Caçadores de Obras-Primas
Sabemos que não podemos guardar tudo. Isso porque guardar tudo levaria a problemas de espaço, classificação etc que os museus e instituições atuais já possuem. Sendo assim, obras que vão para um museu passam por um processo de classificação, aonde algumas são escolhidas e outras não para compor um acervo. De certa forma, essa classificação, como mencionada anteriormente, é necessária. Mas até que ponto essas obras escolhidas são feitas por todas as pessoas? Quem escolhe o que será e o que pode ser preservado? E até que ponto essas escolhas não servem para manipular o pensamento e conhecimento das demais?
É com foco nesse debate que o filme ‘’Caçadores de Obras-Primas’’, do diretor George Clooney está envolvido. No filme, durante o declínio de Hitler na Alemanha, um grupo de 13 especialistas vindos de países diferentes é reunido para reencontrar obras de arte roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. George Stout, um oficial americano e um conservador de obras de arte, lidera a equipe. Além disso, o filme é inspirado nos fatos reais descritos no livro homônimo de Robert Edsel e Bret Witter
O filme trata-se do trabalho realizado pelos Monuments Man, soldados que tentaram dificultar ou impedir o "maior roubo da história" cometido por Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que o Führer e seus homens tenham se apossado de mais de 5 milhões de objetos culturais. O objetivo era criar o maior acervo de obras-primas do mundo em terras alemãs.
A trajetória desses homens dedicados à arte mostra uma nova visão sobre um episódio vital na história mundial recente. Somente com esse empenho foi possível às gerações seguintes contemplar inúmeras obras de arte. Na última década, o trabalho desses homens e mulheres começou a ser reconhecido. Os resultados da extensa pesquisa de Edsel não poderiam chegar em melhor hora.










