Prof. Nívea Cerqueira (Educação Física)
Grupo: O que te fez optar pela docência?
Nívea: “Minha trajetória no mundo do trabalho não se iniciou na docência. Eu vim de espaços de trabalho subalternizados, terminando a formação do ensino médio para compor a renda familiar. Porém à docência sempre esteve no bojo do meu desejo pessoal, podendo ser um viés de transformação da minha vida, dos meus e das pessoas que passam pelo meu caminho. Essa referência com a docência vem das experiências que temos como estudantes, com pessoas que nos referenciaram. Enxergando o profissional docente como impactante na nossa vida, desejando nos aproximar para mudar aquilo que a gente não concorda ou seguir como espelho, ou seja, transformando ou mudando. Onde nenhuma outra profissão lhe traz uma aproximação tão real quanto à docência. Transversalizando nossa existência, quando aos 6 anos já somos inseridos na escola até na vida adulta. Sendo a única profissão que tem sistematicamente influencia na nossa vida.” (CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: Houveram referências de uma mulher negra ou de um homem negro que marcaram a sua trajetória?
Nívea: Tive várias referências, mas não necessariamente na área de Educação Física, pois é uma área muito complicada. Depois que começamos a fazer novas reflexões, fazemos elos com nossas trajetórias de vida. Eu resgato hoje, pois naquela época não era possível fazer essa leitura, pois todas as formas discriminatórias eram muito socialmente aceitas. Hoje a gente tem uma leitura do que era aquilo. Já tive uma professora que eu não lembro o nome dela, mas já tive vontade de retornar à escola para descobrir. Era uma professora de Educação Física, sendo uma mulher gorda, negra, altiva, tendo uma presença muito marcante. Onde na época, a educação física não era universal assim como é hoje, onde todo mundo está matriculado por turma, ela era por grupo. Nós que éramos a “sobrinha”, éramos destinados à fazer com essa professora. Hoje é possível fazer essas leituras. E foi importante ter essa passagem por ela, estando na condição de aluno, vendo como ela era percebida pelos seus colegas. Como as pessoas, à partir de ações discriminatórias mesmo no lugar de estudante, foram reforçadas. O gueto do gueto praticando internamente as discriminações.” (CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: Em frente a todos os percalços encontrados na sua caminhada, você acha que o trabalho está dando algum significado a sua vida?
Nívea: A entrevistada não se sentiu confortável em responder a seguinte pergunta.
Grupo: Quais dificuldades encontrou no processo de formação e quais ainda encontra pra permanecer na docência?
Nívea: O meu processo de formação foi primeiro a inserção na Universidade. Sendo o primeiro desafio, você atravessar essa barreira de ser um estudante que trabalhava e ao mesmo tempo estudar, onde se inserir na Universidade era difícil. Em que a Universidade Pública era a única opção viável, eu não tinha interesse e não tinha recursos para estar em outro espaço que não fosse esse. Na formação, no percurso, pra mim que era uma estudante que já tinha família, tinha as complexidades de ser mãe, num universo de colegas mais jovens, que só faziam exclusivamente estudar, enquanto tínhamos que nos dividir entre o trabalho, a maternidade e os estudos. Mas também isso para minha turma especificamente, que foi uma turma de muito acolhimento, foi um processo de formação de mão dupla. Eu também consegui agregar referência na vida deles, tendo que lidar comigo, uma mulher que tem uma experiência de vida, que teve que exercer vários papéis ao mesmo tempo. Enquanto eles estavam construindo a sua vida num ritmo mais formal, cada coisa ao seu tempo. E eu na dinâmica de tudo ao mesmo tempo. Conciliar esses papéis simultaneamente foi o mais desafiador.” (CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: E agora, como professora, como docente, quais as dificuldades que você encontra pra exercer seu papel dentro desse e de qualquer outro espaço que esteja relacionado à sua profissão?
Nívea: Acho que a conjuntura que a gente tá. De perseguição sistemática a atividade docente, porque o lugar que estava reservado para docência no Brasil era um lugar de desprestigio. Então era um lugar de falta de reconhecimento, onde o professor não é valorizado. A figura do professor não é valorizada nem no ponto de vista remuneratório e nem no ponto de vista simbólico. Era esse o lugar. Alguma coisa aconteceu que deu uma guinada nessa leitura da atividade docente, ela ganhou uma visibilidade no sentido de dizer que ela não é mais um “zero à esquerda”. Ela é alvo de uma ofensiva massiva, de uma sociedade que vê hoje o professor como inimigo. Essa guinada é bem recente e tem acelerado à cada dia que passa. Em cada espaço que a gente propõe, a cada espaço que a gente atue, em cada dinâmica que a gente queira se inserir. Tá muito complexo hoje o ser docente no Brasil, nesta conjuntura, porque hoje você é um alvo. Sendo uma mudança completamente danosa. Enquanto a necessidade do desprestígio, tanto nas questões salariais quanto remuneratórias, e a questão simbólica, a gente tinha uma outra luta. A luta era por sobrevivência, de você ter uma dignidade, em atuar em espaços que não fossem adoecedores, salários dignos que permitissem a gente ter acesso a cultura, lazer, a livros, a uma formação mais rica. Que concebesse uma atividade como intelectual, não só braçal; uma atividade que não se faz só com giz e quadro. Estamos saindo desse espaço para um lugar de não poder falar, que é uma atividade prioritária do professor. Onde a transmissão de conhecimento se dá, principalmente, pelo diálogo. E até esse direito de falar, expor e provocar, está sendo severamente combatido. Algumas pautas à serem colocadas então, extremamente complicadas.” (CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: Dentro desse cenário, onde o docente de uma forma geral ele acaba sendo perseguido, existe algum recorte específico quando a gente tá falando sobre mulher negra dentro da docência?
Nívea: Na minha área de Educação Física, dentro do bojo das disciplinas escolares, nesse formato é possível você ver e mesmo no Instituto Federal não poderia ser diferente, pois é um currículo bastante denso. Havendo a disputa por aluno aqui, sendo algo presente. Não só o tempo de sala de aula, mas o tempo que ele está se dedicando e aprofundando o conhecimento. Nessa disputa dentro das disciplinas, há uma estratificação das áreas do conhecimento. A gente tá dentro do Instituto Federal, em que têm as disciplinas técnicas, as disciplinas de núcleo comum. De certa forma, dentro das possibilidades que os estudantes têm pra organizar sua vida normativa, seus processos avaliativos, os seus aprofundamentos de estudos, algumas disciplinas elas requerem mais atenção do que outras. Só que isso já é algo esperado, percebendo dentro dessa dinâmica um outro viés, que os estudantes que já tendem a fazer essa estratificação, se tornando bastante acentuada a partir do interlocutor. Ou seja, a partir do professor que está mediando. É algo que eu percebo, pois tudo se desloca, pois não é só o componente curricular que vai dar esse tom, que vai dar o tom do compromisso do estudante com seus afazeres e compromissos com a disciplina. Tem um outro viés que percebe que influencia. É no trato no cotidiano do professor, a gente sente a negligência, aquele tratamento que lhe dispensa em tudo que você propõe como docente. Ele não requer o mesmo cuidado e a mesma atenção, onde o recorte não é só curricular. Podendo ter outros vieses que podem estar pautando isso. Não é só pela disciplina, não é só porque é Educação Física. É possível que se tenha um outro recorte nessa estratificação que é feita, não posso te dizer com segurança, mas eu já percebi, já senti esse desconforto e também já pautei. Eu percebo que o esforço que eu tenho que fazer é muito maior do que meus colegas tem que fazer na situação, inclusive em outros campus. Havendo um recorte racial e de gênero. Como por exemplo, por que eu não arbitro no Interclasse? Eu não arbitro de jeito nenhum. Já foi algo que eu já fiz, tendo uma experiência negativa. Em situações de hipercompetitividade, os ânimos culturalmente costumam se exaltar. É natural que se fique emocionado. Mas essa linha em que você tá ali de cabeça quente, que você não fez uma leitura de que aquilo era uma falta, que aquilo foi injusto, ela é muito mais incisiva do que com um colega homem branco. Essa experiência eu já tive e não vou mais me submeter à isso, em nenhuma circunstância. Com a exceção se for num espaço de aula, porém não num espaço de competição mesmo, em que o seu racional ele dá uma segurada e o emocional aflora com mais liberdade. Ai que vem os atos falhos, onde as pessoas se sentem mais livres para cometer a violência, sob a justificativa de estar de “cabeça quente”. Mas você sabe que também tem esse recorte.” (CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: Você tem contato com outros professores e professoras de outros campus na mesma situação que você, né? Que presenciam também essa diferença de tom quando ta dentro da sala de aula. Num ambiente mais competitivo.
Nívea: A leitura é porque é educação física, não é uma leitura de que é porque é mulher e sobretudo uma mulher negra, sempre tem um outro recorte e a gente meio que se inconformou porque historicamente a disciplina de educação física sempre teve esse lugar, a gente também foi se conformando. Então, esse exercício de apontar que há outros recortes e há outras estratificações é um exercício que a gente tem que pautar ainda, tem que jogar um facho de luz pra poder expor, porque se a gente não falar as violências que a gente sofre, a priore, qualquer outro colega sofreria, então, não é algo ainda muito discutido. A gente tem agora a partir desse último concurso(do IFBA), a gente já tem ingressos de colegas por cotas raciais em todas as áreas do conhecimento. Talvez, isso seja algo que fortaleça, daqui pra frente, essas discussões, mas ainda é algo a se conquistar, não tem muito dado elemento pra gente. O que eu falo para vocês é o feeling(sentimento), do meu cotidiano da minha experiência.(CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: Existe alguma rede de apoio para mulheres negras docentes? Se sim, como isso influencia no seu trabalho? Se não, como você acha que poderia influenciar?
Nívea: No IFBA não tem. Desde o ano passado, outubro do ano passado, houve um movimento de um grupo de colegas em que chamou pra reunião para discutir a questão racial no IFBA e aí eu vi no facebook, ia ter uma primeira reunião e eu fui pra lá, pra conhecer, né, do que que se tratava e ela falou "não porque a gente ta começando agora, é nossa primeira reunião e a gente entende que tem que se pautar isso" e ali nasceu o movimento IFBA Negro, em outubro do ano passado. A partir dali a gente começou a se reunir, não é um grupo exclusivo de mulheres, mas a gente começou a discutir essa perspectiva racial dentro do IFBA. Nesses encontros, a gente construiu um documento e esse documento pautou as políticas afirmativas para a comunidade inteira a gente não tá falando só de cotas raciais para ingressantes seja ela em qualquer modalidade de ensino, a gente ta falando de políticas afirmativas no IFBA como um todo, muito mais abrangente, inclusive nos desenhos institucionais como é que as políticas afirmativas elas são ratificadas, apresentadas nas composições dos espaços de poder da instituição, nos conselhos, nas comissões, na contratação de pessoal já que o primeiro concurso que teve cotas raciais foi esse agora. Então, a gente construiu um documento, a apresentação para, na ocasião, aos quatro candidatos à reitoria para que eles dissessem, a partir da leitura do documento, o que é que eles pretendiam fazer com o nosso pleito. Era um manifesto, um programa e aí eles se debruçaram sobre esse programa e depois dialogamos com os quatro candidatos à reitoria sobre qual foi a percepção que eles tiveram lendo nosso pleito, já que eramos servidores negros no IFBA querendo discutir a pauta anti-racista dentro do IFBA e o que é que eles tinham de proposição. Aí esses quatro candidatos se posicionaram, a candidata que ganhou a eleição, ela se comprometeu, na ocasião, inclusive a criar uma instância dentro do IFBA que foi, a princípio, por uma questão regimental, uma diretoria sistêmica de políticas afirmativas com horizonte pra um congresso regimental em que a gente pudesse ter uma pró reitoria específica de políticas afirmativas dentro do IFBA, porque já tem na UNEB, já tem na UFBA, e a gente poderia ter uma pró reitoria, porque por lei são cinco pró reitorias, que os institutos federais têm, mas ai essa poderia ser uma denominação, um congresso mudando o regimento pro IFBA que poderia ser possível. Essa pauta, ela tá, porque foi um avanço, né, já que um dos candidatos colocou isso como horizonte e essa candidata ganhou, vai ter um avanço nas políticas afirmativas, nas pautas raciais, no combate ao racismo institucional, um avanço dentro do IFBA. Coube que ainda não pôde ser implementada por causa do retardo na posse, nomeação da professora Lúzia Mota. A gente perde com isso, porque há casos, inclusive já denunciados e pautados, de amplo conhecimento de racismo institucional que é uma outra discussão que começou a enfervecer muito recentemente no IFBA. Então o que é que é isso porque que a gente tá lidando, como é que o racismo institucional, que não é aquele que o sujeito comete o ato, mas que as estruturas, a forma como ela é pensada, culmina no reforço, numa afirmação excludente. Racista. Então, a gente tá nessa expectativa, enquanto movimento social a gente tá aí, né , com o movimento IFBA Negro, inclusive, a gente fez uma carta de apoio à essa nomeação, porque a gente tem expectativa de que um dia a gente tenha essa diretoria sistêmica, essa pró reitoria, mas paralelamente, enquanto isso, no âmbito da gestão, a gente tem a rede de fortalecimento que é o grupo, as ações formativas, a gente faz estudos, essa questão do corte orçamentário teve um recuo incrível, porque a gente tinha um seminário que era pra ter acontecido em setembro que ia pautar, ia ter apresentações de trabalhos, ia ter um monte de coisas que servem como rede de fortalecimento. Então das metas que a gente tinha de ciclos formativos, a gente só pode fazer dois com autoras negras, inclusive. Até os espaços da rede de acolhimento tão sendo bem prejudicados, agora inclusive pela questão orçamentária.(CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: A senhora acredita que a longo, curto prazo nessa produtividade, pode trazer esse recorte da mulher?
Nívea: Eu tô bem... desanimada com o cenário que a gente tá, era pra gente tá só pautando avanços. Só fazendo o movimentos pra avançar, a gente agora tem que tá fazendo movimentos pra evitar recuos de algo que já tava dado. Isso daí preocupado a gente. Pra você fazer uma projeção, um prospecto, de avanços hoje é difícil porque você tem que segurar o que já tem. A gente agora tá lutando pra segurar o que já tem, então tá bem complicado a nossa situação.(CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)
Grupo: A sua trajetória pode ser descrita como um instrumento do seu trabalho, considerando que isso te ajude a ensinar?
Nívea: Sim. Sim, porque a atividade docente ela é toda cheia de atravessamentos pelas histórias das pessoas que nos formam e pelas quais também a gente tem alguma inserção na trajetória dela. Essa formação ela não dá um retorno de única via, é de mão dupla. E aí, só a partir de considerar trajetórias de vidas é que a gente tem a sensibilidade necessário de entender a complexidade que é você formar um sujeito. Quando você começa a compreender a complexidade, do que é formar um sujeito, há um resgate da nossa trajetória até chegar ali, até chegar àquele papel, àquele ponto estratégico de ser o sujeito que tá exercendo a docência. Aí vem tudo, vem tudo, toda a nossa vida vem junto com a gente para sala de aula, pra uma decisão pra ser tomada, pra uma intervenção, pra um planejamento, pra uma atitude, pra um avanço, pra um recuo, pra uma ponderação, pra uma atitude mais assertiva, tudo vem. Nossa trajetória de vida vem. Ela não pode vir de uma forma discriminatória, tipo "ah, eu tô viva, bem, maravilhosa por aqui, consegui ser professora do Instituto Federal, então...", né? Não é nessa lógica, essa lógica é uma lógica perversa meritocrática. A gente vai pautar o aprender do outro porque tipo "Não, eu consegui porque...". Não, não é nessa lógica. É numa outra perspectiva, numa perspectiva mais humanizante de se entender como um sujeito que também teve suas fragilidades no seu processo de formação, que a gente tá ali no cotidiano da nossa atividade docente, tendo também que lidar com esses desafios desses outros sujeitos e aí que há o encontro. Você faz atravessamentos na trajetória de vida de outros sujeitos, a gente traz nossa bagagem de vida toda e faz, ai essa sujeito passa já leva um pouco do que você, se for uma coisa muito nociva, negativa e até incompreendida. Por que eu falo "até incompreendida", porque as vezes aquele ciclo não fechou, não é recebido de uma forma muito bacana, não é assimilado de uma forma muito tranquila, mas aí dá mais dois passos na frente aí aquele sujeito faz uma reconsideração, repensa que nem eu repensei da minha professora lá no ensino médio, hoje, uma mulher adulta, de fazer uma outra leitura do que eram aqueles estudantes de não querer participar do que acontecia ali. Eu não queria participar daquilo, daquele tratamento como ela, uma professora, era uma mulher negra, uma mulher altiva, uma mulher. Então a minha vida foi atravessada por aquela mulher um dia e depois a gente faz um reflexão de como aquilo ali de desdobrou, as vezes, muito tardiamente, as vezes não é no automático. Nossas trajetórias de vida também são conectadas com outras trajetórias de vida. A gente não é isolado, a gente não é um ser solto no mundo, têm conexões aí. Que vai nos ligar positivamente, negativamente, incompreendido, ainda com algumas questões a deixar lá para nossa história nos cobrar depois, né? Nos fazer refletir. Aí a gente vai tentando, se a gente acerta sempre? Não. A gente não dá conta, porque a gente também é sujeito nesse consenso, a gente não detém o poder, tá acima de tudo. A gente também é sujeito do processo, a gente também questões pra pensar, pra refletir, pra reconsiderar, mas isso não é instantâneo, não é. A atividade docente é uma atividade que ela exige muito, porque a gente não tranca, quando eu falo que a gente não termina o expediente e tranca a porta e acabou, não é só de prova pra corrigir que eu tô falando. Não é só trabalho pra fazer, nem pesquisa. Tem uma dimensão que é a dimensão subjetiva mesmo que a gente sai daqui completamente tomado com as questões dos estudantes, dos colegas, da comunidade, de todos os espaços. A gente sai daqui cheio de processos pra dar conta, pra gente processar pra poder a gente encaminhar uma atividade mais qualificada no dia seguinte e no outro, e no outro, e no outro. (CERQUEIRA, NÍVEA. EDUCAÇÃO FÍSICA)