Stranger Things

❣ Chile in a Photography ❣

blake kathryn
TVSTRANGERTHINGS
todays bird
Monterey Bay Aquarium
trying on a metaphor
Alisa U Zemlji Chuda
Cosmic Funnies

@theartofmadeline
No title available

ellievsbear
No title available
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
ojovivo
h

shark vs the universe
Sade Olutola
Game of Thrones Daily
I'd rather be in outer space 🛸

seen from United States
seen from Mexico

seen from Germany
seen from Thailand
seen from Colombia
seen from Iraq

seen from Japan
seen from Iraq

seen from Japan
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Norway

seen from Singapore

seen from India

seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States
@neevcn-archive
breedingwall:
with @neevcn
A bruxinha estava empenhada em sua missão de se tornar uma boa substituta de curandeira, enquanto os responsáveis dormiam! Foi até a pequena horta colher um pouco de alecrim para uma poção contra a gripe que um garoto da Aderem precisava. Estava se sentindo a melhor, balançando sua cestinha, apesar de muitos duvidarem que ela podia ser uma boa substituta da enfermaria, ela sabia que conseguia.
Todavia ficou surpresa quando avistou o príncipe da Maldônia, Brianna tinha ouvido a noticia dele ter ido passar um tempo com os pais: “os mimados da realeza sempre recebem tratamento especial” , comentou à época com alguns que estavam contra a ideia da suspensão dos príncipes envolvidos na briga. Na verdade estava com raiva de Neevan, ele a mandara ir atrás de Njord, quando ela queria ficar com ele!
Assim, vê-lo ali colhendo coisas na pequena horta, fez sua curiosidade aflorar, além da vontade de falar com o amigo. Se agachou ao lado dele e puxou um macinho de alecrim da terra: — Oi Neev! Quando você chegou? — falou sorrindo, sem ter a certeza que ele responderia.
Apesar de ainda estar alheio a certas decisões do grupo opressor, sabia de alguns de seus colegas que foram determinados para certas funções. Ele estava responsável pela cozinha, dia sim e dia não, era como dividiram seus turnos. Ainda assim, estava todos os dias por lá, ajudando a quem precisasse e dando seus palpites para que a comida saísse boa e isso evitasse uma irritação em alguém. Não queria gerar ainda mais problemas do que aquele enorme que tinham. Logo após direcionar o que cada um faria, decidiu ele mesmo colher alguns legumes e verduras dos que poucos que ainda haviam na horta. Uma tentativa de sair um pouco, ver um pouco de natureza e outros rostos que não fossem aqueles que lhe ajudavam na cozinha. Estava agachado observando as verduras, verificando o que já estava bom para ser colhido, e foi surpreendido por uma presença ao seu lado. “ Oi, Brianna. ” Cumprimentou, chamando-a pelo nome. Neevan nunca a chamava pelo nome desde que se conheceram. Puxou algumas folhas da terra, e levantou-se, mas ainda parado no mesmo lugar. “ Cheguei bem no dia que começou a confusão. Ótimo voltar e já encontrar esse problemão, não é? ” Sorriu de maneira irônica, por mais que não fosse diretamente para ela. O deboche era resposta ao fato irônico de que estaria bem, em sua casa, se não tivesse decidido voltar. Estava de mau humor constantemente, e estar ao lado da garota o fazia ficar pior. Não por culpa dela, mas por conta do ridículo ciúme que sentia ao imaginá-la com outro cara. Evitou fitá-la até agora, estava claro que estava incomodado, mas então pensou que Brianna não merecia ser tratada daquela forma. Não era culpa dela não retribuir os sentimentos dele, afinal. Virou-se para ela, suavizando sua expressão e tentando sorrir para amenizar a grosseria anterior, mas o sorriso saiu fraco. “ Como você tá, Bree? ”
gcrotaverde:
❛ —— Que eu saiba é Melena pra você, imbecil. ❜ As malcriações de Melena pareciam surgir com maior facilidade quando a bruxinha se encontrava de mau humor. E como ela poderia estar feliz quando tinha passado por uma língua virada a menos de um dia e ainda precisava lidar com a infelicidade de estar sendo chantageada por Njord? Obviamente, não estava a mínima paciência para lidar com outras pessoas. No caso de Neevan, em específico, era ainda pior. Ele poderia ter desaparecido por algum tempo, entretanto, as lembranças do último encontro que haviam tido ainda se encontravam completamente frescas na mente da feiticeira;; podia lembrar com perfeição de como ele tinha sido grosseiro. E existia naquela escola uma pessoa mais rancorosa que a Upland? A sorte de príncipe era atualmente que os pessoais da bruxa se sobressaiam ao episódio que o envolvia. O que não parecia impedi-la de jogar as suas piadinhas, certo? ❛ —— Além disso, eu não quero nada de você. ❜ A esverdeada emendou enquanto tinha o cinismo de oferecer-lhe um olhar quase ameaçador. Sua desnecessária provocação era justamente um aviso de que ainda se lembrava da maneira que o príncipe havia tratado-a na conversa passada. Um lembrete de que alguma vingança pessoal não tardaria a chegar. Contudo, esse era um assunto póstero, uh? Agora, precisava de um doce para acalmar seus nervos. ❛ —— E eu só vim pegar um sorvete. ❜ O sussurro tinha a função de servir como um lembrete da razão para ter ido até a cozinha. Por isso, sem esperar nenhuma aprovação, a feiticeira seguiu seu caminho para a câmara fria da cozinha. Não sabia como havia ficado a divisão de comida, mas, certamente, não estava ligando para nenhuma regra que aqueles imbecis tivessem criado.
O sentimento que o príncipe tinha pela garota sempre fora intenso e verdadeiro, mas numa tentativa estúpida de ficar bem com um amigo, acabou magoando-a. A história dos dois começou errado, e foi piorando cada vez mais devido as atitudes do rapaz. Ele estava bastante consciente de que, se os dois não haviam dado certo, era muito mais por ele não ter sido sincero e agido como um covarde, do que por conta da personalidade difícil da feiticeira. Pensando nisso, estava decidido a aguentar qualquer patada que viesse da outra, até mesmo tolerar suas grosserias, pois sentia que merecia cada uma delas. Entretanto, não queria mais passar por aquilo, e se os rumores do novo relacionamento da Upland fossem verdadeiros e aquilo significava o fim de qualquer chance que ele tinha de ficar com ela, preferia conversar e resolver logo agora. Não havia se preparado para que acontecesse agora, mas como a situação simplesmente se fez diante de si, acreditou que era melhor aproveitar e contar-lhe toda a verdade. “ Eu ia dizer que era melhor não pegar nada sem a permissão de quem ficou responsável por racionar a comida, mas esqueci que você é um deles. ” Isso dava passe-livre para que ela fizesse o que queria, afinal. Respirou fundo e virou-se para ela, internamente decidido sobre o que fazer, mas aparentando ser um garoto de quinze anos conversando com sua paixonite pela primeira vez. “ Ouvi dizer que você ‘tá namorando o Zane, é verdade? ” Perguntou, mas no segundo seguinte se completou: “ Na verdade, deixa para lá. Eu já sei que vai dizer que não tenho nada com isso, e eu não tenho mesmo. ” Era a realidade, por mais dolorosa que fosse para ele admitir. “ Eu queria mesmo era saber se a gente pode conversar. Sei que as duas últimas vezes que eu te pedi isso acabei te magoando, mas agora eu ‘tô decidido a ser sincero. Quero te contar toda a verdade. ” Sua firmeza na voz e o olhar direcionado ao dela demonstravam sua seriedade, e que realmente tinha algo importante a lhe dizer. Por mais que a outra parecesse odiá-lo ao ponto de não se importar com nada que viesse dele, contava com a chance de que ela pudesse ser curiosa o suficiente para querer lhe ouvir.
bornoftheocean:
Não se considerava exatamente uma pessoa perfeccionista, mas havia dias que sua mente estava simplesmente cansada de lidar com a diferença cultural entre ela e os demais aprendizes que nasceram no continente. Para Rey sua sopa estava boa, não perfeita, mas boa e bem semelhante ao que era servido em Atlantis, mas não era de se espantar que alguém que não fosse das ilhas pudesse estranhar os temperos. Um pouco impaciente a herdeira cruzou os braços. – Me deixaram responsável pela comida e pela limpeza. Aparentemente eles acharam que minha hidrocinese é boa para fazer isso e apenas isso. – comentou deixando sua frustração sair em seu tom de voz. – É inhame cozido. – revelou enquanto dava espaço para que o príncipe pudesse arrumar sua comida. Apesar de incomodada, ela sabia que os demais aprendizes precisavam comer e se Neevan podia ajudar a deixar os outros mais satisfeitos não havia motivo para atrapalhá-lo.
Percebeu o tom frustrado da outra, e naturalmente ele seria o cara quem tentaria resolver as coisas e deixar todos num clima bom. Acontece que nem mesmo o próprio Neevan, conhecido por seu bom humor, estava sentindo-se bem o suficiente para ajudar os outros. Até mesmo o seu jeito de falar soava diferente, um tanto grosseiro e antipático, muito diferente do verdadeiro herdeiro da Maldônia que todos conhecem. “ O seu poder é hidrocinese? ” Perguntou quase de maneira retórica, notando que ela dera o espaço para ele se aproximar do caldeirão, então pegou alguns ingredientes para tentar deixar o cheiro da comida menos forte. Imaginou que poderia ser algo da cultura da princesa de Atlantis, mas sabia que os outros poderiam reclamar e isso geraria problemas para todos. Pegou um colher, provou um pouco e então começou a misturar outras coisas para amenizar o cheiro forte. “ É um poder tão útil, e te colocaram na cozinha? Devem estar com medo de que você use contra eles. Você podia afogar essa galera. ” Sugeriu, num tom de brincadeira, enquanto mexia com a sopa no caldeirão.
yourhghness:
Ele normalmente não daria importância para a opinião de Neevan a seu respeito, imaginando que o príncipe maldonês sempre estaria com um olhar crítico demais por ser filho de um vilão. Estando sozinho com o mesmo na cozinha, contudo, não era como se houvesse opção. Njord tinha ido até o cômodo a fim de fiscalizar o trabalho ali realizado, e sua fala deixava entrever como não se encaixava nem mesmo no próprio grupo quando se tratava de poder — nunca haveria banquete abundante o suficiente para um homem faminto. “ Como pode dizer isso sem nem mesmo ter me visto governar? ” devolveu, contornando a mesa para pescar uma maçã ali perto. “ E se de repente dissessem que, mesmo tendo direito ao trono, você não é apto para ele? Não importa o que os outros dizem, ou pensam. E, na realidade, eles não precisam aceitar… ”
“ Dizem as más línguas que os descendentes herdaram talentos de seus pais. Eu, por exemplo, sou ótimo com música, mas seria um péssimo rei e poderia até mesmo falir a Maldônia de novo. ” Lembrava-se de quantas vezes havia escutado de seus avós, que tinha a mesma personalidade que seu pai antes de conhecer Tiana, e aquilo havia lhe custado muito caro para o reino, que ficou à beira da falência. Temiam que pudesse acontecer de novo, e por isso Neevan acreditava que suas irmãs seriam mais qualificadas para o papel de monarca de seu reino. “ Njord, eu não sei quem está a frente desse grupo de vocês, mas veja bem, a comida está acabando, tem pessoas doentes e algum de vocês impediu que distribuíssem poções... acha mesmo que isso é ser um bom governante? Eu posso ser um lixo de futuro rei, mas consigo ver claramente que o reinado de vocês é uma grande merda. ”
tresdedoze:
❛ Príncipe Neevan! ❜ Animação presente, embora existisse uma demanda. Ora, o encontro com Coral fora obra do outro, ele sabia. ❛ O chef não tem de limpar o ambiente depois? ❜ Indagou em resposta, sentindo-se extremamente confortável na presença do outro. Um amigo era sempre bem-vindo. ❛ Ora, claro. É a única oportunidade de comer algo agradável durante todo o dia. ❜ Apontou para o maldonês, deixando a mesa e olhando para o pão falso em sua mão. ❛ Boa sorte em transformar isso em comida. ❜ Informou ao levantar a decoração para o outro. A verdade era que a situação caminhava para um momento de explosão. Sentia, aos poucos, que breve não haveria nada para se alimentar e, bem, talvez Ever não precisasse comer um sanduíche agora. ❛ Não. Estou bem. ❜ Dispensou devolvendo o objeto para a mesa. ❛ Sabe, Neev, recebi uma visita hoje. Você não vai acreditar quem foi ❜ testou atuando bem em sua fala desentendida.
Reconheceu o tom de voz animado do outro, e embora desconfiasse do porquê, preferiu fingir que de nada sabia. Ainda assim, o seu sorriso indicava o quão culpado -- ou responsável -- era pela possível felicidade do amigo. “ Mas eu deixei tudo limpo quando saí, então não é culpa minha se vieram e bagunçaram depois. ” O processo de escravidão estava completo: havia preparado praticamente sozinho em seu turno um banquete para todos os alunos de Aether, e ainda por cima arrumado tudo depois. É claro, haviam pessoas ali, mas todo o trabalho pesado havia sido feito por ele, durante o seu turno. Mal conseguira descansar, e já faltavam poucas horas para o seu próximo. Revirou os olhos quando viu que o pão na mão do príncipe era falso. “ Não acredito que estamos chegando a esse ponto! Precisamos urgentemente de ajuda. ” Seu tom era preocupado, levemente irritado. Pensou sobre sua própria fome, e se conseguiria aguentar mais um pouco para que sobrasse para quem viesse a precisar mais futuramente. Pressionou os lábios um contra o outro, tentando disfarçar, mas todo o seu talento para a música lhe faltava para a atuação. “ Hum, pela sua animação, deve ter sido a fada do dente que te deixou um dólar debaixo do travesseiro. Ou alguma outra fada realizadora de sonhos. Quem sabe até um sereia... ”
bartnmeo:
era um alívio ter neevan por perto depois de tudo que havia passado nos últimos dias. desde ficar sobrecarregado com trabalho, tentar ajudar às escondidas e ser punido, estar completando dezessete anos em um regime militar e ter outras crises pessoais, provavelmente perderia a compostura muito mais rápido sem sua família. estava sim sendo bastante resiliente em tempos tão desesperadores, mas havia um limite que desejava não atravessar. ─── consigo. ─── pelo menos achava que conseguia. seus poderes eram limitados pela condição física de seu corpo, ou seja, conseguia ir até onde seus pulsos conseguissem sustentar um desenho ou uma pintura. mesmo que também estivesse com um pouco de dor de eventos anteriores. ─── que tipo de temperos? pimenta do reino? molho de tomate? eu só posso trazer o que as minhas mãos conseguem segurar, senão fica meio emperrado. é bem esquisito, melhor eu não entrar em detalhes sobre o processo. ─── soltou um riso fraco, e olhou o mais velho com o canto dos olhos. ─── então, tudo bem? não fizeram nada contigo, né? além do lance de obrigar a trabalhar e tal.
sabia bem como toda aquela pressão afetava aos outros, sendo ele mesmo um grande exemplo de alguém que estava se transformando em quem não era. completamente alheio à maldição que haviam rogado sobre ele há algumas semanas, acreditava que suas mudanças de humor constantes se deviam à situação atual de aether. em certo ponto, estava certo. bart era, possivelmente, a única pessoa que fazia o outro se acalmar e ficar são, de forma que conseguia conter facilmente a raiva crescente e inexplicável dentro de si. “ páprica, gengibre, tomilho, cheiro verde... qualquer um desses. ” não que fosse utilizar todos agora, mas talvez se o mais novo conseguisse tudo aquilo hoje, poderia trabalhar menos amanhã. neevan precisava de opções, para tentar fazer algo prático e rápido, já o estavam apressando para que finalizasse o jantar. “ além disso, umas ameaças, mas nada do que não esperássemos dessa galera. ” deu de ombros. “ tenho sentido coisas estranhas. sentimentos ruins que parecem que me dominam. horrível... ” comentou, num tom despretensioso, e logo ergueu o seu rosto lembrando-se de algo muito importante. uma data especial, o qual ele havia esperado para celebrar, e agora as circunstâncias os impediam. “ bart! o seu aniversário... eu tinha preparado uma surpresa. não acredito que não vamos comemorar os seus dezessete anos por culpa desses otários. ” sentiu novamente aquela raiva dentro de si, mas ainda não tão intensa como quando era dominado pelas sombras que estavam habitando seu corpo -- sem o conhecimento do próprio filho de tiana.
O período que passara fora de Aether e junto de sua família fora o suficiente para Neevan refletir e repensar sobre várias de suas ações. Ainda não era o mesmo de sempre, seu rosto não parecia iluminado e sorridente, e não tocava em seu ukulele há quase três semanas -- o que, inclusive, gerou comentários de estranheza vindo de alguns aprendizes. Um dos assuntos que havia conversado com seu pai, era a respeito de @gcrotaverde e de como a história deles havia se desenrolado de uma forma que ele não esperava; e não no sentido bom. Estava determinado a conversar com ela quando retornasse, e por mais que estivesse recluso na festa, até mesmo na companhia de uma outra garota, foi capaz de escutar o pedido de namoro de Zane. Com isso, decidira seguir seu caminho sem dizer mais nada, e fingir que aquele assunto estava encerrado.
Contudo, o destino parecia não querer facilitar, e três dias depois do caos instaurado no Instituto, quando virou de costas e viu a menina de pele verde chegando na cozinha, lembrou-se da sensação de inacabado que lhe perseguia. Era uma tortura manter seus pensamentos para si, e pensou em aproveitar o momento a sós para conversarem, mas optou por ir aos poucos. Não sabia como ela poderia reagir, afinal, tinha a sensação de que a Melena que conhecia era outra. “ Oi, Mel. ” Chamou-a pelo apelido, bem diferente da última vez que se falaram, duas semanas atrás, tratando-a pelo sobrenome. Seu tom de voz era baixo e soava mais simpático que da última vez, mas ainda tinha a expressão fechada e pouco bem humorada. “ Veio procurar alguém ou só comer? Posso te preparar alguma coisa, se quiser. ”
ㅤʷʰᵃᵗ ᶤᶠ ʷᵉ ʳᵉʷʳᶤᵗᵉ ᵗʰᵉ ˢᵗᵃʳˢˀㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤᴍᴇʟᴇɴᴀ ﹠ ɴᴇᴇᴠᴀɴ
FLASHBACK
gcrotaverde:
Melena precisou tirar um curto momento para se acalmar. Era óbvio que o príncipe não poderia estar se referindo à Elphaba, pois o pobre coitado sequer tinha conhecimento da existência da bruxa! Além disso, analisando melhor, a sua reação parecia quase desproporcional se a citada em questão fosse Glinda;; todos conheciam como a sua filha adotiva costumava tratá-la. Então, após um longo respirar, a esverdeada apoiou suas mãos na curvatura de sua cintura e revirou os olhos numa exemplificação da sua indiferença pelas desculpas. ❛ —— ‘Tá, Neevan. Tanto faz. ❜ Complementou com a fala arrastada, quase de má vontade. Toda aquela conversa estava um verdadeiro saco! E, bem, se existia alguma concentração da sua parte para se manter controlada no diálogo, essa força de vontade se pulverizou quando escutou as palavras dele – a única diferença era que agora estava vendo graça na situação. ❛ —— Eu estou diferente? ❜ Repetiu com quê de deboche em suas palavras, proferindo uma risada incrédula posteriormente enquanto a sua cabeça era sutilmente balançada. ❛ —— Eu sempre fui exatamente desse jeito, ok? Tudo bem, eu te tratava de maneira carinhosa quando estávamos apaixonados, mas isso nunca mudou em absolutamente nada como eu tratava aqueles que me incomodavam. ❜ Afinal, as suas vinganças e pecuinhas eram conhecidas desde que tinha posto os pés naquela escola. ❛ —— Se não consegue enxergar isso, é porque sempre esteve olhando para a versão que idealizou de mim. ❜ Ela sentiu a necessidade de complementar, utilizando da sua mão direita para que pudesse apontar para ele, como uma espécie de acusação. Todos naquele colégio já conheciam a sua personalidade instável e, realmente, se o príncipe não conseguia enxergar esse traço inerente da sua personalidade, era porque nunca estivera olhando verdadeiramente para si. ❛ —— Pessoa que você gosta? ❜ Debilmente, Melena se perguntou em voz alta, não fazendo objeção alguma a expressão surpresa que se apossava de seu rosto. Do quê ele estava falando? ❛ —— A mesma pessoa que... O quê, Neevan? Vamos. Complete! ❜
O deboche tão típico que Melena carregava em sua fala já havia sido escutado pelo príncipe algumas outras vezes; não direcionado à si, mas havia presenciado situações. Entretanto, nunca o deixara realmente incomodado como agora. O sentimento era estranho e confuso, sabia estar de frente a garota por qual estava se apaixonando há algum tempo, ao mesmo tempo que a mirava e parecia ver uma outra pessoa completamente diferente. Talvez ela estivesse certa e tudo não passou de uma idealização do príncipe sobre ela, fantasiar como seria a personalidade da Upland e, talvez, procurando outra pessoa nela. Não era justo com a garota, mas também não era justo consigo mesmo, o problema era que não se controlava esse tipo de coisa, especialmente quando ocorria de forma tão natural que ele sequer notara. Estava diante de um momento onde percebia que suas expectativas estavam, possivelmente, equivocadas, e ninguém que possua sentimentos humanos sabe lidar bem com isso. A sensação de estar perdendo tudo o que ele acreditava ser verdade, de não poder confiar em si próprio e seus julgamentos, e o pior, as lembranças dos momentos com a feiticeira que parecia agora ter um outro tom. Tinha grande carinho pela filha de Glinda, ainda que viesse demonstrando o contrário nos últimos tempos, e sabia que aquilo não morreria por conta de uma decepção, mas estava reflexivo sobre o que ela acabara de dizer. “ Ou talvez eu gostasse tanto de você que só conseguia enxergar o lado bom. Até mesmo vendo os defeitos de maneira positiva. ” Lembrava-se de classificar as brigas em que ela estava envolvida como coragem. Achava-a corajosa, ousada e admirava como ela podia ser sincera, sem se dar conta de que aquilo podia magoar terceiros. Talvez gostar tanto dela o tenha feito cego, idealizando uma pessoa perfeita que não existe. É claro, a achava incrível! Mas ninguém é perfeito. “ Nada. A pessoa que nada. Esquece isso. Continua seu trabalho aí, Melena. Eu não deveria nem ter vindo aqui. ” Saiu sem propriamente se despedir, completamente confuso com seus pensamentos e sentimentos. Mas, de alguma forma, sentia que os dois não tinham acabado ali. Precisariam conversar depois, ele só não conseguiria fazer aquilo agora.
ENCERRADO !!
𝚝𝚑𝚎 𝚕𝚊𝚜𝚝 𝚝𝚠𝚘 𝚠𝚎𝚎𝚔𝚜 𝗇𝖾𝖾𝗏𝖺𝗇’𝗌 𝗉𝗈𝗏
Após a briga com Aspen por ter falado sobre a irmã dele de uma maneira pejorativa e grosseira, o príncipe da Maldônia caminhou por Aether com o rosto machucado de uma forma que chamava atenção. Sua expressão fechada e a ausência de seu ukulele também eram notórias, visto que o rapaz era conhecido por caminhar pelos corredores do Instituto com o seu instrumento favorito, enquanto sorria e cumprimentava a todos tocando uma canção improvisada -- e cantarolando, é claro. Questionamentos a respeito de seu caráter foram feitos a si próprio, de forma que o filho de Tiana começara a perceber que, era verdade, todos tinham luz e trevas dentro de si; e ele estava descobrindo as suas trevas.
breedingwall:
— Foi só um soquinho no nariz dele… — falou sorrindo de lado ao ver o riso do outro, aquilo derreteu um pouco seu coração e ela sentiu as bochechas ruborizarem. — Neev! Eu esperava você me dizer que acabou come ele! Ora vamos! Me diga que acertou pelo menos um soco! — brincou, mesmo sabendo que não era certo tirar sarro daquela situação — Ah… Ela foi o assunto… A Effie é uma das melhores pessoas que conheço… Então tente não machucar os sentimentos dela, senão você será o próximo a receber um soco na fuça! — a ruiva suspirou sentindo um pouco de inveja da amiga, ela tinha despertado algo suficientemente forte em Neevan a ponto dele comprar briga com Aspen, enfim eram todos solteiros ali, não é mesmo? Além disso, ainda ficaria puta com Neev se ele magoasse a melhor amiga naquele Instituto: — Admitir que é um idiota é o primeiro passo para deixar de ser… Ao menos é o que dizem! — abraçou um dos livros que trazia nas mãos — Você vai à aula de marcenaria hoje? —.
Neevan sabia que não tinha o direito de estar chateado com a garota. Ela não tinha culpa alguma de suas inseguranças no amor ou incertezas, o medo de se arriscar novamente. A decisão de não lutar por ela e fingir que estava tudo bem continuarem apenas como amigos havia sido dele, então não havia motivo algum para estar tão frio com ela. Contudo, a sua falta de humor e empatia estavam presentes desde a briga com Aspen, e aquilo parecia ter mexido com ele de uma forma que o príncipe não saberia explicar. “ Eu acertei uns socos nele, sim. ” Respondeu de maneira sucinta, direta, sem render muito assunto. Embora não tenha admitido, já havia percebido os seus sentimentos pela Dingwall, e depois disso, ficara insuportável olhar para ela e saber que ela se envolvia com outros caras. Hipócrita, é verdade. Vindo do príncipe que beijava quase qualquer garota em Aether, mas ele não queria se sentir assim. Não gostava de ser esse tipo de pessoa. Mas, desde a discussão com o fae, estava sendo exatamente o tipo de pessoa que nunca imaginou que seria. Pouco se parecia com o músico alegre e que animava os outros com músicas pelos corredores do instituto, pouco se parecia com o filho de Tiana e Naveen que todos conheciam, pouco se parecia com o príncipe bondoso e gentil, sem preconceitos que sempre fora. “ Não que você se importe muito com o fato de eu ser um idiota, não é? Você se relaciona com um que é muito pior. ” Não citou nomes porque sabia que ela entenderia a quem ele se referia. Não tratou também de se explicar a respeito da briga; deixou-a pensar o que quisesse. Não estava com bom humor para tratá-la com o carinho que sempre a tratou. “ Não, não vou à aula de marcenaria hoje porque não estou afim. Aliás, essa conversa também não está me fazendo bem. Vai procurar o Njord, vai. Idiota por idiota, melhor ficar com um que te salva com beijos, como você mesma disse. Tchau, Brianna. ”
ENCERRADO !!
FLASHBACK ( neverland )
breedingwall:
— Não! Não é isso! Eu quis te beijar! Mas eu não deveria querer, você é meu amigo! E acho que o príncipe mais disputado do Instituto… — ela falou dando um sorriso de lado para ele — Digo… Eu já desisti de tentar entender de quem você está a fim! E não entenda isso como algo ruim! Só acho engraçado como somos parecidos nesse quesito! — riu para si mesma — O que eu tenho com o Njord é uma aliança de mútuo auxílio! Eu ofereço as poções que ele precisa para coisas do cotidiano… E bem… — soltou uma risada nervosa — Bem… Ele me ajuda com algumas coisinhas aí… Diremos que é naqueles momentos em que estou precisando que um príncipe me salve com um beijo… — comentou. Adorava a amizade com Neevan, apesar de desejar que fosse algo mais que aquilo, parecia errada tal ideia. Ainda mais levando em conta os relacionamentos nada normais e duradouros que mantinha — Isso rola há alguns anos já… Pensei que você soubesse… Acho que aquele egoísta sabe mesmo manter um segredo… — ponderou dando de ombros — Acontece que não quero isso pra nós! E eu não sei se sou capaz de manter algo muito diferente… —.
Estava acostumado a lidar com garotas, tanto as que o rejeitavam quanto as que o desejavam -- e ele quase sempre as desejava de volta. A relação com Brianna iniciou como uma atração, queria apenas saber como seria beijar a garota bonita que era sua parceira no clube de Marcenaria. Mas então, ela pareceu rejeitá-lo, ou simplesmente agir como se não acreditasse que ele estava afim dela. Neevan começou um pequeno jogo, onde flertava com ela para ver sua reação, as quais sempre achara adorável, e isso fez com que se aproximasse ao ponto de se tornarem amigos. Os flertes diminuíram a frequência, mas ainda estavam lá vez ou outra, e o beijo no dia da festa clandestina o pegara de surpresa. Contudo, o que o surpreendeu ainda mais fora o fato de que não conseguia parar de pensar na garota desde o acontecido. Deu todo o tempo que ela precisava para absorver a situação, ele talvez tivesse ficado bem com o beijo muito mais rápido do que ela. Afinal, ela era como ele, não se apegava facilmente, um beijo não poderia significar muito, certo? Mas co contrário do que ele imaginou, o incômodo que sentira ao saber que ela não só ficava com outros garotos, como tinha um relacionamento fixo com outro príncipe o fez fechar a expressão e perder completamente a vontade de continuar aquela conversa. Numa situação normal, sugeriria que os dois tivessem uma amizade colorida ou que ele fosse apenas mais um na lista dela, o que provavelmente significaria o mesmo ao contrário, ela seria apenas mais uma das aprendizes o qual ele se envolveria por um tempo. Tudo seria mais fácil com ela, porque os dois eram iguais nesse quesito, como ela mesma apontara. Então por que apenas uma amizade colorida não parecia o suficiente para ele? Preferiu não pensar muito sobre o assunto, ou poderia chegar a uma conclusão que ele não queria, porque não estava pronto para aquilo. “ Tudo bem, você está certa! A gente não pode estragar uma amizade por uns beijos ou algo mais. Então vamos manter as coisas do jeito que estão, para facilitar. ” Forçou um sorriso, tentando não deixar transparecer o quão confuso estava com tudo aquilo. Não entendia como ficar longe dela poderia facilitar, porque dentro de si sentia que a queria muito mais do que só por uma noite, mas não estava pronto para admitir isso. Não conhecendo a ruiva e a si mesmo, e o quão desapegados eram; não depois do que ocorrera com Juliette, onde ele estava apaixonado e foi deixado por um casamento arranjado. Ainda assim, sabia que haviam chances da garota interpretar como se ele a estivesse rejeitando, mas não era algo que conseguiria se concentrar agora. Portanto, deu um beijo em sua bochecha e despediu. “ A gente se vê por aí, Bree. Curta o resto da viagem, a gente já volta amanhã, afinal. Então... tchau! E se cuida para não ficar caindo por aí, nem sempre eu posso estar por perto. ” Partiu para o lado oposto.
ENCERRADO !!
bartnmeo:
─── eu tô procurando onde que está, senão eu acabo pegando a coisa errada. ─── não era sempre que podia dizer que se sentia útil, contudo, mesmo que não fosse muito óbvio ou apontado como uma das coisas mais legais do instituto, o poder de conseguir dar vida a certos elementos com base em seus desenhos ou trazê-los de pinturas havia se mostrado relevante quando o assunto era comida. bart não estava exatamente bem, mas não estava tão desesperado quanto achou que ficaria. ─── é um cacho de uvas. eu só consigo de pouco em pouco, mas acho que já ajuda, né? ah! e talvez não tenha gosto de uva, pode ter gosto de abacaxi ou maçã, mas são todas frutas de qualquer forma.
“ relaxa, não ‘tô te apressando. ” respondeu num tom ameno que um irmão mais velho usaria com o caçula; o tom compreensivo e calmo que estava usando apenas com bart nos últimos tempos. ouviu a resposta dele e soltou uma risada. “ tudo bem, eu trabalho com o que tivermos. eu provo antes, vejo o sabor e vemos o que dá para fazer. será que consegue trazer uns legumes também? ” perguntou, ainda incerto da dimensão dos poderes do amigo, mas pensando nas possibilidades de pratos que poderia preparar para o almoço. “ e temperos, acha que consegue? seriam muito úteis, temos poucos aqui. eu sou bom na cozinha, é claro, mas não faço milagres. ”
tresdedoze:
Com a ausência dos funcionários, o príncipe não se importara em fornecer mão de obra em prol de todos, portanto, estava limpando a cozinha, já que cozinhar efetivamente não era algo que fazia tão bem. Em meio a arrumação, com seus fones de ouvido, desconsiderava a possibilidade de ser visto — e não se importava, é verdade. ❛ Waterloo! Finally facing my waterloo ❜ e, durante o instrumental, Zraa pegou uma baguete de enfeite e subiu na grande mesa que limparia a seguir. Começou a tocar o pão de mentira como uma guitarra, e depois aproximou dos lábios, fingindo ser um saxofone. Mas é claro que alguém entraria para pegá-lo no flagra! E, assim, o rapaz parou, embora não tão envergonhado. ❛ Uh, a mesa não está limpa ainda. ❜ Comentou abrindo um sorriso simpático — e deveras natural — para si. ❛ Louças empilhadas do lado esquerdo, por favor. ❜
Neevan ficara responsável pela cozinha, mas apenas a parte de preparar a comida. Ficara tão empenhado em alimentar todos que estava cansado e precisou descansar por algum tempo. Voltara a cozinha mais tarde, imaginando que já estaria tudo limpo e vazio, para conseguir se alimentar. Mas enganou-se ao pensar que passaria alguns minutos sozinho. Ao menos quem estava ali era Ever, um de seus melhores amigos, e sabia que não precisaria forçar um bom humor que não sentia no momento. Observou o bailarino com a baguete, enquanto estava apoiado no batente da porta, e conseguiu até mesmo soltar uma breve risada com a visão que tivera. “ Eu já fiz a comida, não vou lavar a louça também. Que folgado você, Thindrel! ” Brincou com o amigo, o bom humor voltando aos poucos. Caminhou para dentro da cozinha, procurando as panelas, mas vendo-as vazias. “ Pelo visto comeram a comida toda. ” Não que estivesse reclamando, inclusive sorrira orgulhoso por saber que comeram o que ele havia preparado. “ Bom, o que me resta é comer um sanduíche. ” Deu de ombros, pegando a chave do armário e indo abrir. “ Quer um também? Só não vou usar essa baguete aí, é claro. ” Ofereceu, já olhando o que havia disponível na despensa.
bornoftheocean:
No dia em que tudo foi descoberto, a cabeça de Rhea latejava como se a xingasse pelas bebidas da noite anterior e elas só pioram quando viu todos os adultos dormindo. Agora, dois dias depois, a atlante havia decidido fazer o que podia para controlar o caos. Começou indo até as cozinhas e preparando algo para que os alunos pudessem comer. Com seus poderes de hidrocinese, Rey mexia um grande caldeirão de sopa bem temperada com o que ela havia encontrado dentro dos armários. Havia feito seu melhor para tentar reproduzir o que comiam em Atlantis, mas o cheiro mostrava que talvez tivesse não dado dão certo. Não que a comida tivesse ruim, pois não estava e a herdeira era uma ótima cozinheira, mas devido a falta de determinadas especiarias o resultado não era o mesmo que ela comia em casa. Ergueu as mãos, transformando a sopa em pequenas bolas que ela guiou até as tigelas daqueles que esperavam sua comida. Após encher os potes, Rey abriu um sorriso satisfeito. – Não adianta querer pensar de barriga vazia. Nós vamos conseguir resolver isso, certeza. – sua fala mostrava confiança, entretanto ela estava tão nervosa quanto os demais aprendizes.
Logo no primeiro dia de todo o caos, Neevan se ofereceu para cuidar da cozinha, e os que conheciam o seu talento com comida o apoiaram com veemência. No entanto, precisava descansar e os turnos foram organizados para outras pessoas dividirem a mesma função em horários e dias diferentes. Ainda assim, o príncipe estava entediado pelos corredores quando decidiu ir até a cozinha e verificar como estava o andamento por lá. O cheiro invadiu suas narinas logo que se aproximou, e fez uma careta ao adentrar o lugar. “ Que cheiro forte é esse? ” Perguntou logo que estava dentro e podia ser ouvido. Em outra situação, falaria de uma forma mais amena e simpática, mas estava de péssimo humor há semanas, e por isso sequer percebeu que poderia soar grosseiro para os padrões do herdeiro da Maldônia. Sua intenção não era magoar ou ofender, no entanto. “ Você ‘tá responsável pela cozinha hoje? Que tipo de comida é essa? Esse cheiro forte de tempero. Vem cá, não serve isso não, deixa eu consertar. O que você usou nessa sopa? Se é que isso é uma sopa. ” Aproximou-se do caldeirão e observou o alimento com uma cara feia. “ Vamos lá, me deixa consertar isso. Todo mundo sabe que sou melhor nisso. ” Falou num tom confiante, típico dele, que poderia ser confundido com arrogância, mas era apenas confiança demais.
yourhghness:
“ Nada mais justo numa situação como essa do que elegermos um representante ” disse como quem não quer nada, mas sabendo exatamente o que queria ao se posicionar como uma figura central. Afinal, quando os turnos na cozinha começassem, tinha de se certificar de que não seria uma dessas pessoas. “ Ninguém sabe quando as coisas vão voltar ao normal e nada funciona sem direcionamento ” um riso curto e sabido escapou de seus lábios enquanto abria as mãos, resolutamente. “ Posso fazer esse sacrifício, pelo bem comum ”
Neevan se propôs a organizar as coisas na cozinha, porque aparentemente estava muito sem humor para animar os outros com música como naturalmente seria sua escolha inicial. Então, decidido a usar o seu talento e gosto para cozinha herdado e ensinado por sua mãe, posicionou-se e estava ajudando com essa parte. “ Eu concordo que precisamos de redirecionamento, mas não sei se você seria o mais indicado. ” Não era do tipo que tinha preconceito com filhos de vilões, tendo ele já se envolvido com algumas e sendo amigo de outros, mas não pensava em Njord como uma boa opção. “ Nem digo só por mim, mas você acha mesmo que os outros vão aceitar isso? ”
hasablanca:
─── presta atenção em mim: se todo mundo ficar fazendo o que quer ou priorizando o que quer, vai continuar faltando comida e etc. eu vi a rey ajudando com comida, vi o zane ajudando a catalogar os aprendizes por poder e utilidade e enfim, muita coisa útil sendo feita. mas realmente nada funciona sem regras como foi apontado pelo njord, em relação a um direcionamento. mas não de uma pessoa só, porque não estamos em um reino. então, eu proponho regras, e preciso de voluntários, porque eu sugiro um conselho. não uma pessoa, mas pelo menos de três a cinco, que ajudem na manutenção dessas normas. a minha ideia é pegar as informações que a gente já tem e separar as pessoas por funções. eu já tinha comentado antes com a meili, e ela falou que, como eu disse, separar por grupos que não vão sair de suas funções, mas os grupos que ficam com tarefas de organização, como limpeza, podem ir revezando sim. dentro dessa ideia de grupo, ficaria assim: grupo 1 procura nos livros, testa magias, poções e investiga. grupo 2 fica na cozinha, esse seria fixo porque nem todo mundo sabe cozinhar e não temos tempo pra ensinar. o grupo 3 pode ajudar a aliviar os nervos da galera, porque muita gente tem poderes empáticos que podem influenciar pessoas desesperadas a ficarem melhores e mais estáveis. o grupo 4 pega limpeza. podemos ver o que mais é necessário no conselho. soa chato ficar só trabalhando, mas não vai ser um trabalho eterno, é só colocarmos horários e turnos separados dentro desses grupos. eu de fato me candidato a trabalhar com o conselho, porque já pensei em algumas regras. ah, em relação a comunicação, precisamos arrumar um modo de nos comunicar sem a nimbo que não seja presencial, não sei se existe alguma magia que sirva para isso, mas é importante.
mal voltara a aether e já estava tendo que lidar com um grande problema. e o pior: que envolvia todos os outros. seu humor não estava dos melhores, e diferente do neevan que todos conhecem, estava falando em um tom mais sério e concentrado. seu ukulele sequer estava consigo, e o natural naquela situação era que ele fosse responsável por estar tentando animar os outros com canções. entretanto, após os acontecimentos na terra do nunca, o herdeiro da maldonia agia como se fosse outra pessoa. um pouco mais maduro, mas também um pouco ranzinza. escutara as sugestões de hugo atentamente, e logo que escutou algo em que poderia ser útil, decidiu manifestar-se. “ eu posso ficar com a parte da cozinha. é o mais óbvio para mim. ” não fazia parte de seus poderes, mas acreditava que os dele seriam inúteis ali. portanto, seu talento e gosto para cozinhar herdado e ensinado por sua mãe tiana era bastante conhecido e elogiado. “ eu até participaria do conselho, mas não estou nos meus melhores dias. prefiro organizar a cozinha e ‘tô contigo no que decidir. prefiro você como líder do que certas pessoas. ” podia estar afastado do príncipe e não serem mais grandes amigos, até mesmo restar alguma mágoa por conta das decisões alheias, mas conhecia a índole do rapaz e também sua inteligência. acreditava realmente que hugo era uma boa opção para liderar aquela bagunça. sua fala, todo o tempo, soara séria demais, com poucos sorriso, completamente atípico para os padrões do filho de tiana. “ e eu quero deixar claro aqui meu posicionamento: ‘tô do lado do asablanca. ” falou para os outros envolvidos na conversa, deixando evidenciado sua opinião.