena não pode evitar esboçar um sorriso largo e revirar os olhos em meio ao riso, recuando as mãos para não bater no rosto dele. Era bom vê-lo daquela forma, por mais rápido que fosse, era como se eles não tivessem muitas preocupações e como se a briga de Elliot não passasse de um encontrão de faculdade ou qualquer motivo banal. Pressionou os lábios com força, notando que a raiva voltara no tom do rapaz e deixou um suspiro escapar, desviando o olhar dele para a caixa de remédios, sem comentar nada, sabendo que ele provavelmente estava frustrado pelo que quer que tivesse acontecido e não lhe daria ouvidos.
— Não tem problema. — falou com a voz baixa, dando de ombros e estendendo a mão para a dele, Alexis depositou um pano úmido e levantou do sofá. — Vou pegar algo para você beber. — Comunicou sem olhar para ele, caminhando para a cozinha e abrindo a geladeira sem muita pressa. Ela nunca apoiou aquele tipo de coisa, principalmente depois do que lhe causara, mas sabia que mais cedo ou mais tarde Elliot se trancaria no escritório e ela preferia que ele bebesse com ela por perto. Pegou uma garrafa de cerveja e com a ajuda da quina do balcão a abriu, logo direcionou o corpo de volta para a sala, sentando ao lado do irmão e estendeu a garrafa em sua direção, apoiando as costas no sofá.
Quando Alexis levantou anunciando que iria pegar algo para ele beber, Elliot levantou uma sobrancelha e acompanhou a menina com o olhar. Não era nenhum segredo que a menina detestava seu habito de beber e que muitas vezes até o tentava fazer parar com isso. Oferecer bebida era algo que ele simplesmente não esperava. Afundando mais no sofá, Elliot encarou a televisão, esperando a menina voltar em silêncio. Tinha que falar com ela sobre algumas coisas, mas não sabia se aquele era o momento certo. Estava cansado demais para pensar em coisas complicadas e ter que pensar em respostas para as perguntas da menina. Ergueu uma mão para pegar a garrafa e levou direto aos lábios, dando dois grandes goles. Por alguns segundos continuou em silêncio, encarando a TV, mas logo voltou o olhar para a irmã. -- Você jantou o que hoje? -- Era uma tentativa ridícula de começar uma conversa, ele sabia disso, mas sentia falta de conversar com a menina. Não era como se eles fossem o casal de irmãos mais unidos do mundo, mas tinham seus momentos e ele sentia falta daquilo. Os últimos tempo estavam sendo corridos demais e ele quase não tinha mais tempo de sentar-se no sofá, imagina ter uma conversa digna com a menina. Além disso, estava com fome também e talvez tivesse sobrado alguma coisa para ele comer. -- Onde você esteve essa tarde? -- Lembrou-se que a menina esteva fora durante a tarde e, mais uma vez, não dissera onde fora.
W E F E L L D O W N I N T O T H A T D A R K C H A S M ○ ○ ○
○ ○ ○ ○ ○ ○ B U T T H E F L A M E S B U R N E D O N A N D O N.
Elliot Blackburn 30 questions {10/30}
elliot, quando você vai prender a alexis no quarto dela? a menina só da problema
Respeita minha irmã ou eu vou te arranjar um problema grande e afiado no meio do teu pescoço.
uma coisa que se arrepende?
Não costumo me arrepender não.
É verdade que golfinhos são tubarões gays?
Olha, você vai ali. Tá vendo? Ali naquela esquina. Você dobra a direita e segue reto. Isso. Aí você para na próximo esquina, pega a bolsinha, roda, espera o primeiro tubarão passar e pergunta.
se vinga do Gael e fala pra gnt algo vergonhoso dele
Ele tem uma samba canção verde de carrinhos e dorme de meia. E quando acorda e vai tomar café, ele entra na cozinha coçando a bunda. E ele já disse que prefere filmes da Barbie que aquele Carros.
mas elliot, o fogo na divisão n era só mês que vem?
Mas... Ainda vai ser.
Gosta mais de ter na sua cama mulheres ou o Bob?
Depende da quantidade de mulheres.