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Breakeven - The Scripts.
handsome devil <3
Jared Padalecki from the Gilmore Girls’ EW Featurette.
deanplease:
the hair flip at the end of the tire flip
cheddarpopcorn:
𝚡
lunch break
com Hunter E. Burke e Maddox Stymest.
gênero Cotidiano classificação Livre Observações: Momento em que duas pessoas de personalidades bem opostas desfrutam de uma conversa rápida em uma lanchonete qualquer. \ público.
Burke:
Já estava dentro do carro quando os tuítes foram trocados, Hunter estava com a cabeça cheia e por mais que seu vício consistisse em resolver tudo ainda dentro daquela sala da sede, aquele era um dia que queria uma desculpa para sair por aí. Encarava o couro do volante de seu Lifan enquanto algum carro tinha quebrado bem na mão em que ele dirigia, por vezes podia desviar os olhos para o celular por conta do trânsito completamente parado, mas quando enfim a pista foi liberada ele largou o aparelho no assento ao lado do seu. Ainda dirigindo, ele afrouxava o nó da gravata e soltava os botões de seu camisa social, apenas três deles para dar um ar menos sério. Dobrou as mangas compridas da camisa até a altura dos tríceps, embora redobrasse a atenção na direção por conta disso. Parou o carro em uma vaguinha que coincida com a frente da tal lanchonete que Maddox estava. Desceu do carro, e após ativar o alarme é que ele deu a volta, atravessando a rua para procurar com o olhar o outro. Tinha visto poucas fotos de Maddox até o presente momento, por isso o receio ao se aproximou de alguém com gesso na mão, foi ao tocar o ombro de tal, que este se virou para si e ele notou que tinha errado e feio. — Ma... — Fechou a boca antes que a vergonha aumentasse, a pessoa estava esperando a razão de ser incomodada e ele sinalizou um pedido de licença como se de tantos lugares, precisasse passar justamente por ali para entrar.
Mad Stymest:
Guardou o celular no bolso, o ato simples fluiu de forma mais hábil embora de modo geral ainda pudesse ser considerado um tanto desengonçado. Ter de usar a mão esquerda como dominante nos últimos dias vinha sendo um desafio, mexeu os dedos anelar e mínimo a enfermeira quis lhe lançar uma expressão severa mas acabou sorriso quando Mad fez cara de criança abandonada. Ela repetiu o dito pelo médico minutos atrás ‘Não abuse’. _ Não vou, eu juro. - Respondeu o tatuado com uma falsa cara inocente. Após umas últimas recomendações ele saiu do hospital, a camisa preta de mangas compridas era uma boa escolha para omitir o gesso, no entanto não foi uma opção genial para o dia de remover a estrutura branca. Maddox caminhou os dois quarteirões que separavam a cafeteria do hospital, tentou dar tapas com a mão esquerda nas manchas brancas, mas as marcas de gesso permaneceram inabaláveis no tecido. Cumprimentou a garçonete conhecida e sentou na mesa do canto como era de seu costume, o lugar era pequeno com móveis de madeira escura, tudo no lugar tinha um ar meio retrô. A comida ali era deliciosa e por isso Maddox frequentava o lugar mesmo que ir ali lhe fizesse sair do seu distrito. O lugar estava movimentado naquele dia, o sociólogo aceitou o cardápio e não alugou a garçonete conhecida com um papo aleatório e desnecessário, a mulher tinha que ir ganhar suas merecidas gorjetas. Mad pensava se deveria pedir logo algo ou esperar pelo seu convidado. Ouvir um carro estacionado lá fora lhe fez erguer a cabeça, viu pela janela de vitrais desenhados o homem alto sair o carro. Se plano rápido era esperar o outro passar pela portinha com sino antes de chamá-lo, porém a cena que viu se desenrolar nos segundos seguintes foi mais divertida para ser impedida. O diabinho que morava no ombro de Maddox lhe mandou apenas continuar sentado e apreciar. Viu Hunter cutucar o ombro de um desconhecido, Mad riu baixo e continuou assistindo de onde estava a situação constrangedora que o outro passava. Abanou a cabeça antes de levantar e bastava isso, levantar, para que seu esconderijo na mesa no canto da cafeteria fosse revelado. O tatuado nem chegou a chamar pelo nome do outro homem, mas a expressão em seu rosto deixava bem evidente que estava rindo. O gesto simples com a mão boa, indicava a cadeira vaga em sua mesa.
Burke:
Foi notável na expressão do falso Mad que ele não tinha ficado feliz em abrir passagem quando havia muito espaço ao redor que Burke podia usar, mas a firmeza no olhar do homem foi o que garantiu aquele afastamento digno de um sorriso amigável de ambos como sinal de agradecimento. Era realmente uma pena o agente ser alguém tão expressivo porque mesmo para quem nunca havia lhe visto, fora fácil notar que ele segurou um riso por ter escapado tão majestosamente do desconforto. Ainda assim, aquilo em nada se comparava com o moldar conseguinte de sua face. O franzir sútil do cenho causava aquela faceta de pobre coitado que acabara de ser injustiçado pelo destino. Dramas a parte, tal porque nem fazia o feitio do britânico, ele seguiu adiante quase como se não tivesse ficado desconfortável com o pequeno mico que pagou. Apenas caminhou e correu os olhos pelo lugar e lá estava ele, com aquela expressão de quem havia adorado a pequena vergonha alheia. Burke se aproximou, o altear da sobrancelha foi quase tão cômico quanto o estreitar dos lábios com um pouco de força ao tempo em que ele esticou a mão para tocar a de Mad em um cumprimento básico. — Eu imaginei, ahn, ele está com a mão engessada, passando por uns perrengues por que não fazê-lo sorrir, não é? — Claro que não passava de uma desculpa bem esfarrapada, nem Burke acreditaria em algo tão ruim. — Hunter, mas acho que essa parte você já sabe. — A outra mão afastou um pouco a cadeira que lhe foi indicada para que pudesse colocar seu corpo ali e finalmente se sentar. Engraçado como a fome que ele achava não ter, começava a dar as caras, talvez fosse o ambiente.
Mad Stymest:
_Deu para perceber que todos seus movimentos são friamente calculado.- Comentou com um meio riso, apertou a mão do mais alto respondendo ao cumprimento meio formal._Maddox, prefiro Mad.- Voltou a sentar e passou para Hunter o cardápio sobressalente. _ Retirei o gesso hoje. - Disse erguendo a mão machucada os dedos indicador e médio estavam presos a uma estrutura curta que misturava metal, bandagens e um gesso. O braço e dedos livres ainda estava sujo, com um aspecto de pó branco e a pele parecia ‘amassada’ todavia era perceptível que o dano mais grave recaia apenas sob os dedos recobertos. Maddox fez um cara de enjoo para a mão avariada, ele definitivamente não gostava de olhar para ferimentos e coisas do gênero, principalmente os seus. Quando seu irmão se dava mal em alguma briga, o mais velho dos gêmeos não se importava em cuidar por uns dias que outro estivesse comendo direito ou em deixar Derek confortável, entretanto Mad não trocava bandagens ou fazia pontos caseiro, nem fodendo. Voltou a descer a mão, que desagradava ao olhar. Forçou um sorriso e foi sua vez de ficar um pouco sem graça, já que achou ter feito o outro perder um pouco do apetite. Trocou rápido de assunto para preencher o silêncio minimo._ Terminei de escrever o texto, apresento o stand up na sexta. Você ainda vai não é? - Havia trocado poucos tweets com Hunter, não conhecia o outro tão bem mas as roupas formais que este usava indicava a Mad que risadas eram uma boa proposta para as horas de folga do mais alto._Eu não sei bem o que você faz. - Falou olhando a gravata frouxa. O castanho tinha feito piada sobre andares em uma viatura de polícia, mas Hunter não usava o uniforme padrão dos policiais. “Talvez ele seja detetive?” o pensamento cruzou sua mente tendo apenas como base o fato que em séries de Tv, os detetives não usavam uniformes. Deu os ombros mentalmente, Maddox nunca esteve perto de uma investigador ou detetive, apenas não fazia ideia se estava certo ou errado em seu palpites sobre o outro. Hunter podia até ser um vendedor de carros.
Burke:
Ele deixou um mínimo sorriso aparecer, algo que confirmava que ele tinha razão, ainda que a frase dele fosse tão irônica quanto ele fingir que estavam falando a realidade. A mão foi de encontro ao cardápio que já passou a conferir assim que lhe foi entregue apenas pela ansiedade já que ainda não conhecia o lugar. — Chega a ser um alívio a diferença no peso, não é? — Ah, Hunter bem conhecia os sintomas de dedos quebrados ou coisas similares, embora há tempos não precisasse de nada do tipo, desviou seu olhar para a mão dele e questionou-se da razão do ocorrido. Não lembrava de ter essa informação, e olhar que sua memória era realmente funcional. — O que houve? Brigas? — Seu tom mesclava um pouco de curiosidade e um pouco de receio, tudo o que não precisava era ter a imagem do rapaz a sua frente manchada já que ele vinha se mostrando alguém... diferente da maioria dos conhecidos.
Os olhos que ágeis haviam retornado para o cardápio, que repousou sobre a mesa ao ter ideia do que pretendia pedir, agora voltaram a atenção totalmente para Mad. — Oh, sim... Não me esqueci disso, vou. Pretendo até levar alguns colegas de trabalho para lhe dar algum apoio. Se não se importar, claro. — Seriam todos pagantes e para um show, era bom que a platéia crescesse. Um dos atendentes estava passando no momento e Hunter conseguiu fazer um movimento discreto, recebendo um alerta de que ele logo viria. Agradeceu com um movimento de cabeça e em seguida abriu um sorriso mais claro. — Ah sim, se eu disser, vou ter que te matar. — Manteve um contato visual direto, Hunter tinha facilidade em fazer brincadeiras com uma expressão séria e até nervosa se preciso fosse. — Sou agente de segurança. — Era uma forma de não assustar as pessoas logo de cara, um agente de segurança podia variar em vários patamares e citar ser um federal não parecia realmente muito amigável. — Já escolheu? — Se preocupou, ao notar que o atendente se aproximava para coletar os pedidos.
Mad Stymest:
_É estranho. - Comentou, movia os dedos tentando se acostumar a recente liberdade. Abanou a cabeça um riso baixo lhe escapou, pintar a si mesmo em uma briga era um cena destoante, sim ele sabia se defender e brigou algumas vezes na infância, mas não era um constante em sua vida._Nah, caí andando de skate. Ando desde criança e a essa altura as demais pessoas podem achar que eu saberia fazer um aterrissagem em caso de abortar a missão, mas aparentemente meu cérebro não entende como funciona aquela coisa chamada gravidade. - Viu o gesto do outro, Mad voltou a passar os olhos no cardápio embora já conhecesse bem a culinária do lugar. Ouvir que Hunter chamou colegas para a apresentação lhe fez sorrir._ Obrigado, estou meio nervoso porque não sou ator e pelo que meu amigo explicou a maior dos caras que fazer stand up lá, são atores e comediantes de verdade. - Respirou fundo antes de completar._ Conseguia arrancar algumas risadas enquanto explicava teorias comportamentais as sete da manhã, acho que vou me sair bem lá. Qualquer coisa, pelo menos o cachê é garantido que leve para casa. Havia decidi por um sanduíche de croissant, uma famosa receita do lugar, Mad não tinha ideia de que molho eles usavam, mas era gostoso. Quando a conversa foi para o trabalho do outro, os olhos azuis miraram o mais alto de um jeito curioso._ Espião da rainha! - Chutou em um sussurro rápido, quase imediatamente após a ‘ameaça de morte’ que Hunter havia feito. Pensou um instante após profissão secreta do outro ser revelada, não era tão legal quanto ser um espião mas Maddox não ligou muito. _Legal, Agente 13. - Apelido surgiu veio naturalmente._Já e você o que vai pedir? Quase tudo aqui é bem gostoso, só não a torta de couve flor daqui. Provavelmente, porque eu não gosto de couve flor. - Falou divertido, a companhia do outro não era ruim.
Burke:
Não disse, mas aquele curvar da sobrancelha parecia mesmo um sinal de quem concordava. — Não viu quando é na perna, parece que ela fica mais fina e leve. — Na realidade, era justamente o que acontecia mas ele disse aquilo de uma maneira muito mais exagerada. Assentiu, para evidenciar que estava prestando atenção e provavelmente aquela era a veia cômica pela qual ele havia sido convidado a fazer standup. Hunter não se impediu, e acabou soltando um riso divertido enquanto concordou. — Skate... Existe poucas coisas na vida que eu não tenha tido coragem. Skate e parkour foram duas delas... Me sinto frustrado com isso até hoje. — Colocou a mão sobre o peito, quem via se convencia mesmo daquele imenso pesar. Apesar que em momentos de perseguição ele acabava fazendo algo similar ao segundo sem qualquer preparo que não a adrenalina do momento. Mad por rede social era mais assustador, quer dizer, não que Hunter tivesse medo dele apenas se sentia intimidado com a forma que ele poderia lhe tratar. Arriscou mesmo assim e agora estavam diante um ao outro em um papo agradável e extremamente fácil. — Sim. Soube disso também, mas acho que comediante só precisa ter a veia pra isso, você parece ter... Qualquer um que arranque risada as sete da manhã, devia ser considerado um talento nato, meu caro. — Brincou, usando um tom de exagero que influenciou um riso breve, baixo e soprado. De toda forma, só iam conseguir a certeza daquilo no dia que estava por vir e claro que estava otimista e esperava que não se decepcionasse com a apresentação dele. Conseguinte, seu ar foi de descrença, tendo alguns segundos onde tentava se colocar naquela posição. Mad lhe pareceu como uma criança sonhadora, mas não disse isso. Meneou a cabeça em negação ao que curvou mais sobre a mesa. — Não é tão legal. Mas também cuido das necessidades na rainha. — Nah, não, apenas do país em geral. Mas também não citaria essa parte. Ele não disse nada quanto ao apelido, porque gostava realmente de coisas assim é ser chamado de agente era ótimo quando a metade da cidade só parecia saber a palavra "policial". — Ah sim. — Riu mais um pouco, o rapaz parando ao lado da mesa e anotando enquanto Hunter ditava a sua parte. Um suco de laranja natural e obviamente sem gelo, junto de pedaço de torta de frango com espinafre que o lugar dispunha. Quandl acabou, fez um sinal para que Mad também fizesse o pedido e o rapaz pareceu se voltar pra ele também.
Mad Stymest:
Maddox era desastrado e era comum exibir hematomas nas canelas ou antebraço por sua falta de noção espacial, no entanto aquela era a primeira vez na vida em que acabou com algum osso precisando de conserto, por isso não tinha ideia se a história que a pernas engessadas se tornam finas porém deu crédito ao que outro dizia. _ Foram, porque embora o isso não seja um bom cartão de apresentação. - Começou a dizer voltando a erguer a mão de dedos quebrados um instante. _Você acaba de ganhar um novo excepcional tutor na milenar artes de ficar em pé sob um tábua com rodinha, popularmente conhecida como skate e nem tente fugir porque agora quero te ver em um skate. - O tom deixa claro que o comentário de Hunter foi uma brincadeira, porém a cena na cabeça de Mad pareceu boa demais para não ser reproduzida na vida real, o homem grandão sob um skatinho de plastico só de imaginar um riso já se desenhava na boca do tatuado. _ Quanto ao parkour, se quiser seguro sua mão enquanto você pula de um banquinho, não precisa mais que isso porque a vaga para spider man da marvel já foi preenchida mesmo, então whatever. Agradeceu em um aceno de cabeça o elogio ao seu poder de arrancar algumas risadas._ Parei de lecionar acho que há dois meses, mas se esbarro com algum aluno do campus sei que vou ser chamado de professor. - Deu os ombros, não lhe incomodava o título ou ser reconhecido por seus ex-alunos. _Ok James Bond, vamos fingir que não foi a rainha quem lhe deu aquele carro. - Brincou já trocando de referência. Seu pedido para o lanche foi o sanduíche de croissant com refrigerante, passou a mão esquerda sob os fios escuros seu cabelo crescia em um ritmo assombroso. _ Estou com saudade de pilotar minha moto. - Lamentou, a quebra dos dedos havia freado sua nova rotina, teve que adiar por tempo indeterminado sua idas ao haras próximo da cidade, como aprenderia a montar cavalos sem sua mão dominante? Por outro lado o incidente gerou material para escrever uma divertido ponto de vista, com a entonação correta provavelmente Mad conseguiria algumas risadas.
Burke:
Foi notável como a expressão estava de tranquila, passou para confusa, em seguida curiosa e por fim assustada naquelas mínimas frações de segundo que logo o fez estreitar o olhar, franzir o cenho e negar com um movimento do rosto quase exagerado senão pelo sorriso que deixava tudo meio cômico em excesso. O compreendimento resultava em seu quase medo quando adolescente, se é que conseguia se lembrar exatamente do porque não tinha tido coragem. — Ah, não... Seria uma cena no mínimo trágica, não tenho mais idade pra aprender algo assim. — Bobagem, seu condicionamento físico ainda era o mesmo senão melhor do que quando mais novo. Entretanto, não conseguia se encaixar aquela cena mesmo quando tentava criar ela em sua cabeça. Logo, todo aquele efeito reflexo a ideia dele transformou-se em um riso que expunha a arcada dentária clara do agente. — Oh, essa sim, ótima... Podemos fazer agora mesmo, estou precisando de um pouco de adrenalina. — Também usou um pouco de ironia, com um riso curto. Tinha desviado o olhar da cena entre eles para fitar um pequeno evento onde uma moça pareceu esbarrar na quina de uma mesa por distração, nada que derrubasse ou causasse grande comoção, o que também não manteve ele distraído. — Ah sim, lembro que comentou algo referente. Qual sua matéria? — Maddox parecia novo para um professor universitário, o que devia garantir uma graduação especializada em uma faculdade de qualidade, despertando mais interesse do agente quanto a vida do futuro comediante. — Ei, não fale assim... Foi uma das coisas mais suadas que eu já comprei. — Ah, mas se tivesse sido um presente da rainha com certeza o seu carinho pelo mesmo seria ainda maior. Agora que certo que a companhia alheia lhe agradava também, encostou-se de forma mais relaxada contra o encosto da cadeira. Um braço esticado sobre o tampo da mesa, com a ponta dos dedos mexendo no porta guardanapos. — Skate, moto... — Pensou alto, na realidade. A figura jovem de Mad era um contraste absurdo com a sua, o que tornava o encontro entre eles bem diferente. — Não parece levar mais do que quatro semanas agora, não? Acho que se for um louco consegue pilotar, mas provavelmente tomaria alguma multa. — Brincou, mas Hunter também teve a fase de paixão por motos e seus modelos, por isso o olhou com extremo interesse ao perguntar: — Qual o modelo?
Mad Stymest:
Mad abanou a cabeça em descrença, era bem óbvio que o homem à sua frente estava longe do sedentarismo, a cabeleira castanha longa não exibia nem mesmo um fio cinza. A expressão de sua opinião era ao poucos desenhou em seu rosto. _ Aham, claro vovô, não esqueça de colocar seu aparelho auditivo quando formos às suas aulas de skate. Você vai. - Deu um riso curto quando o outro aceitou a proposta de um salto radical do ‘alto’ de um banquinho. Se focou em seu lanche e deu algumas mordidas, quando sua boca estava livre voltou a encarar o outro. _ Ensinava sociologia, mas não me formei aqui. Me formei na terra dos Yankees. - Concordou com um aceno de cabeça ao ouvir o comentário sobre o carro. _ Parece mesmo um excelente carro, bem bonito. Meu irmão tem um Chevy Impala 67, é um puta carro mas tenho quase certeza que o Derek lambe as rodas daquele carro quando ninguém está olhando. - Riu do que ele mesmo havia dito, duvidava que irmão tivesse mecanofilia ou qualquer tara parecida entretanto era divertido implicar com o mais novo mesmo este não estando por perto. Ao ouvir seus hobbies sendo enumerados Maddox arqueou a sobrancelha esquerda. Normalmente era repreendido por alguns amigos por ainda gostar tanto de skate mesmo na idade em que estava a resposta malcriada já semi-pronta na ponta da língua, Mad normalmente era educado e divertido porém não gostava de críticas quando ao que escolhia fazer com sua vida. Relaxou um tanto quando a constatação do outro pareceu mais para divertida que um censura._Vou esperar uns dias mas se der, vou tentar sim pilotar. Qualquer coisa ligo para um 007 que conheço vir me salvar da polícia. - Riu antes de responder de prontidão o modelo de sua amada._ Softail deluxe, azul com branco.
Burke:
— Oi, levar meu armamento de tiro? — Falou brincando usando a mesma sonoridade das palavras para fingir que era mesmo surdo, mas seu riso entregava tudo. — Okay, já topei isso, você sabe. — Disse logo, embora temesse um pouco a ideia da tábua sobre rodas, tinha que lidar com aquilo se não queria se sentir meio banal. Alguém que pula na frente de balas não pode se acovardar diante a um skate certo? Não, ele estava morrendo de medo. Ainda assim, o tempo que o outro levou para comer também foi apreciado pelo maior que o usou para o mesmo fim, estava acostumado a ter pouco tempo para isso, então logo acabou com o que tinha pedido para si. — Ow, mate, isso não parece nada saudável. — falou rindo, associando a imagem do irmão do outro lambendo os pneus e tendo que mexer a cabeça para tirar aquela cena mental. Sorriu, seus olhos estreitando-se com um pouco em meio a isso e voltando a soltar o peso no encosto de modo a ficar mais confortável. — Eu também sou bem apegado ao meu carro, mas acho que não é pra tanto, não tenho muito apego material. — Riu, porque sempre acaba fazendo quando ele o chamava daquela forma, resolvendo aceitar de vez o apelido e então assentir. — Não acho que se estiver errado ele vá te ajudar em alguma coisa, mas liga antes, quem sabe ele não te busca. É melhor, não é? — Questionou, mas antes de dar atenção seus olhos se abriam mais e ele quase suspirou de inveja pelo modelo citado. Afinal, harley, era sempre uma harley. — A propósito, qual é o nível de intimidade para andar na sua moto mesmo? — A pergunta soou cheia de segundas intenções para com a moto, óbvio e Burke sorriu, o celular vibrando em seu bolso e sendo retirado para ver a mensagem de urgência. — Eu preciso ir. — Já estava se levantando para pegar o dinheiro e cuidar das notas que pagaria pela refeição dos dois, Hunter tinha esse costume meio bobo.
Mad Stymest:
Abanou a cabeça pela piadinha sobre surdez, uma sombra de sorriso passava por seus lábios._ Acho bom mesmo, porque não se iluda pelo meu porte físico de um frango desnutrido, eu posso te arrastar ate um skate facilmente. - Seu olhar repassou pelo corpo de Hunter, ele era mais alto e tinha visivelmente mais músculos embaixo da camisa do que o tatuado deveria ter no corpo todo. _Ok, talvez não tão facilmente, porém ainda te arrastaria. - Admitiu. Bebeu um gole de sua coca enquanto o outro falava, o canudo que veio junto com a bebida foi deixado de lado pelo moreno, Mad tinha um quêzinho contra canudos. _ Não venha por a culpa em mim, pelo visto são vocês dois que compartilham fetiches automobilísticos e não eu, big guy. - Provocou, o número de apelidos que vinham a mente de Maddox sempre que conhecia alguém novo, e o mais importante gostava da pessoa novo, eram assombrosos. Sim ele amava achar o apelido perfeito para alguém. _007 vai deixar que eu me ferre? - Encarou os olhos do outro._Que decepção, destruiu minha infância agora. Onde foram parar o companheirismo, senso de dever cívico ou o simples fui com sua cara, vou te ajudar? - Fez um barulho de estalo com língua._Acho que vou começar a torcer pelo vilões agora.- Sua expressão era de profundo desapontamento assim como sua linguagem corporal, mas bastava olhar nos olhos de Mad para ver que ele se divertia com o que se passava ali na mesa._ Ah, olha aí o jogo virando.- Um sorriso sacana passou por sua boca._ Sabe o meu roommate de útero? O com fetiche por carros, pois é. Eu provavelmente tomaria um tiro sem questionar, para manter aquele ser inteiro e a salvo. - Falo com sinceridade, mas seu sorriso aumentou um pouco quando Maddox se inclinou sob a mesa, sua voz baixou de tom como se fosse contar um segredo. Os olhos azuis encaram os castanhos do homem a frente de havia acabado de conhecer._ Esse ser não tem autorização de encostar na minha moto sem supervisão, no máximo eu piloto e ele vai na garupa. Agora tendo tais informações, o que acha das suas chances 007 que acabou de alegar que não me salvaria? - O celular do castanho vibrou e Mad viu o outro ficar mais sério._ Pode deixar eu pag...- Hunter já havia posto o dinheiro sob a mesa e parecia pronto para partir._Tchau, se cuide. - Maddox não fazia ideia se a pressa repentina do outro envolve algo perigoso ou apenas alguma urgência burocrática e não cabia a ele questionar. Um sorriso singelo em despedida se formou nos labios de Mad._Tchau. -Repetiu.
@msd-mad
We're friends.
com Hunter Eddie Burke e Aron Bjarnason. Gênero: Cotidiano Classificação: Livre.
Observações: Apenas uma conversa entre amigos no horário do almoço. \ público
Hunter:
"Você entendeu?" Hunter olhava para o celular, ninguém na reunião se incomodava com isso, todos dependiam de seus aparelhos para tudo. Ainda assim, deviam manter a atenção em ambos se quisessem continuar com sua vaga intacta. O agente se levantou, empurrando a cadeira e atraindo o olhar. — Desculpe, tenho compromisso para o almoço. Continuem sem mim.— A conversa sobre a divisão de repartições continuava, ele não tinha problema com isso. Sua equipe era uma e iria continuar a mesma, como nos últimos anos.
Pegou o elevador, cumprimentado quem o dividiu consigo e soltou o terno para dar um ar mais despojado. A camisa era branca, e todo o restante preto inclusive gravata. Hunter estava mexendo nela quando parou ao lado do outro agente. — Sabe como é, aquele bla bla bla super interessante acaba sempre me prendendo. — De certa forma ele se importava sim com a parte burocrática mesmo quando não era preciso. — Vamos? — Indicou as portas giratórias da saída do prédio. Já estando com aquele ar meio desconfortável pelo lugar que resolveram ir.
Aron Bjarnason:
Estava trabalhando, teoricamente, mas estava. Tinha passado a maior parte da manhã tentando comprar as passagens e aquilo só levou mais tempo do que deveria porque as passagens de trem para Londres eram em horários muito distantes da hora do voo, mas acabou decidindo esperar por duas horas no aeroporto do que chegar tarde demais no outro país. Até porque não tinham tantos voos assim para a Islândia. Hunter estava em uma reunião, o que significava que precisaria esperar um pouco mais que o normal até que ele finalmente aparecesse. Tinha deixado aquela formalidade toda de terno e gravata para o outro, usaria só quando fosse necessário, mas a roupa social ainda era usada. — Posso imaginar como deve ter sido difícil pra você deixar aquela reunião tão divertida. — Não tinha nem metade da paciência do outro para aquelas coisas, então não pretendia deixar o que fazia tão cedo. O desconforto dele era visível e nem tinham chegado ao restaurante ainda. Aquilo quase o fez rir, mas só o acompanhou para fora do prédio. — Então, você prefere falar sobre o cara com quem vai se encontrar, os comentários que causou quando trocou a foto ou a garçonete que te deixa sem graça? — Perguntou quando já estavam fora do prédio. Ele provavelmente reclamaria, diria que não iria falar sobre nada daquilo e mudaria o assunto, mas perguntava pelo prazer de implicar.
Hunter:
Hunter riu, para um homem sério durante o trabalho até que seus risos eram fáceis quando estava em seus momentos de pausa. Evitava olhar para Aron, apenas porque o movimento no centro de Liverpool era alto, principalmente no horário de almoço. Ia andando com ele até uma das travessias, o restaurante era poucos metros do edifício de segurança nacional já podia até ser visto. — Fazem isso parecer um grande evento. Até parece que faz tempo que eu não saio com alguém. — Parou pra pensar e fazia de fato uns três anos desde a última vez? Céus, como ficava tanto tempo sozinho. Notou que ele também saberia disso e então pigarreou para puxar a atenção do amigo pra outra coisa. — Dia lindo hoje não é? — Era a sua forma de mudar de assunto, sorriu pra ele e chegou de frente ao restaurante que tinha sua porta de vidro com detalhes de madeira. O cheiro de comida que vinha do lugar era espetacular, ainda mais quando abriu a porta e indicou que ele passasse. Não em um gesto cavalheiro, longe de ser isso, mas apenas por ter chegado a porta primeiro. Era parte de sua educação inglesa. — Mas então, por que não me fala da sua viagem. Seu pai deve estar numa alegria única não é?
Aron Bjarnason:
Olhou entediado para ele quando pararam para esperar antes de atravessar. — Mas é um grande evento, tem sorte de a gente não querer fazer nada pra comemorar você largando o trabalho por uma pessoa depois de todo esse tempo. — Não sabia quanto tempo exatamente tinha aquilo, mas sabia que era o suficiente para ele ficar estranho as interações só por atração. Era claro que ele mudaria o assunto em algum momento, então, quando aconteceu, apenas riu. O caminho não era longo então logo chegaram ao restaurante. O movimento do lugar era relativamente grande por conta do horário, mas não achava que seria difícil conseguir um lugar para se sentarem. — Não sei nem se ele está dormindo direito. Deve ter uns quarenta anos que ele saiu de lá então voltar por um tempo está sendo ótimo pra ele. — Podia imaginar a mãe reclamando do frio e da língua que nunca conseguiu aprender, mas sabia que ela daria um jeito quando estivessem por lá. Pigarreou exageradamente quando viu a mesma garota de sempre se aproximar com um sorriso grande. Coçou a barba só para tentar disfarçar a vontade de rir quando surgiu. Se Hunter parecia desconfortável antes, ele estava mais ainda naquele momento.
Hunter:
— Céus, Aron. Não seja tão exagerado. — Murmurou com uma vontade de rir, mas ainda assim só movendo a cabeça em negação. Estava colocando expectativa demais em um jantar qualquer. Assentiu, lembrava-se dos pais de Aron presente em algumas confraternizações. — É bom, tem que aproveitar a proximidade com eles. — Continuou assentindo, Hunter também costumava mandar os pais em viagens, mas raramente podia ir com eles para qualquer lugar que fosse. Embora houvesse uma sútil diferença entre poder e querer. Estava em pé, olhando as mesas quando a jovem se aproximou, era de fato muito bonita mas uns dez anos mais nova ou até um pouco mais. Não era para ser um problema, mas ela parecia bem direta e sempre lhe olhava com aquela cara de... — Boa tarde. — Disse enquanto ela tocava seu ombro para pedir que eles a seguissem, Hunter parecia até assustado, não tinha tato para lidar com moças que o intimidavam como ela. Logo tinha retardado os passos para que fosse Aron entre os dois, não mantinha sequer o contato visual na hora de puxar a mesa e agradecer com um aceno o cardápio que ela lhe entregou, esperou que se afastasse para encarar o colega de trabalho. — Nem uma palavra, Bjarnason.
Aron Bjarnason:
— Só a verdade. — Ok, talvez estivesse realmente exagerando com tudo aquilo, mas ainda achava que era um progresso e tanto ele ter aceitado sair com alguém quando só trabalhava. — Vai ser um fim de semana pra conhecer gente que não conheci em uma vida. O que pode dar errado? — Sabia que não seria tempo suficiente, mas naquele momento era o que conseguia. E se gostasse de lá poderia voltar depois. Momentos como aquele davam uma vontade absurda de começar a rir e as caras de Hunter não ajudavam para que se mantivesse sério. Provavelmente já estava começando a ficar vermelho de tanto segurar a risada. Sabia que ele esperava que passasse a frente e ficasse entre os dois, poderia não ter feito aquilo, mas passou a frente dele. Mal havia aberto o cardápio quando ouviu o comentário dele. A vontade de rir ainda estava ali e daquela vez não conseguiu se manter quieto. — Qual o problema, Burke? Ela é bonita!
Hunter:
Hunter abriu a boca, estava disposto a começar a falar o tanto de coisas que poderia dar errado quando notou que era uma retórica, então passou a controlar a própria vergonha e se certificar de que ia conseguir ignorar as investidas que a menina dava e jurava que era com Aron também, ou acabaria nunca mais indo até lá. Correu os olhos para conferir o cardápio, ainda que até naquilo o rapaz parecesse seguir um padrão e já soubesse na ponta da língua qual era o pedido que faria. — Eu sei que é. — Murmurou com um sorriso de lado e então colocou o cardápio na ponta da mesa, deu de ombros e olhou de soslaio na direção da mulher. — Eu não lembro mais como são essas coisas. — Se referia a flerte, passeios, investidas. Como homem, tinha suas necessidades físicas, mas era quase raro sentir algo assim e fazia muitos meses desde a ultima vez. — Fala de mim, mas é solteiro, não? A menos que você e a Rookie.... — Brincou, dando uma alteada da sobrancelha para alfinetar ainda mais. Fez um pequeno sinal, chamando um outro garçom para vir atendê-los, mas a menina pareceu ver também.
Aron Bjarnason:
Não achava que ele responderia, mas achou ter visto ele fazer como se fosse falar alguma coisa e até teria feito algum comentário sobre aquilo, mas como não tinha certeza achou que seria melhor ficar quieto. Voltou a olhar para o moreno quando o ouviu falar alguma coisa sobre a garota, não se dando ao trabalho de voltar a olhar para o cardápio depois porque já tinha decidido o que iria querer. Ia perguntar qual era o problema, mas não foi preciso já que aconteceu uma continuidade na fala. — E você sabe que se afundar no trabalho não ajuda em nada. — Poderia ter sido uma pergunta, mas sabia que não precisava ser porque Hunter tinha consciência daquilo. Ou pelo menos deveria. — Como vou conseguir trabalhar em paz agora que você sabe do meu caso com ela? — Falou como se realmente estivesse preocupado com aquilo. — A falta de sexo está atrapalhando seus julgamentos. Estou solteiro, mas isso não significa que eu sou um monge. — A garota quase correu para passar a frente do homem que tinha sido chamado para ir até a mesa deles e quase riu por aquilo. — Cara, sério, faz alguma coisa. Não vai morrer se tentar.
Hunter:
Hunter apenas sorriu, aquele sorriso de quem concorda com ele mas falar isso em voz alta vai contra seus princípios. Abaixou o olhar pra própria mão, o celular não parava no bolso, mas ele se recusava a olhar todas as mensagens ou chamados em seu horário de almoço. Isso sim era importante. Mesmo com a confirmação, sabia que era brincadeira, Rookie tinha uma personalidade muito peculiar. Não era o tipo de pessoa com quem Aron parecia se dar muito bem. — Oh, claro.... — Falou para a atendente que se aproximou. — Um executivo de filé ao molho madeira, obrigado. — A viu anotar seu pedido e olhar pra Aron a espera do dele. Claro que manteve a discrição até que ele tivesse pedido, iria pedir um suco natural de laranja mas ela foi mais rápida em sacar seu desejo quando Hunter apenas concordou. Pela primeira vez manteve o olhar fixo ao da atendente, causando até um pequeno rubor em sua face ao que ela finalizou e se afastou. — Também não sou um monge eu só, ando um pouco ocupado. — Se sentia nervoso com isso, sua última perda ainda era recente demais ou ele que trabalhou demais e não se permitiu encarar as tão preciosas fases do luto. Era complicado, se visto dessa forma. — Okay, você venceu. Eu vou levar aquela garota que é a filhinha de alguém.... Pra sair. — Ressaltou o quão mais nova aquela moça deveria ser. Mas acabou sorrindo mesmo assim, Aron sempre lhe reservava alguns bons desafios.
Aron Bjarnason:
Quando a garota se aproximou esperava que ele fizesse alguma coisa, ainda que a maior parte de si acreditasse que ele não faria nada além do pedido e só não reagiu a aquilo porque tinha sido olhado por ela antes de pedir o que queria. Provavelmente teria começado a rir do fato de ele ter ficado corado, ainda que fosse pouco, se a situação fosse diferente e não estivesse esperando que ele falasse alguma coisa a mais além do pedido. Qualquer coisa. Ela se afastou e a resposta dele veio. — Eu sei. O problema é que você está sempre muito ocupado, e aí você acaba virando um. — Sabia o que tinha acontecido para que ele ficasse daquele jeito, quando conheceu Burke ele já estava noivo. Não tinha encontrado com a moça tantas vezes assim, mas lembrava dela, sabia que ele não falava sobre assunto e o evitava sempre que possível então nem tentou trazer o tópico a conversa. Revirou os olhos. Era incrível como aquele tempo parecia ter tirado totalmente toda e qualquer habilidade que Hunter tinha para aquele tipo de coisa. — Se você não pensar nela como a "filhinha de alguém" vai te ajudar bastante. — Já era uma grande coisa ele ter falado aquilo, mesmo que não fosse fazer nada, pelo menos era algo.
Hunter:
— Acho que tem razão. E eu não vou falar isso duas vezes, ficou péssimo saindo da minha boca. — Hunter até fez uma careta de quem havia provado de um gosto ruim e agora estava precisando se livrar disso. Claro que não era sério, mas as pequenas implicâncias eram algo natural entre eles. Olhava para a moça atendendo outras mesas e tinha que admitir que ela era de fato muito bonita. Seus olhos mantiveram-se fixos a ela até que por fim ele deu uma risada baixa e voltou a encarar Aron. — Se ela tiver menos de 21... É pedofilia, você sabe. — Pontuou aquilo, mesmo que em tom baixo e abriu espaço na mesa quando ela veio com as entradas que consistiam nas bebidas e salada. A garota lhe olhou mais uma vez e Hunter passou a língua pelos lábios. — Escuta...hm... Soube que vai inaugurar uma cafeteria no Belle Vale, gostaria de ir comigo? — Sim, ele fez aquilo na frente de Aron e sem o menor tato de como convidar alguém pra sair. A garota pareceu confusa já que nunca nem trocou palavras que não necessárias com ela. " Claro.. Eu.." Hunter assentiu antes que ela terminasse. — Okay. Me de seu número, mais tarde combinamos. — Ela quase tropeçou em seus passos, mas conseguiu dar as costas a eles e ir se afastar. Hunter pegou os talheres. Enquanto jogava apenas um pouco de azeite sobre sua salada. — E então. Esta bom assim pra você? — Sorriu de canto, abaixando o olhar e pegando os talheres pra começar a comer.
Aron Bjarnason:
Olhou para ele em falso choque. Sua expressão era de pura falsidade e exagero. — Devia ter me avisado que eu gravava você falando isso! — Falou quase como se estivesse seriamente revoltado por ter perdido aquele momento único. Mas mesmo assim ainda poderia o lembrar daquilo sempre que possível, mesmo que só para implicar. — Claro que eu sei, mas as chances de ela ter menos de 21 são pequenas. — Respondeu antes que ela pudesse chegar a mesa deles. Não esperava aquilo. Não esperava mesmo que ele fosse realmente chamar a garota para sair. Achava que ele ia fazer como nas outras vezes e só evitar que acontecesse. Não sabia se ria da reação dela ou olhava para Hunter como se tivesse surgido um par novo de olhos na cara dele. — Acho que agora é o momento apropriado pra eu chorar de emoção. — Respondeu se ocupando em pegar um dos saquinhos de sal pra colocar na salada. . Hunter:
— Não, não mesmo.... Não podemos ter provas. — Murmurou aquilo, enquanto colocava um punhado de salada na boca e mastigava com um ar todo convencido. Foi assim que ele continuou após a ida da moça embora, evitando os olhares ou julgamentos que vinham de Aron conseguinte. Seu sorriso se manteve estreito e ele acabou por tomar um pouco do seu suco antes de cobrir a boca com o punho cerrado e dessa forma esperar até que tivesse engolido. Pensou em mencionar o fato que seu interesse por mulheres era baixo, quase nulo. Mas ele parecia empolgado demais com aquilo pra que iria tirar isso dele? Os pratos principais chegaram, junto deles um pequeno guardanapo com o telefone em tinta azul. — Oh céus. — Mostrou o detalhe, não via um daqueles desde a formatura no instituto Federal? Quem dava o número em pedaços de guardanapo? Meu deus. Hunter riu, mas guardou no bolso puxando seu prato e aspirando o cheiro maravilhoso do alimento antes de afastar o prato da salada e dar início ao que realmente importava.
Aron Bjarnason:
O desapontamento foi tão falso e exagerado quanto o choque anterior. Quase como se tivesse perdido a oportunidade de uma vida que não aconteceria novamente. Aquela cena não durou muito tempo, principalmente porque não tinha necessidade de, então tão rápido tinha começado já tinha terminado e a atenção se voltou para a comida. O silêncio existindo entre os dois até que os pratos principais chegassem e, junto do de Hunter, o que ele deduziu ser o telefone da garota já que ele riu e guardou o que parecia ser um guardanapo no bolso. — Se ela te passou o número pelo guardanapo, temos uma prova de que ela com certeza é maior de idade e as vezes é até mais velha que você. — Comentou mantendo a seriedade enquanto terminava com a salada antes de trocar de prato.
Hunter:
— Tirou um peso enorme da minha consciência. — Só disse quando terminou de comer mais da metade de seu prato. Ainda estava com a atenção desviada para a comida. Entre alguns goles e garfadas que ele voltava a olhar pra Aron. — Então você cumpre o estilo que gosta de ser solteiro? — Perguntou, como quem não queria nada com aquele sorriso de canto. Aron não parecia o tipo que não se compromissava com alguém, mas podia estar enganado. Tomou mais um pouco do suco e apoiou os braços na mesa, enquanto dava uma pequena pausa. Manteve-se encarando Aron e riu. — Não sei não, acho que se preocupa comigo, para que eu não me preocupe com você.
Aron Bjarnason:
— De nada. — Respondeu mesmo que não tivesse escutado um agradecimento da parte dele. O silêncio entre eles enquanto comiam não foi um problema. Voltou a atenção para Hunter quando o ouviu falando novamente. — Até que uma opção melhor apareça eu não vejo porque não. — Foi sincero. Já tinha namorado algumas vezes, mas nada que ele achasse que valesse a pena ir para frente, então nenhum durou muito tempo. Não entendeu a risada dele, aparentemente sem motivo, até que ele falasse. — E você se preocuparia comigo por que...? — Até onde sabia, não era ele quem tinha problemas em socializar e deixava de fazer coisas por causa do trabalho então não conseguia ver nenhum problema imediato. Deixou que as costas encontrassem o encosto da cadeira mais uma vez enquanto pegava o copo e esperava por uma resposta.
Hunter:
— O que seria uma opção melhor? — Indagou cortando seu último pedaço de carne em dois pedaços, mastigou bem o primeiro enquanto juntava o pouco de acompanhamento que restava, também colocou na boca ao que eu deu de ombros, pegou o guardanapo ao lado para limpar o excesso oleoso da boca antes de voltar a encarar o colega de trabalho. — Não é isso que amigos fazem? Se preocupam com o bem estar de saúde ou social? — Perguntou aquilo com um tom divertido, porque era o que Aron fazia consigo. Colocou o último pedaço de carne na boca e juntou sua louça, a afastando para limpar a boca novamente. Ainda havia suco, e ele bebeu o que restava primeiro antes de também colocar o copo sobre a mesa. Como de costume, tirou o aparelho do bolso e conferiu o andamento das coisas, eram inúmeras mensagens sempre se tratando dos casos que estavam vigentes em seu departamento.
Aron Bjarnason:
— Alguém com quem desse vontade de ficar mais de uma noite. Ou de quase dois meses. — Porque aqueles eram, praticamente, os dois únicos tempos que ele conhecia quando o assunto era aquele. Não tinha tanta comida mais no prato, até poderia terminar com o que tinha ali, mas não queria, então deixou ali, só ajeitando os talheres no prato. — É... Mas vou adiantar as coisas pra você e tirar uma mais uma coisa da sua cabeça: eu 'tô bem. — Não que tivesse algum problema em falar sobre sua vida, mas, naquele momento, as coisas que tinha que resolver ou o incomodavam fora do trabalho, não precisavam ser compartilhadas porque não eram grandes para causar um incômodo a ponto de precisar falar com alguém. Os dois já tinham acabado então procurou por algum dos funcionários para sinalizar que queriam a conta. O copo vazio foi deixado na mesa mais uma vez, o guardanapo sendo pego para ser usado uma última vez enquanto esperava.
Hunter:
— Eu acho que você não vai encontrar, desculpa a sinceridade. Mas no nosso ramo, romances estão fora de questão. — Falou isso com o bom humor costumeiro, queria rir até. Se parasse pra realmente pensar em Katerine e como o trabalho prejudicou o que tinham, seria um problema e tanto, mas agora depois de tantos anos, ele estava realmente aprendendo a ignorar ou não dar tanta autonomia a mágoa do passado. — Sim, sim... eu acredito. — Assumiu logo, grato por ele ter pedido a conta, que veio em uma cadernetinha. O rapaz veio sem saber a quem entregar, e Hunter tratou logo de pegar. Ainda tinha aquele costume de ser quem pagava quando o convite era seu. E bem, ele podia se dar esses pequenos luxos. conferiu o valor. Levantou-se com a mesma, para irem em direção a saída, onde havia um pequeno balcão para ser quitado antes de finalmente saírem.
Aron Bjarnason:
— Devia falar isso pra minha mãe, não pra mim. — Não esperava realmente conseguir nada que durasse muito tempo por causa do trabalho. A menos que fosse com alguém de dentro mas sabia que aquilo nem sempre era uma boa idéia e terminava com tudo certo e bem então não estava exatamente nos planos, apesar de ter sua mãe reclamando daquilo quase que constantemente. Até tentou pegar a conta, mas Hunter tinha sido mais rápido e poderia reclamar com ele, mas sabia que seria inútil e perda de tempo e fez o que era mais fácil naquela situação. Acompanhou ele até onde o pagamento seria feito e não demorou muito para que estivessem do lado de fora novamente. — Vai parar pra comprar café ou vai voltar direto? — A cafeteria não era tão longe assim do prédio o que fazia com que ele e a maior parte dos outros comprasse quase sempre ali.
Hunter:
— E perder aquele olhar brilhante e sorriso maravilhoso quando ela me vê? — Não que tivesse um contato imenso com a família do amigo, mas já tinha visto e falado com ele o suficiente para conseguir notar uma pequena afeição para consigo e Hunter também os tinha como parte até mesmo de sua família. Por isso abriu um sorriso meio de canto e meneou a cabeça em negação. — Prefiro bancar o cupido. — Disse aquilo com um sorriso mais aberto. Talvez devessem tentar Lily do departamento de narcóticos, ela sempre parecia muito receptiva quando via o loiro. Seus olhos se mantiveram concentrados nas passadas, mesmo porque Aron parecia ter lido a sua mente e o fato de não atravessarem ainda devia ter deixado isso em evidência, por isso ele apenas continuou o assunto. — Eu conheci o rapaz de quem falei, divertido, inteligente e... Fofo, eu diria. — Olhou o amigo de canto.
Aron Bjarnason:
Não era uma pergunta que precisasse ser respondida, então não disse nada, só segurou o que seria uma risada pelo comentário dele. — É agora que eu começo a me preocupar ou...? — Se referia ao comentário dele sobre ser o cupido. Não falava sério e o tom de voz que usou deixou aquilo claro. A falta de resposta em relação ao café o fez entender que ele iria parar na cafeteria também, então só continuou o caminho até lá. Desviou o olhar do caminho para ele por alguns instantes quando o ouviu falar. — Fofo? — Não era exatamente o termo que ele usaria normalmente, mas Hunter as vezes era meio estranho então não estranhava. Era para ter sido um pensamento mas acabou falando e esperaria por uma resposta. — E como foi?
Hunter:
— Se preocupar? Ah, sem essa. — Falou todo animado, porque ia colocar até mesmo a Rookie naquele envolvimento todo no que dependesse dele, no fim da semana ele já estaria casado. Okay, sem a pate dos exageros e aquela maldade interna, ele sorriu de ladinho. Ele olhou quando ouviu ele perguntar, e imaginou o porquê dele ter feito isso, mas é que não tinha como definir melhor o que o tal rapaz fora consigo. Deu de ombros, mas não com descaso e sim pra mostrar que também era difícil pra ele entender as razões disso. Entretanto, ele chegou na cafeteria, ali também tinha uma porta de vidro, mas havia um outro senhor abrindo-a no momento e ao notar os dois agentes, fez questão de dar a passagem. Hunter agradeceu com um movimento da cabeça e logo adentrou o lugar. — Foi interessante, comemos algo juntos e conversamos ele me convidou para uma apresentação de stand up. Quer ir? É na sexta. — Havia uma fila de umas sete outras pessoas sendo mais duas agentes que estavam ali para o mesmo, eles já iam direito ao caixa e dali mesmo faziam o pedido, então, Hunter virou-se de frente pra Aron enquanto aguardavam.
Aron Bjarnason:
— Zero de preocupação agora, com certeza. — Ironizou. Não estava tão preocupado assim com o que ele poderia fazer, apesar de achar que devia só para garantir que Hunter não daria uma de tia louca casamenteira e tentasse o juntar com a primeira pessoa disponivel que aparecesse. Talvez estivesse exagerando um pouco, mas nunca sabia o que esperar. Não foi preciso mais do que alguns passos para que estivesse na fila enquanto ouvia ele falar sobre como tinha sido. Não parecia ruim, apesar de não se lembrar de ter ido a um show de stand up antes, mas ainda gastou algum tempo antes de voltar a falar. — Deixa ver se eu entendi: você saiu com o cara, foi legal, ele te chamou pra sair de novo e você chamou uma terceira pessoa, eu no caso. Não sei, posso estar errado, mas acho que tem alguma coisa que não está batendo direito nas contas. — Não tinha o menor problema em ir junto, mas a parte do junto, muito provavelmente, só duraria até que encontrassem com o outro.
Hunter:
— Viu, estamos começando a nos entender devidamente. — Brincou, e seu tom de cinismo garantia deixar as coisas meio suspeitas demais, ainda assim, aquele sorrisinho ainda estava na cara mesmo quando o ouviu falar aquilo. Era um show com platéia, então não era bem como se fosse estar sozinho com o outro cara não é? Mas a hipótese levantada pelo outro tinha lhe feito parar pra pensar. O outro também vinha se oferecendo para ir na sua casa ou outras coisas que envolvessem Hunter. Ele foi fazendo uma careta de quem também estava ligando os pontos e eles começaram a se tornar uma imagem e tanto. — Você acha que... oh. — Era estranho, não se lembrava da última vez que alguém tinha ficado afim de si. A detetive da narcóticos e uma amiga pegou seu copo e passaram ao lado da fila. "Oi, Aron", se houvesse uma tecnologia para ver a arte que acompanha o som da fala, com toda certeza a cafeteria estaria cheia de corações. — É, oi Aron. — disse baixo depois que ela já tinha se afastado e com aquela vozinha implicante antes de rir e se virar, eram os próximos.
Aron Bjarnason:
Concordou com ele ainda que achasse que alguma coisa podia dar errado naquela história toda. Esperava que ele tivesse entendido sem que precisasse explicar e conforme ele ia parecendo entender, deixou que o sorriso com ar de quem já sabia daquilo antes crescesse. Claro que Hunter sabia de mais coisas do que ele envolvendo o assunto mas, pelo pouco que sabia, não precisava pensar muito para chegar a aquela conclusão. — Eu tenho quase certeza. Pode culpar isso nos seus puppy eyes se quiser. — Sabia que ele provavelmente reclamaria daquilo depois, mas não estava ligando. Respondeu a colega de trabalho quando ouviu que falava com ele e talvez, mas só talvez, tivesse olhado para trás depois que ela passou. Esperava algum comentário implicante da parte do outro e quando o ouviu imitando ela e rindo, revirou os olhos. — Quieto, Buker.
Hunter:
— Nos meus, o que? — Nossa, ele não sabia se queria rir ou apenas achar ruim como o outro falou, mas acabou sorrindo e meneando a cabeça em negação. Céus, ele devia começar a ser mais atencioso com certas coisas senão ia acabar se colocando em mais problemas do que de fato precisava. De toda forma, a fila estava diminuindo e ele ia andando para mais perto do balcão enquanto o outro seguia a mulher. — Aposto que ela ia adorar ser a senhora Bjarnasson. — Retomou o assunto dele, apenas porque não queria manter o foco em si. Chegou no balcão e pediu um cappuccino grande para viagem, afinal, ainda precisavam voltar para o escritório, já deixando em aberto o espaço para que ele pedisse também.
Aron Bjarnason:
— Essa sua cara de filhote de cachorro perdido. — Não que tivesse sido exatamente aquilo que tinha dito antes, mas não ligou. As vezes se perguntava como ele conseguia ser tão devagar para entender coisas simples como aquela. Precisou dar alguns passos para frente para que pudesse chegar perto do balcão e só fez aquilo quando ela tinha deixado a loja. — Pode continuar apostando o que quiser, não vai acontecer. — Não tinha trocado muito mais do que meia dúzia de palavras com ela fora das necessidades do trabalho, mas não negaria que ela era bonita. Poderia ter pedido o expresso, mas precisava voltar ao trabalho ainda e, mesmo que não fosse a primeira opção, pediu um cappuccino pequeno pra viagem. A espera pelas bebidas não levando nem cinco minutos após o pagamento.
Hunter:
— Não sei do que está falando. — Murmurou todo certo daquilo, ao tempo em que sorria meio de lado. Pegou o copo e se despediu da funcionária que já estava pra lá de acostumada com sua presença ali. — De toda forma... Nosso verdadeiro amor está esperando. — Se referiu ao trabalho, podia chamar de casamento que era mais apropriado para a situação. Hunter riu baixo e o celular tocou chamando para um novo trabalho. Rodou os olhos, estavam já na rua e indo para a faixa de travessia quando viu os carros pretos estacionados na frente da sede. — Amo meu trabalho. — Ironizou devido a ter acabado de almoçar e com certeza as viaturas iriam voar. — Não acabamos, meu caro. — Falou pra Aron com aquele riso meio descarado de quem tinha muito o que encher o saco ainda mas mesmo assim ele afastou-se do amigo para ir sentar no carro. @msd-bjarnason
9mm hollow point bullet fired into a block of ballistic gel.
Flintlock hunting carbine from either Bavaria or Austria, circa 1740′s.
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ughjarpad:
he is an actual ray of sunshine ☼




