"Divagando na estação, mas nem tão devagar"
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"Divagando na estação, mas nem tão devagar"
#AC
“Mas bem lá no fundo, no meu arquivo-de-sentimentos-secretos, eu te amava. E te queria, mais do que qualquer outra pessoa.”
— Pedro Pinheiro.
“Há vestigos de você em mim.”
— Luana Alves.
O pior de mim
Já não me reconheço mais. Sou vazio, sou sombra, sou desprezível. Ofendo tanto quanto for possível ofender, chego a odiar... E eu não quero mais me sentir assim. Não quero esse amor doentio. Esse amor está em estado de putrefação, perdeu a validade. Não tem como ser diferente. Somos vazio e gritos, tapas, cuspidas na cara, pontapés. Somos arranhões, estrangulamentos, puxões de cabelo... Somos duas almas perdidas, se agarrando a quê, meu Deus? Por medo de admitir que juntas, somos o pior que podemos ser?
Eu não aguento mais. Não me aguento, não nos aguento. Não tenho forças pra ouvi-la chorar mais uma noite, enquanto choro noutro canto escuro e vazio... Embora cheio do eco dos gritos, dos xingamentos, dos maus agouros.
Eu não suporto mais. Somos duas desequilibradas que precisam de ajuda pra se livrar deste relacionamento esgotado. Não há paz. Não passamos mais de um mês sem uma grande briga. As piores possíveis.
Eu não aguento mais.
“Il brutto della dipendenza è che non finisce mai bene, perché ad un certo punto, qualunque cosa sia quella che ti fa stare bene, smette di farti bene e comincia a farti male. Eppure, dicono che non ti togli il vizio finché non tocchi il fondo. Ma come fai a sapere quando l’hai toccato? Non importa quanto una cosa ci faccia male, certe volte, rinunciare a quella cosa, fa ancora più male”
— Grey’s Anatomy. (via falleninwronghands)