Mardy Bum
TĂtulo: Mardy Bum Alex: Estava frente a frente com a coreana, era Ăłbvio que ambos nĂŁo dormiam a alguns dias e enquanto os seus cabelos desgrenhados mostravam isso a forma arrastada que ela falava a entregavam. – Preciso de uma nova mĂşsica. – Já havia composto quase vinte mĂşsicas para banda, mas ainda sim nem todas haviam sido aceitas e faltava apenas uma para fechar novo cd. Estava em uma fase nova, diferente e talvez mais individualista. Possivelmente atĂ© frio, porĂ©m ninguĂ©m podia o julgar enquanto ainda estivesse no auge de suas criações. EntĂŁo, enquanto estivesse produzindo e rastejando o corpo esguicho sem muito drama, estava tudo okay. Krystal: As mĂŁos estavam juntas segurando a xĂcara de chocolate quente, as aquecendo naquela manhĂŁ nublada e fria. Havia saĂdo do trabalho a quase uma hora e meia atrás, os remĂ©dios para dormir nĂŁo funcionavam e na maioria das vezes naqueles momentos Krystal travava. Sendo Alex um dos Ăşnicos a lhe aguentar e, quase sempre, a ajudar com conversas longas atĂ© que estivesse dormindo em algum canto sobre o olhar do mais velho. – Escreva sobre amor, vocĂŞ quase sempre usa isso e por que nĂŁo agora? – Disse visivelmente acabada – Fuck. Isso Ă© pĂ©ssimo, nĂŁo escreva sobre sua ex e, uh, faça algo sobre como a vida Ă© uma bosta. – A voz foi ficando baixa atĂ© a cabeça pender um pouco para o lado. O olhar foi para o lado de fora, observando a rua e a calçada molhada pela chuva, o vidro turvo a fazia ver os contornos de seu rosto e por um tempo ficou perdida naquilo atĂ© dizer – Escreva sobre mim. Alex: Fez um som quase ofendido quando ouviu ela dizer sobre suas composições serem sobre amor e sobre suas ex, era Ăłbvio que nĂŁo era bem assim. Estava quase desistindo de pedir a ajuda dele, naqueles momentos Krystal sempre parecia um poço de inspiração, mas naquele dia em especĂfico estava uma merda para interagir com a mais nova. Infelizmente, seu sono o deixava sem toda a paciĂŞncia que tinha quase todos os dias. AtĂ© que ouviu a Ăşltima parte, a olhou com os olhos estreitos em desconfiança e fingiu uma tosse – É sĂ©rio? Sim, estava considerando escrever sobre ela. Krystal era tĂŁo transparente que escrever sobre a menor seria moleza, provável por a conhecer a dez anos e tambĂ©m por serem prĂłximos os sufientes para começar a decifrar as confusões dela atĂ© que a menina virasse uma leitura fácil – Foda-se. NĂŁo pode mais voltar atrás! – Procurou pelo caderno mĂ©dio que sempre carregava para todos os lados. Krystal: Franziu o cenho. Era uma zoeira, quem em sĂŁ consciĂŞncia levaria aquilo a sĂ©rio e, deuses, onde estava o senso de Turner naquele momento para aceitar escrever sobre ela? – Opa, nĂŁo vai rolar. Era devaneio meu, vai estragar uma possĂvel melodia escrevendo sobre mim, sĂ©rio –. Mas já era inĂştil. Alex já estava pegando o maldito caderno e sem pensar muito tampo o rosto suspirando de forma dramática – Puta que pariu... vocĂŞ vai mesmo escrever. Alex: Ignorou qualquer reclamação dela e virou o corpo para o lado contrário na intenção de pensar sem muitas interferĂŞncias, a cafeteria onde estavam era vazio na parte da manhĂŁ e o Ăşnico barulho existente era do cafĂ© sendo feito. Pensou sobre muitas coisas. Como havia a conhecido, seus defeitos – esse gigantescos a ponto dele revisar o por que de serem amigos –, seus gostos e desgostos, as cores que já passaram por seu cabelo e suas qualidades – que o lembraram o por que de gostar tanto da asiática –. E quando notou já estava sorrindo com as lembranças. Os dedos batucando em um ritmo muito bem conhecido, o lábio inferior era mordido com força e nem o cabelo caindo sobre seu rosto era importante no momento. – Lembra aquela batida que seu pai sempre fazia na bateria dele quando pedĂamos para ele tocar? TĂnhamos uns dez anos, quando vocĂŞ aprontava e sua mĂŁe batia em vocĂŞ ele ia atĂ© a bateria para tocar. SĂł assim vocĂŞ parava de chorar, mas era um toque estranho e ficava ainda mais estranho quando a gente tentava acompanhar fazendo sons aleatĂłrios?! – Disse visivelmente animado e quase paranĂłico. Krystal: Alex ficou tanto tempo em silĂŞncio que ela teve oportunidade para levantar, pedir por um bolo doce e ir ao banheiro antes dele finalmente voltar a vida. Foi afogada em memĂłria do passado em um piscar de olhos, apenas concordando com a cabeça mesmo que nĂŁo conseguisse lembrar bem do que era dito e no final acabou sorrindo ao notar que a batida que ele fazia com os dedos era a mesma de seu pai. – Sei, vai usar ela?Alex: – É. Vou sim, nĂŁo Ă© tĂŁo difĂcil criar algo sobre vocĂŞ. Uma garota metida, nariz em pĂ© e um coração gigante. – A Ăşltima parte foi dita em um tom irĂ´nico na intenção de a irritar. Ficou rabiscando e escrevendo, arrancando folhas e as vezes atĂ© pedia o sinĂ´nimo de alguma palavra para a mais nova. Depois de quase uma hora: sĂł tinha trĂŞs trechos. Estava sendo mais difĂcil do que imaginava. Precisava de um ponto, mas ele parecia fugir de sua cabeça e foi ai que notou o quanto Krystal estava certa. Ele era bom em falar sobre corações partidos e uma vida ruim, fora disso era estar saindo da sua zona de conforto. Mas ele precisa e iria alĂ©m. Na mĂşsica nĂŁo existia limites para si e ali nĂŁo sĂ©ria diferente! Tomou algumas xĂcaras de cafĂ©, encarou a velha amiga e suspirou frustado – Tá foda. Krystal: Ficou um tempo gigantesco esperando ele terminar, chegou a reclamar duas ou dez vezes, mas quem disse que funcionou? SĂł recebeu um vácuo enorme e ainda por cima virou uma obra de arte a ser observada por ele. Revirou os olhos quando viu que sĂł havia trĂŞs techinhos e mordeu a parte interna da bochecha com força –SĂ©rio, Alexander? Eu já te vi escrevendo duas mĂşsicas incrĂveis, daquelas de foder com a alma, em menos de uma hora e pra escrever algo sobre sua pseudo melhor amiga vem com essa coisinha? – Argumentou, a expressĂŁo era decepção e acabou encostando o corpo na cadeira para cruzar os braços – Tá ai a prova que vocĂŞ nĂŁo se importa comigo. Alex: Precisou suspirar frustado. Estava ali a Krystal toda passiva agressiva. Aquela cara que a outra ostentava deixava claro que estaria encrencado se nĂŁo arrumasse uma letra logo para a melodia já formada em sua cabeça e depois de minutos eternos a observando com uma cara seria riu fraco. Tirou seu violĂŁo com pressa da proteção e colocou sobre seu colo, tentou algumas vezes mais falho, atĂ© pegar de vez e cantar com vontade – e alguns erros. | Now then Mardy Bum I see your frown And it's like looking down the barrel of a gun And it goes off And out come all these words Oh there's a very pleasant side to you A side I much prefer It's one that laughs and jokes around Remember cuddles in the kitchen Yeah, to get things off the ground And it was up, up and away Oh, but it's right hard to remember That on a day like today when you're all argumentative And you've got the face on Well now then Mardy Bum Oh I'm in trouble again, aren't I? I thought as much Cause you turned over there Pulling that silent disappointment face The one that I can't bear Can't we laugh and joke around Remember cuddles in the kitchen Yeah, to get things off the ground And it was up, up and away Oh, but it's right hard to remember That on a day like today when you're all argumentative And you've got the face on Yeah I'm sorry I was late Well I missed the train And then the traffic was a state And I can't be arsed to carry on in this debate That reoccurs, oh when you say I don't care Well of course I do, yeah I clearly do! So laugh and joke around Remember cuddles in the kitchen Yeah, to get things off the ground And it was up, up and away Still it's right hard to remember That on a day like today when you're all argumentative And you've got the face on E foi quando surgiu o sorriso pequeno no rosto de Jung que soube: havia criado algo bom. (Fim) @msd_krystal












