Era Novembro
Era novembro e todas as possibilidades estavam ao nosso favor. Era de tarde e eu me via acariciar teu lindo cabelo encaracolado. Era uma tarde ensolarada e meu coração reviveu novamente. Jamais pensei que nós pudéssemos sobreviver à tantos anos sem nem ao menos termos nada além de alguns breves e calorosos beijos. Nunca pensei que depois de todas as idas e vindas pudéssemos ainda termos algo que parecia tão concreto. Era o reinício de algo que já tinha sido belo. Mas acho que o amor não serve para durar para sempre. O desgate te chegou primeiro que ao meu coração e percebi você empurrar com a barriga algo que não poderia mais dar certo. Você estava indeciso e querendo viver uma vida de aventuras enquanto eu apenas queria ficar ao teu lado. Você queria nada concreto enquanto eu estava querendo algo sólido. Você precisava não se apegar e eu já não sabia o que fazer se já me via apegado. E como uma luva a distância nos atravessou de maneira brutal e sem sentimento algum. A distância entrou em nossa vida e apenas a gente não via que isso era um sinal para que pudéssemos sentir que aquilo não daria mais certo. Mas foi apenas depois de um tempo, enquanto eu estava reforçando este fio com toda força e você apenas querendo esquecê-lo que eu percebi que não daria mais jeito em algo que nenhum lado queria deixar sobreviver. E foi então que chegou, mais uma vez, ao fim algo que poderia dar certo, mas que nunca deu. Chegou ao fim algo que havia começado a repensar que poderia ser diferente e concreto. Mais uma vez fui ingênuo e acreditei em algo que nunca existiu. Mais uma vez me enganei por sempre querer algo melhor contigo e por mais uma vez te deixar entrar desta maneira na minha vida. Agora tudo mudou. Nenhuma canção de amor fará-me correr atrás de você e nem ao menos pensar em te deixar entrar novamente. Neste momento você não tem mais vez aqui. Neste momento o pensamento de que "talvez eu não consiga viver sem você, pois dois sempre será melhor do que um" está aniquilado.











