Conta pra nós, como é viver preso na friendzone?
Ninguém melhor que você para responder isso

titsay

Kiana Khansmith
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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
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@mxkxlangford-blog
Conta pra nós, como é viver preso na friendzone?
Ninguém melhor que você para responder isso
“ once again, fate throws us together. ”
--- E é por isso que eu gosto de pensar que o destino tem suas curvas misteriosas. Assim como seus olhos. Alguém já disse isso? Ah, claro. Provavelmente. O que eu vejo é impossível de não se ver. Mas bem, acho que seria um grande erro não aproveitarmos isso. Sabe? O destino trabalhando e trabalhando, e a gente não fazer nada a respeito...? O que me diz?
[text] I just saw a man in a speedo and it reminded me of you. ♥
[text] next time you see me without the speedo
[text]] and i’ll give you something to remember
♛: Sharing a dessert ( skye )
--- É só um pedaço, deixa de ser chato --- falou, apressando a colher para roubar um pedaço da torta dele. Levou ela até a boca, colocando rapidamente lá antes que ele pudesse impedi-lo. Quando a garçonete viera oferecer as opções de sobremesa Mike tratou de dizer que não queria nada, então tinham pedido apenas uma fatia de torta para o Skye, o qual Mike ficava constantemente roubando --- Não encare isso como se eu estivesse roubando de sua comida. É só que é como dizem. As tortas dos amigos são sempre mais gostosas. Ou apenas aceite. --- Falou, forçando um sorrisinho vitorioso e recostando na cadeira. --- Cara, você não vai imaginar quem está aqui --- pronunciou em um tom sério --- Olha ali. --- Apontou do outro lado do salão. Quando Skye assim o fez, correu e pegou mais um pedaço logo colocando na boca. --- Você é tão besta, me perdoa. Mas fica uma gracinha com essa carinha de irritado. --- Brincou, ignorando as reclamações do amigo. Sua brincadeira, portanto, não seguiria mais. Sabia o quão complicado Skye era com namoros e afins, e tinha medo que suas palavras pudessem assustá-lo. Mais do que assustá-lo; afastá-lo de si. Não suportaria isso. Então tratou de deixar um sorriso pintado e em seguida falar. --- Se quiser te dou parte na minha próxima sobremesa. E, ao contrário de você, não serei assim mesquinho. Eu, ein. --- falou, aproveitando os momentos seguintes em que o amigo tinha sua atenção no prato para olhá-lo por um instante. E, assim, sorver as detalhes que o faziam pensar nele com tanta frequência.
[ coat ] your muse holds mine’s coat out for them while they put it on . ( skye )
Era uma noite especialmente fria. Uma daquelas estranhas em meio ao calor costumeiro da Califórnia. Estava na casa de Skye, pois tinha combinado de sair para fazer alguma coisa. Mais uma noite de amigos que não sabiam ao certo para onde iriam. Apenas pegavam o carro e saíam dirigindo por lugares aleatórios. Sempre acabavam se divertindo no meio do caminho e conhecendo algumas pessoas. Estava na varanda e esperava ele conferir se tinha fechado tudo. Bem quando olhava um passarinho dar pulinhos em cima de um galho do outro lado da rua, ouviu os passos do amigo que mostrava que estava se aproximando. Ela trazia um casaco na mão, como um sinal velado de que iria colocá-lo. Michael então adiantou-se, pegando a peça e ajeitando-a para ajudá-lo a colocar. E enquanto ele estava ali de costas para si, Mike pode ter uma boa visão dos fios alourados dele, enquanto seus braços adentravam as mangas. Podia sentir seu perfume, suave, mas que dava uma sensação de frescor e tranquilidade, e queria aproximar-se, queria encostar seu nariz na pele dele e sorver o aroma; deixar que o possuísse por dentro. Queria tocar seu cabelo, e ver como os fios adentravam o espaço entre seus dedos e lhe provocava cócegas, como se fosse exatamente ali que eles deveriam estar. Repreendia-se a cada pensamento, sabendo que não deveria pensar daquele jeito. Já tinha dado um passo algumas semanas antes, quando o levara até onde guardava seu piano. O beijara, mas nada mais acontecera. Michael tinha dito que lhe esperaria, não faria mais nada. E, desde então, nada tinha acontecido. Não tinham se visto tanto, por outro lado, por conta das pendências que tinha da faculdade. Estava chegando perto das provas e seu tempo não era realmente seu. Mas sentia falta dele todos os dias, e pensava como ele estaria. Se estava bem, se estava triste, se algo de ruim teria acontecido. Queria poder protegê-lo, ouvir seus medos, e apoiar suas decisões. Mas não podia. Tinha feito uma promessa e não a quebraria. Esperaria por ele. Não tinha escolha. Ficar com pessoas aleatórias como fazia antigamente não tinha mais graça; nada era igual. Tudo o que queria era estar perto dele, tocá-lo, rir de suas piadas e ver o formato dos seus olhos, dos seus lábios, a forma como sorria de alguma piada boba e como gostava de discutir assuntos sem importância. Sentia um leve incômodo no peito e não sabia precisar o que ele significava. Então focaria apenas aqui, naquele momento, enquanto colocava o casaco nele e então o via se virar na sua direção. Ele tinha o rosto mais perfeito do mundo. E nunca, nunca, cansaria de olhá-lo.
pcsouzx:
O comentário dele só fez o jogador ficar pensativo, teria treino e provavelmente não poderia faltar a aula no dia seguinte, beber não parecia ser uma boa ideia, apesar de ser sempre uma boa ideia beber em qualquer horário e qualquer dia. Pegou na bolsa o seu bloco de notas e uma caneta, anotando o seu número e o seu nome. “ Então marcamos pra outro dia, só não esquece de cobrar ” De fato, tinha esse lance de querer tentar agradar, mas não podia ignorar os pontos que ele tinha levantado naquele momento. Pegou o papel e entregou para o rapaz, voltando a guardar os pertences na bolsa, acenando para que pudessem sair do vestiário e seguir o caminho para fora daquela parte do campus. “ Podemos beber alguma coisa e comer também, fica a seu critério ” Deixaria tudo livre para o garoto, pois realmente não era bom com essas coisas, no que ele era bom, bem, o outro não iria topar jamais ou talvez toparia, mas seria estranho falar daquilo com alguém que mal conhecia.
Pareceu-lhe que tinham um combinado. Se fosse beber, provavelmente iria exagerar, como muitas vezes acontecia, e não seria uma boa pedida fazer aquilo no meio da semana. Se fosse um final de semana, seria outra história e seria tudo mais fácil. --- Ah, tudo bem. Só quero saber.... como poderei cobrar? --- Falou, deixando um riso escapar. Percebia o que aquilo parecia, mas ele mesmo tinha dado a ideia. E pegar o telefone de alguém não deveria ser tão cheio de significados. --- Antigamente, quando os telefones de todas as pessoas constavam numa lista telefônica eram mais fácil de chegar em alguém. --- Falou, dando de ombros e coçando uma pequena região de sua nuca. Esperava que ele não interpretasse aquilo como se ainda sentisse dor pela bolada. Tinha sido mais fraco do que ele achava que tinha sido, percebia. --- Hm, I could eat something. --- Tinha comido apenas no almoço, e via, pelo céu, que o anoitecer logo se aproximava. --- Conhece algum lugar que você ache legal?
pcsouzx·:
O comentário dele só fez o jogador ficar pensativo, teria treino e provavelmente não poderia faltar a aula no dia seguinte, beber não parecia ser uma boa ideia, apesar de ser sempre uma boa ideia beber em qualquer horário e qualquer dia. Pegou na bolsa o seu bloco de notas e uma caneta, anotando o seu número e o seu nome. “ Então marcamos pra outro dia, só não esquece de cobrar ” De fato, tinha esse lance de querer tentar agradar, mas não podia ignorar os pontos que ele tinha levantado naquele momento. Pegou o papel e entregou para o rapaz, voltando a guardar os pertences na bolsa, acenando para que pudessem sair do vestiário e seguir o caminho para fora daquela parte do campus. “ Podemos beber alguma coisa e comer também, fica a seu critério ” Deixaria tudo livre para o garoto, pois realmente não era bom com essas coisas, no que ele era bom, bem, o outro não iria topar jamais ou talvez toparia, mas seria estranho falar daquilo com alguém que mal conhecia.
Pareceu-lhe que tinham um combinado. Se fosse beber, provavelmente iria exagerar, como muitas vezes acontecia, e não seria uma boa pedida fazer aquilo no meio da semana. Se fosse um final de semana, seria outra história e seria tudo mais fácil. --- Ah, tudo bem. Só quero saber.... como poderei cobrar? --- Falou, deixando um riso escapar. Percebia o que aquilo parecia, mas ele mesmo tinha dado a ideia. E pegar o telefone de alguém não deveria ser tão cheio de significados. --- Antigamente, quando os telefones de todas as pessoas constavam numa lista telefônica eram mais fácil de chegar em alguém. --- Falou, dando de ombros e coçando uma pequena região de sua nuca. Esperava que ele não interpretasse aquilo como se ainda sentisse dor pela bolada. Tinha sido mais fraco do que ele achava que tinha sido, percebia. --- Hm, I could eat something. --- Tinha comido apenas no almoço, e via, pelo céu, que o anoitecer logo se aproximava. --- Conhece algum lugar que você ache legal?
mmaracatuatomico·:
Sabia que não ia ser rejeitado por causa do cenário, como tudo se ajeitou, mas só relaxou quando o moreno correspondeu a iniciativa. Roman fechou os olhos, a princípio, concentrado em saber se eram as mesmas sensações de quando eles costumavam se encontrar quando mais novos e era engraçado, não parecia ter mudado muito, mesmo que soubesse o tanto de coisa virou sua vida de pernas pro ar durante os anos, os lábios de Mike continuavam bons como quando mais novos. Ergueu as mãos grandes até o rosto fino do mais novo, o segurando contra si como se o beijo pudesse ser rompido, aproveitou-se da posição em que estavam antes, tendo-o próximo por entre suas pernas e o puxou um pouco mais pra cima pra que viesse pro seu colo de vez e seus dedos escorressem pros fios escuros. Geralmente não tinha atitudes tão rápidas, mas sabia da intimidade que planava entre eles depois do tempo em que acabaram na cama um do outro nos fins de algumas noites, ou dias, e o puxou por isso, querendo ajustar a posição pra que ficassem confortáveis, mesmo que não fossem passar daquilo.
Uma mão correu por suas madeixas, sentindo os fios sedosos fazerem cócegas no espaço entre os seus dedos. Aproveitou que ela estava ali para puxá-lo um pouco em sua direção, na tentativa de intensificar o beijo. Sua língua adentrava a boca alheia, e encontrava a dele, fazendo-as se enroscarem como em uma dança íntima. Ela tinha o mesmo gosto que conhecia, não havia mudado. E continuava beijando bem, como sempre fizera. Um beijo lascivo que fazia querer se entregar cada vez mais até suas últimas consequências. Desceu a mão livre pelo corpo dele, sentindo os contornos de seus músculos pressionando-as com gentileza e vontade. O puxão que o outro deu nele fez com que subisse em seu colo. Então é isso o que você quer? pensou, ajeitando-se sobre ele. Agora que estava sobre o colo dele, conseguia pressionar seu próprio peito e abdome contra o deles, passando a sensação de rigidez de seus músculos para todo o seu corpo. E deixou ser imprensado, bem como o propiciou. E continuou com os beijos, mordendo o lábio inferior dele e deixando que as línguas continuassem em contato, como se dançassem juntas uma dança secreta, pecaminosa, e estimulante. Um imagem, em meio a esse mar de desejo e esquecimento, parecia voltar. Ela vinha forte e se mantinha em frente para si. A ignorou por um tempo, tentando voltar a se concentrar no momento em que estavam tendo. Isso nunca tinha acontecido antes; sempre conseguia fazer isso sem nenhum dificuldade. No entanto a imagem voltava, insolicitada, e foi o suficiente para fazê-lo se afastar. Forçou um pequeno sorriso ao fazê-lo, e tratou de dizer. --- Posso dizer que o tempo lhe fez bem. Em todos os sentidos. --- Então saiu do colo dele, jogando-se no sofá, ao lado, e colocando uma mão no rosto, enquanto ria do que tinha acabado de acontecer.
O frio que sentia naquele lugar não era normal, talvez fosse já que viera de Fortaleza e de vinte e cinco graus pra baixo já era motivo pros Cearenses saírem de casacos, o lugar era quente sempre, tinha que catar motivo pra usar roupa de manga. O calor constante não a preparou pro inverno, agora próximo do fim, até da região onde estavam que não era tão fria assim. Apertou mais os cadarços do tênis e pôs em dúvida mais uma vez a saída pra correr na rua. “Sinceramente eu não sei porque invento de correr ao ar livre, eu sempre fico com frio e frio me da preguiça.” Falou cortando qualquer outro assunto que não estava prestando atenção, respondeu-se em voz alta na verdade. “Se bem que correr no calor é pior. Cheguei a conclusão que correr ao ar livre é o problema.”
Respirou pesadamente, dando as longas passadas que o faziam se manter um pouco a frente. Não corria há tanto tempo, mas logo tinha adquirido certo hábito, e agora já não se cansava tanto quanto antes. --- Frio te dá preguiça? Acho bem melhor que correr no calor. Você fico todo suado e com a camisa grudando no corpo. Não acho uma sensação agradável. Mas, de qualquer forma, nem está frio. Não entendo essa sua baixa tolerância --- Brincou, mantendo o olhar fixo à sua frente,, apenas o desviando às vezes para checar o chão em que pisava. Não gostaria de sofrer nenhum tipo de acidente, certo? --- E onde você quer correr então? Nos seus sonhos? --- Riu, ainda mantendo a mesma passada.
Message to: Skye
Skye: bom, eu não especifiquei a quem eu distribuo meu amor
Skye: tenho três filhos que podem provar que eu estou certíssimo
Skye: ah! a desculpa dos sumiços é o trabalho agora, senhor?
Mike: ouch, essa doeu
Mike: sempre achei que teria seu apreço, mas aparentemente só me resta a rejeição
Mike: ei, isso não é justo. não tô usando como desculpa. eu realmente tenho esse trabalho
Mike: enfim, quer vir aqui em casa agora? não to fazendo nada por hora, e poderia usar uma companhia
𝖎'𝖛𝖊 𝖑𝖔𝖘𝖙 𝖎𝖙 𝖆𝖑𝖑, 𝖎'𝖒 𝖏𝖚𝖘𝖙 𝖆 𝖘𝖎𝖑𝖍𝖔𝖚𝖊𝖙𝖙𝖊 | 𝓹๏𝐕
oh, why did you have to go a place where i couldn’t follow? so don’t, don’t wake me up cause i only see you in my dreams when i fall asleep
A noite era o pior daqueles momentos, quando sabia que nada mais poderia acontecer. Vivia entremeado em expectativas, ideias que ia construindo --- não sabia exatamente em que momento --- das coisas que poderiam acontecer e as aguardava, pacientemente, como um cão espera o falecido dono voltar do trabalho. Quando tentava pintar uma imagem, tudo o que via era a si mesmo em frente a um grande lago. Os céus estariam nublados, fazendo com que todo o lugar se pintasse em cinza; o luto da morte precoce. As águas turvas não mostravam muito mais do que apenas o movimento que o vento lhes causava, sua superfície, quase imperceptível, mas ainda lá, como se tentasse provar sua existência, mesmo em meio a tempos tão adversos. E Michael aguardava, sentado em uma pedra áspera e firme enquanto observava o movimento das águas e a linha do horizonte ao fundo. Poderia muito bem ter sido uma boa imagem, algo que poderia atrair atenções durante todo um dia, apenas para glorificar a grandiosidade de sua imagem. Mas seu olhar captava um sentimento diferente. Não conseguiria defini-lo nem se tentasse, tampouco tentaria. Queria guardar tudo aquilo como uma imagem, não um conceito, pois conceitos se perdiam, mutavam, convergiam, divergiam, mas as sensações ficavam. Possuíam o seu ser, tomavam posse da sua alma, se inscreviam em sua pele e digitais, criando morada como um lar eterno e continuavam ali, dia após dia, noite após noite, como um filho que nunca sai de baixo da saia da mãe ou os vermes que nunca abandonam um corpo morto até que sua carne tinha sido toda dilacerada.
E assim que continuava; observando a paisagem que parecia querer mostrar mais do que podia ser visto. E queria que tudo aquilo fosse verdade; queria poder abrir os olhos e encontrar algo que estava ali o tempo todo e não conseguira enxergar antes. Por que sempre há o que se ver quando os olhos estão abertos e a vida atravessa a luneta do universo bem à sua frente. Mas, no fim, nada nunca vinha, e apenas permanecia na mesma posição, imóvel, aguardando, idealizando, conjecturando, todos os substantivos que denotavam uma ação mais interna do que física. Não sabia como as esperanças, portanto, não desapareciam. Por que elas não eram vencidas pelo cansaço do eterno aguardo, do eterno sofrimento; mas havia algo em sua alma como humano que o fazia acreditar que tudo um dia seria diferente, que as coisas seriam diferentes, que as pessoas seriam diferentes, que sua respiração fosse um pouco mais fácil. E tentava respirar. Forçava o ar para dentro dos pulmões e sentia a força que seu corpo fazia ao rejeitá-lo, mesmo totalmente contra a sua própria vontade. Fechava os olhos e tentava se concentrar, enquanto ainda conseguia ouvir o som do lago, das águas e de alguns pássaros ao longe. Mas era na própria sobrevivência que se concentrava. Mas tinha algo de imundo naquilo que fazia seu organismo apenas se recusar. Diferente de suas expectativas e desejos, seu corpo queria se desligar; estava sendo vencido pelo cansaço da espera, das frustrações e das perdas. O quanto tinha perdido em todo esse tempo? O que tinha descoberto? Teria realmente valido tudo a pena. Será que tudo que lhe tivera acontecido realmente servira para criar uma alma mais forte, mais resiliente, ou apenas racharam o muro que a existência tinha criado em si?
Sempre achara que haveria um momento em que tudo ficaria mais fácil, quando o peso das correntes já não estivesse em seus ombros, e quando o mar do esquecimento tocasse mais uma vez sua mente. Era ali que se prendia, criava um vínculo, regava e via sua esperança. Nessa visão, mais agradável que o mar, nada mais de ruim poderia lhe acontecer, e seus sorrisos lhe apareceriam de forma sincera. Não precisaria mais de nenhum esforço para erguê-lo. Nunca precisaria mostrar que tudo estava bem quando não estava, nem segurar as lágrimas quando elas queriam vir, por que foi assim que aprendeu a seguir sua vida, ignorando tudo o que sentia e apenas dando atenção à coisas que o mandavam fazer. Se não as pessoas, o lado perverso de sua mente. Aquele lado influenciado por tudo de ruim que já tinha presenciado e aprendido, lado esse que parecia nunca mais o largar, por mais que fosse tudo o que quisesse. Agarrava o seu peito como uma flecha, cujo fim se dava ao inferno. Ela tirava o seu ar, o fazia seguir caminhos que não gostaria; e ele se submetia, pois acreditava, naqueles poucos momentos de uma suposta lucidez, que encontraria a epifania que precisava, que as coisas passariam a fazer mais sentido e que a verdade se mostraria defronte sua face. E reproduzia, seguia, trilhava os mesmos erros, realizava as mesmas perversidades. Voltava ao poço que pensava que tivera fugido. E quando se percebia lá, queria desistir. Não queria voltar a lutar; queria se entregar e dizer faça de mim o que bem entender, porque já não mais importa, nada mais é digno de preocupação, porque a vida passa, caminha, corre, como um trem descarrilhado e as coisas nunca mais serão como deveriam ser ou poderiam ter sido. É a isso que me prendo, ao que poderia ter sido, mas nunca foi; às suposições, mesmo em meio a tenebrosos fatos.
Sentia uma lágrima ameaçar chegar a seu rosto, mas não faria nada para impedi-la agora. Deitava-se sobre sua cama, o lençol macio tentava acariciá-lo, mas nada poderia consolá-lo. Estava preso dentro de sua própria mente e podia se enxergar como se estivesse do lado de fora, a visualizar uma pintura. A pintura era ele mesmo, e não havia nada que pudesse fazer para tocá-la. Não podia se mover, não poderia exigir, não podia gritar. Apenas estava parado, olhando para o teto negro como sua mente olhava o lago acinzentado e as nuvens escuras. Estava imóvel. E não respirava. Mas queria continuar assim. Faltavam-lhe forças para exigir qualquer outra coisa, mas sabia que bastaria alguns segundos e algumas batidas na porta para que tudo aquilo fosse mais uma vez lançado num canto de sua mente. Ninguém nunca sabia; nunca conhecia o que se passava por dentro de seu mundo particular. Olhou para cima da sua mesa de cabeceira, encontrando lá um objeto. Tinha comprado mais cedo num ímpeto de algo que não sabia definir nome ou forma. O objeto estava lá e parecia encará-lo, como se pedindo para ser utilizado. Seria algo simples, ele sabia, já tinha visto antes. Mas não tinha coragem, como sempre. Algo parecia segurar sua mão e gritar-lhe que não. Tinha decepcionado tantas pessoas, destruído tantos corações, e sofria por isso. Por que não queria ter sido essa pessoa. Perguntou-se quando tudo começou a dar tão errado e quando suas melhores intenções se tornaram assim tão egoístas. Sempre procurara sua felicidade, mas nunca entendera como aquela busca desenfreada e caótica poderia atingir outras pessoas. E atingia. Ele sabia. Mas não parava. Sempre que a dor tocava seu peito, seu coração acelerava, e sua visão escurecia, apenas pensava no que poderia fazer para afastar aquela dor. Precisava de algo de luxúria, da reafirmação de seu eu. Precisava saber que tinha algum valor, mesmo em meio a todo o lixo que estava envolvido. Como se dormisse em latas velhas e restos de alimentos estragados. Elas tocavam sua pele e pareciam se fundir a cada célula, a cada pelo, a cada parte. Como se ele lentasse se tornasse aquilo. Era sua cama e seu levantar. Era sua realidade e mais fugaz existência. Nada poderia fazer. Tinha sido vencido. Podia, enfim, ser enterrado.
Mas, mesmo em meio os destroços, essa mesma coisa que parecia segurar sua mão e implorar para que não continuasse com aquilo lhe voltava, parava em sua frente, com olhos gentis e um sorriso sincero, que parecia não se importar com tudo aquilo que lhe acontecia. Que não iria mudar mesmo que se afundasse cada vez mais; pelo contrário, se jogaria naquele mar para salvá-lo. Essa coisa lhe surgia em seus momentos mais difíceis, quando parecia que toda e qualquer esperança já tivesse se dispersado. Essa coisa era uma imagem, pintada com tintas de ouro e margeado com certa segurança em seus profundos contornos. Michael fechava os olhos e se concentrava nela. Era @mrshllskye e ele lhe sorria. Do lugar de onde estava. E então Michael lhe sorria de volta.
pcsouzx·:
“ Cinco minutos ” Até porque não podia demorar mais do que isso, o jogador seguiu até chuveiro e rapidamente se livrou das peças suadas, como havia prometido, tomou o seu banho em cinco minutos, não precisaria de mais tempo para se limpar, lavar os cabelos e se livrar de todo o suor. Se cobriu com a toalha e foi até o seu armário, vendo o rapaz e a sua curiosidade andando por entre as fileiras de armários nas cores da universidade. Abriu, pegou suas roupas e não tendo qualquer pudor, apenas se vestiu na frente dele, já estava acostumado a ficar nu na frente dos colegas do time, então não foi problema apenas fazê-lo na frente de um completo estranho. Dentro da sua rotina, ele seguiu a ordem, cueca, calça, se perfumou e passou hidratante antes de vestir a blusa, ajeitou os cabelos e pronto, com a bolsa presa sobre o ombro, ele se aproximou. “ Desculpa, eu posso te pagar alguma bebida? Um meio de pedir desculpas pela bolada. ” Sorriu, sem jeito, como um bom jogador de futebol e acostumado a levar todas as boladas contra o próprio corpo daquele jeito, sabia muito bem como podia ser doloroso, poderia não ser no momento, mas quando a adrenalina passa ou apenas o calor do momento, a dor chega, aguda e pequena, mas bastante incômoda. Ao menos, esperou que fosse assim.
O banho demorou o exato tempo que era recomendado pelo ambientalistas preocupados com a questão da água. Tempo suficiente para tomar um banho bem tomado sem desperdiçar mais do que o necessário. E durante esse topo tempo pegou-se sentado em um dos bancos, lendo os nomes em alguns dos armários. Conhecia alguns deles; parte fazia o mesmo curso que o seu, mas a maioria deles era, suspeitava, de educação física. Mas seus pensamentos não precisaram divagar por mais tempo, pois ele logo percebeu o mais velho vindo em sua direção com cheiro de sabonete. Era um cheiro agradável. Ele estava de toalha, e não se constrangeu em tirar toda a roupa para trocar-se na frente de Mike. Uou, Michael pensou, olhando disfarçadamente para o que possuía dentro de suas pernas, bem como nos pecaminosos contornos de seu corpo. Ele malhava; e muito. Mas desviou o olhar, afastando, conjuntamente, os pensamentos impuros que agora viam em sua mente. Um mal costume de outras épocas que ainda não conseguira, devidamente, largar. --- Hm, claro. Apesar de ser ainda duas horas da tarde e ser meio de semana, mas se quiser, quem sou eu para dizer o contrário? --- Falou, deixando um pequeno sorriso lhe aparecer.
fuckianx·:
“ Sério isso? ” Ao ouvir as palavras dele, por mais que o outro não estivesse de mal humor, o jovem príncipe achou muito babaca da parte dele e estava cansado de babacas assim, então apenas revirou os olhos e pegou o aparelho no chão, agora conferindo se não havia estragado, não tava afim de gastar o dinheiro da família comprando outro. Foi um alívio ver que não, que só precisaria limpar a tela e guardar o aparelho. “ Eu acho que você deveria só prestar mais atenção por onde anda, só isso ” Apesar das palavras diretas e bastante mal humoradas, toda a elegância de Ian acabou por tornar tudo muito suave, mesmo que a expressão séria em seu rosto denunciasse o seu humor. “ Essa sua mania de atropelar pessoas pode acabar machucando alguém de verdade. ” Suspirou e levou mais uma vez a mão até a cabeça, será que ele não tinha notado que o rapaz acertou sua cabeça em cheio? Tinha doído e ele parecia fazer piadas com isso. Não disse mais nada, apenas virou-se e seguiu o caminho contrário ao dele, não querendo mais prolongar o tempo que ficaria na presença dele.
Ele tinha pavio curto, percebia. Talvez fosse intolerante a pequenas brincadeiras ou se doesse muito fácil. Respirou, franzindo um pouco as sobrancelhas, não realmente acreditando que estava passando por aquilo. Não sabia que um simples gesto era capaz de irritar tanto uma pessoa. Mas não tinha sido intencional, tinha consciência disso. --- Cara, relaxa. Não é como se eu tivesse uma “mania” de atropelar as pessoas. Eu estava apenas distraído. E também não ajudou muito você estar parado onde você estava. Se não fosse eu, poderia ter sido com qualquer pessoa. --- Falou, mas sua voz não carregava irritação, apenas uma explicação. Não havia necessidade daquela resposta da parte dele e só queria que ele entendesse isso. --- Mas, tudo bem, eu peço desculpas por tê-lo machucado. E isso não voltará a acontecer. --- Falou, assentindo duas vezes e então dando uns passos para trás, já pronto para se voltar ao seu caminho original. Suspirou mais um vez, e foi quando deu as costas, já preparado para seguir o seu caminho.
teddyshall·:
“ Nenhuma das duas, e graças a deus os meus pais tem dinheiro ” Brincou, dizendo aquelas palavras em um tom bastante divertido, os olhos azuis indo na direção dele como se pudessem confirmar aquilo da sua maneira. Theodore vive por conta própria, mas nunca negou ajuda de seus pais, carregar o nome Marshall sempre lhe foi muito favorável e ele jamais faria o filho orgulhoso que evitava se associar a ele, gostava de ter tal confiança e talvez fosse essa a razão de esconder sua verdadeira condição de seus pais. Agora tinha a lateral do corpo apoiado contra o banco e a cabeça apoiada contra a mão grande, enquanto meneava levemente em um movimento sutil, já que não estava tão confortável quanto parecia. “ Está chocado? Sério? ” A mão foi até o queixo dele como se fosse fecha-lo, simbolicamente, já que o outro não parecia tão chocado assim. “ Eu era bem hétero na época, coisa que não sou mais. Levei até uma garota comigo, fui bastante cavalheiro, ela chorou feito uma desesperada e eu dormi ” Brincou, rindo das próprias palavras. “ Até porque eu tinha começado residência na época e tava muito fodido, não foi por conta do filme. A cena do Jack afundando na água é bem triste, e quando eu assisti o filme de novo, em casa e depois que lançou o DVD, eu percebi que sempre tive um crush no Leonardo DiCaprio. ” Voltou a rir quando disse aquilo, encarando a face do outro após o convite, franzindo o cenho por um tempo e esperando que os olhos dele vacilassem, vamos lá, olhe pro meu braço ou tórax, eu vou saber o que você quer realmente. “ Quando quiser, desde que seja um bom filme e não envolva super heróis, será que consegue esse desafio? ”
Achava aquela uma das desculpas mais esfarrapadas de todas. --- Olha aí, seus pais têm dinheiro. Tudo bem, sei que não é seu, mas sim, deles. Mas não consigo acreditar que eles seriam assim tão mesquinhos a ponto de nunca dar nada se você pedisse. Pelo menos o Skye nunca falou deles assim. --- Completou, tomando primeiro um pouco de ar e colocando as mãos nos bolsos --- Além do que você é médico. Não é possível --- Falou, deixando um pequeno riso em divertimento aparecer. --- Claro que estou chocado. Daqui a pouco fazem duas décadas que você não pisa no cinema e isso, por si só, é a coisa mais estranha que ouvi essa semana. Acho que a última vez que fui foi há umas duas semanas e olha que nem costumo ir tanto assim. Mas passar de ano? --- Mas simplesmente poderia ser pelo fato de ele não curtir tanto cinema, não sabia. Se fosse isso, estaria mais do que explicado, faria sentido. Mas se não estivesse indo unica e exclusivamente por falta de tempo por causa do trabalho, aí acharia algo louco. Já sabia da fama de medicina, mas não podia imaginar que era assim. Hétero na época? --- Hétero na época? --- Não sabia o que era, mas achou a expressão hilária. Não escondeu o riso, portanto. Como alguém se referia a si mesmo como “hétero na época”? --- E quando foi que você deixou de ser hétero na outra época? Está me dizendo que Leonardo DiCaprio foi o responsável por isso? Vamos agradecer a ele, então. --- Não tinha certeza se já tinha passado por uma fase assim. Desde sempre se entendera como bissexual. Na realidade, nunca tinha realmente parado para pensar sobre o assunto. Apenas sentia as coisas e fazia conforme desejava. Não era algo que precisava de muita reflexão ou moralismo. --- Não gosta de super-heróis? Chocante. Você bem que podia se passar por um caso fosse ator.
mozzieml·:
O novo abajur unicórnio que finalmente comprara para Beatrice tinha acabado de chegar na fraternidade. Mozzie comprou naquela manhã mesmo em uma loja perto do campus, mas pediu para ser entregue já que não tinha tempo de esperar embalar para presente, a fila estava enorme na hora. E enquanto caminhava para o lugar onde deixou o carro, distraiu-se com a peculiaridade do papel de presente. Eram abelinhas. Não sabia como deu a sorte, mas abelhas eram os animais favoritos da criança e ela iria definitivamente adorar. O que Mozzie não esperava era que seu corpo colidisse com o de alguém, e, consequentemente, soltasse o pacote no chão. O barulho de quebrado lhe trouxe uma careta para a face e ele, sem nem dar importância para a queda, ergueu a cabeça para reclamar. Era o rapaz do número na festa da praia. ‘ — Quando eu finalmente te encontro, é assim?’ bufou um riso apesar da situação. Ele recolheu a caixa e tentou não fazer novamente cara feia para o barulho da porcelana quebrada dentro desta enquanto aceitava a mão para se levantar. ‘ — Não posso dizer que está tudo bem, mas pelo menos não me machuquei.’
O barulho de algo se quebrando o fez soltar um suspiro. Merda, pensou, fechando os olhos e tentando respirar normal sem deixar crescer um ódio por si mesmo que aparentava ameaçar surgir. --- Aparentemente eu nunca aprendi a fazer uma entrada. Não se roupas estiverem inclusas, no fim das contas. --- Era uma brincadeira; tentava anuviar o clima, sabendo que provavelmente não conseguiria com tanta destreza. Via o papel de presente -- com desenhos de, o que?, abelhas? -- no chão e imaginava o que teria dentro. Ficou um momento em silêncio, enquanto o observava pegar a caixa, vendo pela sua expressão, que tinha acontecido o que temia que o barulho dissesse. --- Foi mal, mesmo! Você tinha comprado isso longe aqui? Por que, se quiser, posso ir com você até lá e eu pago um outro... --- Ainda não sabia do que se tratava --- ... um outro desse. --- Falou, por fim.
mmaracatuatomico·:
O olhar de Roman acompanhou todo o movimento do moreno a sua frente, havia o convidado, porém se surpreendeu que a sugestão tinha sido acatada. Gostava bastante de flertar, mas sempre achava que ia ser levado na brincadeira até não ser e era sempre um mix de surpresa e excitação. Por isso sorriu, já não mais em divertimento e sim mostrando-se malicioso ao fazer, era bom estar sendo tocado daquela forma pelo outro novamente depois de tantos anos, era gostoso e um tanto novo também ainda que a amizade com benefícios tivera dado a impressão de que tinham desfrutado de um tudo entre os dois. Seu corpo era diferente, Mike por si só estava mais velho e provavelmente diferente e a curiosidade pra saber se as sensações seriam as mesmas o instigava também. “Se tem, nada mais justo que você se livre do que te incomoda mesmo.” Lambeu e prendeu com os dentes o próprio lábio inferior, evitando outro sorriso malicioso surgir - sem muito sucesso - com o movimento e aproximação do mais novo. Seu olhar vagou das mãos dele em seu peito, estas que fizeram sua barriga encolher em um arrepio, até os lábios a sua frente. Indagava-se se tinham a mesma textura de antes e ao ter seus rostos rentes também rendeu-se a apenas às sensações e não mais a visão, fechando os olhos experimentando tudo aquilo de novo. Sabia o que Mike queria fazer porque queria igual e não esperou pela iniciativa, partido da ideia do incômodo, também o incomodava postergar aquilo. Ergueu uma mão até os fios curtos da nuca do garoto e encerrou a distância entre eles, unindo suas bocas num beijo de uma vez.”
Os lábios dele tocavam os seus como uma lembrança há tempos perdida. Daqueles tipos que permaneciam escondidas em algum lugar secreto da mente e que pareciam que não mais existiam, até que houvesse um gatilho que a trouxesse de volta a realidade e ela disse pensou que não existia mais? achou que sumi? bem, estou aqui de volta. Era a memória das diversas noites que se juntara a ele debaixo dos lençóis, cumprindo apenas um desejo carnal que sabia que ambos sentiam naquele momento. Nunca fora mais do que isso e sabia que tampouco seria agora. Era uma voz, mais forte que a sua própria, ou seu eu, que o trazia para aquele lugar onde apenas se entregava e fechava a linha dos pensamentos. Eles podiam ser ameaçadores. Então manteve os olhos fechados e, com eles, seus próprios julgamentos; entregou-se ao momento, trazendo o mais para perto e lentamente aprofundando o beijo. Era um beijo conhecido, familiar, comum, algo que já tinha experimentado alguns anos atrás, mas reavivado por uma simples concessão. Não podia pensar; não vou pensar.