Título: Mardy Bum Alex: Estava frente a frente com a coreana, era óbvio que ambos não dormiam a alguns dias e enquanto os seus cabelos desgrenhados mostravam isso a forma arrastada que ela falava a entregavam. – Preciso de uma nova música. – Já havia composto quase vinte músicas para banda, mas ainda sim nem todas haviam sido aceitas e faltava apenas uma para fechar novo cd. Estava em uma fase nova, diferente e talvez mais individualista. Possivelmente até frio, porém ninguém podia o julgar enquanto ainda estivesse no auge de suas criações. Então, enquanto estivesse produzindo e rastejando o corpo esguicho sem muito drama, estava tudo okay. Krystal: As mãos estavam juntas segurando a xícara de chocolate quente, as aquecendo naquela manhã nublada e fria. Havia saído do trabalho a quase uma hora e meia atrás, os remédios para dormir não funcionavam e na maioria das vezes naqueles momentos Krystal travava. Sendo Alex um dos únicos a lhe aguentar e, quase sempre, a ajudar com conversas longas até que estivesse dormindo em algum canto sobre o olhar do mais velho. – Escreva sobre amor, você quase sempre usa isso e por que não agora? – Disse visivelmente acabada – Fuck. Isso é péssimo, não escreva sobre sua ex e, uh, faça algo sobre como a vida é uma bosta. – A voz foi ficando baixa até a cabeça pender um pouco para o lado. O olhar foi para o lado de fora, observando a rua e a calçada molhada pela chuva, o vidro turvo a fazia ver os contornos de seu rosto e por um tempo ficou perdida naquilo até dizer – Escreva sobre mim. Alex: Fez um som quase ofendido quando ouviu ela dizer sobre suas composições serem sobre amor e sobre suas ex, era óbvio que não era bem assim. Estava quase desistindo de pedir a ajuda dele, naqueles momentos Krystal sempre parecia um poço de inspiração, mas naquele dia em específico estava uma merda para interagir com a mais nova. Infelizmente, seu sono o deixava sem toda a paciência que tinha quase todos os dias. Até que ouviu a última parte, a olhou com os olhos estreitos em desconfiança e fingiu uma tosse – É sério? Sim, estava considerando escrever sobre ela. Krystal era tão transparente que escrever sobre a menor seria moleza, provável por a conhecer a dez anos e também por serem próximos os sufientes para começar a decifrar as confusões dela até que a menina virasse uma leitura fácil – Foda-se. Não pode mais voltar atrás! – Procurou pelo caderno médio que sempre carregava para todos os lados. Krystal: Franziu o cenho. Era uma zoeira, quem em sã consciência levaria aquilo a sério e, deuses, onde estava o senso de Turner naquele momento para aceitar escrever sobre ela? – Opa, não vai rolar. Era devaneio meu, vai estragar uma possível melodia escrevendo sobre mim, sério –. Mas já era inútil. Alex já estava pegando o maldito caderno e sem pensar muito tampo o rosto suspirando de forma dramática – Puta que pariu... você vai mesmo escrever. Alex: Ignorou qualquer reclamação dela e virou o corpo para o lado contrário na intenção de pensar sem muitas interferências, a cafeteria onde estavam era vazio na parte da manhã e o único barulho existente era do café sendo feito. Pensou sobre muitas coisas. Como havia a conhecido, seus defeitos – esse gigantescos a ponto dele revisar o por que de serem amigos –, seus gostos e desgostos, as cores que já passaram por seu cabelo e suas qualidades – que o lembraram o por que de gostar tanto da asiática –. E quando notou já estava sorrindo com as lembranças. Os dedos batucando em um ritmo muito bem conhecido, o lábio inferior era mordido com força e nem o cabelo caindo sobre seu rosto era importante no momento. – Lembra aquela batida que seu pai sempre fazia na bateria dele quando pedíamos para ele tocar? Tínhamos uns dez anos, quando você aprontava e sua mãe batia em você ele ia até a bateria para tocar. Só assim você parava de chorar, mas era um toque estranho e ficava ainda mais estranho quando a gente tentava acompanhar fazendo sons aleatórios?! – Disse visivelmente animado e quase paranóico. Krystal: Alex ficou tanto tempo em silêncio que ela teve oportunidade para levantar, pedir por um bolo doce e ir ao banheiro antes dele finalmente voltar a vida. Foi afogada em memória do passado em um piscar de olhos, apenas concordando com a cabeça mesmo que não conseguisse lembrar bem do que era dito e no final acabou sorrindo ao notar que a batida que ele fazia com os dedos era a mesma de seu pai. – Sei, vai usar ela?Alex: – É. Vou sim, não é tão difícil criar algo sobre você. Uma garota metida, nariz em pé e um coração gigante. – A última parte foi dita em um tom irônico na intenção de a irritar. Ficou rabiscando e escrevendo, arrancando folhas e as vezes até pedia o sinônimo de alguma palavra para a mais nova. Depois de quase uma hora: só tinha três trechos. Estava sendo mais difícil do que imaginava. Precisava de um ponto, mas ele parecia fugir de sua cabeça e foi ai que notou o quanto Krystal estava certa. Ele era bom em falar sobre corações partidos e uma vida ruim, fora disso era estar saindo da sua zona de conforto. Mas ele precisa e iria além. Na música não existia limites para si e ali não séria diferente! Tomou algumas xícaras de café, encarou a velha amiga e suspirou frustado – Tá foda. Krystal: Ficou um tempo gigantesco esperando ele terminar, chegou a reclamar duas ou dez vezes, mas quem disse que funcionou? Só recebeu um vácuo enorme e ainda por cima virou uma obra de arte a ser observada por ele. Revirou os olhos quando viu que só havia três techinhos e mordeu a parte interna da bochecha com força –Sério, Alexander? Eu já te vi escrevendo duas músicas incríveis, daquelas de foder com a alma, em menos de uma hora e pra escrever algo sobre sua pseudo melhor amiga vem com essa coisinha? – Argumentou, a expressão era decepção e acabou encostando o corpo na cadeira para cruzar os braços – Tá ai a prova que você não se importa comigo. Alex: Precisou suspirar frustado. Estava ali a Krystal toda passiva agressiva. Aquela cara que a outra ostentava deixava claro que estaria encrencado se não arrumasse uma letra logo para a melodia já formada em sua cabeça e depois de minutos eternos a observando com uma cara seria riu fraco. Tirou seu violão com pressa da proteção e colocou sobre seu colo, tentou algumas vezes mais falho, até pegar de vez e cantar com vontade – e alguns erros. | Now then Mardy Bum I see your frown And it's like looking down the barrel of a gun And it goes off And out come all these words Oh there's a very pleasant side to you A side I much prefer It's one that laughs and jokes around Remember cuddles in the kitchen Yeah, to get things off the ground And it was up, up and away Oh, but it's right hard to remember That on a day like today when you're all argumentative And you've got the face on Well now then Mardy Bum Oh I'm in trouble again, aren't I? I thought as much Cause you turned over there Pulling that silent disappointment face The one that I can't bear Can't we laugh and joke around Remember cuddles in the kitchen Yeah, to get things off the ground And it was up, up and away Oh, but it's right hard to remember That on a day like today when you're all argumentative And you've got the face on Yeah I'm sorry I was late Well I missed the train And then the traffic was a state And I can't be arsed to carry on in this debate That reoccurs, oh when you say I don't care Well of course I do, yeah I clearly do! So laugh and joke around Remember cuddles in the kitchen Yeah, to get things off the ground And it was up, up and away Still it's right hard to remember That on a day like today when you're all argumentative And you've got the face on E foi quando surgiu o sorriso pequeno no rosto de Jung que soube: havia criado algo bom. (Fim) @msd_krystal
gênero Amizade / Crepúsculo. classificação Livre
Observações: Amigos em uma conversa e momento relaxante pra ambos. .
Derek Stymest:
Parecia estranhamente certo se sentar naquele bondinho aquela manhã. Estava vestido com sua jaqueta de couro e um capuz de moletom, que pertencia a blusa que estava por baixo, cobria a sua cabeça. Os respingos estavam por seus ombros e braços e dos coturnos pretos de cadarço que usava por cima da barra da calça, mas a calça jeans em nada havia sido danificada com a água da chuva. Derek estava ocupado demais, com a cabeça encostada no vidro da janela, assistindo Liverpool passar do lado de fora como se fosse um clipe barato de alguma banda indie. Olhou para o celular, a melancolia em nada funcionava ou ajudava e seus dias, mas ainda assim era uma boa forma de passar eles. A história com seu pai já estava ruim e tinha essa briga com Tyler que também o deixava para lá de perturbado, queria alguém que não soubesse de nada disso, alguém que fizesse se sentir bem sem sentir culpa e por isso corria a agenda do celular e olhava os nomes por ela. Parou em frente ao contato dela e acariciou a foto ao que mandou a mensagem.
|O que você está fazendo?
Anne Catherine ♡:
Estava com tempo de sobra aquele dia. Odiava ficar sem fazer nada mas ultimamente estava se sentindo melhor quando estava dentro do apartamento quentinho do que fora com várias pessoas, sentia que tinha algo errado, mas aquela salada de frutas a impedia de pensar e era realmente o objetivo.
Os olhos vagaram pelo apartamento antes que ela decidisse que realmente não tinha nada para fazer ali dentro e resolver que sair era melhor. Já estava quase no clima de natal, por isso a roupa era acompanhada de uma touca vermelha com um pompom no topo e alguns floquinhos de neve brancos. Desceu de elevador, quase prendendo o salto no pequeno espaço entre o chão do elevador e o do corredor, e decidiu que uma padaria seria o melhor lugar, mesmo que não planejasse ficar muito tempo nela. Pediu um capuccino e passou a rondar o balcão dali em busca de algo não tão calórico para comer, como se fosse possível numa padaria. Quase deixou o celular cair quando o começo de um trovão e a risada que saiu dele, mas olhou mesmo assim.
|Escolhendo entre rosquinhas e bombas de chocolate pra comer... Ou seria melhor um pudim?
|Não sei o que escolher.
|E você, o que está fazendo? Sugando uns pescoços por aí? Me trocou por alguém com outro tipo de sangue?
Deu risada da própria idiotice antes de receber o café, e continuar procurando o doce perfeito para sair logo dali.
Derek Stymest:
O tempo de espera resultou na parada final chegando enquanto ele rodava o smarthfone nos dígitos dos dedos. O cobrador estava lhe olhando como se o expulsasse apenas com o poder dos olhos e da mente e Derek abriu um sorriso nenhum pouco contente ao se levantar e fazer um aceno para os dois funcionários do transporte. — Foi ótimo o passeio, pessoal. — Usou do bom humor para a brincadeira. Saindo novamente para as ruas eo centro já que a ideia idiota do bonde não tinha levado muito longe.
|Bomba parece um nome legal, o chocolate explode na boca?
É, ele era idiota mas ao menos riu da própria piada. Encontrou um lugar coberto para se encostar embaixo dele e então digitou a outra.
|Estou procurando você, Bella. Ou o Jacob não deixa nenhum espacinho na sua agenda pra mim?
Enviou novamente, pegando um cigarro e o acendendo ao tempo em que olhava para os dois lados da rua. A movimentação dos carros o seguraram por poucos segundos, mas logo ele estava se aventurando em atravessar a rua. Com as rajadas de vento, a fumaça de cigarro e a sua vontade de se distrair, ficar parado debaixo de um toldo não era uma opção. Caminhava, inconscientemente já indo na direção de onde ela morava ainda que estivesse carregando o celular e olhando a cada segundo pela expectativa de resposta.
Anne Catherine ♡:
Okay, era praticamente impossível escolher. Então ela decidiu levar alguns cookies, algumas rosquinhas, um pedaco de bolo e a bomba de chocolate, já que não dava pra escolher, era melhor levar tudo, e o tempo que demorou para fazer isso foi mais que suficiente para acabar o café e pedir outro.
|Claro que explode bobão... Você gosta mais de torta ou pudim?
Brincou com ele, mas realmente não sabia entre qual dos dois escolher antes de decidir em alguns segundos levar os dois. E também perceber que teria que chamar os primos para comer porque jamais comeria aquilo tudo em uma semana.
|Ele disse que queria me fazer parte da matilha. Mas você sabe que meu coração ainda bate forte por você, Edward.
|Não vejo Jacob faz uns dias. Estou saindo da padaria.
Pagou pelo que havia comprado, que foi meio caro, mas considerando que ela tinha várias coisas saudáveis em casa, um pouco de doce não ia fazer mal desde que não comesse tudo de uma vez.
Derek Stymest:
Seu riso não foi nem alto, mas uma moça que passava ao lado olhou para ele como se ele tivesse gritado. Desculpou-se sem nem saber o porquê, mas por fim apenas abaixou o olhar pro celular.
|Torta de frango, preferencialmente.
Sabia que ela estava falando de doces, mas infelizmente era o que ele gostava e pudim fazia o estômago revirar. Odiava o cheiro daquilo e só de lembrar da calda então.
Pois bem. Esbarrou em um homem na entrada de um túnel, mas ele parecia ocupado demais para se importar assim como Derek também. Apenas seguiu pelo atalho ao que já respondia.
|Acho bom, sabe como é. Sua humanidade que te faz tão especial. <3
Sim, ele fez questão do coraçãozinho. Acelerou o passo para se certificar de que iria pegar ela a tempo.
|Estou chegando aí. Olha para a frente....
Ele riu, porque era bobo e esperou alguns segundos até mandar outra. Parando ao lado de um sexto de lixo para apagar a guimba do cigarro e jogar ela ali dentro.
| É, acho que não deu. Mas me espera que eu tô chegando.
Anne Catherine ♡:
Os passos eram lentos, porque ela gostava do tempo ali fora, os olhos se voltaram para o celular que permanecia em uma de suas mãos.
|Uuuh. Flango é bom. Te dou uma torta dessas no natal.
É claro que não era tão verdade porque ela não sabia quando daria uma torta pra ele, e tortas não eram bons presentes de natal. O que a levou a pensar o que seria um bom presente de natal pra ele.
|Awnt, que lindo. Até escorreu uma lágrima. Vai TeamEdward.
|Ah... Sem filhas mutantes feitas de CGI.
Continuou andando e deu alguns goles no café antes de rir baixo.
|Desculpa. Não sabia se vinha. Compraria um café pra você... Te espero na frente do prédio.
Atravessou a rua e foi até o prédio. Estava estranho não gostar tanto de estar fora de casa mas ao mesmo tempo queria muito entrar lá.
Não achou que ele fosse demorar muito, porque não aparentavam estar muito longe, e não tinha muita gente por ali para não ser notada por ele. Ou para não notar quando ele chegasse.
Derek Stymest:
|Flango só de pastel né. Não, pera.
Já das outras piadas ele apenas riu, estava realmente perto o bastante então achou não ser preciso. Enfiou o celular no bolso e andou o pouco que faltava até vero prédio dela, o tempo tinha dado uma pequena trégua mas ele ainda estava com aquela aparência meio molhada. Abaixou o capuz, passando a mão nos fios curtos do cabelo castanho que foram respingando água em todos ao redor. Mas ao menos parou jeitosinho na frente dela.
Levou alguns segundos entre olhar pra ela, pro café, pra sacola e em seguida pro prédio. Só então meneou a cabeça em negação, fazendo um som com a boca que indicava sua decepção. — Sério mesmo? Nenhum big Mac ou batatinha? — Implicou com o gosto alheio, mas não demorou a sorrir. A mão gelada do gerente foi posta no rosto dela enquanto um carinho com o polegar roçou sua bochecha. Era uma forma um tanto calorosa de se cumprimentar e algumas pessoas na rua pareciam estar prestando atenção justamente nisso. — Agora seus vizinhos acha que você só anda com marginal. — Piscou pra ela, afastando-se então e pegando suas compras para carregar. — Você está bem?
Anne Catherine ♡:
Riu, porque era ótimo que ele era tão idiota quanto ela. Olhou a agenda pelo celular, ficando até feliz de só ter que sair de casa na segunda, e os olhos passaram pela rua quando ela cansou do aparelho. Claro que ele não ligava pro cabelo molhar as pessoas ao redor. O fitou com um sorriso, dando de ombros.
— Isso é o mais rebelde que eu posso ser se eu não quiser ser assassinada. — a mão gelada dele a fez arrepiar, mas gostava de frio, então isso era o de menos, o sorriso mostrou o tanto que aprovava o carinho, antes que ela soltasse outra risada.
— Marginal super gato você, onde que eu acho um pra comprar? — levantou as sobrancelhas algumas vezes enquanto sorria para ele. — Yep. É folga, e alguma coisa pode estar errada com a minha disposição. Mas eu estou bem. E você? — Ela apertou o botão do elevador que não demorou para chegar e entrou nele assim que as portas se abriram, apertando o botão do andar em seguida.
Derek Stymest:
— Triste vida essa sua. — Exagerou um pouco, já que de fato aquela preocupação toda com alimentos devia ser complicado. Derek usava química demais pra se alimentar com frequencia, mas ainda assim quando o fazia nem sempre pendia ao saudável então podia ter aquela empatia.
— Soube que é edição limitada, tenho outro no estoque mas aquele vem com o humor intacto, o meu tá corrompido, sabe como é. — Deu de ombros para demonstrar um pouco que fosse de descaso, ao tempo em que o sorriso de canto foi sumindo e ele entrou na caixa metálica com ela. Esperou até que o elevador começasse a subir pra só então assentir, assumindo a seriedade de sempre. — Se é folga, deveria ainda estar na cama cachinhos dourados. — Não que ele não apoiasse o trabalho árduo já que no que dependesse dele, seria acoplado ao Park qualquer hora. Mas ainda assim, ela tinha uma rotina muito mais puxada. — Um pouco de tudo, meio cansado, meio feliz, meio triste, meio confuso.... Acho que da enquadrar como foda-se. — O elevador voltou a se abrir e ele fez um sinal para que ela fosse na frente.
Anne Catherine ♡:
Soltou um riso nasalado, assentindo com a cabeça, não ligava muito as vezes, assim como algumas ligava muito.
— Ah, então não quero, não vai rir das minhas piadas que não tem graça. Prefiro você mesmo. — o franzir do cenho foi pequeno ao que ela levantou os ombros, antes de ele falar. — Eu ia correr mas não rolou, só que eu não tenho nada de muito interessante pra fazer então só estava fingindo ser um vegetal... Até porque um pouco antes de eu levantar me avisaram que as fotos foram canceladas hoje. — fez uma careta que indicava o quão frustrada havia ficado, mas tudo bem, pelo menos podia descansar mais. — E eu posso saber os porquês desse seu amontoado de emoções? — não gostava de pressionar, e nem pediria se ele não quisesse dizer, mas era o assunto, e normalmente quando ele ficava se sentindo mal ela gostava de ajudar.
Abriu a porta do apartamento, entrando e dando espaço para que ele fizesse o mesmo.
Derek Stymest:
A expressão dele era impagável. Foi de natural a ofendida e em seguida a brava em poucos segundos, mas notavelmente divertida já que até aquilo era encenação. — Ta dizendo que cogitou a ideia de comprar o outro? — Pois bem, teatro feito ele seguiu ela até o apartamento. Entrando nele, seguiu até a cozinha e deixou a sacola em cima do balcão, voltando pouco depois para sala onde se apoiou na parede e abaixou o zíper lateral do coturno e os arrancou do pé. — Ainda tô pra entender qual é a de vocês com essa coisa de correr e saúde. Mas okay. — Preferia ficar descalço e na casa dela ele se sentia um tanto quanto a vontade. Deixou em um canto e em seguida tirou a jaqueta e a blusa, deixando-as no braço do sofá. Olhou a pequena bagunça que fez e então deu um sorriso culpado. — Meu pai piorou, recebeu um pulmão novo recentemente, mas parece que o corpo não está reagindo bem. — O sorriso diminuiu mas ele deu de ombros e se jogou no sofá dela, deitado mesmo. — E eu inventei de sair com a irmãzinha do meu melhor amigo... E bem, parece que ele não ficou feliz em saber disso... E eu juro que ia parar, mas é foda. — Rodou os olhos. — Gosto mais da sua vida, falemos dela.
Anne Catherine ♡:
Teve que rir, era divertido ficar com ele, e ela jogou o copo de café no lixo antes de fazer um bico, quase forçado demais e encolher os ombros — Eu queria um só meu, que não sumisse as vezes. — tirou os saltos, ficando mais confortável e a touca também. Mas em seguida a blusa para ficar só com a camiseta e a calça, que a davam muito mais liberdade para se mover.
Quando ele finalmente falou, ela ignorando a bagunça para prestar atenção nele, tudo que pôde fazer foi juntar as sobrancelhas. Não era pena, era preocupação, principalmente por mudar tão rápido o assunto, sem ela ter chance de responder. Resolveu que seria melhor se só risse da segunda parte do assunto, antes de se jogar nele, com um pulo. O rosto bateu em seu peito e ela deu risada novamente. — Desty vampirão, arrasador das novinhas. — cutucou a bochecha dele, sabia que era leve, mas costumava deixar as pessoas incomodadas quando pulava nelas. — Mas não acontece nada na minha vida. Sou uma parte da grande massa da população. Caí numa rotina que está me irritando e não saio tanto daqui quanto gostaria. — mostrou a língua para ele. — Ah. Eu fui num lugar aí, tirar umas fotos, e decidi que não gosto de tirar fotos com outros modelos. Eles são abusados. — Não conseguia pensar em algo para falar. Por isso deixou que ficasse silêncio por alguns segundos. Ficou séria, e o olhou como se fosse falar algo importante, quando na verdade não, e era pura brincadeira. — Derek... Por que tu não me manda uns nudes?
Derek Stymest:
Pendeu a cabeça de lado e pareceu apurar os prós e contras. — Nesse caso acho que não pode ser eu mesmo, moça. — A resposta vinha com tanta seriedade que dava até pra se convencer de que ele estava levando todo aquele papo a sério.
Notou nela que o assunto era tenso demais, mas ela agiu como ele imaginou que seria. Sorrindo e desviando o foco daquilo e bem, era justamente aquilo que a fazia sua pessoa preferida não é? O corpo ainda estava tenso do impacto, mas pelo quesito susto do que por peso já que ela era pequena e leve. — Uh, sou quase um fish boy. — Piscou, a referência sendo sobre um tal de funk que ele vinha falando sobre com Sophus dias atrás. Fez uma careta pelo dedo dela em sua bochecha e tratou logo de segurar a mão dela e afastar dali. Aproveitando para naquele pequeno espaço se ajeitar com ela sobre seu corpo e ficarem confortáveis. — Você é tipo a princesa do Mario, pra ver a gente precisa enfrentar muita coisa. É foda. — Justificou com aquilo como se fosse a razão para ela não viver tanto quanto gostaria. Mas riu. — Homens no geral são abusados... Não só os modelos. — Alertou o ponto. — Mas por que diz isso? — Franziu o cenho, a mente dando um milhão de teorias que ele não gostaria nenhum pouco que fossem reais se tratando de Catherine. Notou a seriedade e a olhou também, a sobrancelha alteada esperando pela bomba e acabou caindo na risada ao que meneava a cabeça em negação. — Por que fotos se pode ter tudo isso, real life? — Brincou, já que ela tinha feito o mesmo. Olhou para o teto por alguns segundos e então disse um pouco mais baixo. — Mas posso mandar um por noite pela bagatela de 29.90 o mês.
Anne Catherine ♡:
— Eu sei... Complicado de mais isso. — ela super dramatizou ao responder, a feição triste antes que sorrisse para ele, franziu o cenho com a referência que não reconheceu, mas não tinha certeza se queria saber mesmo o que era.
Riu baixo e negou com a cabeça, mais uma brincadeira dessas ela achava que não ia dar pra escrever num tweet. — É tipo vir aqui pegar o elevador e bater na minha porta, maior difícil essa proeza. — sorriu então, porque mesmo que pudesse ficar tristinha, não estava mais sozinha ali então não estava a incomodando. — Porque eu tive que empurrar o menino que estava vindo pra cima de mim, queria ficar me abraçando toda hora e dando em cima de mim, aí ele tropeçou no fio e quebrou o nariz. E eu ri, porque eu sou dessas. — ela riu de novo com a memória, mas acabou por se distrair com um cacho que caiu no rosto. — Mas foi chato e tadinho, vai ficar com aquela cicatriz horrível no nariz. E eu aqui, de boas com meu vampirão. — ela sorriu e voltou o olhar pra ele, concordando com a cabeça como se realmente estivesse pensando sobre isso. — Okay... Prefiro real life, vai. — foi quase um comando, mas ela não fez esforço nenhum para sair dali agora que ele já tinha a ajeitado, mesmo sabendo que seria fácil para ele simplesmente empurra-la para o lado.
Derek Stymest:
— Mas te dou meu tempo livre, sou um amor. Pode assumir. — Derek tinha o costume de ficar cuspindo um milhão de brincadeiras quando não sabia como transformar o assunto em algo sério. Ele não ia dizer nada, mas seu corpo nem sempre lhe obedecia e ele acabou concordando com a cabeça. — Não, calma... Eu nunca sei quando você está. Eu dei sorte hoje. — E de certa forma aquilo era sério. Ele também não colaborava com os dias que tirava pra Summer, quase sempre o trabalho e as constantes ida a Londres. Ainda assim, não tinha como ficar meditando muito as razões quando tinha uma tentativa de homicídio pra imaginar. Derek também riu, baixo e breve mas provavelmente tão maldoso quanto. — E eu aqui, imaginando que era uma pessoa boa... Coitado do cara, só queria uns beijinhos. Não é todo dia que encontramos alguém como você. Devia ter dado um desconto. — Usou até um tom meio chateado, aquele era um soldado realmente ferido. E bem, como todo homem babaca, Derek o defendeu porque era parte da conduta de ser homem e babaca. No fim, ele já estava olhando pra ela de novo e deu de ombros para pontuar o fato de que não iria se opor a escolha dela. Tinha uma mão na própria camiseta e ele puxou a barra como se fosse tirar ela naquele momento, mas não o fez realmente. — Não é seguro. Melhor deixar pra depois. — O outro braço estava no pequeno espaço entre ela e o sofá, rodeando a cintura dela e por isso a mão ficou em sua cintura e ele conseguiu fazer carinho com o polegar. — Você jogou o cara da escada.... Me lembre de avisar para os meus amigos nunca tentarem nada com você? — Riu. Olhou pra ela e afastou aquele cacho que a distraia de seu rosto, o prendendo com o restante dos fios atrás de sua orelha.
Anne Catherine ♡:
— Awnt. Que lindo. Vomitaria arco-íris se não estivesse com preguiça. — sorriu, os olhos nele quando observou ele se contrariar, mas era verdade. — É verdade isso. Mas sempre estou nos fins de semana. E ás vezes nas quartas. — a agenda era uma coisa difícil. Algumas vezes ela só saía no fim do dia e outras ela ficava o dia todo fora. Às vezes era cansativo e outras, um pouco entediante. — Eu sou uma pessoa ótima que só beija pessoas ótimas. E ele não era ótimo. — deu uma piscadinha para ele quando terminou de falar, as mãos foram abaixadas e ficaram juntas sobre o corpo dele para que ela pudesse colocar o queixo ali. — Verdade isso. Muito cedo pra essas coisas. — ela concordou, como se estivessem falando super sério, antes de ser obrigada a se fazer de ofendida. — Eu não joguei ninguém da escada. Foi so um cabo da iluminação. Não é minha culpa que homens são desengonçados. — ela soprou o cacho antes que ele o afastasse, e sorriu quando ele o fez, com gratidão. — Você não gosta muito de doces né? Mas gosta de salada de frutas? O que quer de natal?
Derek Stymest:
Ele apenas piscou os olhos em uma falsa meiguisse, mas deixando o assunto morrer. A memória de Derek nunca seria boa o suficiente para decorar nem a própria agenda quanto mais a dela, mas ia tentar decorar para facilitar a convivência entre eles.
Ele acabou rindo por ela concordar e agora que o braço do sofá dava altura para seu rosto e ela deitada em seu peito ficou bem mais fácil para ficar olhando-a. — Uhum, não vou facilitar as coisas para você. Ele podia ter morrido sabia? — nossa como estava levando longe aquela implicância toda, mas nem era sério. A mão que antes tocou a camiseta era a única fé fácil movimento já que continuava a abraçando. Usou dela para tocar o cabelo alheio e fazer um carinho sutil na altura da nuca, mas focando apenas no couro cabeludo. — Depende, se for apenas as frutas sim. Se for com leite condensado não sou muito fã. — Ele sorriu e alteou a sobrancelha. — Porra. Onde regulariza a velocidade dos seus pensamentos? E eu não sei, o que você quer ganhar?
com Derek Stymest e Megan Coombs.
gênero - Amizade / classificação +16
Observações: Apenas uma noite entre amigos, onde o uso de um baseado, cerveja e papo evita dores emocionais. [ privado ]
Megan Coombs:
O dia não estava sendo um dos melhores logo pela manhã seu pai havia aparecido em seu apartamento com a pequena desculpa de que ainda queria saber como a filha estava. Isso juntando com as noites mal dormidas, a mente ficava um pouco carregada.
Quando a hora chegou ela finalmente foi para o trabalho, pagou por uma cerveja e quando uma folga aparecia ela bebia em goles pequenos.
Derek Stymest:
Derek tinha cobrido o primeiro turno, era Paul quem ficaria de noite e ele já poderia ter ido embora se não fosse por Megan. Aproveitou para adiantar umas notas que havia deixado para depois, se fechando no escritório por um tempo e quando saiu Megan já estava no trabalho. Cumprimentou algumas pessoas e depois pensou em segurar a bronca com o chefe, era o que sempre fazia por qualquer dos funcionários. Enfim, ele aproximou-se da bargirl e passou o braço pelo ombro dela, puxando-a naquele abraço lateral e a guiando para saída enquanto fazia um sinal para Paul que já estava a par da situação. — Certo. O plano é o seguinte, minha casa, música boa, cerveja, um beck pra relaxar e se dormir. Tem um quarto extra. — Deixou um beijo na têmpora da menina. A quem tinha um grande respeito e principalmente, consideração.
Megan Coombs:
Viu seu chefe vindo de longe tomou o restante da bebida jogando a um lixo próximo. Quando o moreno chegou tudo que ela fez foi abraçar ele de volta, passando o braço pela cintura deixou que ele a levasse até a saída — Parece um ótimo plano pra mim — era automático fechar os olhos sempre que recebia um beijo. Analisando a situação ela percebeu que a muito tempo não tinha um amigo que cuidava dela assim — Eu novamente espero que você me surpreenda
Derek Stymest:
Ele acabou sorrindo, não achava que tinha como fazer aquilo e além disso ele já tinha dado a lista. — A gente vê no que ajudar. — A mão livre empurrou a porta para que passassem e logo estava na rua, sua casa eram duas quadras do pub, não demorariam a chegar até porque os passos eram apressados pelo cheiro de chuva que sentia e que por conhecer, sabia que não demoraria a cair. — Mas então, o segredo do desvio de foco é mudar de assunto. Vamos falar sobre o que? — Achava que não havia mais nada sobre a vida dos dois que eles não conhecessem. Olhou pra ela meio de lado, abrindo um sorriso amigo ao que por fim olhou para a rua e a puxou para que corressem e atravessassem.
Megan Coombs:
— É bom saber que posso contar com você — foi sincera. Ele caminhava rápido e foi só quando pisou na rua que notou o porque, apesar do vento gelado não incomodar tanto achou melhor acompanhar ele. Assentiu com a fala dele — Por mim pode ser qualquer coisa, até um assunto banal tipo, o clima — no tom da voz continha um pouco de brincadeira tudo pra que a conversa já estivesse em um clima mais tranquilo. Já estavam a uma certa distância quando sentiu a gota caindo, quase como um costume ela olhou pra cima sentido atingir seu rosto
Derek Stymest:
— Os ingleses podem ser difíceis., sabia? — Falou brincando, imitando uma amiga americana que tinha feito esses dias. Assentiu quanto ao papo do assunto e então como resposta também notou os pingos, era engraçado como em questão de segundos a chuva começou a cair e intensificar. — Bem vinda a Liverpool. — Brincou enquanto tentou cobrir um pouco ela com a "asa" da própria jaqueta e passou a correr sempre ao lado dela na direção de sua casa que estava a menos de uma quadra agora. — Dia lindo né? Será que chove? — Fez a brincadeira, enquanto a mão livre tateava os bolsos a procura da chave.
Megan Coombs:
— Acredite eu sei — concordou com um pequeno sorriso no rosto. Apesar de morar ali a vida toda fazia muito tempo que não ficava embaixo de chuva — Melhor lugar pra se morar — assim como ele, ela corria logo já estavam em frente a casa do moreno — Eu duvido muito, mas nada é imposto — entrou na brincadeira. Apesar de ter sido pouco o tempo que ficaram na rua, ela conseguiu se molhar, mas não ligava já que ele poderia estar pior
Derek Stymest:
E sabia que sim, ela lidava com todo o tipo deles todos os dias e era realmente um saco, ele sabia. Estava rindo, mas concordava com o ponto, amava sua cidade e também amava aquele tempo louco que sempre estava chuvoso e tudo o mais. — Ah, que meda. — Disse enquanto tentava tirar a chave do bolso e a chuva ia ficando mais forte. — Ufa, que bom que ninguém se molhou. — Teve que continua com o ar divertido, abrindo a porta e acendendo a luz do imenso corredor. Fechou atrás deles e tirou a jaqueta que vestia, pendurando no gancho que tinha ali na entrada ao tempo em que deixou chave e carteira na gavetinha de uma mesa que ficava por ali. — Vem, vamos arrumar uma toalha pra você.
Megan Coombs:
Apesar de estar molhada e sentindo um pouco de frio tudo que pode fazer foi abraçar o próprio corpo numa tentativa de se aquecer. Quando ele finalmente abriu a porta sentiu um certo alívio, cruzou a porta parando no corredor mesmo — Uma pena, adoraria tomar chuva — as brincadeiras deixavam ela com um sorriso no rosto. Acabou tirando a jaqueta também, mas segurou na própria mão — Aonde posso pendurar? — enquanto ela apesar observava os movimentos de Derek — Já estou agradecida — seguiu ele.
Derek Stymest:
— Com o gelo que está lá fora? Adoeceria. — Ele disse risonho. Megan lembrava Mad as vezes. Ajudou ela ao pegar sua jaqueta e pendurar em um daqueles ganchos. — Vem comigo. — Chamou indo até o fim do corredor e por sua vez subindo um lance de escadas. No primeiro andar tinha a cozinha, banheiro, sala de estar e leitura. Ele parou pela cozinha mesmo, acendendo a luz pra ela e fazendo um sinal para mostrar tudo. — Bebidas quentes no armário. Geladas ali e... Finja que está na sua casa... Eu já volto. — Subiu o segundo lance pra ir em seu quarto.
Megan Coombs:
— Tenho certeza que ia valer a pena — continuou brincando, mas ele tinha razão.Tudo que ela fez foi seguir o moreno pela casa, observou o caminho — Eu vou tentar me sentir a vontade. Ok — percebeu que ele subia e foi até o armário na tentativa de achar algo pra se aquecer. Pegou o leite na geladeira e o esquentou, procurou por uma caneca, qusndo achou ela adicionou o leite e bebeu.
Derek Stymest:
Não demorou no piso de cima, apenas colocou uma calça de moletom e uma regata. Tinha o mal costume de andar descalço pela casa, que era antiga e por isso a chuva intensa no lado de fora chegava a soar melodiosa. Ele voltou com uma camiseta seca e uma bermuda das curtas que usava para dormir. — Bem, eu não sei se serve, mas.... — Deu de ombros, entregando a ela juntamente da toalha. — Está com fome? Eu posso fazer alguma coisa pra você ou sei lá.... — Ele abriu a geladeira, tirando uma lata de cerveja e abrindo ao encostar na pia e apontar a porta do banheiro.
Megan Coombs:
Estava com as costas apoiada no armário quando ouviu os passos dele. Notou a roupa na mão dele e deixou um pequeno sorriso nos lábios — Independente de servir ou não já estou agradecida — deixou a caneca no armário atrás dela e aceitou as roupas — Onde eu posso me trocar? — ela não fazia idéia de onde ficava o banheiro, era a primeira vez que ia até casa dele — Não quero abusar da boa vontade, então não se preocupe com isso — estava sendo sincera, não gostava da sensação de estar atrapalhando alguém de algum modo
Derek Stymest:
Ele abriu um sorriso. — Ali. — Apontou novamente para a entrada da cozinha. — Só seguir reto. — O banheiro era no lado oposto. Ele alteou a sobrancelha e assentiu quando ao incomodo. O problema é que ela não era um, então andou até o armario onde tinha um encaixe para o celular. Colocou ali e iniciou uma das suas playlist que por conta da caixinha tocou a música alta. Ele pegou carne moída e alguns temperos para começar o preparo dos hambúrgueres.
Megan Coombs:
— Obrigada — sorriu em agradecimento, seguiu o caminho indicado por ele. Adentrou o cômodo procurando pelo interruptor, após ter acendido a luz se despiu procurando onde deixar a roupa e acabou pendurando em um dos ganchos ali. Usou a toalha para enxugar o corpo, quando colocou a roupa notou que apesar de Derek ser magro as peças ficaram um pouco largas, olhando o reflexo no espelho aproveitou e prendeu os cabelos em um coque. Deixou os sapatos no canto e saiu descalço do banheiro. Foi só sair que ouviu a música tocando apenas curtindo o som — A parte da musica boa já pode riscar da lista
Derek Stymest:
Sua distração era o foco na carne que já começava a ganhar forma e ser reservada em cima de uma tábua de madeira própria para o preparo de alimentos. Cantava e movia a cabeça no ritmo da música enquanto ia juntando o que não seria mais usado e guardando o que restava, a voz dela lhe fez abrir um sorriso e a olhar de canto. – Ah, sim… Bem… – Ele estava guardando a carne temperada na geladeira depois de deixar apenas dois hambúrgueres sobre a tábua, e aproveitou para pegar uma longneck. Levando até a mesa e a deixando aberta ali, mostrando para ela em sinal de que ela deveria pegar para beber. – A cerveja também. Só deixa eu garantir essa parte aqui que a gente já fuma, depois bate uma preguiça. – Comentou sorrindo, pegando a própria e dando um gole ao voltar a cuidar dos lanches. – Tu fica gata até com a minha roupa estranhamente maior. – Brincou, sem malícia no elogio já que tinha um carinho muito respeitoso por Megan.
Megan Coombs:
Ela apenas sorriu ao ver o chefe mexendo na cozinha, seria impossível não notar que até ele tinha mais habilidade na cozinha que ela – Se eu puder ajudar em alguma coisa, por favor diga – queria ser um pouco mais útil do que estava sendo no momento. Notou a cerveja na mesa e não demorou até que estivesse em sua mão já aberta tomando o líquido – Mais uma vez me surpreende com a sua capacidade de fazer coisas. Quanto a fumar, tenho que confessar que a muito tempo não faço isso – não que ela tivesse parado de vez, mas desde que o foco de sua vida era se manter no trabalho tudo que envolvia uma vida social ficava sempre em último lugar – Obrigada, eu acho – riu fraco – Se algum dia quiser me emprestar pra mim sair, quem sabe não arrumo alguém – o tom da voz era de brincadeira. Afinal já estavam assim a um certo tempo
Derek Stymest:
– Só relaxa, eu gosto disso. – Assumiu, na verdade por mais que não parasse a se julgar sua aparência, Derek gostava muito de cozinhar e manter a ordem em sua casa. Parou o que fazia para dar mais um gole em sua cerveja e por fim a olhou e assentiu. – Bem, acho que maconha faz bem a saúde, mas se não fuma a algum tempo talvez seja melhor deixar por isso mesmo não é? – Não seria ele a incentivar que ela o fizesse. Ele acabou indo quando ligou o fogo em sua frigideira com um único fio de óleo. Colocou os hambúrgueres ali para fita e em seguida lavou as mãos, secando-as para só no fim se encostar no balcão e ficar de frente pra ela. – Eu não consigo entender porque não tem alguém… Se é o que quer.
Megan Coombs:
– Então vamos fazer o seguinte, já que você cozinhou, eu fico com a louça – era o mínimo que podia fazer depois de tudo que ele já tinha feito por ela. Levou um tempo pensando no que ele dizia – Eu posso tragar algumas vezes. Não vai fazer mal, eu penso que não – já que ele ofereceu e só trabalharia na noite seguinte não havia porque não quebrar esse recorde. No fundo ela sabia que era uma questão de tempo até usar de novo – Eu normalmente me foco apenas no trabalho e os caras e até algumas mulheres que tentam algo ou são babacas ou comprometidos. Mas se algum dia aparecer alguém sem essas "qualidades"... Quem sabe – o tom irônico era notável na voz quando a palavra qualidade saiu.
Derek Stymest:
Até tentou segurar, mas acabou rindo mesmo que pouco e baixo, concordando com um aceno. — Já que insiste tanto. — Disse ao ir virar a carne, os lanches estavam montados e ele sem muita fome. Mas isso iria mudar agora que fez um sinal e saiu da cozinha. Não demorou nem dois minutos para ir na sala de leitura ao lado e pegar na caixinha dela um dos baseados que havia deixado pronto. Quando voltou a cozinha já estava com ele na boca e foi direto pegar os hambúrgueres que fritaram rapidinho. Colocou no lanche e os guardou no microondas. Por fim, acendendo o Beck em sua boca que levantou cheiro e bastante fumaça. — Bonito gesto de sua parte, antigamente o que vinha eu pegava. — Riu no quarto trago e passou pra ela.
Megan Coombs:
— Eu só quero ajudar — por ele rir ela acabou sorrindo. Apesar de ter deixado a cozinha ele não demorou a voltar, mas ele nem havia cruzado a porta e o cheiro da maconha invadiu suas narinas. Observou ele enquanto guardava os lanches — Mas eu tive essa fase, só acho que estou começando a ficar velha — aceitou o baseado, colocou entre os lábios e tragou, acabou tossindo antes de devolver pra eles já que afinal ela não fazia a um certo tempo — Não fiquei parecendo inexperiente né? — perguntou rindo
Derek Stymest:
— Seja livre, pokémon. — Falou sorrindo e então assentiu. — Acho que na real, chega uma hora que paramos de querer não ter nada, e precisamos de alguém que nos faça querer tudo. Aí pequenos detalhes mudam. — Olhou de canto pra ela e deixou um sorriso divertido e silencioso acompanha sua tosse. Pegou o baseado de volta e tragou uma vez, a voz saindo meio abafada por estar segurando o trago. — Dizem que pega mais rápido quando tosse. — Soltou o trago pra cima e pegou a cerveja para umedecer a garganta. — Relaxa, eu também tusso às vezes. — Confessou e puxou novamente, uma sequência de umas três puxadas para segurar, fazendo um sinal pra que ela tentasse novamente.
Sinopse: Depois de uma noite bebendo e conversando. Alec mostra a antiga a Sophus a antiga casa abandonada que ia com a irma. Revelando uma historia assustadora sobre o local e presenciando algo sobrenatural.
Alec Daddario
Deu risada. - eu podia dizer que sou corajoso... mais não sou... - deu risada quase chegando a casa antiga. Assim que chegaram apontou com a mão livre a mesma. - EssA - disse mostrando ela.
Sophus
— Se você não é corajoso então porque tá me levando aqui junto essa noite? — perguntou, distraindo o olhar para o grande sobrado logo a frente de ambos.
— Se for pretender me assustar, precisa de muito. Mas muito mesmo. Precisa aparecer o próprio Lúcifer na minha frente e ele ainda precisa arrancar meu coração me olhando nos olhos. — disse com um certo desdém encenado.
Alec Daddario
- por que tô bêbado, e por que quando tô meio avoado eu não sou medroso. - disse rindo negando de si mesmo.
- aí credo Sophus... Já entendi que você não é medroso. - enrugou o nariz ao amigo. Puxou a mão dele para o portão enfiando a mão destravando cadeado antigo - fácil - disse saindo rindo entrando.
Sophus
— Ah tá. Super explicado. — o maior riu, negativando. Se entrar naquela casa não significasse problema aos dois, que mal tinha né? Ele deixou que o mais velho destrancasse o cadeado e então ambos entraram no casarão.
— Isso aqui podia virar um pub facilzinho. ... — comentou, atento aos detalhes da casa enfim disposto a vislumbrar as artes em seu interior.
Alec Daddario
Abriu a casa deixando passagem para o outro entrar e riu. Olhou a casa velha pouco iluminada pela luz da lua. - se não me engano aqui tem algo pra acender. - disse começando a andar pela casa ouvindo barulhos. Contou até 10 e suspirou tentando se acalmar. - respira, inspira. - disse a si mesmo passando a mão sobre a parede ate acender. - SOU FODA. - Disse rindo.
Sophus
Sophus arqueou a sobrancelha quando o moreno se excedeu, umedecendo os lábios e procurando avançar assim como ele pela casa; negativando-se. — Alec, deve ser um animal, para com isso............ Daqui a pouco a assombração aqui vai ser você, cara. Vai assustar os bicho que mora aqui.
Alec Daddario
- aff - resmungou desligando a luz e voltou a olhar a casa. Mordeu os lábios analisando o que tinha em volta suspirando. Foi até o quadro que tinha na frente olhando o mesmo... de certa forma aquele quadro lhe assustava.
Sophus
Já que faltava luz na casa além da lua, o dinamarquês sacou o celular do bolso e acionou a lanterna, iluminando Alec e então se aproximando dele. Ambos pararam frente o quadril que assustava ele e Sophus analisou a obra, torcendo os lábios.
— Foda... Clássico mais foda..... — disse; iluminando o quadro com o celular; depois ouvindo um novo barulho do corredor escuro do casarão enorme. — vish, Alec....... Parece até que tem gente aqui.
Alec Daddario
- apesar desse quadro ser assustador eu gosto dele. - riu olhando sophus e depois o quadro.
Ouviu o barulho,ouviu parelho e segurou a mão de Sophus forte, meio que entrelaçando os dedos sem reparar olhando em volta. - vizinho que mora ao lado contava várias histórias dessa casa... o por que de não ser abitada. - disse mordendo os lábios.
Sophus
No exato momento, Sophus pendeu o olhar aos dedos entrelaçados, a mão do inglês que lhe agarrou a semelhante tão forte, descarando o medo que sentia do ambiente, mas fazendo o maior rir por dentro.
— Por que essa casa não é habitada?
Alec Daddario
Suspirou rindo de si mesmo negando. - pareço uma criança medrosa. - fez careta.
- diz o homem que a muito tempo morava uma família aqui, que era bem tipo preservada não tinha amigos não falava com ninguém. - disse olhando ele. - um dia vizinhos sentiram cheiro estranho vindo da casa, vieram policiais aqui.... e encontraram a família morta. - disse contando a história. - dês de então a casa nunca foi tocada apenas limpa. E quem tentou morar aqui ouvia barulhos, gritos de desespero, choro de criança e até risadas. - disse suspirando mordendo os lábios. - ninguém sabe quem matou... Dizem que ele vaga a casa até hoje querendo matar mais vítimas. - terminou de contar odiava aquela história e logo vez careta.
Sophus
— Quer dar uma volta pelos quartos pra gente achar o assassino? — o dinamarquês disse, estreitando o olhar e sorrindo de canto, sentia o incômodo do inglês e se lembrava quando ele disse que bêbado ficava mais corajoso. Seria mesmo?
— Vamos lá, Alec. Vamos entrar mais na cara e ver se a gente encontra algo. — provocou.
Alec Daddario
Arregalou os olhos brevemente e suspirou se controlando. Se ajeitou mordendo os lábios brevemente. Logo suspirou. - claro. - disse corajoso sabia merda que tava se metendo. Mais porque não arriscar.
- para eu vou. - resmungou. - mais fica perto de mim. - pediu um voz de corajoso. Sabia que aquilo era só pose.
Sophus.
— Essa encenação tá podre, Alec. — riu, mas assentindo, puxando, já que o inglês tinha se agarrado as mãos do maior, pra caminharam adiante do interior da casa, iluminada apenas pela luz forte do aparelho celular.
E pra cada novo passo, um ranger do chão velho, até com a lâmpada ele guiasse a visão entre os quartos. — você ta ouvindo isso? Não é dos nossos passos..... Na verdade tá vindo lá da frente.
Alec Daddario
- meu sonho é ser ator. -brincou a ele negando enquanto mordia os lábios subindo. Olhava em volta aquilo era tanto emocionante quanto assustador.
- tô. - disse olhando suspirando mordendo os lábios. - isso não é bom. - riu de si mesmo negando brevemente.
Sophus
— Então esquece o sonho, você não tem talento nenhum. — disse, seguindo pelo corredor adiante dos barulhos que ouvia; de repente vendo um vulto ou algo que passou correndo. — FUCK..............
Sophus se assustou, mas quase se moveu, o interesse era imediato em iluminar onde tinha sentido a presença mas nada encontrava além de um quarto vazio, com apenas os móveis envelhecidos. — Tinha algo aqui.... Você viu?? — Fitou Alec, quase levando a luz do celular no rosto dele;
Alec Daddario
- destruiu seu sonho. - resmungou rindo e mordeu os lábios. Olhava em volta da casa e suspirou sentindo clima pesado. Se assustou com vulto na frente. - puta que pariu. - disse segurou mais a mão de Sophus.
Olhou o mesmo. - sim eu vi. - disse olhando em volta mordendo os próprios lábios. - olhou o quarto. - e de casal... aqui teve uma morte.
Sophus
— Então deve ter sido alguém que morreu aqui. — disse, iluminando o quarto ainda e se atendo aos detalhes dele; o susto tinha sido breve e poderia ter sido apenas um gato ou animal assustado com a presença dos dois, mas se aproveitava do medo do outro, que mesmo bêbado, já estava entregue ao pavor.
Alec Daddario
- vou te bater se tiver se aproveitando do meu medo Sophus. - disse enquanto suspirava e soltou de leve a mão dele. Caminhando até fora do quarto vendo quarto de criança e uma boneca de porcelana na cama e suspirou assustado ouvindo leve risada.
Sophus
— Não estou..... — ele respondeu, arqueando uma das sobrancelhas, entre risadas quando o inglês resolveu soltar sua mão e caminhar adiante.
Mais pra frente era o quadro de um dos filhos, sabe-se lá, e quando o dinamarquês se aproximou, iluminou justamente sobre a boneca e uma cadeira de balanço velha. Era interessante como tudo estava intacto na casa, considerando que tanto tempo abandonada poderia ter sido saqueada ou usada como moradia pra mendigo, se bem que, na verdade, o maior acreditava que ali moravam alguns moradores de rua, pra explicar as risadas ou mesmo os barulhos.
E sobre os acontecimentos, não era nem que o mais novo fosse cético, só não sentia que a casa fosse de fato palco de um crime tão horrível.
Alec Daddario
Alec acreditava naquilo já que viu espinhos de sangue no chão da sala, o mesmo lhe consumia. Mais do nada olhando aquela boneca não tinha medo. Caminhou até ela vendo sua roupinha com respingo de sangue seco. - olha a roupa dela Sophus acha mesmo que não houve assassinato aqui ? - perto olhando o amigo mais logo saiu de perto voltando ao lado dele.
Sophus
— Pode até ter acontecido............ — ele pensou bem depois de notar as roupinhas da boneca; — Mas não tem muito mais o que se fazer. Você quer libertar os espíritos que devem estar aqui na casa, por acaso? ... — perguntou enquanto encarou o amigo, adiantando-se aos cômodos até que por outros quartos, chegasse ao banheiro social da casa.
— Vi uma vez num programa pra que pra poder conversar com essa galera, você precisa fazer eles pensarem que você é um deles. Pra eles, que estão aqui ainda, é como se a gente fosse as assombrações.
Alec Daddario
Arregalou os negando. - Deus que me livre. - disse ao amigo assustado e suspirou olhando em volta. O vou ir ao banheiro e caminhou com ele até o local.
Arregalou de leve. - se quer que? Socializar com eles? Sério isso sophus. - perguntou a ele negando se sustado de leve com um barulho que vinha de fora da casa. - tem alguém lá fora. - sussurrou.
Sophus
— Deve ser outro par de idiotas querendo se aventurar na casa mal assombrada. — ele torceu os lábios, contendo um sorriso torto e uma risada,depois assentindo. — isso mesmo, melhor forma de liberar essa casa e poder construir um museu aqui. Ou um pub. — brincou;
— mas olha, se você quiser ir embora..... A gente vai.
Alec Daddario
Deu risada dando leve tapa em seu braço. - besta. - disse negando rindo. - você quer que quer transformar esse lugar em um pub ou museu. - riu.
- já estamos aqui ue... Vamos terminar isso. - disse mordendo os lábios, pior que estava não iria ficar.
Sophus
— Bem que podia, é um desperdício deixar isso aqui parado desse jeito. Eu nem sei como essa casa ainda tá inteira, porque o tempo destrói as coisas paradas. — ele disse, franzindo o cenho enquanto ainda iluminava qualquer ponto, ouvindo o zunido do vento pelas frestas das janelas.
— Quer ver a casa toda, sério?.... Eu não ligo mesmo se você quiser ir embora.
Alec Daddario
- Bem que podíamos transformar aqui numa casa de terror. - disse animado fazendo leve pose, e riu.
Olhou o mesmo, um olhar sério, será que ele tava com medo. - vamos sim sophus. To com medo. - fez bico olhando ele segurando sua mão. Estava mentindo.
Sophus
— Pra onde você quer ir? Quer ir pra casa?... Você veio como pra cá? — ele perguntou, meio que então ajudando e guiando o moreno a se retirarem daquela casa e pelo caminho, vendo o segundo vulto fantasmagórico; praticamente uma pessoa correndo por entre os dois.
Alec Daddario
- vim de carro. - disse a ele. Assim que viu o vulto passando segurou mais a mão do maior olhando assustado. - você viu isso também - sussurrou olhando ele é logo agarrou seu braço. forte e com medo. Ouviu algumas risadas e um grito do vulto e sentiu coração bater mais rápido.
Sophus
O dinamarquês chegou a se assustar também, é foda quando algo praticamente desconhecido passa por você assim do nada, gemendo, gritando ou rindo.
Ele segurou a mão do médico e então sugeriu que adiantassem a retirada; sair logo dali porque os acontecimentos já estavam frequentes demais.
Enfim fora.
Observações: Depois que o vulcão entrou em erupção restou poucos atingidos, mas dois sobreviventes. / privado
Alex:
Mesmo que estivesse resfriado e com um pouco de febre, o moreno juntou coragem e se agasalhou o máximo possível para sair de casa. Sequer tinha chego na rua quando já começou a tremer por baixo da jaqueta e dos moletons que usava. Não tinha uma maneira fácil de fazer isso, então ele apenas adiantou os passos pela rua fria na direção da casa da garota, parando só em um lugarzinho antes.
Quase meia hora depois, estava diante do apartamento da garota, apertando a campainha e se movendo sobre os próprios pés para ver se ao menos conseguia se esquentar um pouco. Quando Gi abriu a porta, Alex ofereceu um sorriso sincero e um buquezinho modesto de flores. — Me desculpa…. eu não tinha intenção de chatear você… — começou a se explicar, com a voz rouca. — Eu achei que você não ligasse para essas brincadeiras, senão eu nunca teria feito. Desculpa, Gi, e pareceu ainda mais babaca porque você tinha ido comprar comida pra mim. — Torceu os lábios que precisou cobrir com as costas da mão quando tossiu. — E pareceu que eu tava flertando com a Sô, mas não tava…
Gigi:
Ela já estava de volta ao próprio apartamento depois de no meio do caminho ter saído de casa em vão para acabar jogando um lanche no lixo. Ela nunca se aborrecia, mas quando acontecia era como se o mundo estivesse de cabeça para baixo e ela ficasse bem mais do que no limite do seu mau humor sempre tão presente; ela sabia que seus comportamentos mudavam devido as drogas, e era como se tudo ao seu redor a testasse a sempre piorar.
Ela estava tirando o moletom e ficando apenas com a regata larga quando a campainha tocou e quando a peça de roupa foi jogada na cama, ela abriu a porta só para encontrar um californiano doente com flores na mão. O que que se faz com flores? — Eu joguei sua comida no lixo. — ela disse sem qualquer sinal de arrependimento. A verdade era que ela não sabia lidar com aquele sentimento incômodo que a atormentava também. Era ciúme? — Alex, deixa pra lá. Mais fácil a mãe dos seus filhos cuidar de você porque eu não mereço nem essas flores. — ela ainda estava parada na porta.
Alex:
— Oi. — Ele cumprimentou numa nova tentativa de um sorriso sincero, oferecendo o buquezinho de margaridas para a garota. — Eu sei, você ficou brava. — Ele disse sem nenhum tom de chateação. Normalmente a forma como a garota o recebia já seria o suficiente para minar o humor do americano, mas Gi era… era sua criptonita, seu ponto fraco.
— Eu passo em algum lugar na volta, não se preocupa. — Disse, mesmo sabendo que a garota não estava preocupada, at all, só pelo rosto dela. — Enfim eu…. — riu meio sem graça, coçando a nuca. — A Sophie não é a mãe dos meus filhos… eu não quero ela cuidando de mim. Na verdade, eu não quero nem que você cuide de mim… eu só queria passar um tempo junto. E eu vim me desculpar. De verdade, eu não queria te deixar chateada… eu estou me sentindo um escroto… — esticou os dedos para tocar o rosto dela gentilmente, dando um passinho em sua direção. — Desculpa?
Gigi:
Ela chegou a fechar os olhos, a primeiro instante, quando sentiu os dedos em seu rosto. Alex estava tão quente e apesar de chateada ela bem sabia que ele ter saído da cama era a coisa mais estúpida que ele podia ter feito e deixar o californiano na porta era pior ainda. Ela era babaca, mas não tanto.
— Entra. — a mão buscou pela masculina enquanto fechava a porta atrás dele logo em seguida. — Pra cama. — ela buscou o pequeno buque de margaridas para levá-las até a cozinha e lá um copo d'água foi cheio para que as flores não morressem tão cedo, mas provavelmente iriam, ela não sabia nem cuidar de si, imagine de flores.
Da cozinha ela só voltou com um lanche em mãos. Ela tinha sim jogado no lixo, no momento da raiva, mas ela tinha comprado outro porque, caramba, aquele homem a tirava do sério. — Olha. — ela ofereceu um sorriso pequeno. — Eu acabei comprando outro antes de volta pra casa. — ela disse se sentando na beirinha da cama pequena que tinha. — E nós não precisamos mais falar disso, da Sophie. — tudo porque parecia que ela iria perder um pedaço de si se admitisse, para si, que aquilo era realmente ciúmes. Ela esqueceria.
Alex:
— …. — Alex sorriu extenso quando a garota deu espaço para que ele entrasse em seu apartamento, bem parecido mesmo com algum tipo de filhote, empolgado. Mesmo o tom ríspido da garota não o intimidava, até a chance mais distante de fazer as pazes com ela e eles ficarem bem era o que motivava o californiano.
Ainda sim, quando entrou no apartamento que conhecia bem, ele só tirou a jaqueta e sentou no cantinho da cama, respirando com um pouco de dificuldade. Abriu um novo sorriso quando ela se aproximou com o lanche, mordendo o lábio e dando tapinhas no colchão. — Obrigado.
Queria tanto beijá-la, trazer pertinho e enchê-la de beijos, mas tinha um medo bem real de acabar passando a gripe para a garota também. Alex sequer desconfiava que havia uma agenda por trás, em que as pessoas tentavam decidir quem era a melhor opção para ele, porque se soubesse, com certeza teria ficado bravo.
Ninguém tinha que decidir quem era melhor para ele, senão ele mesmo.
Gigi:
Ele tinha aquele dom meio sobrenatural de fazer com que o sorriso viesse fácil aos lábios da stripper, mesmo em situações que ela tinha vontade de ficar longe até entender exatamente o que estava acontecendo ali. Ela havia desistido de tentar compreender e decidiu que as coisas estavam acontecendo sem qualquer controle por parte dos dois; o que era bem mais assustador ainda.
— De nada, babe. — ela procurou por uma das cobertas jogadas na cama e a usou para cobrir os ombros masculinos para então se levantar e ir até a pequena sacada do apartamento pequeno. — Baltazar, vem pra dentro que eu vou fechar aqui. — e não era que o gato já até obedecia a stripper? Ele entrou correndo, até estranhou o homem sentado em sua cama, mas logo se acomodou no travesseiro dela, enquanto ela fechava a janela só pra evitar vento frio no californiano. — Você precisa de algum remédio ou quer um chá quentinho?
Alex:
— Esse é o gatinho do Sophus? — Ele perguntou, com a embalagem de comida sobre o colo, investigando brevemente antes de avançar contra o sanduíche. — Nossa, pena que ele viajou, porque a gente não teve muita oportunidade de conversar. — Respirou fundo com o nariz trancado. O californiano mantinha o bom humor, apesar das dores no corpo, dor de cabeça, coriza, um fracasso físico que só podia ser resultado de sua febre.
Agradeceu a cobertinha das costas, porque estava com arrepios de gripe já, e ficou em silêncio enquanto devorava o sanduíche. Vontade assim, de comer, ele não tinha, porque tudo na boca parecia ter gosto de areia, mas sabia que era a primeira coisa sólida que colocava na boca naquele dia. — Acho que um chá, mas só se não for te incomodar… — comentou com a boca cheia, mas cobrindo a mesma pra não parecer tão mal educado. — E ai, Gi, do que a gente vai no halloween?
Gigi:
Ela voltou a se levantar e o respondia enquanto seguia até a cozinha. — Sim, com esse nome do diabo. — ela brincava com o nome do gato assim como brincava com o felino, também; ela havia se apegado ao bicho repentinamente, mas talvez fosse o que a solidão fazia com as pessoas em um geral, elas se agarravam a única companhia que estava por perto e que ela permitia de alguma forma.
Já na cozinha ela colocou a água para ferver para então tirar de um dos armários um dos pacotinhos com chá, de limão, porque todo mundo dizia que limão ajudava em alguma coisa para gripe e era o máximo de cuidados que ela saberia oferecer ao mais velho. — Então, eu pensei em Grease. — ela dizia da cozinha e só voltou a aparecer na porta depois de ter acendido um cigarro - naquele meio tempo - e já o tinha nos dedos enquanto o respondia com a fumaça deixando os lábios cheios. — Could it be?
gênero Cotidiano classificação Livre
Observações: Momento em que duas pessoas de personalidades bem opostas desfrutam de uma conversa rápida em uma lanchonete qualquer. \ público.
Burke:
Já estava dentro do carro quando os tuítes foram trocados, Hunter estava com a cabeça cheia e por mais que seu vício consistisse em resolver tudo ainda dentro daquela sala da sede, aquele era um dia que queria uma desculpa para sair por aí. Encarava o couro do volante de seu Lifan enquanto algum carro tinha quebrado bem na mão em que ele dirigia, por vezes podia desviar os olhos para o celular por conta do trânsito completamente parado, mas quando enfim a pista foi liberada ele largou o aparelho no assento ao lado do seu.
Ainda dirigindo, ele afrouxava o nó da gravata e soltava os botões de seu camisa social, apenas três deles para dar um ar menos sério. Dobrou as mangas compridas da camisa até a altura dos tríceps, embora redobrasse a atenção na direção por conta disso. Parou o carro em uma vaguinha que coincida com a frente da tal lanchonete que Maddox estava. Desceu do carro, e após ativar o alarme é que ele deu a volta, atravessando a rua para procurar com o olhar o outro. Tinha visto poucas fotos de Maddox até o presente momento, por isso o receio ao se aproximou de alguém com gesso na mão, foi ao tocar o ombro de tal, que este se virou para si e ele notou que tinha errado e feio. — Ma... — Fechou a boca antes que a vergonha aumentasse, a pessoa estava esperando a razão de ser incomodada e ele sinalizou um pedido de licença como se de tantos lugares, precisasse passar justamente por ali para entrar.
Mad Stymest:
Guardou o celular no bolso, o ato simples fluiu de forma mais hábil embora de modo geral ainda pudesse ser considerado um tanto desengonçado. Ter de usar a mão esquerda como dominante nos últimos dias vinha sendo um desafio, mexeu os dedos anelar e mínimo a enfermeira quis lhe lançar uma expressão severa mas acabou sorriso quando Mad fez cara de criança abandonada. Ela repetiu o dito pelo médico minutos atrás ‘Não abuse’. _ Não vou, eu juro. - Respondeu o tatuado com uma falsa cara inocente. Após umas últimas recomendações ele saiu do hospital, a camisa preta de mangas compridas era uma boa escolha para omitir o gesso, no entanto não foi uma opção genial para o dia de remover a estrutura branca. Maddox caminhou os dois quarteirões que separavam a cafeteria do hospital, tentou dar tapas com a mão esquerda nas manchas brancas, mas as marcas de gesso permaneceram inabaláveis no tecido.
Cumprimentou a garçonete conhecida e sentou na mesa do canto como era de seu costume, o lugar era pequeno com móveis de madeira escura, tudo no lugar tinha um ar meio retrô. A comida ali era deliciosa e por isso Maddox frequentava o lugar mesmo que ir ali lhe fizesse sair do seu distrito. O lugar estava movimentado naquele dia, o sociólogo aceitou o cardápio e não alugou a garçonete conhecida com um papo aleatório e desnecessário, a mulher tinha que ir ganhar suas merecidas gorjetas. Mad pensava se deveria pedir logo algo ou esperar pelo seu convidado. Ouvir um carro estacionado lá fora lhe fez erguer a cabeça, viu pela janela de vitrais desenhados o homem alto sair o carro. Se plano rápido era esperar o outro passar pela portinha com sino antes de chamá-lo, porém a cena que viu se desenrolar nos segundos seguintes foi mais divertida para ser impedida. O diabinho que morava no ombro de Maddox lhe mandou apenas continuar sentado e apreciar. Viu Hunter cutucar o ombro de um desconhecido, Mad riu baixo e continuou assistindo de onde estava a situação constrangedora que o outro passava. Abanou a cabeça antes de levantar e bastava isso, levantar, para que seu esconderijo na mesa no canto da cafeteria fosse revelado. O tatuado nem chegou a chamar pelo nome do outro homem, mas a expressão em seu rosto deixava bem evidente que estava rindo. O gesto simples com a mão boa, indicava a cadeira vaga em sua mesa.
Burke:
Foi notável na expressão do falso Mad que ele não tinha ficado feliz em abrir passagem quando havia muito espaço ao redor que Burke podia usar, mas a firmeza no olhar do homem foi o que garantiu aquele afastamento digno de um sorriso amigável de ambos como sinal de agradecimento. Era realmente uma pena o agente ser alguém tão expressivo porque mesmo para quem nunca havia lhe visto, fora fácil notar que ele segurou um riso por ter escapado tão majestosamente do desconforto. Ainda assim, aquilo em nada se comparava com o moldar conseguinte de sua face. O franzir sútil do cenho causava aquela faceta de pobre coitado que acabara de ser injustiçado pelo destino. Dramas a parte, tal porque nem fazia o feitio do britânico, ele seguiu adiante quase como se não tivesse ficado desconfortável com o pequeno mico que pagou. Apenas caminhou e correu os olhos pelo lugar e lá estava ele, com aquela expressão de quem havia adorado a pequena vergonha alheia.
Burke se aproximou, o altear da sobrancelha foi quase tão cômico quanto o estreitar dos lábios com um pouco de força ao tempo em que ele esticou a mão para tocar a de Mad em um cumprimento básico. — Eu imaginei, ahn, ele está com a mão engessada, passando por uns perrengues por que não fazê-lo sorrir, não é? — Claro que não passava de uma desculpa bem esfarrapada, nem Burke acreditaria em algo tão ruim. — Hunter, mas acho que essa parte você já sabe. — A outra mão afastou um pouco a cadeira que lhe foi indicada para que pudesse colocar seu corpo ali e finalmente se sentar. Engraçado como a fome que ele achava não ter, começava a dar as caras, talvez fosse o ambiente.
Mad Stymest:
_Deu para perceber que todos seus movimentos são friamente calculado.- Comentou com um meio riso, apertou a mão do mais alto respondendo ao cumprimento meio formal._Maddox, prefiro Mad.- Voltou a sentar e passou para Hunter o cardápio sobressalente. _ Retirei o gesso hoje. - Disse erguendo a mão machucada os dedos indicador e médio estavam presos a uma estrutura curta que misturava metal, bandagens e um gesso. O braço e dedos livres ainda estava sujo, com um aspecto de pó branco e a pele parecia ‘amassada’ todavia era perceptível que o dano mais grave recaia apenas sob os dedos recobertos. Maddox fez um cara de enjoo para a mão avariada, ele definitivamente não gostava de olhar para ferimentos e coisas do gênero, principalmente os seus. Quando seu irmão se dava mal em alguma briga, o mais velho dos gêmeos não se importava em cuidar por uns dias que outro estivesse comendo direito ou em deixar Derek confortável, entretanto Mad não trocava bandagens ou fazia pontos caseiro, nem fodendo.
Voltou a descer a mão, que desagradava ao olhar. Forçou um sorriso e foi sua vez de ficar um pouco sem graça, já que achou ter feito o outro perder um pouco do apetite. Trocou rápido de assunto para preencher o silêncio minimo._ Terminei de escrever o texto, apresento o stand up na sexta. Você ainda vai não é? - Havia trocado poucos tweets com Hunter, não conhecia o outro tão bem mas as roupas formais que este usava indicava a Mad que risadas eram uma boa proposta para as horas de folga do mais alto._Eu não sei bem o que você faz. - Falou olhando a gravata frouxa. O castanho tinha feito piada sobre andares em uma viatura de polícia, mas Hunter não usava o uniforme padrão dos policiais. “Talvez ele seja detetive?” o pensamento cruzou sua mente tendo apenas como base o fato que em séries de Tv, os detetives não usavam uniformes. Deu os ombros mentalmente, Maddox nunca esteve perto de uma investigador ou detetive, apenas não fazia ideia se estava certo ou errado em seu palpites sobre o outro. Hunter podia até ser um vendedor de carros.
Burke:
Ele deixou um mínimo sorriso aparecer, algo que confirmava que ele tinha razão, ainda que a frase dele fosse tão irônica quanto ele fingir que estavam falando a realidade. A mão foi de encontro ao cardápio que já passou a conferir assim que lhe foi entregue apenas pela ansiedade já que ainda não conhecia o lugar. — Chega a ser um alívio a diferença no peso, não é? — Ah, Hunter bem conhecia os sintomas de dedos quebrados ou coisas similares, embora há tempos não precisasse de nada do tipo, desviou seu olhar para a mão dele e questionou-se da razão do ocorrido. Não lembrava de ter essa informação, e olhar que sua memória era realmente funcional. — O que houve? Brigas? — Seu tom mesclava um pouco de curiosidade e um pouco de receio, tudo o que não precisava era ter a imagem do rapaz a sua frente manchada já que ele vinha se mostrando alguém... diferente da maioria dos conhecidos.
Os olhos que ágeis haviam retornado para o cardápio, que repousou sobre a mesa ao ter ideia do que pretendia pedir, agora voltaram a atenção totalmente para Mad. — Oh, sim... Não me esqueci disso, vou. Pretendo até levar alguns colegas de trabalho para lhe dar algum apoio. Se não se importar, claro. — Seriam todos pagantes e para um show, era bom que a platéia crescesse. Um dos atendentes estava passando no momento e Hunter conseguiu fazer um movimento discreto, recebendo um alerta de que ele logo viria. Agradeceu com um movimento de cabeça e em seguida abriu um sorriso mais claro. — Ah sim, se eu disser, vou ter que te matar. — Manteve um contato visual direto, Hunter tinha facilidade em fazer brincadeiras com uma expressão séria e até nervosa se preciso fosse. — Sou agente de segurança. — Era uma forma de não assustar as pessoas logo de cara, um agente de segurança podia variar em vários patamares e citar ser um federal não parecia realmente muito amigável. — Já escolheu? — Se preocupou, ao notar que o atendente se aproximava para coletar os pedidos.
Mad Stymest:
_É estranho. - Comentou, movia os dedos tentando se acostumar a recente liberdade. Abanou a cabeça um riso baixo lhe escapou, pintar a si mesmo em uma briga era um cena destoante, sim ele sabia se defender e brigou algumas vezes na infância, mas não era um constante em sua vida._Nah, caí andando de skate. Ando desde criança e a essa altura as demais pessoas podem achar que eu saberia fazer um aterrissagem em caso de abortar a missão, mas aparentemente meu cérebro não entende como funciona aquela coisa chamada gravidade. - Viu o gesto do outro, Mad voltou a passar os olhos no cardápio embora já conhecesse bem a culinária do lugar. Ouvir que Hunter chamou colegas para a apresentação lhe fez sorrir._ Obrigado, estou meio nervoso porque não sou ator e pelo que meu amigo explicou a maior dos caras que fazer stand up lá, são atores e comediantes de verdade. - Respirou fundo antes de completar._ Conseguia arrancar algumas risadas enquanto explicava teorias comportamentais as sete da manhã, acho que vou me sair bem lá. Qualquer coisa, pelo menos o cachê é garantido que leve para casa.
Havia decidi por um sanduíche de croissant, uma famosa receita do lugar, Mad não tinha ideia de que molho eles usavam, mas era gostoso. Quando a conversa foi para o trabalho do outro, os olhos azuis miraram o mais alto de um jeito curioso._ Espião da rainha! - Chutou em um sussurro rápido, quase imediatamente após a ‘ameaça de morte’ que Hunter havia feito. Pensou um instante após profissão secreta do outro ser revelada, não era tão legal quanto ser um espião mas Maddox não ligou muito. _Legal, Agente 13. - Apelido surgiu veio naturalmente._Já e você o que vai pedir? Quase tudo aqui é bem gostoso, só não a torta de couve flor daqui. Provavelmente, porque eu não gosto de couve flor. - Falou divertido, a companhia do outro não era ruim.
Burke:
Não disse, mas aquele curvar da sobrancelha parecia mesmo um sinal de quem concordava. — Não viu quando é na perna, parece que ela fica mais fina e leve. — Na realidade, era justamente o que acontecia mas ele disse aquilo de uma maneira muito mais exagerada. Assentiu, para evidenciar que estava prestando atenção e provavelmente aquela era a veia cômica pela qual ele havia sido convidado a fazer standup. Hunter não se impediu, e acabou soltando um riso divertido enquanto concordou. — Skate... Existe poucas coisas na vida que eu não tenha tido coragem. Skate e parkour foram duas delas... Me sinto frustrado com isso até hoje. — Colocou a mão sobre o peito, quem via se convencia mesmo daquele imenso pesar. Apesar que em momentos de perseguição ele acabava fazendo algo similar ao segundo sem qualquer preparo que não a adrenalina do momento. Mad por rede social era mais assustador, quer dizer, não que Hunter tivesse medo dele apenas se sentia intimidado com a forma que ele poderia lhe tratar. Arriscou mesmo assim e agora estavam diante um ao outro em um papo agradável e extremamente fácil. — Sim. Soube disso também, mas acho que comediante só precisa ter a veia pra isso, você parece ter... Qualquer um que arranque risada as sete da manhã, devia ser considerado um talento nato, meu caro. — Brincou, usando um tom de exagero que influenciou um riso breve, baixo e soprado. De toda forma, só iam conseguir a certeza daquilo no dia que estava por vir e claro que estava otimista e esperava que não se decepcionasse com a apresentação dele. Conseguinte, seu ar foi de descrença, tendo alguns segundos onde tentava se colocar naquela posição. Mad lhe pareceu como uma criança sonhadora, mas não disse isso. Meneou a cabeça em negação ao que curvou mais sobre a mesa. — Não é tão legal. Mas também cuido das necessidades na rainha. — Nah, não, apenas do país em geral. Mas também não citaria essa parte. Ele não disse nada quanto ao apelido, porque gostava realmente de coisas assim é ser chamado de agente era ótimo quando a metade da cidade só parecia saber a palavra "policial". — Ah sim. — Riu mais um pouco, o rapaz parando ao lado da mesa e anotando enquanto Hunter ditava a sua parte. Um suco de laranja natural e obviamente sem gelo, junto de pedaço de torta de frango com espinafre que o lugar dispunha. Quandl acabou, fez um sinal para que Mad também fizesse o pedido e o rapaz pareceu se voltar pra ele também.
Mad Stymest:
Maddox era desastrado e era comum exibir hematomas nas canelas ou antebraço por sua falta de noção espacial, no entanto aquela era a primeira vez na vida em que acabou com algum osso precisando de conserto, por isso não tinha ideia se a história que a pernas engessadas se tornam finas porém deu crédito ao que outro dizia. _ Foram, porque embora o isso não seja um bom cartão de apresentação. - Começou a dizer voltando a erguer a mão de dedos quebrados um instante. _Você acaba de ganhar um novo excepcional tutor na milenar artes de ficar em pé sob um tábua com rodinha, popularmente conhecida como skate e nem tente fugir porque agora quero te ver em um skate. - O tom deixa claro que o comentário de Hunter foi uma brincadeira, porém a cena na cabeça de Mad pareceu boa demais para não ser reproduzida na vida real, o homem grandão sob um skatinho de plastico só de imaginar um riso já se desenhava na boca do tatuado. _ Quanto ao parkour, se quiser seguro sua mão enquanto você pula de um banquinho, não precisa mais que isso porque a vaga para spider man da marvel já foi preenchida mesmo, então whatever.
Agradeceu em um aceno de cabeça o elogio ao seu poder de arrancar algumas risadas._ Parei de lecionar acho que há dois meses, mas se esbarro com algum aluno do campus sei que vou ser chamado de professor. - Deu os ombros, não lhe incomodava o título ou ser reconhecido por seus ex-alunos. _Ok James Bond, vamos fingir que não foi a rainha quem lhe deu aquele carro. - Brincou já trocando de referência. Seu pedido para o lanche foi o sanduíche de croissant com refrigerante, passou a mão esquerda sob os fios escuros seu cabelo crescia em um ritmo assombroso. _ Estou com saudade de pilotar minha moto. - Lamentou, a quebra dos dedos havia freado sua nova rotina, teve que adiar por tempo indeterminado sua idas ao haras próximo da cidade, como aprenderia a montar cavalos sem sua mão dominante? Por outro lado o incidente gerou material para escrever uma divertido ponto de vista, com a entonação correta provavelmente Mad conseguiria algumas risadas.
Burke:
Foi notável como a expressão estava de tranquila, passou para confusa, em seguida curiosa e por fim assustada naquelas mínimas frações de segundo que logo o fez estreitar o olhar, franzir o cenho e negar com um movimento do rosto quase exagerado senão pelo sorriso que deixava tudo meio cômico em excesso. O compreendimento resultava em seu quase medo quando adolescente, se é que conseguia se lembrar exatamente do porque não tinha tido coragem. — Ah, não... Seria uma cena no mínimo trágica, não tenho mais idade pra aprender algo assim. — Bobagem, seu condicionamento físico ainda era o mesmo senão melhor do que quando mais novo. Entretanto, não conseguia se encaixar aquela cena mesmo quando tentava criar ela em sua cabeça. Logo, todo aquele efeito reflexo a ideia dele transformou-se em um riso que expunha a arcada dentária clara do agente. — Oh, essa sim, ótima... Podemos fazer agora mesmo, estou precisando de um pouco de adrenalina. — Também usou um pouco de ironia, com um riso curto.
Tinha desviado o olhar da cena entre eles para fitar um pequeno evento onde uma moça pareceu esbarrar na quina de uma mesa por distração, nada que derrubasse ou causasse grande comoção, o que também não manteve ele distraído. — Ah sim, lembro que comentou algo referente. Qual sua matéria? — Maddox parecia novo para um professor universitário, o que devia garantir uma graduação especializada em uma faculdade de qualidade, despertando mais interesse do agente quanto a vida do futuro comediante.
— Ei, não fale assim... Foi uma das coisas mais suadas que eu já comprei. — Ah, mas se tivesse sido um presente da rainha com certeza o seu carinho pelo mesmo seria ainda maior. Agora que certo que a companhia alheia lhe agradava também, encostou-se de forma mais relaxada contra o encosto da cadeira. Um braço esticado sobre o tampo da mesa, com a ponta dos dedos mexendo no porta guardanapos. — Skate, moto... — Pensou alto, na realidade. A figura jovem de Mad era um contraste absurdo com a sua, o que tornava o encontro entre eles bem diferente. — Não parece levar mais do que quatro semanas agora, não? Acho que se for um louco consegue pilotar, mas provavelmente tomaria alguma multa. — Brincou, mas Hunter também teve a fase de paixão por motos e seus modelos, por isso o olhou com extremo interesse ao perguntar: — Qual o modelo?
Mad Stymest:
Mad abanou a cabeça em descrença, era bem óbvio que o homem à sua frente estava longe do sedentarismo, a cabeleira castanha longa não exibia nem mesmo um fio cinza. A expressão de sua opinião era ao poucos desenhou em seu rosto. _ Aham, claro vovô, não esqueça de colocar seu aparelho auditivo quando formos às suas aulas de skate. Você vai. - Deu um riso curto quando o outro aceitou a proposta de um salto radical do ‘alto’ de um banquinho. Se focou em seu lanche e deu algumas mordidas, quando sua boca estava livre voltou a encarar o outro. _ Ensinava sociologia, mas não me formei aqui. Me formei na terra dos Yankees. - Concordou com um aceno de cabeça ao ouvir o comentário sobre o carro.
_ Parece mesmo um excelente carro, bem bonito. Meu irmão tem um Chevy Impala 67, é um puta carro mas tenho quase certeza que o Derek lambe as rodas daquele carro quando ninguém está olhando. - Riu do que ele mesmo havia dito, duvidava que irmão tivesse mecanofilia ou qualquer tara parecida entretanto era divertido implicar com o mais novo mesmo este não estando por perto. Ao ouvir seus hobbies sendo enumerados Maddox arqueou a sobrancelha esquerda. Normalmente era repreendido por alguns amigos por ainda gostar tanto de skate mesmo na idade em que estava a resposta malcriada já semi-pronta na ponta da língua, Mad normalmente era educado e divertido porém não gostava de críticas quando ao que escolhia fazer com sua vida. Relaxou um tanto quando a constatação do outro pareceu mais para divertida que um censura._Vou esperar uns dias mas se der, vou tentar sim pilotar. Qualquer coisa ligo para um 007 que conheço vir me salvar da polícia. - Riu antes de responder de prontidão o modelo de sua amada._ Softail deluxe, azul com branco.
Burke:
— Oi, levar meu armamento de tiro? — Falou brincando usando a mesma sonoridade das palavras para fingir que era mesmo surdo, mas seu riso entregava tudo. — Okay, já topei isso, você sabe. — Disse logo, embora temesse um pouco a ideia da tábua sobre rodas, tinha que lidar com aquilo se não queria se sentir meio banal. Alguém que pula na frente de balas não pode se acovardar diante a um skate certo? Não, ele estava morrendo de medo.
Ainda assim, o tempo que o outro levou para comer também foi apreciado pelo maior que o usou para o mesmo fim, estava acostumado a ter pouco tempo para isso, então logo acabou com o que tinha pedido para si. — Ow, mate, isso não parece nada saudável. — falou rindo, associando a imagem do irmão do outro lambendo os pneus e tendo que mexer a cabeça para tirar aquela cena mental. Sorriu, seus olhos estreitando-se com um pouco em meio a isso e voltando a soltar o peso no encosto de modo a ficar mais confortável. — Eu também sou bem apegado ao meu carro, mas acho que não é pra tanto, não tenho muito apego material. — Riu, porque sempre acaba fazendo quando ele o chamava daquela forma, resolvendo aceitar de vez o apelido e então assentir. — Não acho que se estiver errado ele vá te ajudar em alguma coisa, mas liga antes, quem sabe ele não te busca. É melhor, não é? — Questionou, mas antes de dar atenção seus olhos se abriam mais e ele quase suspirou de inveja pelo modelo citado. Afinal, harley, era sempre uma harley. — A propósito, qual é o nível de intimidade para andar na sua moto mesmo? — A pergunta soou cheia de segundas intenções para com a moto, óbvio e Burke sorriu, o celular vibrando em seu bolso e sendo retirado para ver a mensagem de urgência. — Eu preciso ir. — Já estava se levantando para pegar o dinheiro e cuidar das notas que pagaria pela refeição dos dois, Hunter tinha esse costume meio bobo.
Mad Stymest:
Abanou a cabeça pela piadinha sobre surdez, uma sombra de sorriso passava por seus lábios._ Acho bom mesmo, porque não se iluda pelo meu porte físico de um frango desnutrido, eu posso te arrastar ate um skate facilmente. - Seu olhar repassou pelo corpo de Hunter, ele era mais alto e tinha visivelmente mais músculos embaixo da camisa do que o tatuado deveria ter no corpo todo. _Ok, talvez não tão facilmente, porém ainda te arrastaria. - Admitiu. Bebeu um gole de sua coca enquanto o outro falava, o canudo que veio junto com a bebida foi deixado de lado pelo moreno, Mad tinha um quêzinho contra canudos. _ Não venha por a culpa em mim, pelo visto são vocês dois que compartilham fetiches automobilísticos e não eu, big guy. - Provocou, o número de apelidos que vinham a mente de Maddox sempre que conhecia alguém novo, e o mais importante gostava da pessoa novo, eram assombrosos. Sim ele amava achar o apelido perfeito para alguém.
_007 vai deixar que eu me ferre? - Encarou os olhos do outro._Que decepção, destruiu minha infância agora. Onde foram parar o companheirismo, senso de dever cívico ou o simples fui com sua cara, vou te ajudar? - Fez um barulho de estalo com língua._Acho que vou começar a torcer pelo vilões agora.- Sua expressão era de profundo desapontamento assim como sua linguagem corporal, mas bastava olhar nos olhos de Mad para ver que ele se divertia com o que se passava ali na mesa._ Ah, olha aí o jogo virando.- Um sorriso sacana passou por sua boca._ Sabe o meu roommate de útero? O com fetiche por carros, pois é. Eu provavelmente tomaria um tiro sem questionar, para manter aquele ser inteiro e a salvo. - Falo com sinceridade, mas seu sorriso aumentou um pouco quando Maddox se inclinou sob a mesa, sua voz baixou de tom como se fosse contar um segredo. Os olhos azuis encaram os castanhos do homem a frente de havia acabado de conhecer._ Esse ser não tem autorização de encostar na minha moto sem supervisão, no máximo eu piloto e ele vai na garupa. Agora tendo tais informações, o que acha das suas chances 007 que acabou de alegar que não me salvaria? - O celular do castanho vibrou e Mad viu o outro ficar mais sério._ Pode deixar eu pag...- Hunter já havia posto o dinheiro sob a mesa e parecia pronto para partir._Tchau, se cuide. - Maddox não fazia ideia se a pressa repentina do outro envolve algo perigoso ou apenas alguma urgência burocrática e não cabia a ele questionar. Um sorriso singelo em despedida se formou nos labios de Mad._Tchau. -Repetiu.
Observações: Quando a mulher foge da responsabilidade de um filho e resolve voltar atrás e o homem guarda tanta mágoa que faz de tudo para impedir ela tem de arrumar seus meios. ♦ Público.
Jessiann:
Os dois toques em sua porta lhe chamou a atenção, sua assistente pessoal foi quem abriu para que o homem entrasse. Era baixo até pra Jessiann mas quando o envelope bege foi colocado na sua mesa ela abriu um sorriso. Gostava de trabalho rápido, claro que não era difícil encontrar sobre alguém que ela tinha nome e local de trabalho. Tirou as fotografias de Fred, Jordan e ora essa.... Steve. Em silêncio ela avaliou os dados, endereços até alguns horários bem descritos. Um ótimo trabalho, puxou a gaveta e pegou sua carteira, tirando as notas que pagavam pelo valor combinado e o homem se foi.
A assistente não dizia nada, mas Jessiann sabia que era julgada ainda mais em outros olhos. Ela deslizava os dedos pela imagem do filho, chegando a molhar os olhos enquanto o via com o pai, desprezou as fotos de Steve que vieram ali, mas quando o rosto fora molhado ela tratou de guardar tudo de volta.
— Conhece esse colégio? — Perguntou pra assistente que se aproximou de sua mesa. " Sim, fica a poucas quadras daqui. " As mãos ansiosas quase rasgaram o envelope para puxar o papel com horário, não faltava mais do que quarenta minutos.Pegou o endereço e avisou. — Estou de saída. — Jessiann usava uma calça skinny de um preto forte que quase não reconhecia a diferença entre couro e o tecido da barra escondida dentro do ankle boot com cadarço e fivelas, uma regata justa e branca por baixo do poncho cinza que escondia a magreza exorbitante.
Dirigiu seu azera até o local, estacionando em frente ao colégio e desceu pedindo para ir na secretaria. O coordenador não restringiu sequer a entrada da mulher, que longe de suspeitas até conseguiu algumas informações e prometeu doação para ajudar com os custos, forma fácil de conquistar a puxação de saco que a permitiu ir até Jordan que estava junto das outras crianças no jardim do colégio esperando o sinal de saída.
— Olá. — Ela disse se abaixando e tocando o rosto do menino que ficou parado sem entender porque a estranha alisava com os polegares suas bochechas e tinha os olhos molhados, a pureza da criança lhe motivou a abraçar a mãe sem sequer saber quem ela era e Jessiann deixou a lágrima escorrer enquanto sentia o cheiro do garoto.
Frederick:
Normalmente não era ele quem ia buscar Jordan na escola naqueles dias por causa do trabalho, mas havia decidido ir sem nem saber o motivo. Só tinha decidido ir e ponto. A desvantagem de trabalhar durante a noite era que demorava até estar com o horário de sono regulado novamente e, mesmo que tivesse chegado relativamente cedo em casa e dormido até a hora de sair, ainda estava cansado e sentia que podia dormir mais. Saiu de casa um pouco depois que o horário normal e, por isso, chegou um pouco depois do horário em que normalmente chegava. Chegou a parar de andar por alguns segundos quando viu Jessiann abaixada em frente a Jordan e falando com o pequeno. Não se lembrava de alguma outra vez que tivesse entrado na escola tão rápido, ignorando os pais conhecidos que faziam perguntas a ele sobre a mulher e só parou de andar quando estava perto o suficiente para ser ouvido quando chamasse pelo filho. A sorte de Jessiann é que estavam com o filho, porque se estivessem sozinhos, não teria se controlado. — O que você está fazendo aqui? — A pergunta tinha saído baixa, quase não tinha aberto a boca para falar e sabia que qualquer tipo de alteração geraria comentários por parte dos outros pais que estavam ali. Pegou a mochila que era oferecida e o manteve perto, a mão junto com a dele tendo a consciência de que ele não fazia idéia do que estava acontecendo ali.
Jessiann:
Sim, ela teve tempo de contar algumas palavras, incluindo trocar uma boa risada que Jordan acompanhou. Quem diria que ela conseguiria fazê -lo rir tão fácil? O abraço tinha acabado, mas ela ganhava um carinho do menino que tinha desembestado a falar de um tal de Simba e tintas coloridas. A felicidade se transformou em receio quando ouviu Fred. O olhar se levantando a ele quando um sorriso amplo nasceu em seu rosto, ela manteve a serenidade no olhar mesmo quando passou a encarar ele. — Eu estava ansiosa por conhecer o Jordan, e você tinha razão. Faz um trabalho incrível com ele. — Fred podia segurar por uma mão, mas Jordan ainda tinha outra e Jessiann conseguiu pegar nela por vontade do menino. — Ele disse que quer almoçar em um lugar aqui perto, que ele gosta muito e eu disse que ia adorar ir com ele não é, Jordan? — Sim, ela fazia questão de falar o nome dele para mostrar que sabia mais do que Fred pensava. Jordan estava animado com a sua companhia, e ela surpresa porque não sabia que tinha tanto jeito para crianças. Deu um passo a frente, o polegar acariciando a mão pequena que cabia dentro da sua e o olhar sincero aparecendo debaixo daquele ar convencido que antes ela estava usando. A voz saiu baixa, em um tom de súplica. — Por favor, Frederick.
Frederick:
Jordan sempre foi aquele tipo de criança simpática e que sorria e ia com qualquer pessoa. E aquilo tinha sido um motivo para preocupação desde que conseguia se lembrar e só não se preocupava com aquilo quando ele estava na escola. Mas a partir daquele momento teria que repensar aquilo também. — Eu sei. — Se limitou a responder com o mínimo de palavras possível para que evitasse falar demais. Prestava atenção em tudo o que ela fazia e viu quando segurou a mão livre do menino. Não se incomodou com o fato de ela saber o nome dele, já tinha postado algumas vezes na rede social e ela poderia ter visto lá, ainda que tivesse que ser muito desocupada para ler as coisas mais antigas que ele publicava. O que realmente estava o incomodando era como ela tinha descoberto onde o menino estudava e rodar todas as escolas infantis de Liverpool até o encontrar não era o tipo de coisa que ela faria. Apertou a alça da mochila com força para não apertar a mão do filho quando a ouviu falando sobre almoçarem juntos. O menino estava animado com a mulher ali mesmo sem saber quem ela era, talvez fosse toda aquela história de mãe e filho que já tinha ouvido falar mas não acreditava, e por mais que preferisse ver a loira sumir, não tinha como desconsiderar a única pessoa inocente e que importava naquela situação. Teria respondido que não, não iriam almoçar com ela não importava quantas vezes ela pedisse, mas antes que a resposta negativa pudesse sair foi interrompido por um "por favor, papai" que o fez engolir toda a raiva que sentia e a resposta anterior antes de realmente falar alguma coisa. — Comer e ir embora. Mais nada.
Jessiann:
Não se importava com quão frio e seco Fred poderia ser, o conhecia para saber que a barreira babaca se limitava apenas para quem ele não gostava, e ela era provavelmente a pessoa que ele mais odiava na vida. Tanto faz. Ela não estava em Liverpool por ele.
Jordan comemorou e ela também. Pularam juntos, e ela fez questão de o pegar no colo, andando impecavelmente mesmo com o salto agulha do seu ankle. — Você ouviu. Comer e mais nada. — Fez uma cara fechada e a sua melhor voz "Fred" que era longe de sair igual, mas o jeito das palavras eram impecáveis. Jordan riu e olhou pra Fred, assim como ela. Que ficou menos risonha por saber que ele estava assim por sua causa. — E então, vai me mostrar pra onde é ou vou ter que descobrir? — Fez algumas cócegas nele, antes de receber o abraço pra ele ficar preso a si. Pela primeira vez ficou em silêncio enquanto o menino guiava, ela tinha motivo para sorrir.
Frederick:
Precisou conter a vontade de arrancar Jordan dos braços dela e a empurrar na frente do primeiro carro que passasse quando viu que ela estava com ele no colo. Não achava nada daquilo ótimo e super engraçado, mas se forçou a sorrir para o filho de qualquer forma, ainda que não durasse muito tempo. Saiu andando atrás dela, não sabendo definir exatamente o que sentia naquele momento. Não gostava quando as coisas saíam do controle daquela forma e o fato de Jessiann estar se mostrando ótima para quem não queria nem um filho antes, não ajudava em nada. Jordan conhecia o caminho de tantas vezes que tinha sido feito, mas mesmo assim prestava atenção já que sabia que ele poderia errar alguma coisa. Não aconteceu. Fez questão de parar ao lado dela só para ver a expressão que se formaria quando pararam na frente da lanchonete. Normalmente não deixaria que aquilo fosse o almoço do filho, ainda mais durante a semana, mas naquele dia em especial deixaria. Principalmente porque ela era modelo e não comia nada daquele tipo de coisa. Não haviam nem entrado no lugar ainda e o garotinho já tinha passado a falar sobre como queria tomar sorvete depois. Sorriu para ela, ainda que não fosse nada verdadeiro ou expressasse alguma simpatia. — Ele adora esse lugar. Vai ser bom lembrar disso. — Tinha sido o primeiro comentário com muitas palavras desde que encontrara com a ex. Esperou por ela, apenas por causa do menino, antes de entrar no estabelecimento. A empolgação de Jordan só aumentando a cada novo passo.
Jessiann:
Ela foi andando, tudo estava indo bem até o ânimo do menino indicar aquele tipo de refeição. Jessiann abriu a boca, mas não, não disse nada além de um suspiro. Ela não tinha mais que manter o peso, mas nem mesmo gostava. Soltou Jordan quando ele entrou animado e ela fechou a boca que estava aberta até agora. — Aposto que está adorando isso. — Disse com escárnio, sendo a última a entrar no lugar, tirando um lacinho do pulso para prender o cabelo em um rabo de cavalo. Não acreditava que Fred deixava o menino se alimentar daquela forma, o lugar cheirava a óleo e carboidrato. Jordan tinha escolhido uma mesa para eles, Jessian se sentou no banco estofado e puxou o cardápio ouvindo as sugestões do filho. Ela nem estava prestando muita atenção no que sugeria, mas sim em como ele falava ou se movia, tinha muito de si na aparência dele. E era gostoso constatar isso. Uma mulher veio anotar os pedidos e Jessiann se atrapalhou porque nem tinha visto ainda as coisas dali. O cardápio era um único plástico duro que tinha opções frente e verso e ela olhou rapidamente. Esperou Jordan fazer seu pedido e depois tentou esconder o rosto de Fred falando baixo. — Vou querer esse sanduíche. Só que sem o pão, a cebola, o catchup, mostarda e ao invés da carne pode ser um frango? — A mulher ficou olhando pra ela como se esperasse dizer que estava brincando. — Um suco natural de laranja está ótimo. — Rodou os olhos e abaixou o corpo um pouco no banco, queria se afundar e sumir.
Frederick:
— Estou aproveitando como nunca. É uma daquelas coisas que não se repetem na vida. — O sorriso tinha crescido porque agora escondia a vontade de rir que havia surgido. Podia imaginar o tipo de coisa que devia estar passando pela cabeça dela quando seguiram o menino até a mesa que ele tinha escolhido. Não precisou olhar o cardápio para saber o que tinha ali, já tinha ido vezes o suficiente para saber e, mesmo que não estivesse com tanta fome assim, pediria de qualquer forma. Viu Jordan pedir a mesma coisa de sempre e, mesmo que ela tentasse esconder o rosto enquanto falava baixo para que não escutasse, sabia que ela estava pedindo alterações em qualquer sanduíche que tivesse escolhido, porque era exatamente aquilo que ela fazia quando eram mais novos e ainda estavam juntos. A expressão da funcionária do lugar só deu a ele certeza do que achava e precisou disfarçar a risada, de uma forma péssima e nada convincente, antes de falar com a mulher o que queria antes que ela se afastasse. Podia ter pego o celular quando vibrou, mas preferiu ignorar, assim como faria com Jessiann sempre que fosse possível, e ao invés disso perguntou ao filho como tinha sido o dia dele, o ouvindo falar sobre o que tinha feito na escola durante a manhã e como tinha conseguido ler o próprio nome pela primeira vez sem errar. Ainda que achasse que ele era pequeno para já estar aprendendo a ler, aquilo não o impediu de sorrir largo e cheio de orgulho do menino. A capacidade dele para ir de um assunto ao outro era a mesma de trocar um canal de tv, então logo ele havia voltado a falar sobre os gatos.
Jessiann:
Nossa, como ela forçou o sorriso e tentou não parecer uma doida querendo arrancar o pescoço dele e colocar na bandeja dos gatos de Jordan. Jessiann adorava gatos, adorava bichinhos de estimação na verdade, por isso se ele estava tentando tornar o passeio horrível para ela não estava dando certo. Ela conversava no mesmo animo, opinava e já tinha descoberto mais sobre Jordan e os gatos do que tinha previsto. Estava feliz com isso, claro. Por algum motivo estavam falando sobre milhões de nomes de crianças e amigos da criança quando ele perguntou o nome dos dela. Inventou alguma coisa, citando o ex-empresario e a nova assistente e se afastando da mesa para ter a comida colocada ali. Para a sua surpresa a atendente trouxe sim uma salada com um filé de frango grelhado e não parecia fazer parte do pacote. — Hoje parece meu dia de sorte. — Comentou com um sorriso imenso, agradecendo a mulher e piscando para ela já que parecia ser um prato criado exclusivamente pra si. Jessiann cortou um pedaço do frango e levou pra boca, demorando alguns segundos já que estava curtindo o momento. — Tem razão, também estou aproveitando. — Podia não ser mais uma menina, mas ainda enrugada o nariz e ainda o mostrava a ponta da língua de forma discreta quando Jordan falou do Steve. — Passei quatro anos achando que não era boa. Mas não se tratava de mim. — Falou pra indicar que sabia quem Steve era pra ele. Jordan não entendeu suas palavras mas mão era culpa do menino, agora estava totalmente focado no que comia e o fazia com muito interesse.
Frederick:
O sorriso dela era tão forçado quanto os próprios quando direcionados a ela. Tudo estava exatamente como da última vez que se viram, com a diferença no tamanho e idade do filho. Jordan tinha assumido a conversa e achava que aquilo era até bom, porque assim evitava que começasse uma briga na frente dele. A comida pareceu levar uma eternidade para chegar e agradeceu a mulher quando o prato do menino foi colocado na frente dele. Aquela era a única forma de fazer com que ele ficasse quieto pelo menos por um tempo. Ignorar os comentários dela estava sendo mais fácil do que achava que seria e mantinha a atenção no garotinho a maior parte do tempo. Sorriu pela forma com que Jordan falava sobre Steve e o anel prateado que ele e o alemão usavam foi girado no dedo de forma quase inconsciente. Pela expressão de Jessiann ela já sabia do relacionamento dos dois e não estava surpreso com aquilo. Depois do episódio da escola, já não sabia mais o que ela sabia ou não sobre sua vida e a do filho. — Não tem relacionamento que sobreviva quando uma das partes sempre leva a culpa. — Comentou enquanto passava um guardanapo para o filho, que já não prestava tanta atenção no que falavam, concentrado na comida.
Jessiann:
Por sorte ela estava olhando para baixo e para a refeição que ganhou, porque foi difícil fingir que não estava desacreditada. Okay, ele podia achar e sentir o que e como queria em relação ao passado deles, mas Jessy não era quem o culpava e se o relacionamento não deu certo foi apenas por uma questão de prioridades e erros que ela já havia assumido. — Parece que você sabe melhor sobre isso do que eu. Eu queria uma carreira e dinheiro minha conta, mas as pessoas mudam e o que elas querem também, é sobre isso que se trata. — Ela tentou soar amigável, mas quando notou que Jordan pareceu se interessar sobre o assunto, tratou de parar e fazer uma piada sobre a comida dele parecer bem melhor. O menino inventou de lhe servir um pouco e ela aceitou apenas porque era ele. Mas Fred devia saber que aquilo nunca seria posto na boca se dependesse dela. Mastigou e engoliu, elogiou, porque de fato era gostoso. Mas bebeu água em seguida como se fosse ajudar a descer e digerir melhor. Por fim, deu atenção um pouco ao próprio prato, mais tarde voltaria ao trabalho.
Frederick:
A atenção tinha passado para o hamburger que havia pedido após deixar o guardanapo com o menino, mas o sanduíche foi deixado de lado quando ouviu a resposta dela. — As vezes é só peso na consciência mesmo. — Usaria do fato de que Jordan tinha voltado a dar parte da atenção para o que eles falavam para que ela não pudesse responder aquilo tão cedo. Quase riu novamente ao ver o garotinho oferecer parte do lanche dele para a loira e se ocupou com o próprio sanduiche para não rir da situação em que ela estava. Jessiann nunca comeria aquilo em outra situação e, não negaria, aqueles momentos em que ela ficava quase constrangida por causa da comida nunca perderiam a graça. Menos da metade do sanduíche do filho foi empurrado em sua direção e não foi necessário perguntar para saber que ele já havia acabado e comeria apenas o que tinha sobrado das batatas. Passou um novo guardanapo para ele, ainda que as mãos sujas da comida fossem colocadas no braço da mulher para chamar a atenção dela enquanto voltava a falar.
Jessiann:
Abriu a boca, mas não saiu uma palavra sequer. Seus olhos foram fechados por alguns segundos e ela usou de um autocontrole que desconhecia ter para comer toda a sua salada e o frango não era grelhado, mas sim frito e ela só percebeu quando o óleo em sua boca começava a incomodar. Deixou metade dele, mas limpou a salada que não tinha qualquer tempero. A mão suja da criança melou seu braço com o que ela achou ser catchup e sua primeira ação foi puxar, mas parou antes mesmo de afastar a pele. — Ele sempre faz isso? — Não era com Fred, na realidade não era com ninguém em especial. Apenas um pensamento alto. Pegou um guardanapo e teve que limpar a mãozinha dele enquanto ele tentava gesticular. Jordan questionou se iriam embora e Jessiann olhou pra Fred instantaneamente. Sabia que a trégua - nem tão trégua assim- acabaria assim que pagassem a conta. — Tudo bem. — Era pra se convencer de que não ligava o momento ter chego ao fim. Um som na porta chamou atenção, uma moça que quase escorregou no piso molhado quando passou pingando pela porta. — Oh. Chuva. — Animou-se tanto que até pessoas ao redor riram. Jessy bateu as mãos em Palmas e Jordan se animou com a brincadeira, mesmo sem saber. —Posso levar vocês, Jordan não deve pegar chuva e...
Frederick:
Ela poderia não ter afastado o braço, mas a expressão no rosto não negava que ela tinha se incomodado seriamente com aquilo. Ainda que a pergunta não tivesse sido direcionada a si, soltou alguma coisa muito parecida com uma resposta positiva enquanto pegava o que tinha sobrado do sanduíche do filho para comer. A pergunta do filho fez com que olhasse para ele, assentindo antes de responder propriamente. — Vamos. Sorry, champ. — Ela parecia muito conformada que estava praticamente no final o tempo que tinha passado com o filho e aquilo não o deixou nem um pouco confortável. A chuva que começou do lado de fora o fez suspirar enquanto se encostava, as mãos sendo limpas enquanto observava os outros dois. A postura não tinha sido de quem estava relaxado em nenhum momento, mas ficou ainda mais tenso quando ouviu o comentário dela. — Não. Não precisa. Eu dou um jeito, posso pegar um táxi. — Não sabia como ela tinha conseguido o endereço da escola de Jordan e preferia que ela não soubesse onde moravam pelo máximo de tempo que fosse possível. Sabia que na hora que ela descobrisse, não teria sossego tão cedo.
Jessiann:
Assentiu, seu carro estava longe de qualquer forma. Quis dizer que sabia onde ele morava de esse fosse o caso, mas era melhor ainda ter algumas cartadas extras. — Okay. — Foi doce, isso levantaria suspeita? Talvez. Limpou o braço e em seguida ajeitou as coisas em cima da mesa se levantando primeiro e chamando Jordan. Abraçou a criança e fez um carinho que levou alguns segundos, deixando um beijo em seu rosto ao se despedir.
Em seguida parou ao lado de Fred. Pegando no bolso um plastiquinho desses que se coloca o cartão, por sorte estava com algumas notas lá também é pôde colocar sobre a mesa. Sabia serem o suficientes pra pagar sua parte e talvez um pouco mais. Mas não queria esperar troco naquele ambiente forçado. — Você não sabe nada sobre meus motivos. Mas eu vou dizer cada um deles quando você quiser saber. — Não ligou em como aquilo pareceria para ele. Apenas tocou o rosto dele porque queria fazer aquilo. Foi um toque nem rápido, um afago no rosto. Pra ser sincera ela queria sentir o toque, porque não reconhecia mais ele mas conversas ou na forma de olhar. Quando a mão foi tirada ela olhou pra Jordan e acenou, indo para fora do estabelecimento para enfrentar a chuva em uma corrida para a escola onde havia deixado o carro estacionado.
Frederick:
De todas as coisas que Jessiann poderia ter feito ela tinha escolhido o deixar ainda mais preocupado e receoso em permitir que acontecesse algum contato entre ela é o filho. E não estava nem considerando o fato de que ela tinha levado bem demais o termino daquele almoço não planejado. Sabia que não precisaria mandar mais do que uma mensagem para que ela respondesse. Não perguntou se ela estava bem ou como estavam as coisas no trabalho. Não mandou nada além de um "precisamos conversar", na verdade. Sabia que o encontro teria que acontecer em um local o mais neutro possível; nada de casas ou locais de trabalho, como tinha acontecido da primeira vez porque sabia que o que era para ser uma conversa poderia terminar com algo próximo a uma declaração de guerra entre os dois. Tinha a impressão de que a cada vez que se viam os passos eram dados apenas para trás. Chegou antes do horário combinado na cafeteria e ocupou uma das mesas perto da porta com o copo de chá enquanto esperava que ela chegasse. Não sorriu, acenou e nem se levantou quando a viu entrar, só deixou a bebida de lado, as mãos se apoiando no tampo de madeira próximo ao copo de papel enquanto esperava que a outra cadeira fosse ocupada. [...]
com Hunter Eddie Burke e Aron Bjarnason.
Gênero: Cotidiano Classificação: Livre.
Observações: Apenas uma conversa entre amigos no horário do almoço. \ público
Hunter:
"Você entendeu?" Hunter olhava para o celular, ninguém na reunião se incomodava com isso, todos dependiam de seus aparelhos para tudo. Ainda assim, deviam manter a atenção em ambos se quisessem continuar com sua vaga intacta. O agente se levantou, empurrando a cadeira e atraindo o olhar. — Desculpe, tenho compromisso para o almoço. Continuem sem mim.— A conversa sobre a divisão de repartições continuava, ele não tinha problema com isso. Sua equipe era uma e iria continuar a mesma, como nos últimos anos.
Pegou o elevador, cumprimentado quem o dividiu consigo e soltou o terno para dar um ar mais despojado. A camisa era branca, e todo o restante preto inclusive gravata. Hunter estava mexendo nela quando parou ao lado do outro agente. — Sabe como é, aquele bla bla bla super interessante acaba sempre me prendendo. — De certa forma ele se importava sim com a parte burocrática mesmo quando não era preciso. — Vamos? — Indicou as portas giratórias da saída do prédio. Já estando com aquele ar meio desconfortável pelo lugar que resolveram ir.
Aron Bjarnason:
Estava trabalhando, teoricamente, mas estava. Tinha passado a maior parte da manhã tentando comprar as passagens e aquilo só levou mais tempo do que deveria porque as passagens de trem para Londres eram em horários muito distantes da hora do voo, mas acabou decidindo esperar por duas horas no aeroporto do que chegar tarde demais no outro país. Até porque não tinham tantos voos assim para a Islândia. Hunter estava em uma reunião, o que significava que precisaria esperar um pouco mais que o normal até que ele finalmente aparecesse. Tinha deixado aquela formalidade toda de terno e gravata para o outro, usaria só quando fosse necessário, mas a roupa social ainda era usada. — Posso imaginar como deve ter sido difícil pra você deixar aquela reunião tão divertida. — Não tinha nem metade da paciência do outro para aquelas coisas, então não pretendia deixar o que fazia tão cedo. O desconforto dele era visível e nem tinham chegado ao restaurante ainda. Aquilo quase o fez rir, mas só o acompanhou para fora do prédio. — Então, você prefere falar sobre o cara com quem vai se encontrar, os comentários que causou quando trocou a foto ou a garçonete que te deixa sem graça? — Perguntou quando já estavam fora do prédio. Ele provavelmente reclamaria, diria que não iria falar sobre nada daquilo e mudaria o assunto, mas perguntava pelo prazer de implicar.
Hunter:
Hunter riu, para um homem sério durante o trabalho até que seus risos eram fáceis quando estava em seus momentos de pausa. Evitava olhar para Aron, apenas porque o movimento no centro de Liverpool era alto, principalmente no horário de almoço. Ia andando com ele até uma das travessias, o restaurante era poucos metros do edifício de segurança nacional já podia até ser visto. — Fazem isso parecer um grande evento. Até parece que faz tempo que eu não saio com alguém. — Parou pra pensar e fazia de fato uns três anos desde a última vez? Céus, como ficava tanto tempo sozinho. Notou que ele também saberia disso e então pigarreou para puxar a atenção do amigo pra outra coisa. — Dia lindo hoje não é? — Era a sua forma de mudar de assunto, sorriu pra ele e chegou de frente ao restaurante que tinha sua porta de vidro com detalhes de madeira. O cheiro de comida que vinha do lugar era espetacular, ainda mais quando abriu a porta e indicou que ele passasse. Não em um gesto cavalheiro, longe de ser isso, mas apenas por ter chegado a porta primeiro. Era parte de sua educação inglesa. — Mas então, por que não me fala da sua viagem. Seu pai deve estar numa alegria única não é?
Aron Bjarnason:
Olhou entediado para ele quando pararam para esperar antes de atravessar. — Mas é um grande evento, tem sorte de a gente não querer fazer nada pra comemorar você largando o trabalho por uma pessoa depois de todo esse tempo. — Não sabia quanto tempo exatamente tinha aquilo, mas sabia que era o suficiente para ele ficar estranho as interações só por atração. Era claro que ele mudaria o assunto em algum momento, então, quando aconteceu, apenas riu. O caminho não era longo então logo chegaram ao restaurante. O movimento do lugar era relativamente grande por conta do horário, mas não achava que seria difícil conseguir um lugar para se sentarem. — Não sei nem se ele está dormindo direito. Deve ter uns quarenta anos que ele saiu de lá então voltar por um tempo está sendo ótimo pra ele. — Podia imaginar a mãe reclamando do frio e da língua que nunca conseguiu aprender, mas sabia que ela daria um jeito quando estivessem por lá. Pigarreou exageradamente quando viu a mesma garota de sempre se aproximar com um sorriso grande. Coçou a barba só para tentar disfarçar a vontade de rir quando surgiu. Se Hunter parecia desconfortável antes, ele estava mais ainda naquele momento.
Hunter:
— Céus, Aron. Não seja tão exagerado. — Murmurou com uma vontade de rir, mas ainda assim só movendo a cabeça em negação. Estava colocando expectativa demais em um jantar qualquer. Assentiu, lembrava-se dos pais de Aron presente em algumas confraternizações. — É bom, tem que aproveitar a proximidade com eles. — Continuou assentindo, Hunter também costumava mandar os pais em viagens, mas raramente podia ir com eles para qualquer lugar que fosse. Embora houvesse uma sútil diferença entre poder e querer. Estava em pé, olhando as mesas quando a jovem se aproximou, era de fato muito bonita mas uns dez anos mais nova ou até um pouco mais. Não era para ser um problema, mas ela parecia bem direta e sempre lhe olhava com aquela cara de... — Boa tarde. — Disse enquanto ela tocava seu ombro para pedir que eles a seguissem, Hunter parecia até assustado, não tinha tato para lidar com moças que o intimidavam como ela. Logo tinha retardado os passos para que fosse Aron entre os dois, não mantinha sequer o contato visual na hora de puxar a mesa e agradecer com um aceno o cardápio que ela lhe entregou, esperou que se afastasse para encarar o colega de trabalho. — Nem uma palavra, Bjarnason.
Aron Bjarnason:
— Só a verdade. — Ok, talvez estivesse realmente exagerando com tudo aquilo, mas ainda achava que era um progresso e tanto ele ter aceitado sair com alguém quando só trabalhava. — Vai ser um fim de semana pra conhecer gente que não conheci em uma vida. O que pode dar errado? — Sabia que não seria tempo suficiente, mas naquele momento era o que conseguia. E se gostasse de lá poderia voltar depois. Momentos como aquele davam uma vontade absurda de começar a rir e as caras de Hunter não ajudavam para que se mantivesse sério. Provavelmente já estava começando a ficar vermelho de tanto segurar a risada. Sabia que ele esperava que passasse a frente e ficasse entre os dois, poderia não ter feito aquilo, mas passou a frente dele. Mal havia aberto o cardápio quando ouviu o comentário dele. A vontade de rir ainda estava ali e daquela vez não conseguiu se manter quieto. — Qual o problema, Burke? Ela é bonita!
Hunter:
Hunter abriu a boca, estava disposto a começar a falar o tanto de coisas que poderia dar errado quando notou que era uma retórica, então passou a controlar a própria vergonha e se certificar de que ia conseguir ignorar as investidas que a menina dava e jurava que era com Aron também, ou acabaria nunca mais indo até lá. Correu os olhos para conferir o cardápio, ainda que até naquilo o rapaz parecesse seguir um padrão e já soubesse na ponta da língua qual era o pedido que faria. — Eu sei que é. — Murmurou com um sorriso de lado e então colocou o cardápio na ponta da mesa, deu de ombros e olhou de soslaio na direção da mulher. — Eu não lembro mais como são essas coisas. — Se referia a flerte, passeios, investidas. Como homem, tinha suas necessidades físicas, mas era quase raro sentir algo assim e fazia muitos meses desde a ultima vez. — Fala de mim, mas é solteiro, não? A menos que você e a Rookie.... — Brincou, dando uma alteada da sobrancelha para alfinetar ainda mais. Fez um pequeno sinal, chamando um outro garçom para vir atendê-los, mas a menina pareceu ver também.
Aron Bjarnason:
Não achava que ele responderia, mas achou ter visto ele fazer como se fosse falar alguma coisa e até teria feito algum comentário sobre aquilo, mas como não tinha certeza achou que seria melhor ficar quieto. Voltou a olhar para o moreno quando o ouviu falar alguma coisa sobre a garota, não se dando ao trabalho de voltar a olhar para o cardápio depois porque já tinha decidido o que iria querer. Ia perguntar qual era o problema, mas não foi preciso já que aconteceu uma continuidade na fala. — E você sabe que se afundar no trabalho não ajuda em nada. — Poderia ter sido uma pergunta, mas sabia que não precisava ser porque Hunter tinha consciência daquilo. Ou pelo menos deveria. — Como vou conseguir trabalhar em paz agora que você sabe do meu caso com ela? — Falou como se realmente estivesse preocupado com aquilo. — A falta de sexo está atrapalhando seus julgamentos. Estou solteiro, mas isso não significa que eu sou um monge. — A garota quase correu para passar a frente do homem que tinha sido chamado para ir até a mesa deles e quase riu por aquilo. — Cara, sério, faz alguma coisa. Não vai morrer se tentar.
Hunter:
Hunter apenas sorriu, aquele sorriso de quem concorda com ele mas falar isso em voz alta vai contra seus princípios. Abaixou o olhar pra própria mão, o celular não parava no bolso, mas ele se recusava a olhar todas as mensagens ou chamados em seu horário de almoço. Isso sim era importante. Mesmo com a confirmação, sabia que era brincadeira, Rookie tinha uma personalidade muito peculiar. Não era o tipo de pessoa com quem Aron parecia se dar muito bem. — Oh, claro.... — Falou para a atendente que se aproximou. — Um executivo de filé ao molho madeira, obrigado. — A viu anotar seu pedido e olhar pra Aron a espera do dele. Claro que manteve a discrição até que ele tivesse pedido, iria pedir um suco natural de laranja mas ela foi mais rápida em sacar seu desejo quando Hunter apenas concordou. Pela primeira vez manteve o olhar fixo ao da atendente, causando até um pequeno rubor em sua face ao que ela finalizou e se afastou. — Também não sou um monge eu só, ando um pouco ocupado. — Se sentia nervoso com isso, sua última perda ainda era recente demais ou ele que trabalhou demais e não se permitiu encarar as tão preciosas fases do luto. Era complicado, se visto dessa forma. — Okay, você venceu. Eu vou levar aquela garota que é a filhinha de alguém.... Pra sair. — Ressaltou o quão mais nova aquela moça deveria ser. Mas acabou sorrindo mesmo assim, Aron sempre lhe reservava alguns bons desafios.
Aron Bjarnason:
Quando a garota se aproximou esperava que ele fizesse alguma coisa, ainda que a maior parte de si acreditasse que ele não faria nada além do pedido e só não reagiu a aquilo porque tinha sido olhado por ela antes de pedir o que queria. Provavelmente teria começado a rir do fato de ele ter ficado corado, ainda que fosse pouco, se a situação fosse diferente e não estivesse esperando que ele falasse alguma coisa a mais além do pedido. Qualquer coisa. Ela se afastou e a resposta dele veio. — Eu sei. O problema é que você está sempre muito ocupado, e aí você acaba virando um. — Sabia o que tinha acontecido para que ele ficasse daquele jeito, quando conheceu Burke ele já estava noivo. Não tinha encontrado com a moça tantas vezes assim, mas lembrava dela, sabia que ele não falava sobre assunto e o evitava sempre que possível então nem tentou trazer o tópico a conversa. Revirou os olhos. Era incrível como aquele tempo parecia ter tirado totalmente toda e qualquer habilidade que Hunter tinha para aquele tipo de coisa. — Se você não pensar nela como a "filhinha de alguém" vai te ajudar bastante. — Já era uma grande coisa ele ter falado aquilo, mesmo que não fosse fazer nada, pelo menos era algo.
Hunter:
— Acho que tem razão. E eu não vou falar isso duas vezes, ficou péssimo saindo da minha boca. — Hunter até fez uma careta de quem havia provado de um gosto ruim e agora estava precisando se livrar disso. Claro que não era sério, mas as pequenas implicâncias eram algo natural entre eles. Olhava para a moça atendendo outras mesas e tinha que admitir que ela era de fato muito bonita. Seus olhos mantiveram-se fixos a ela até que por fim ele deu uma risada baixa e voltou a encarar Aron. — Se ela tiver menos de 21... É pedofilia, você sabe. — Pontuou aquilo, mesmo que em tom baixo e abriu espaço na mesa quando ela veio com as entradas que consistiam nas bebidas e salada. A garota lhe olhou mais uma vez e Hunter passou a língua pelos lábios. — Escuta...hm... Soube que vai inaugurar uma cafeteria no Belle Vale, gostaria de ir comigo? — Sim, ele fez aquilo na frente de Aron e sem o menor tato de como convidar alguém pra sair. A garota pareceu confusa já que nunca nem trocou palavras que não necessárias com ela. " Claro.. Eu.." Hunter assentiu antes que ela terminasse. — Okay. Me de seu número, mais tarde combinamos. — Ela quase tropeçou em seus passos, mas conseguiu dar as costas a eles e ir se afastar. Hunter pegou os talheres. Enquanto jogava apenas um pouco de azeite sobre sua salada. — E então. Esta bom assim pra você? — Sorriu de canto, abaixando o olhar e pegando os talheres pra começar a comer.
Aron Bjarnason:
Olhou para ele em falso choque. Sua expressão era de pura falsidade e exagero. — Devia ter me avisado que eu gravava você falando isso! — Falou quase como se estivesse seriamente revoltado por ter perdido aquele momento único. Mas mesmo assim ainda poderia o lembrar daquilo sempre que possível, mesmo que só para implicar. — Claro que eu sei, mas as chances de ela ter menos de 21 são pequenas. — Respondeu antes que ela pudesse chegar a mesa deles. Não esperava aquilo. Não esperava mesmo que ele fosse realmente chamar a garota para sair. Achava que ele ia fazer como nas outras vezes e só evitar que acontecesse. Não sabia se ria da reação dela ou olhava para Hunter como se tivesse surgido um par novo de olhos na cara dele. — Acho que agora é o momento apropriado pra eu chorar de emoção. — Respondeu se ocupando em pegar um dos saquinhos de sal pra colocar na salada.
.
Hunter:
— Não, não mesmo.... Não podemos ter provas. — Murmurou aquilo, enquanto colocava um punhado de salada na boca e mastigava com um ar todo convencido. Foi assim que ele continuou após a ida da moça embora, evitando os olhares ou julgamentos que vinham de Aron conseguinte. Seu sorriso se manteve estreito e ele acabou por tomar um pouco do seu suco antes de cobrir a boca com o punho cerrado e dessa forma esperar até que tivesse engolido. Pensou em mencionar o fato que seu interesse por mulheres era baixo, quase nulo. Mas ele parecia empolgado demais com aquilo pra que iria tirar isso dele? Os pratos principais chegaram, junto deles um pequeno guardanapo com o telefone em tinta azul. — Oh céus. — Mostrou o detalhe, não via um daqueles desde a formatura no instituto Federal? Quem dava o número em pedaços de guardanapo? Meu deus. Hunter riu, mas guardou no bolso puxando seu prato e aspirando o cheiro maravilhoso do alimento antes de afastar o prato da salada e dar início ao que realmente importava.
Aron Bjarnason:
O desapontamento foi tão falso e exagerado quanto o choque anterior. Quase como se tivesse perdido a oportunidade de uma vida que não aconteceria novamente. Aquela cena não durou muito tempo, principalmente porque não tinha necessidade de, então tão rápido tinha começado já tinha terminado e a atenção se voltou para a comida. O silêncio existindo entre os dois até que os pratos principais chegassem e, junto do de Hunter, o que ele deduziu ser o telefone da garota já que ele riu e guardou o que parecia ser um guardanapo no bolso. — Se ela te passou o número pelo guardanapo, temos uma prova de que ela com certeza é maior de idade e as vezes é até mais velha que você. — Comentou mantendo a seriedade enquanto terminava com a salada antes de trocar de prato.
Hunter:
— Tirou um peso enorme da minha consciência. — Só disse quando terminou de comer mais da metade de seu prato. Ainda estava com a atenção desviada para a comida. Entre alguns goles e garfadas que ele voltava a olhar pra Aron. — Então você cumpre o estilo que gosta de ser solteiro? — Perguntou, como quem não queria nada com aquele sorriso de canto. Aron não parecia o tipo que não se compromissava com alguém, mas podia estar enganado. Tomou mais um pouco do suco e apoiou os braços na mesa, enquanto dava uma pequena pausa. Manteve-se encarando Aron e riu. — Não sei não, acho que se preocupa comigo, para que eu não me preocupe com você.
Aron Bjarnason:
— De nada. — Respondeu mesmo que não tivesse escutado um agradecimento da parte dele. O silêncio entre eles enquanto comiam não foi um problema. Voltou a atenção para Hunter quando o ouviu falando novamente. — Até que uma opção melhor apareça eu não vejo porque não. — Foi sincero. Já tinha namorado algumas vezes, mas nada que ele achasse que valesse a pena ir para frente, então nenhum durou muito tempo. Não entendeu a risada dele, aparentemente sem motivo, até que ele falasse. — E você se preocuparia comigo por que...? — Até onde sabia, não era ele quem tinha problemas em socializar e deixava de fazer coisas por causa do trabalho então não conseguia ver nenhum problema imediato. Deixou que as costas encontrassem o encosto da cadeira mais uma vez enquanto pegava o copo e esperava por uma resposta.
Hunter:
— O que seria uma opção melhor? — Indagou cortando seu último pedaço de carne em dois pedaços, mastigou bem o primeiro enquanto juntava o pouco de acompanhamento que restava, também colocou na boca ao que eu deu de ombros, pegou o guardanapo ao lado para limpar o excesso oleoso da boca antes de voltar a encarar o colega de trabalho. — Não é isso que amigos fazem? Se preocupam com o bem estar de saúde ou social? — Perguntou aquilo com um tom divertido, porque era o que Aron fazia consigo. Colocou o último pedaço de carne na boca e juntou sua louça, a afastando para limpar a boca novamente. Ainda havia suco, e ele bebeu o que restava primeiro antes de também colocar o copo sobre a mesa. Como de costume, tirou o aparelho do bolso e conferiu o andamento das coisas, eram inúmeras mensagens sempre se tratando dos casos que estavam vigentes em seu departamento.
Aron Bjarnason:
— Alguém com quem desse vontade de ficar mais de uma noite. Ou de quase dois meses. — Porque aqueles eram, praticamente, os dois únicos tempos que ele conhecia quando o assunto era aquele. Não tinha tanta comida mais no prato, até poderia terminar com o que tinha ali, mas não queria, então deixou ali, só ajeitando os talheres no prato. — É... Mas vou adiantar as coisas pra você e tirar uma mais uma coisa da sua cabeça: eu 'tô bem. — Não que tivesse algum problema em falar sobre sua vida, mas, naquele momento, as coisas que tinha que resolver ou o incomodavam fora do trabalho, não precisavam ser compartilhadas porque não eram grandes para causar um incômodo a ponto de precisar falar com alguém. Os dois já tinham acabado então procurou por algum dos funcionários para sinalizar que queriam a conta. O copo vazio foi deixado na mesa mais uma vez, o guardanapo sendo pego para ser usado uma última vez enquanto esperava.
Hunter:
— Eu acho que você não vai encontrar, desculpa a sinceridade. Mas no nosso ramo, romances estão fora de questão. — Falou isso com o bom humor costumeiro, queria rir até. Se parasse pra realmente pensar em Katerine e como o trabalho prejudicou o que tinham, seria um problema e tanto, mas agora depois de tantos anos, ele estava realmente aprendendo a ignorar ou não dar tanta autonomia a mágoa do passado. — Sim, sim... eu acredito. — Assumiu logo, grato por ele ter pedido a conta, que veio em uma cadernetinha. O rapaz veio sem saber a quem entregar, e Hunter tratou logo de pegar. Ainda tinha aquele costume de ser quem pagava quando o convite era seu. E bem, ele podia se dar esses pequenos luxos. conferiu o valor. Levantou-se com a mesma, para irem em direção a saída, onde havia um pequeno balcão para ser quitado antes de finalmente saírem.
Aron Bjarnason:
— Devia falar isso pra minha mãe, não pra mim. — Não esperava realmente conseguir nada que durasse muito tempo por causa do trabalho. A menos que fosse com alguém de dentro mas sabia que aquilo nem sempre era uma boa idéia e terminava com tudo certo e bem então não estava exatamente nos planos, apesar de ter sua mãe reclamando daquilo quase que constantemente. Até tentou pegar a conta, mas Hunter tinha sido mais rápido e poderia reclamar com ele, mas sabia que seria inútil e perda de tempo e fez o que era mais fácil naquela situação. Acompanhou ele até onde o pagamento seria feito e não demorou muito para que estivessem do lado de fora novamente. — Vai parar pra comprar café ou vai voltar direto? — A cafeteria não era tão longe assim do prédio o que fazia com que ele e a maior parte dos outros comprasse quase sempre ali.
Hunter:
— E perder aquele olhar brilhante e sorriso maravilhoso quando ela me vê? — Não que tivesse um contato imenso com a família do amigo, mas já tinha visto e falado com ele o suficiente para conseguir notar uma pequena afeição para consigo e Hunter também os tinha como parte até mesmo de sua família. Por isso abriu um sorriso meio de canto e meneou a cabeça em negação. — Prefiro bancar o cupido. — Disse aquilo com um sorriso mais aberto. Talvez devessem tentar Lily do departamento de narcóticos, ela sempre parecia muito receptiva quando via o loiro. Seus olhos se mantiveram concentrados nas passadas, mesmo porque Aron parecia ter lido a sua mente e o fato de não atravessarem ainda devia ter deixado isso em evidência, por isso ele apenas continuou o assunto. — Eu conheci o rapaz de quem falei, divertido, inteligente e... Fofo, eu diria. — Olhou o amigo de canto.
Aron Bjarnason:
Não era uma pergunta que precisasse ser respondida, então não disse nada, só segurou o que seria uma risada pelo comentário dele. — É agora que eu começo a me preocupar ou...? — Se referia ao comentário dele sobre ser o cupido. Não falava sério e o tom de voz que usou deixou aquilo claro. A falta de resposta em relação ao café o fez entender que ele iria parar na cafeteria também, então só continuou o caminho até lá. Desviou o olhar do caminho para ele por alguns instantes quando o ouviu falar. — Fofo? — Não era exatamente o termo que ele usaria normalmente, mas Hunter as vezes era meio estranho então não estranhava. Era para ter sido um pensamento mas acabou falando e esperaria por uma resposta. — E como foi?
Hunter:
— Se preocupar? Ah, sem essa. — Falou todo animado, porque ia colocar até mesmo a Rookie naquele envolvimento todo no que dependesse dele, no fim da semana ele já estaria casado. Okay, sem a pate dos exageros e aquela maldade interna, ele sorriu de ladinho. Ele olhou quando ouviu ele perguntar, e imaginou o porquê dele ter feito isso, mas é que não tinha como definir melhor o que o tal rapaz fora consigo. Deu de ombros, mas não com descaso e sim pra mostrar que também era difícil pra ele entender as razões disso. Entretanto, ele chegou na cafeteria, ali também tinha uma porta de vidro, mas havia um outro senhor abrindo-a no momento e ao notar os dois agentes, fez questão de dar a passagem. Hunter agradeceu com um movimento da cabeça e logo adentrou o lugar. — Foi interessante, comemos algo juntos e conversamos ele me convidou para uma apresentação de stand up. Quer ir? É na sexta. — Havia uma fila de umas sete outras pessoas sendo mais duas agentes que estavam ali para o mesmo, eles já iam direito ao caixa e dali mesmo faziam o pedido, então, Hunter virou-se de frente pra Aron enquanto aguardavam.
Aron Bjarnason:
— Zero de preocupação agora, com certeza. — Ironizou. Não estava tão preocupado assim com o que ele poderia fazer, apesar de achar que devia só para garantir que Hunter não daria uma de tia louca casamenteira e tentasse o juntar com a primeira pessoa disponivel que aparecesse. Talvez estivesse exagerando um pouco, mas nunca sabia o que esperar. Não foi preciso mais do que alguns passos para que estivesse na fila enquanto ouvia ele falar sobre como tinha sido. Não parecia ruim, apesar de não se lembrar de ter ido a um show de stand up antes, mas ainda gastou algum tempo antes de voltar a falar. — Deixa ver se eu entendi: você saiu com o cara, foi legal, ele te chamou pra sair de novo e você chamou uma terceira pessoa, eu no caso. Não sei, posso estar errado, mas acho que tem alguma coisa que não está batendo direito nas contas. — Não tinha o menor problema em ir junto, mas a parte do junto, muito provavelmente, só duraria até que encontrassem com o outro.
Hunter:
— Viu, estamos começando a nos entender devidamente. — Brincou, e seu tom de cinismo garantia deixar as coisas meio suspeitas demais, ainda assim, aquele sorrisinho ainda estava na cara mesmo quando o ouviu falar aquilo. Era um show com platéia, então não era bem como se fosse estar sozinho com o outro cara não é? Mas a hipótese levantada pelo outro tinha lhe feito parar pra pensar. O outro também vinha se oferecendo para ir na sua casa ou outras coisas que envolvessem Hunter. Ele foi fazendo uma careta de quem também estava ligando os pontos e eles começaram a se tornar uma imagem e tanto. — Você acha que... oh. — Era estranho, não se lembrava da última vez que alguém tinha ficado afim de si. A detetive da narcóticos e uma amiga pegou seu copo e passaram ao lado da fila. "Oi, Aron", se houvesse uma tecnologia para ver a arte que acompanha o som da fala, com toda certeza a cafeteria estaria cheia de corações. — É, oi Aron. — disse baixo depois que ela já tinha se afastado e com aquela vozinha implicante antes de rir e se virar, eram os próximos.
Aron Bjarnason:
Concordou com ele ainda que achasse que alguma coisa podia dar errado naquela história toda. Esperava que ele tivesse entendido sem que precisasse explicar e conforme ele ia parecendo entender, deixou que o sorriso com ar de quem já sabia daquilo antes crescesse. Claro que Hunter sabia de mais coisas do que ele envolvendo o assunto mas, pelo pouco que sabia, não precisava pensar muito para chegar a aquela conclusão. — Eu tenho quase certeza. Pode culpar isso nos seus puppy eyes se quiser. — Sabia que ele provavelmente reclamaria daquilo depois, mas não estava ligando. Respondeu a colega de trabalho quando ouviu que falava com ele e talvez, mas só talvez, tivesse olhado para trás depois que ela passou. Esperava algum comentário implicante da parte do outro e quando o ouviu imitando ela e rindo, revirou os olhos. — Quieto, Buker.
Hunter:
— Nos meus, o que? — Nossa, ele não sabia se queria rir ou apenas achar ruim como o outro falou, mas acabou sorrindo e meneando a cabeça em negação. Céus, ele devia começar a ser mais atencioso com certas coisas senão ia acabar se colocando em mais problemas do que de fato precisava. De toda forma, a fila estava diminuindo e ele ia andando para mais perto do balcão enquanto o outro seguia a mulher. — Aposto que ela ia adorar ser a senhora Bjarnasson. — Retomou o assunto dele, apenas porque não queria manter o foco em si. Chegou no balcão e pediu um cappuccino grande para viagem, afinal, ainda precisavam voltar para o escritório, já deixando em aberto o espaço para que ele pedisse também.
Aron Bjarnason:
— Essa sua cara de filhote de cachorro perdido. — Não que tivesse sido exatamente aquilo que tinha dito antes, mas não ligou. As vezes se perguntava como ele conseguia ser tão devagar para entender coisas simples como aquela. Precisou dar alguns passos para frente para que pudesse chegar perto do balcão e só fez aquilo quando ela tinha deixado a loja. — Pode continuar apostando o que quiser, não vai acontecer. — Não tinha trocado muito mais do que meia dúzia de palavras com ela fora das necessidades do trabalho, mas não negaria que ela era bonita. Poderia ter pedido o expresso, mas precisava voltar ao trabalho ainda e, mesmo que não fosse a primeira opção, pediu um cappuccino pequeno pra viagem. A espera pelas bebidas não levando nem cinco minutos após o pagamento.
Hunter:
— Não sei do que está falando. — Murmurou todo certo daquilo, ao tempo em que sorria meio de lado. Pegou o copo e se despediu da funcionária que já estava pra lá de acostumada com sua presença ali. — De toda forma... Nosso verdadeiro amor está esperando. — Se referiu ao trabalho, podia chamar de casamento que era mais apropriado para a situação. Hunter riu baixo e o celular tocou chamando para um novo trabalho. Rodou os olhos, estavam já na rua e indo para a faixa de travessia quando viu os carros pretos estacionados na frente da sede. — Amo meu trabalho. — Ironizou devido a ter acabado de almoçar e com certeza as viaturas iriam voar. — Não acabamos, meu caro. — Falou pra Aron com aquele riso meio descarado de quem tinha muito o que encher o saco ainda mas mesmo assim ele afastou-se do amigo para ir sentar no carro.
@msd-bjarnason