Ando pela rua aliviado. Um peso havia acabado de sair dos meus ombros. É iniciozinho de tarde e acabo de sair de uma reunião com minhas três supervisoras. E cada uma acima da outra. Eu não gosto muito dessas reuniões devido ao clima que exalas na sala. As três são competitivas entre si ao extremo, mas extremamente profissionais. O que me deixa espaço para crescer e inovar. Graças à Santinha. Elas haviam aprovado meus esboços da coleção teen e iam aprimora-los, claro. Aquela ideia fora de Gisele. Uma coleção teen, expandir o mercado da Chanel. E ia ser ótimo. O fato de eu fazer parte daquilo é magico. Estou nas nuvens. Nada pode me trazer para baixo. Exceto uma coisa. Entro na cafeteria e vou para a fila. Olho em volta procurando um acento para tomar depois de pegar meu café e o vejo. Meu sorriso vacila e me sinto meio tonto. Quase derrubo meu caderno e meu casaco, que segue pendurado no meu braço. Matt continua lindo. Havia um tempo que não o vejo. Mas algo em mim se aqueceu e me fez querer me aproximar. Mas não podia. Virei meu rosto e meu corpo, de modo a proteger minha identidade e torço para que ele não me reconheça ou olhe para essa direção.
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Matheus havia acabado de acordar e como sempre foi em sua cafeteria preferida tomar o seu chá — era o que bebia todas as manhãs, já que café não era uma de suas coisas favoritas no mundo. Pediu um chai latte, provavelmente a bebida sem álcool que ele mais gostava, e sentou naquela mesa, pedindo internamente para não ser interrompido por fãs ou papparazzis. Sua surpresa foi ver que quem acabará de entrar não queria sua companhia, escondendo seu rosto para fugir das vistas de Matt, o que para o rapaz deixava ainda mais divertido o ato de aborda-lo. “Hey, Ky, você deveria aprender a se esconder melhor.” A frase implicante saiu, com um sorriso em seu rosto e um aceno convidativo, esperando que Kyle cedesse e fosse sentar em sua mesa. Sabia que para o outro o relacionamento era desgastante mas para ele era um tanto divertido e, embora soubesse que era egoísta e maldoso de sua parte, gostava de ver que o ‘amigo’ ainda ficava mexido com sua presença.


















