à passarinha
desejo-te mais do que falo e falo-te infinitamente menos do que penso. mantenho, assim, a proporção de ações visando sufocar minha agonia e não te sufocar, guria meu presente é uma presença que muito anseio e se, ao fim da semana eu repousar em ti estarei feliz e sem receio. quero sim mergulhar nesse mar que é teu coração-diamante tão bruto e por ele luto até pra me manter por perto imagine então pra vê-lo aberto e pronto para me receber e, dia após dia, falho em enxergar mas não em ver que sou chato pra caralho e não mereço te ter a pureza que reserva é uma pureza que me enerva e, ao mesmo tempo, encanta e tua beleza é tanta que quase me esqueço que ela não é, nem de longe, apenas externa: como no mito da caverna só vejo o que a luz permite e estou doido para que caia uma estalactite e que a caverna rua para que o sol ilumine tudo me mostrando todo seu conteúdo como o chorão disse, quero morar na tua rua post scriptum:
"e sinto muito por muito sentir meu descuido não saber mentir"












